Câncer infantojuvenil representa cerca
de 3% de todos os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente
7.930 novos casos por ano no triênio 2023–2025
No Dia Internacional de Luta contra o Câncer Infantil, celebrado
em 15 de fevereiro, a Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE)
exalta os avanços no diagnóstico e no tratamento do câncer infantil, que tornam
cada vez mais possível oferecer cura e qualidade de vida para crianças e
adolescentes afetados pela doença. Em um cenário onde cada caso exige atenção
individualizada, a combinação de tecnologia médica, protocolos especializados e
acompanhamento multidisciplinar tem se mostrado fundamental para otimizar
resultados clínicos.
“O tratamento do câncer infantil hoje é altamente especializado e
combina diferentes modalidades, escolhidas de forma individualizada para cada
criança. Isso permite atacar o tumor com precisão, aumentando as chances de
cura e reduzindo os efeitos colaterais”, afirma Dra. Mariana Michalowski,
Presidente da SOBOPE. Segundo ela, o cuidado integral vai além da medicação:
“Apoiar emocionalmente crianças e famílias influencia diretamente na adesão ao
tratamento, no bem-estar e nos resultados clínicos.”
No Brasil, o câncer infantojuvenil representa cerca de 3% de todos
os casos de câncer, e o país deve registrar aproximadamente 7.930 novos casos
por ano no triênio 2023–2025, segundo estimativas do Instituto Nacional de
Câncer (INCA). O risco estimado é de 134,8 casos por milhão de crianças e
adolescentes, sendo 4.230 casos em meninos e 3.700 em meninas.
Entre os avanços terapêuticos mais relevantes estão:
- Quimioterapia moderna e protocolos estratificados por risco,
adaptados a cada paciente;
- Cirurgias oncológicas precisas, com planejamento detalhado e
suporte perioperatório;
- Radioterapia conformacional, que preserva tecidos saudáveis e
reduz efeitos tardios;
- Terapias-alvo, que atuam sobre alterações moleculares
específicas do tumor;
- Imunoterapias, incluindo CAR‑T cells e anticorpos
direcionados a leucemias, linfomas e outros casos selecionados;
- Transplante de medula óssea, quando indicado;
- Suporte integral, incluindo controle de infecções,
transfusões, nutrição, reabilitação e acompanhamento psicossocial.
Estudos recentes mostram que, quando há diagnóstico precoce e
acesso a terapias especializadas, as taxas de cura podem ultrapassar 80%,
especialmente em tumores mais comuns, como leucemias, linfomas e tumores do
sistema nervoso central.
“Investir em pesquisa, formação de equipes especializadas e
políticas públicas que garantam acesso a tratamentos de ponta é essencial para
transformar a vida de milhares de crianças e adolescentes no Brasil”, reforça
Dra. Mariana.
A data serve também como lembrete da importância de investimentos
contínuos em pesquisa, formação de equipes especializadas e políticas públicas
que garantam acesso universal a tratamentos de ponta, oferecendo esperança e
qualidade de vida a milhares de crianças e adolescentes em todo o país.
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