O esgotamento profissional deixou de ser um tema periférico para
se tornar um dos principais indicadores das tensões do mercado de trabalho. Em
diferentes setores, cresce o número de afastamentos associados ao burnout,
condição reconhecida pela Organização Mundial da Saúde como um fenômeno
ocupacional diretamente ligado a ambientes marcados por pressão contínua,
sobrecarga e baixa margem de recuperação.
Mais do que cansaço, o burnout se manifesta como uma exaustão
progressiva que compromete a capacidade do profissional de responder às
exigências da função. Os sintomas se instalam de forma gradual —
irritabilidade, distúrbios do sono, perda de motivação e dificuldade de
concentração — e muitas vezes são normalizados até que o desempenho, as
relações e a saúde mental se deterioram de maneira mais visível.
Relatórios recentes de saúde ocupacional apontam aumento
consistente das licenças médicas por transtornos mentais, com maior incidência
em áreas como saúde, educação, tecnologia e atendimento ao público. A expansão
do trabalho remoto e híbrido contribuiu para diluir fronteiras entre vida
pessoal e profissional, mantendo trabalhadores em estado permanente de
disponibilidade. Ao mesmo tempo, processos de enxugamento de equipes e
intensificação de metas ampliaram a sensação de atraso crônico e insegurança.
O avanço do burnout expõe um padrão estrutural. Metas
inatingíveis, falta de reconhecimento, ambientes hostis, jornadas imprevisíveis
e medo constante de desligamento aparecem com frequência em organizações que
registram altos índices de esgotamento. O adoecimento, nesse contexto, deixa de
ser exceção e passa a funcionar como sintoma de modelos de gestão que operam no
limite.
Andre Purri, CEO da HRTech Alymente, destaca que iniciativas como
incentivo a hobbies, projetos voluntários e momentos de conexão informal
fortalecem a resiliência mental e o engajamento emocional, reduzindo o risco de
turnover e ampliando a produtividade sustentável. “Empresas que equilibram
controle organizacional e autonomia individual não apenas protegem seus
talentos, mas também criam vantagem competitiva: equipes saudáveis são mais
inovadoras, adaptáveis e capazes de manter alta performance sob pressão”,
afirma.
À medida que o debate avança, o burnout deixa de ser interpretado
como fragilidade pessoal e passa a ser entendido como um alerta sobre a
sustentabilidade do trabalho. Em um mercado cada vez mais competitivo, a
capacidade de preservar saúde mental, permanência e qualidade de vida tende a
se tornar um dos principais desafios — e também um dos principais diferenciais
— das organizações.
Caso tenha interesse na pauta, basta nos avisar que faremos a
ponte com o executivo/especialista para uma entrevista.
Andre Purri - CEO e cofundador da Alymente, Andre Purri vem revolucionando o mercado de benefícios corporativos. Formado em Administração de Empresas pela ESPM e com mais de 10 anos de experiência no setor de meio de pagamentos e benefícios, Andre iniciou sua carreira como Líder Comercial na Stone Pagamentos, onde desenvolveu habilidades estratégicas e de liderança. Movido pelo propósito de inovar, fundou a Alymente para oferecer soluções flexíveis que transformam a gestão de benefícios, gerando impacto positivo para empresas e colaboradores. Sua visão empreendedora reflete compromisso com inovação e excelência.
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