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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

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Para Renata Seldin, mentora de carreiras com 25 anos de experiência em gestão, celebrar a data não é suficiente para provocar mudanças verdadeiras no mercado de trabalho 

 

O Dia das Mulheres nas empresas costuma ser mais uma data para romantizar a força feminina do que um momento de reflexão sobre como gerar mudanças reais em prol da igualdade de gênero no mercado de trabalho. As profissionais recebem flores, brindes e chocolates, enquanto continuam a exercer funções que levam à sobrecarga física e emocional. 

Para uma transformação efetiva, é necessário estabelecer metas alcançáveis e claras em busca do bem-estar feminino na rotina empresarial – somente assim o Dia das Mulheres pode se tornar um verdadeiro marco para o reconhecimento dos direitos das profissionais. 

Com esse olhar, a mentora de carreiras com 25 anos de experiência como executiva, doutora em Gestão da Inovação, palestrante sobre igualdade de gênero e autora de “As perdas no caminho”, Renata Seldin, apresenta seis passos para que as empresas proporcionem mudanças efetivas  no dia a dia das mulheres: 

1. Reconhecerque igualdade não é tratar todo mundo igual 

Igualdade de gênero não é esperar que mulheres se adaptem a modelos pensados por e para homens. Quando a empresa confunde igualdade com homogeneização, perpetua a desigualdade e ainda chama isso de meritocracia. 

2. Olhar para os dados negligenciados 

Salários, promoções, avaliações de desempenho, desligamentos, licenças, adoecimentos. Sem dados, não há diagnóstico. Sem diagnóstico, qualquer ação no Dia das Mulheres vira atuação para dizer que algo foi feito. 

3. Pararde romantizar a resiliência feminina 

Mulheres não precisam ser mais fortes. Precisam de estruturas menos violentas. Celebrar quem “aguenta mais” é uma forma elegante de normalizar jornadas abusivas, sobrecarga emocional e silenciamento. 

4. Tratarsaúde mental como tema organizacional

Adoecimento não é falha pessoal. É reflexo da cultura da empresa. Burnout, ansiedade e exaustão entre mulheres têm relação direta com expectativas irreais, dupla jornada, vieses de avaliação e ambientes hostis. Oferecer meditação, aplicativo de ginástica ou psicólogo na empresa sem rever metas e cobranças é cinismo institucional. 

5. Incluirhomens na conversa, mas não no protagonismo 

Igualdade de gênero não é um “tema das mulheres”. É um tema social. Fala de poder, distribuição de oportunidades e decisões organizacionais. Homens precisam ser parte da mudança, especialmente os que ocupam cargos de liderança. 

6. Trocara campanha por compromissos públicos e mensuráveis 

Metas claras. Prazos definidos. Pessoas responsáveis. Transparência. O Dia das Mulheres não deve ser o auge da pauta, mas um lembrete do quanto ainda falta fazer nos outros 364 dias do ano. 

  

Renata Seldin - doutora em Gestão da Inovação, mestre em Engenharia de Produção e tem mais de 24 anos de experiência como executiva em consultoria de gestão. Ministra palestras sobre temas relacionados à igualdade de gênero no ambiente de trabalho, ao planejamento familiar e à superação de perdas. Atualmente, a escritora e influenciadora inspira mais de 30 mil seguidores com reflexões sobre autoestima, luto, resiliência e narrativas femininas. Seu livro As perdas no caminho: Em busca de uma família narra os desafios pessoais com a tentativa de engravidar. Também publicou “Pequenas crônicas sobre grandes coisas do dia a dia” (2024) e “O vazio” (2024). Em 2026, publicará, pela eitora Patuá, um livro autobiográfico sobre os dilemas e as aventuras de se envolver em relacionamentos amorosos no mundo contemporâneo.
Instagram: @renata_seldin


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