47% dos jovens brasileiros demonstram preocupação com a automação, enquanto 42% associam a IA ao aumento da produtividade
O avanço da Inteligência Artificial (IA) no mercado de trabalho
brasileiro desperta cenários diferentes entre os jovens de 14 a 29 anos. De
acordo com a pesquisa "Jovens, Inteligência Artificial e Mercado de
Trabalho", realizada pela Nexus e encomendada pela Demà, 47% dos
entrevistados afirmam ter preocupação com a substituição de atividades humanas
por máquinas. Ao mesmo tempo, 42% dizem se sentir motivados pelas
possibilidades trazidas pelas novas tecnologias, especialmente em relação ao
aumento da produtividade.
Os dados indicam que a principal associação feita pelos jovens à
IA está relacionada ao aumento da produtividade. Para 42% dos entrevistados, o
maior benefício da tecnologia é permitir que profissionais realizem mais
tarefas em menos tempo. Essa lógica também aparece no uso educacional: 22%
afirmam recorrer à IA para tornar o aprendizado mais simples ou rápido.
Diferenças regionais
Apesar do receio em relação à automação, a maioria dos jovens
avalia de forma positiva os efeitos da IA sobre a economia e o mercado de
trabalho no longo prazo. Ao todo, 71% acreditam que o impacto será benéfico nos
próximos anos.
Essa percepção varia entre as regiões do país. No Nordeste, 63%
dos jovens têm uma visão positiva sobre o futuro da economia com o avanço da
IA. No Sudeste, o índice é de 46%, enquanto no Sul chega a 49%.
Uso de IA como diferencial
A pesquisa também mostra que o domínio de ferramentas
de Inteligência Artificial passou a ser visto como um fator relevante para a
inserção profissional. Para 84% dos jovens, conhecer essas tecnologias é um
diferencial ou requisito importante para conquistar uma vaga atualmente. Entre
aqueles que já participaram dos programas de aprendizagem da Demà, esse
percentual sobe para 91%.
METODOLOGIA
A Nexus entrevistou 2.016 cidadãos com idade entre 14
e 29 anos, nas 27 Unidades da Federação, entre 14 e 20 de julho. A margem de
erro da amostra é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%.

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