Desfilar com salto alto, permanecer
horas em pé e dançando atrás do trio e do bloquinho podem trazer riscos graves
às articulações; confira as dicas para se proteger 
Pode não parecer, mas a brincadeira atrás do bloquinho de Carnaval
pode trazer sérios riscos de lesões para joelho e quadril.
(Imagem ilustrativa criada por IA)
O Carnaval é sinônimo de festa, mas também exige preparo físico. Seja na avenida, nos blocos de rua ou atrás do trio elétrico, o esforço repetitivo e as longas horas em pé podem sobrecarregar as articulações, especialmente joelho e quadril.
Passistas
e integrantes de escolas de samba enfrentam uma maratona de ensaios e desfiles.
Já os foliões costumam caminhar grandes distâncias, pular e dançar por horas.
Segundo o cirurgião de joelho e quadril Dr. Thiago Fuchs, alguns cuidados
simples ajudam a prevenir lesões e evitar que a festa termine no consultório ou
hospital.
Impacto
nas articulações é maior do que parece
Durante uma caminhada comum, o joelho pode suportar de duas a sete vezes o peso do corpo. O quadril, por sua vez, recebe de duas a três vezes a carga corporal a cada passo. Em atividades como corrida, saltos ou samba, com movimentos repetitivos de flexão e rotação, esse impacto é ainda mais intenso.
Além
disso, pisos irregulares, buracos e calçadas escorregadias aumentam o risco de
quedas e entorses, que podem comprometer tornozelo, joelho e quadril.
Calçado
adequado faz diferença
Um dos principais erros dos foliões é a escolha do sapato. Como muita gente gosta de pular Carnaval em regiões litorâneas, muitas vezes em avenidas à beira-mar, acaba optando pelo chinelo. Mas para quem vai caminhar longas distâncias ou acompanhar trios elétricos, o tênis é a opção mais indicada. Além de ajudar na estabilidade e no amortecimento do impacto, eles protegem os pés de cacos de vidro e outros objetos que podem cortar e machucar.
O uso de salto alto, comum entre mulheres durante o Carnaval, exige atenção redobrada. Em ambientes abertos e com solo irregular, o salto aumenta o risco de torções e quedas.
Portanto, para quem vai desfilar ou sambar intensamente de salto alto - típico das passistas de escola de samba -, o preparo físico prévio é essencial. O samba envolve movimentos repetitivos que exigem força e resistência da musculatura do quadril e do joelho. Sem condicionamento adequado, a sobrecarga pode desencadear dores e inflamações.
O
ideal é fortalecer a musculatura das pernas e do core antes do período de
festas, garantindo maior estabilidade articular.
Respeitar
os limites evita problemas
Outro ponto importante é não ignorar os sinais do corpo. Permanecer muitas horas em pé, dançando ou caminhando, aumenta o desgaste articular. Pausas para descanso ajudam a reduzir a sobrecarga.
A recomendação vale não apenas para foliões, mas também para profissionais que trabalham durante o Carnaval, como seguranças, músicos, ambulantes e equipes de apoio.
Manter-se hidratado, usar roupas leves, proteger-se do sol e garantir boas horas de sono também contribuem para preservar a saúde das articulações. Depois da maratona no bloquinho ou trio elétrico, é extremamente necessário alimentar-se bem (não em excesso, mas sim com qualidade, comento futas, verduras, legumes, carnes e outros alimentos proteicos, cereais, etc.), hidratar-se (preferencialmente com água e, em segundo plano, com sucos e água de coco; cerveja não hidrata!) e dormir pelo menos 7 a 8 horas para o corpo repousar adequadamente. Com planejamento e cuidado, é possível aproveitar a festa sem comprometer joelhos e quadris.
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