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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Avanços no tratamento aumentam chances de cura do câncer infantil

Câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente 7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025
 

No Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, celebrado em 15 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE) exalta os avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer infantil, que tornam cada vez mais possível oferecer cura e qualidade de vida para crianças e adolescentes afetados pela doença. Em um cenário onde cada caso exige atenção individualizada, a combinação de tecnologia médica, protocolos especializados e acompanhamento multidisciplinar tem se mostrado fundamental para otimizar resultados clínicos. 

“O tratamento do câncer infantil hoje é altamente especializado e combina diferentes modalidades, escolhidas de forma individualizada para cada criança. Isso permite atacar o tumor com precisão, aumentando as chances de cura e reduzindo os efeitos colaterais”, afirma Dra. Mariana Michalowski, Presidente da SOBOPE. Segundo ela, o cuidado integral vai além da medicação: “Apoiar emocionalmente crianças e famílias influencia diretamente na adesão ao tratamento, no bem-estar e nos resultados clínicos.” 

No Brasil, o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente 7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025, segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA). O risco estimado é de 134,8 casos por milhão de crianças e adolescentes, sendo 4.230 casos em meninos e 3.700 em meninas. 

Entre os avanços terapêuticos mais relevantes estão:

  • Quimioterapia moderna e protocolos estratificados por risco, adaptados a cada paciente;
     
  • Cirurgias oncológicas precisas, com planejamento detalhado e suporte perioperatório;
     
  • Radioterapia conformacional, que preserva tecidos saudáveis e reduz efeitos tardios;
     
  • Terapias-alvo, que atuam sobre alterações moleculares específicas do tumor;
     
  • Imunoterapias, incluindo CAR‑T cells e anticorpos direcionados a leucemias, linfomas e outros casos selecionados;
     
  • Transplante de medula óssea, quando indicado;
     
  • Suporte integral, incluindo controle de infecções, transfusões, nutrição, reabilitação e acompanhamento psicossocial.
     

Estudos recentes mostram que, quando há diagnóstico precoce e acesso a terapias especializadas, as taxas de cura podem ultrapassar 80%, especialmente em tumores mais comuns, como leucemias, linfomas e tumores do sistema nervoso central.

“Investir em pesquisa, formação de equipes especializadas e políticas públicas que garantam acesso a tratamentos de ponta é essencial para transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes no Brasil”, reforça Dra. Mariana.

A data serve também como lembrete da importância de investimentos contínuos em pesquisa, formação de equipes especializadas e políticas públicas que garantam acesso universal a tratamentos de ponta, oferecendo esperança e qualidade de vida a milhares de crianças e adolescentes em todo o país.


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