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sábado, 5 de abril de 2025

Maternidade Atípica: Reflexões de uma psicopedagoga sobre os desafios e conquistas

Especialista explica o papel da psicopedagogia no acolhimento, na escuta ativa e na valorização do potencial único de cada criança

 

No Brasil, a maternidade atípica ainda é um tema pouco debatido, apesar dos desafios enfrentados diariamente por muitas famílias. No livro “Maternidade Atípica”, a psicopedagoga Vanessa Azevedo compartilha sua vivência pessoal e profissional no capítulo “Reflexões de uma psicopedagoga sobre maternidade atípica”, oferecendo uma visão sensível e embasada sobre esse universo.

Vanessa, especialista em Neuropsicopedagogia com foco em Análise do Comportamento Aplicada ao Autismo, traz uma perspectiva singular ao conciliar sua experiência como terapeuta da aprendizagem e mãe de Bernardo, seu filho diagnosticado com autismo. Seu relato enfatiza a importância da afetividade no desenvolvimento infantil, alinhando-se à teoria de Henri Wallon, que defende o papel essencial das emoções na formação da personalidade e do aprendizado.

Segundo a psicopedagoga, a chegada de Bernardo, em 2019, transformou não apenas sua vida familiar, mas também sua prática profissional. Desde os primeiros meses de vida do filho, Azevedo notou sinais de desenvolvimento atípico, como o interesse precoce por letras e números e a ausência de contato visual. A busca por respostas e intervenção precoce tornou-se um caminho de autodescoberta e aprendizado.

“Entender os estágios de desenvolvimento infantil propostos por Piaget me permitiu compreender as necessidades do meu filho e adaptar abordagens pedagógicas de forma mais eficaz”, relata a psicopedagoga. Utilizando sua experiência profissional, ela adaptou o ambiente familiar para estimular o aprendizado de Bernardo, transformando atividades cotidianas em oportunidades de desenvolvimento.


O papel da psicopedagogia na maternidade atípica


O relato de Vanessa reforça que a psicopedagogia vai muito além da transmissão de conhecimento acadêmica. O trabalho de um psicopedagogo envolve acolhimento, escuta ativa e compreensão das necessidades individuais de cada criança e família.

A profissional destaca a necessidade de repensar o conceito de normalidade, valorizando o potencial único de cada criança. “Em um mundo que busca padronização, é essencial lembrar que cada criança traz consigo um conjunto singular de habilidades e desafios. Nosso papel é reconhecer e celebrar essa diversidade”, afirma.

A maternidade atípica é um caminho repleto de obstáculos, mas também de grandes descobertas. No seu capítulo no livro, Azevedo compartilha momentos difíceis, como noites sem sono e o luto pelo filho idealizado. No entanto, enfatiza que cada conquista de Bernardo é um motivo de celebração, reforçando a importância do suporte familiar e profissional.

Seu conhecimento na área foi fundamental para criar estratégias eficazes no desenvolvimento do filho, utilizando seus interesses naturais como ferramenta de aprendizagem. Um exemplo prático foi o processo de desfralde, no qual Azevedo transformou os banheiros da casa e da escola em espaços estimulantes, decorando-os com letras, números e músicas.


Um olhar para o futuro


O relato de Vanessa Azevedo reforça a importância da inclusão e do respeito às diferenças, inspirando uma nova forma de enxergar e valorizar cada criança em sua singularidade. Seu caminho como mãe e psicopedagoga mostra que, com amor, apoio e conhecimento, é possível superar desafios e proporcionar um futuro promissor para crianças com desenvolvimento atípico.

“Espero que minha experiência inspire outras mães a nunca desistirem de seus filhos. Sei que o caminho não é fácil, mas acredito no poder do amor, da fé e da orientação para encontrarmos sempre o melhor caminho”, conclui a psicopedagoga.

 

Os benefícios cognitivos da educação bilíngue na primeira infância

Estudos revelam que o bilinguismo na infância contribui para o desenvolvimento cognitivo, fortalece a concentração e pode até retardar o surgimento de doenças como o Alzheimer.

 

O bilinguismo na infância tem se consolidado como uma das estratégias mais eficazes para o desenvolvimento cognitivo e intelectual das crianças. Pesquisas científicas recentes demonstram que a exposição a dois idiomas desde cedo não apenas aprimora habilidades linguísticas, mas também potencializa a memória, a concentração e a capacidade de resolução de problemas, fatores que se tornam essenciais para o sucesso acadêmico e social ao longo da vida.

 

De acordo com o estudo “Cognition through the lifespan: mechanisms of change” realizado por Ellen Bialystok, Fergus Craik e Gigi Luk, o bilinguismo reorganiza redes cerebrais, melhorando o controle executivo, que inclui a habilidade de focar a atenção, ignorar distrações e gerenciar informações simultâneas. Essa capacidade é crucial para o desenvolvimento de funções cognitivas mais complexas, como o raciocínio lógico e a tomada de decisões.

 

Além disso, o estudo também aponta que o bilinguismo tem um impacto positivo ao longo da vida, promovendo a chamada "reserva cognitiva". Isso significa que as crianças bilíngues tendem a ter um envelhecimento cognitivo mais saudável, com um início mais tardio dos sintomas de doenças mentais como o Alzheimer. Em outras palavras, aprender um segundo idioma não só melhora a cognição na infância, mas também oferece uma proteção valiosa contra o declínio cognitivo na velhice.

 

O cérebro humano passa por uma fase de desenvolvimento acelerado nos primeiros anos de vida, o que torna a primeira infância o período ideal para a aprendizagem de um segundo idioma. Durante este estágio, o cérebro é altamente receptivo a novos estímulos, facilitando a assimilação de palavras, sons e estruturas gramaticais de uma língua adicional. Esse processo favorece a neuroplasticidade, que é a capacidade do cérebro de se reorganizar e formar novas conexões à medida que aprende.

 

Pesquisas como a realizada pela Universidade de Stanford no estudo Bilingual Brains evidenciam que as crianças bilíngues têm uma maior facilidade em bloquear distrações e manter o foco em tarefas, graças ao constante exercício de alternar entre dois idiomas. Além disso, crianças que aprendem duas línguas desde cedo demonstram habilidades aprimoradas em outras áreas, como a resolução de problemas e o pensamento crítico, competências essenciais para o sucesso acadêmico e para a adaptação a novos contextos globais.

 

A relevância do bilinguismo vai além do aprendizado linguístico. Ele promove uma compreensão mais profunda e empática das diferentes culturas, ampliando o entendimento das crianças sobre o mundo e suas diversas realidades. Essa vivência cultural, associada à aprendizagem de um novo idioma, favorece a socialização e a adaptação em ambientes multiculturais.

 

"Investir no bilinguismo na primeira infância é garantir que nossos alunos desenvolvam não só habilidades linguísticas, mas também capacidades cognitivas superiores. As crianças bilíngues são mais rápidas em processar informações, têm uma maior capacidade de concentração e mostram uma flexibilidade mental que as prepara para desafios acadêmicos e profissionais no futuro. Além disso, sabemos que o bilinguismo tem um impacto positivo na saúde cognitiva ao longo da vida, oferecendo uma proteção natural contra o declínio mental na velhice”, afirma Sheila Bancovsky, psicóloga e sócia proprietária da Escola Koala.

 

A inserção de uma educação bilíngue na primeira infância se revela como uma das melhores formas de investir no futuro das crianças, não apenas no que diz respeito ao domínio de um segundo idioma, mas também no desenvolvimento de suas capacidades cognitivas, sociais e culturais. As descobertas científicas demonstram que os benefícios do bilinguismo se estendem por toda a vida, proporcionando vantagens intelectuais e emocionais duradouras.

 

Escola Koala
https://escolakoala.com.br/


Dia Mundial da Saúde: felicidade como pilar para uma vida saudável

Pessoas felizes vivem mais, adoecem menos e são mais produtivas. CEO da BeHappier, Flávia da Veiga, explica essa relação

 

No Dia Mundial da Saúde, é essencial refletir sobre a conexão entre felicidade e bem-estar. Diversas pesquisas científicas mostram que pessoas felizes apresentam melhores indicadores de saúde física e mental. Um estudo publicado em 2010 na revista "European Heart Journal" acompanhou quase 2.000 canadenses e observou que aqueles que expressavam emoções positivas, como prazer, felicidade e entusiasmo, tinham o risco de doenças cardíacas reduzido em 22%.


A felicidade não só reduz riscos de doenças neurológicas e cardiovasculares, mas também fortalece o sistema imunológico. Em 2003, um estudo publicado na revista Psychosomatic Medicine avaliou 334 voluntários saudáveis, que foram expostos ao resfriado comum e constatou que os participantes mais felizes tinham menos probabilidade de adoecer. Em outro estudo de 2006, publicado na revista Brain, Behavior, and Immunity, pessoas que relataram emoções positivas após receber a vacina contra a hepatite B tiveram quase o dobro de resposta imune em comparação às menos felizes.


“Quando estamos felizes, nosso corpo libera hormônios como dopamina, serotonina e endorfinas, que promovem bem-estar e fortalecem o sistema imunológico”, explica Flávia da Veiga. A felicidade também ajuda a combater o estresse. Em um estudo de 2009, um estudo publicado na revista Health Psychology participantes mais felizes apresentaram níveis 23% menores de cortisol, o hormônio do estresse, e recuperaram-se mais rápido após situações estressantes.


 Pessoas felizes vivem até dez anos mais e se recuperam mais rapidamente de cirurgias. E são por meio de hábitos simples, mas conscientes como os de gratidão, meditação, gentileza e atividade física, cientificamente comprovados, uma das formas de fortalecer a saúde mental e física. No contexto corporativo, essa conexão se torna ainda mais relevante: Uma pesquisa publicada pela Forbes revelou que os funcionários mais felizes tiram 66% menos licenças médicas em comparação aos menos felizes. Já as empresas que promovem o bem-estar e a felicidade de seus colaboradores alcançam melhores resultados em produtividade, engajamento e satisfação.


Investir na felicidade dos colaboradores, portanto, reduz afastamentos, fortalece a cultura organizacional e impulsiona a inovação. A prática regular de atividades físicas melhora sono, apetite e reduz afastamentos clínicos, enquanto a meditação promove equilíbrio emocional e resiliência. A gentileza e gratidão também impactam positivamente. “Só de pensar em fazer o bem, o cérebro libera dopamina, gerando prazer e contentamento”, afirma Flávia. Pessoas gratas vivem com mais plenitude e saúde.


No Brasil, a BeHappier é referência em Felicidade Corporativa. Seu programa inovador desenvolve happiness skills nos colaboradores, tornando-os mais produtivos, engajados e saudáveis. “Colaboradores felizes têm maior resistência ao estresse e mais disposição para desafios”, destaca Flávia. A startup utiliza uma plataforma gamificada que mensura e incentiva hábitos positivos, premiando empresas com o selo Happy Place to Work.


Neste Dia Mundial da Saúde, o convite é claro: adote hábitos que promovam felicidade e bem-estar. Pequenas mudanças diárias, como praticar a gratidão, cultivar a gentileza, meditar e se manter ativo, geram um impacto profundo na saúde mental e física.


“A felicidade não é um objetivo distante, mas uma jornada contínua que começa com escolhas simples e conscientes. Somadas, elas têm o potencial de transformam vidas e organizações”, finaliza Flávia.

 

BeHappier
Linkedin: https://www.linkedin.com/in/flaviadaveiga/
Instagram Flávia da Veiga: https://www.instagram.com/fladaveiga?igsh=MXQ3OXllaHhpZDI3Mg==
Instagram Startup Behappier:
https://www.instagram.com/behappier.app?igsh=MTg4Y3RkZG1ycWs2OA==


Como vencer o ciúme do passado daqueles com os quais nos relacionamos?

Psicanalista Tássia Borges analisa o que é popularmente chamado de “Síndrome de Rebecca”, o ciúme pelo passado amoroso do companheiro ou companheira. Para ela, isto não se dá apenas no campo do amor, mas em outros tipos de relacionamento, inclusive profissional  

 

No romance "Rebecca", da escritora Daphne du Maurier, publicado em 1938 e que também foi adaptado para o cinema por Alfred Hitchcock em 1940, a protagonista é atormentada pela memória da primeira esposa de seu marido, já falecida, chamada Rebeca. Apesar de não estar fisicamente presente, sua influência e a idealização de sua imagem criam um ambiente de constante comparação e insegurança para a nova esposa.

 

Situações assim não acontecem apenas nas obras de ficção. É por isto que tem se falado muito sobre a “Síndrome de Rebecca”, um tipo específico de ciúmes que surge em relação ao passado amoroso do (a) parceiro (a). “Nessa dinâmica, o indivíduo sente-se ameaçado ou desconfortável com relações que já se encerraram, mesmo que elas não apresentem qualquer interferência no relacionamento atual. É um tipo de ciúmes que pode gerar um intenso sofrimento emocional, comprometendo a autoestima e a qualidade da relação”, explica a psicanalista Tássia Borges.

 

Com base em sua experiência clínica, a psicanalista afirma que isso não se dá apenas no âmbito do relacionamento amoroso. “Vejo isso acontecer em outros relacionamentos também, em relação a colegas de trabalho, chefes, amigos ou ex-amigos”, ilustra. “Inicia-se um processo de obsessão e fixação que leva a pessoa que sente o ciúme a considerar essas figuras do passado verdadeiras inimigas. Sofrem por uma concorrência que não existe e que é completamente fantasiosa, como se fosse uma assombração”. 

 

As consequências podem ser variadas. Vão da perda de tempo “stalkeando” estas pessoas, passando pela comparação a fim de “superá-las”, até chegar a um quadro de angústia intensa. “O passado do outro – seja do cônjuge, do amigo ou do colega de trabalho – assim como o de todos nós, não pode ser visto como uma ameaça, mas sim, como algo que faz parte da nossa história”, adverte Tássia. “Num processo analítico, apoiado em dados de realidade e não em fantasias, será possível elaborar inseguranças e idealizações. Se isto não for feito, o relacionamento atual pode ser afetado, causando ainda mais sofrimento”.  

 

Tássia Borges - especialista em assuntos relacionados à saúde mental e o psiquismo – entre eles ansiedade, narcisismo, questões geracionais, de relacionamento, luto, solidão e entraves psíquicos que podem impedir atletas de atingir altas performances. Mestre em Psicologia Clínica pelo Núcleo de Método Psicanalítico e Formações da Cultura da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) e Bacharel em Letras pela Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (USP), ela trabalha com educação e linguagem há mais de 20 anos. Fundou e dirige o Instituto Kleiniano de Psicanálise, cuja missão é compartilhar de modo responsável e especializado os conhecimentos técnico-teóricos da psicanalista austríaca Melanie Klein (1882-1960) bem como de autores que dialogam com seu pensamento.


(07/04) Dia Mundial da Saúde: Ser saudável é cuidar da mente e do corpo

 

pexels

Terapia não só auxilia no gerenciamento do estresse e da ansiedade, mas também promove a reestruturação dos padrões de pensamento

 

No Dia Mundial da Saúde, a Organização Mundial da Saúde (OMS) redefine o conceito de bem-estar, enfatizando que saúde não se limita à ausência de doenças, mas é um estado de completo bem-estar físico, mental e social. Em meio aos desafios diários e ao ritmo acelerado da vida moderna, o equilíbrio emocional tornou-se essencial para uma vida plena. Dados da OMS indicam que cerca de 25% da população mundial enfrentará algum transtorno mental ao longo da vida, evidenciando a necessidade de priorizar a saúde mental tanto quanto a física.

Nesse contexto, a psicoterapia se destaca como uma ferramenta essencial para o bem-estar integral. Segundo o psicólogo Luti Christóforo, a terapia não apenas auxilia no gerenciamento do estresse e da ansiedade, mas também promove uma reestruturação dos padrões de pensamento, permitindo um desempenho pessoal e profissional mais equilibrado. Estudos da American Psychological Association (APA) apontam que intervenções psicoterapêuticas podem reduzir sintomas de depressão e ansiedade em até 30%, impactando diretamente a qualidade de vida e a produtividade.

O cuidado com a mente e o corpo deve caminhar lado a lado. Práticas como exercícios físicos regulares, alimentação equilibrada e sono adequado são fundamentais para a saúde física, mas, sem um equilíbrio emocional, os efeitos positivos dessas ações podem ser limitados. “Investir no bem-estar emocional é tão essencial quanto cuidar do físico. Uma mente equilibrada prepara o indivíduo para enfrentar os desafios diários com mais resiliência e criatividade”, afirma Luti Christóforo.

Além disso, a busca pela saúde mental não deve ser encarada como uma alternativa apenas para quem enfrenta transtornos psicológicos. A psicoterapia é um recurso valioso para qualquer pessoa que deseja se conhecer melhor, desenvolver inteligência emocional e fortalecer sua capacidade de lidar com adversidades. Da mesma forma que fazemos exames de rotina para verificar a saúde do corpo, cuidar da mente por meio da terapia deveria ser visto como um hábito preventivo e essencial para uma vida mais equilibrada.

Neste Dia Mundial da Saúde, é fundamental reforçar que a verdadeira saúde reside na integração entre corpo e mente. Promover a saúde mental por meio da psicoterapia não é apenas um ato de autocuidado, mas uma escolha que impacta positivamente todas as áreas da vida. Afinal, uma mente saudável contribui para relacionamentos mais harmoniosos, maior produtividade e uma vida mais plena e feliz.



Luti Christóforo
Psicólogo clínico com especialização em psicologia analítica
WhatsApp: (41) 99809-8887
Instagram: @luti_psicologo
E-mail: lutipsicologo@gmail.com


Médico sexologista João Borzino dá seis dicas para um relacionamento amoroso saudável

O terapeuta sexual listou princípios poderosos para você por em prática

 

Ter um relacionamento saudável pode diminuir o estresse e ajudar a melhorar seu bem-estar e sua saúde mental. E é muito possível ter uma relação feliz. O médico sexologista e terapeuta sexual explica como. 

 

"Depois de mais de quatro décadas estudando milhares de casais no meu “Love Lab”, posso dizer com segurança: relacionamentos felizes não são obra do acaso. Eles seguem padrões claros de comportamento, comunicação e conexão emocional".

 

Em um mundo cheio de distrações, pressões e expectativas cada vez mais altas, João Borzino listou princípios simples — mas poderosos — para manter um relacionamento saudável hoje.

 

1. Construa um mapa do mundo do seu parceiro


Pessoas felizes em um relacionamento conhecem a vida do outro em detalhes. Elas sabem quais são os sonhos, medos, preocupações, desejos e até os pequenos detalhes do dia a dia do parceiro.

 Prática: Pergunte coisas simples como “Como foi seu dia de verdade?” ou “O que está te deixando ansioso ultimamente?”. Interesse genuíno cria conexão.


2. Valorize os pequenos gestos — eles são mais importantes do que os grandes

Muita gente acha que manter o romance exige grandes declarações ou viagens caras. Mas o que mais conta são os pequenos momentos de conexão diária: um olhar, um elogio sincero, um “obrigado” inesperado.


 Prática: Dê atenção quando seu parceiro tentar “se conectar” com você — seja mostrando um meme, pedindo ajuda ou querendo conversar. Esses são os “lances” emocionais que constroem o vínculo.


3. Aprenda a brigar bem


O problema não é brigar. Todos os casais brigam. O problema é como brigam. Os casais que duram evitam os “Quatro Cavaleiros do Apocalipse”: crítica, desprezo, defensividade e bloqueio.


 Prática: Substitua a crítica por um pedido claro. Por exemplo, em vez de “Você nunca me escuta!”, diga “Eu preciso que você preste atenção quando eu estiver falando.”


4. Nutra a amizade — ela é a base de tudo


Casais felizes são, acima de tudo, bons amigos. Eles se respeitam, gostam de estar juntos, riem das mesmas piadas. A paixão é importante, mas a amizade é o que sustenta o relacionamento a longo prazo.


 Prática: Separe um tempo só para vocês, sem celular, sem distração. Pode ser uma caminhada, um café ou só deitar juntos e conversar. Qualidade é mais importante que quantidade.


5. Crie significados compartilhados


Relacionamentos duradouros não são só sobre resolver problemas. Eles têm um senso de propósito. O casal constrói uma vida com valores em comum, objetivos parecidos, rituais que fazem sentido juntos.


 Prática: Conversem sobre o futuro, sobre o que é importante para vocês como casal. O que vocês querem construir juntos? Quais são seus rituais de conexão?

6. Cuide da intimidade sexual com diálogo, não com cobrança


Sexo não é só físico — é emocional. Um casal sexualmente conectado é aquele que fala sobre sexo sem medo ou vergonha, entende o que o outro gosta, e está aberto a ajustes. Intimidade não nasce da obrigação, mas da segurança e da conexão emocional.


 Prática: Pergunte ao seu parceiro o que faz ele(a) se sentir desejado. Conversem sobre fantasias, desconfortos e preferências com carinho e curiosidade, sem julgamento. A intimidade cresce onde há confiança e liberdade para ser quem se é.


João Borzino afirma que manter um relacionamento saudável hoje não é mais difícil — é apenas mais distraído. "O segredo não está em evitar conflitos ou viver em harmonia constante, mas sim em manter a conexão emocional viva, mesmo nos dias comuns.

Amor não é sorte. É construção diária. E a boa notícia é que qualquer casal, em qualquer fase, pode aprender a se amar melhor", conclui.


IA elege top 5 cidades ideais para encontrar um amor. Confira!

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“Quando buscamos estar em lugares e momentos que ajudam a criar relações, as chances de encontrar um amor de verdade aumentam significativamente”, disse especialista

 

Muita gente acredita que encontrar o amor é uma questão apenas de pura sorte ou destino, o que está longe de ser verdade. Isso porque existem formas de aumentar as chances de fazer essa magia acontecer, como descobrir os lugares perfeitos e propícios para criar uma conexão. Em um levantamento feito pelo Gemini, chatbot de inteligência artificial do Google, foram destacadas cinco cidades como os melhores destinos para quem busca o amor e momentos românticos. 


Caio Bittencourt, especialista em relacionamentos do MeuPatrocínio, explica: 

"Muita gente acha que o amor acontece por acaso, e às vezes você pode ter essa sorte, mas nem sempre é assim. Nosso mindset e o ambiente em que estamos têm um papel importante em criar as condições para uma conexão. Para entender isso, basta olhar para os relacionamentos do tipo Sugar. Os Sugar Daddies escolhem estar em lugares onde possam desfrutar de momentos luxuosos com suas parceiras e frequentam locais que atraem as Sugar Babies. Eles entendem que, para as coisas fluírem, não basta esperar a sorte; é preciso estar preparado, no lugar certo e cercado de pessoas com a mesma vibe", comentou.

 

Paris: o encanto da cidade luz 

Paris, a "Cidade do Amor", é famosa por sua beleza e charme únicos. Com experiências românticas como passeios pelo Sena e visitas a marcos culturais como o Museu do Louvre, a cidade oferece o cenário perfeito para encontros casuais que podem se transformar em algo mais especial.

 

Nova York: a cidade que nunca dorme 

Nova York é um caldeirão de culturas, oferecendo várias oportunidades para conhecer alguém especial. Com bares, restaurantes e eventos sociais, a cidade é perfeita para quem busca romance. Sua diversidade garante que sempre há alguém com interesses semelhantes, esperando para ser encontrado.

 

Londres: tradição e modernidade 

Londres combina o charme do velho mundo com a energia moderna, criando o cenário perfeito para o romance. Com lugares românticos como mercados encantadores e pubs tradicionais, é fácil iniciar uma conversa com alguém novo.

 

Tóquio: onde a tradição encontra a inovação 

Tóquio mistura tradição e inovação, criando o cenário perfeito para encontros românticos. Bares Izakaya e karaokês são ótimos para socializar, enquanto jardins e templos oferecem tranquilidade para momentos mais íntimos. A cidade também é conhecida por eventos para solteiros, como speed dating, que estão ganhando popularidade. Com uma vida noturna vibrante e uma cultura rica, Tóquio é o destino ideal para quem busca romance em um ambiente culturalmente fascinante.

 

Roma: a cidade eterna do amor 

Roma, com sua rica história e beleza atemporal, é o cenário ideal para o romance. Suas ruas de paralelepípedos e praças históricas criam um ambiente encantador para passeios a dois. Locais icônicos como o Coliseu e a Fontana di Trevi evocam sentimentos de amor eterno.

 

"Quando buscamos estar em ambientes que ajudam a criar o mood perfeito, as chances de encontrar um amor de verdade aumentam significativamente. Afinal, sejamos sinceros, não adianta ficar lá fazendo pose de artista e esperar que um relacionamento caia do céu, mas, quando se é um homem bem-sucedido, culto e educado como um Sugar Daddy, é muito mais fácil. Claro, estar disposto a conhecer pessoas de forma verdadeira e estar mentalmente preparado para isso é fundamental", concluiu o especialista.


O pilar humano do ESG


A cada ano, testemunhamos o aumento da frequência e intensidade dos eventos climáticos extremos, impulsionando o debate sobre a necessidade de as empresas adotarem práticas alinhadas aos princípios de ESG (Environmental, Social and Governance). No entanto, a adoção dessas ações costuma ser predominantemente associada à dimensão ambiental, reduzindo o conceito de sustentabilidade e não abarcando, por vezes, as dimensões inerentes aos indivíduo, seja em seus processos de autoconhecimento, seja na luta por direitos. Essa visão limitada enfraquece o pilar social (S), deixando de lado aspectos essenciais, como o bem-estar dos colaboradores, a equidade e o impacto social das empresas. 

Ao mesmo tempo em que as empresas têm em pauta seus investimentos no negócio, algumas delas já investindo diretamente em projetos sociais, é preciso considerar o cuidado pelo ambiente interno. As empresas são formadas por pessoas, e cuidar delas não é apenas uma questão de ética ou normativa, mas também estratégica e sustentável. 

Mas o que quero dizer com isso? Quando pensamos no viés social de uma organização, não estamos falando apenas de políticas internas, mas do impacto real sobre os colaboradores, suas famílias e todo o ecossistema ao seu redor. Cuidar do bem-estar desse círculo socializante é essencial para construir uma base sólida para o negócio. Na Sow, quando começamos o diálogo com as empresas para transmitir a necessidade de entender certos conceitos sociais, deixamos claro que esse trabalho é extremamente importante e precisa acontecer, além das ações externas, como compensação ambiental ou filantropia. 

Nesse contexto, a saúde mental tem ganhado cada vez mais protagonismo no ambiente corporativo. Questões como burnout, ansiedade e depressão não afetam apenas a qualidade de vida dos profissionais, mas também comprometem a produtividade e a sustentabilidade das empresas. Por isso, esse investimento não deve ser visto como um custo, mas como um diferencial estratégico. 

E os números reforçam essa necessidade. Um levantamento da Organização Mundial da Saúde aponta que cada dólar investido em saúde mental pode gerar um retorno de US$ 4 em produtividade e redução de custos médicos. Além disso, um estudo da Gallup destacou que ambientes emocionalmente saudáveis apresentam uma redução de até 41% nos índices de absenteísmo e turnover. Essa relação evidencia que investir no social não é somente um imperativo moral, mas também uma estratégia inteligente para impulsionar a competitividade e a rentabilidade. Isso deixa claro que um ambiente corporativo saudável é uma necessidade para empresas que desejam se manter relevantes e sustentáveis a longo prazo. 

E construir esse ambiente não se resume apenas à inclusão ou retenção de talentos, mas também ao cuidado com a saúde mental dos profissionais. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), transtornos como depressão e ansiedade geram um impacto econômico significativo, resultando em uma perda de produtividade global estimada em US$ 1 trilhão por ano. 

Os indicadores também mostram reflexos no mercado financeiro. O Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE), da B3, indica que empresas que adotam boas práticas sociais tendem a apresentar maior valorização de suas ações e menor risco de passivos trabalhistas. Isso evidencia que o compromisso com o "S" não é apenas uma preocupação individual, mas uma peça-chave para a sustentabilidade dos negócios e uma gestão de pessoas mais eficaz. 

E temos casos de sucesso no Brasil que são referência na implantação dessa política, integrando responsabilidade social e sustentabilidade, investindo na capacitação e no desenvolvimento de comunidades, gerando impacto positivo tanto na sociedade quanto na cadeia produtiva. Esse modelo de negócio reforça sua competitividade e cria um diferencial sustentável no mercado. 

O "S" no ESG é um pilar fundamental para organizações que buscam crescimento sustentável e responsável. Investir em diversidade, inclusão, qualidade de vida e saúde mental gera impacto positivo não apenas na sociedade, mas também na resiliência e lucratividade dos negócios. Cuidar das pessoas é cuidar do futuro. E, no mundo corporativo, o futuro pertence às empresas que reconhecem que seu maior ativo é o capital humano.



Karina Damião - psicanalista e presidente da associação Sow Saúde Integral.



O descanso aumenta a produtividade

Como o equilíbrio mental impulsiona a performance no trabalho


A rotina corporativa moderna é marcada por prazos apertados, demandas incessantes e um nível crescente de estresse. A busca por produtividade muitas vezes leva profissionais a ignorarem o próprio bem-estar, acreditando que mais horas de trabalho significam mais resultados. No entanto, pesquisas recentes mostram que o descanso e o relaxamento são peças fundamentais para o alto desempenho no ambiente profissional.

Um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que o esgotamento profissional, conhecido como burnout, afeta milhões de trabalhadores globalmente, impactando diretamente a produtividade e aumentando os custos para as empresas. O relatório destaca que funcionários submetidos a níveis elevados de estresse apresentam queda de 23% na eficiência cognitiva e são até 63% mais propensos a tirarem licenças médicas. O Instituto Nacional de Segurança e Saúde Ocupacional dos Estados Unidos (NIOSH) complementa que o estresse relacionado ao trabalho custa à economia global cerca de US$ 300 bilhões anualmente devido a absenteísmo, queda de produtividade e custos médicos.

De acordo com o hipnoterapeuta Renê Skaraboto, a capacidade de concentração e a eficiência no trabalho não dependem apenas do tempo dedicado às tarefas, mas também da qualidade do descanso mental. "Nosso cérebro precisa de pausas para processar informações e manter o foco. Quando trabalhamos em excesso, sem momentos de relaxamento, nossa produtividade não aumenta, mas diminui drasticamente", explica.

Nesse contexto, técnicas que ajudam a reduzir o estresse e melhorar a saúde mental ganham espaço. Estudos publicados na revista científica Harvard Business Review indicam que práticas de relaxamento ativas, como meditação e hipnoterapia, podem melhorar o desempenho profissional em até 47%. Empresas que incorporam programas voltados ao bem-estar dos funcionários percebem redução na rotatividade e aumento do engajamento.

Skaraboto explica que, ao acessar padrões inconscientes, a hipnoterapia pode reconfigurar hábitos negativos e auxiliar na gestão do estresse. "A técnica permite que o profissional desenvolva maior autocontrole emocional, melhore sua resiliência e amplifique sua capacidade de foco, tornando-se mais produtivo sem a necessidade de sobrecarga", afirma.

Com o crescente reconhecimento da importância da saúde mental no ambiente corporativo, organizações inovadoras já adotam medidas para incentivar o equilíbrio entre produtividade e relaxamento. Empresas como Google e Microsoft investem em espaços de descanso e programas de mindfulness para seus funcionários, reconhecendo que um colaborador mentalmente equilibrado trabalha melhor e de forma mais criativa.

A relação entre relaxamento e produtividade é clara: quanto mais equilibrada a mente, mais eficiente se torna o profissional. Estratégias como a hipnoterapia surgem como aliadas poderosas para otimizar o desempenho sem comprometer a saúde, trazendo benefícios tanto para trabalhadores quanto para as empresas.

 

Hipnose para todos
Renê Skaraboto - Hipnoterapeuta
@hipnose_para_todos
https://www.clinicahipnoseparatodos.com.br/
Ed. Batel Executive Center - Travessa João Turin, nº37 Sala 601 - 6ª andar - Água Verde, Curitiba - PR


O mundo do trabalho está matando as pessoas e chamando isso de produtividade

Empresas fingem surpresa com a epidemia de transtornos mentais enquanto continuam exaurindo seus funcionários até o colapso

 

O colapso já começou e ninguém quer admitir. O Brasil bateu um recorde vergonhoso: quase meio milhão de afastamentos por transtornos mentais em 2024, um crescimento de 68% em relação ao ano anterior. No mundo, a Organização Mundial da Saúde (OMS), estima que a depressão e a ansiedade custam 1 trilhão de dólares por ano em produtividade. 

Empresas globais já sentem o impacto de um mercado exausto, mas seguem fingindo que o problema não existe. Só que agora, a omissão tem preço. A atualização da NR-1 exige que as empresas cuidem da saúde mental de seus funcionários e aquelas que continuarem ignorando o óbvio pagarão com multas, processos e equipes adoecidas.

“Transtornos mentais não são fraqueza e nem frescura. São uma epidemia que está dilacerando a economia global. Empresas que insistem em metas inatingíveis, jornadas insanas e assédio disfarçado de ‘cobrança saudável’ estão destruindo suas próprias bases e isso já tem consequência real: afastamentos, demissões silenciosas, baixa produtividade e um mercado de trabalho que opera no limite da exaustão”, afirma Ana Lisboa, psicanalista, advogada especialista em Direito do Trabalho e fundadora da UniAltis, a única universidade do Brasil 100% voltada para a saúde mental.

Segundo Lisboa, as empresas se acostumaram a tratar os funcionários como máquinas e agora estão surpresas porque as peças quebraram. “O que elas chamam de ‘falta de resiliência’ é, na verdade, um grito de socorro. O ‘mimimi’ é um sistema que esticou tanto o limite humano que agora paga o preço, só que a conta não chega apenas para os trabalhadores, ela chega para os próprios negócios, uma vez que uma equipe adoecida custa dinheiro. Um time emocionalmente esgotado, não gera lucro e um ambiente tóxico pode ser o fim de uma grande empresa”, aponta.

A psicanalista afirma que a saúde mental dos trabalhadores nunca foi prioridade e sempre foi um tema jogado para debaixo do tapete, tratado como algo individual. “Agora, virou obrigação legal. As empresas precisam provar que estão fazendo algo, ou vão sofrer penalidades. E mais, a questão real vai além das multas: quem não olhar para isso como uma mudança estrutural e profunda vai fracassar. Estamos falando de um modelo de trabalho falido, e insistir nele é escolher morrer”, diz Ana Lisboa.

De acordo com a especialista, não é coincidência que 64% dos afastamentos por transtornos mentais no Brasil sejam de mulheres. “A mesma sociedade que cobra produtividade máxima é a que paga menos para elas. A mesma que as sobrecarrega com trabalho doméstico, maternidade e cuidado emocional dos outros é a que as chama de frágeis quando adoecem. A sobrecarga feminina não é uma escolha. É uma sentença social que vem sendo cumprida em silêncio há décadas. Agora a fatura chegou”.

A pandemia acelerou esse processo, pois as empresas demitiram em massa, exigiram o dobro dos que ficaram e o “novo normal” não trouxe alívio, trouxe uma rotina de trabalho ainda mais insana, onde ser produtivo virou sinônimo de estar disponível 24h por dia. As empresas agora fingem surpresa porque os trabalhadores simplesmente não aguentam mais. O que elas chamam de “desengajamento” é, na verdade, uma renúncia coletiva a um modelo que destrói e adoece.

“O burnout não é um acidente. É o resultado previsível de um sistema que exaure os trabalhadores e depois os descarta. Precisamos de empresas que criem ambientes emocionalmente sustentáveis, não apenas por obrigação, mas porque sem isso, o próprio mercado entra em colapso. Se saúde mental continuar sendo vista como um custo, então a empresa já está falida, só não percebeu ainda”, alerta Ana Lisboa.

Para finalizar, Lisboa alerta que os números não mentem, pois, a economia global já sente o impacto do adoecimento mental. “O Brasil, agora, transformou essa pauta em uma obrigação legal e as empresas precisam escolher: evoluir ou desmoronar junto com seus funcionários. Não existe mais espaço para a omissão. O mundo do trabalho está matando as pessoas e agora, pela primeira vez, quem permitiu isso vai começar a pagar a conta”. 

 

Ana Lisboa - Fundadora e CEO do Grupo Altis, startup inovadora voltada para saúde mental, Ana Lisboa é psicanalista, professora, empresária, advogada, palestrante e fundadora do maior movimento de saúde mental feminina do mundo. Possui formações em Psicologia Positiva, Neurociências e Terapia de Casais. Graduada também em Direito, especialista em Direitos das Mulheres e Direito do Trabalho e mestre em Ciências Jurídicas e Sociais pela Universidade Autónoma de Lisboa.

 

Sinais do bullying: como saber se seu filho está sofrendo na escola


Especialista explica indícios que os pais podem se atentar em casa para saber como é a vida escolar dos filhos


Por lei, praticar bullying é “intimidar sistematicamente, individualmente ou em grupo, mediante violência física ou psicológica, uma ou mais pessoas, de modo intencional e repetitivo”¹. Essa intimidação pode ocorrer de diversas formas e deixar marcas emocionais e físicas naqueles que a sofrem, prejudicando a experiência escolar e até mesmo o desenvolvimento social. 

“Vítimas de bullying costumam apresentar mudanças comportamentais perceptíveis tanto para pais quanto para educadores”, declara Benjamim Horta, diretor-geral da Abrace - Programas Preventivos e fundador do Programa Escola Sem Bullying, que há 12 anos prepara instituições com recursos para combater a violência escolar. Neste ano, a instituição conta com a parceria de Vanish na campanha de volta às aulas da marca. 

Para os tutores, que não convivem com as crianças durante as aulas, adotar um tom de diálogo calmo e compreensivo é essencial para ganhar a confiança delas. “Seja acolhedor e mantenha a calma, procurando ouvir os fatos sem julgamento, prestando atenção nos detalhes de cada informação fornecida”, ressalta. 

No entanto, existem comportamentos e situações que podem ser indícios de que a criança está passando por algum sofrimento na escola. O especialista indica 5 sinais de bullying para se atentar: 


Isolamento e mudanças de humor: Crianças que sofrem bullying tendem a se afastar do convívio social, evitar conversas sobre o ambiente escolar e apresentar alterações no humor, como tristeza repentina, irritabilidade ou crises de choro sem motivo aparente.

 

Resistência para ir à escola: Se a criança demonstra medo, inventa desculpas para não frequentar as aulas ou apresenta queixas físicas recorrentes, como dores de cabeça ou de estômago sem causa aparente, isso pode ser um sinal de que algo está acontecendo no ambiente escolar.
 

Material danificado ou incompleto: Perceber que a criança está constantemente com objetos escolares quebrados, desaparecidos ou danificados pode indicar que ela está sendo alvo de agressões ou intimidações.
 

Uniformes manchados ou rasgados: Se a roupa escolar apresenta sujeira incomum, manchas ou até mesmo rasgos frequentes sem explicação clara, isso pode ser um indicativo de agressões físicas ou brincadeiras violentas.
 

Hematomas e machucados: Marcas no corpo, como roxos, arranhões ou cortes, sem que a criança consiga justificar de maneira convincente, podem ser um alerta importante de que ela está sofrendo agressões na escola.
 

Identificar esses sinais e abrir espaço para um diálogo honesto e seguro é fundamental para que a criança se sinta confortável para compartilhar suas experiências e buscar ajuda. Caso os indícios persistam, é essencial envolver a escola e, se necessário, buscar apoio profissional para lidar com a situação da melhor forma.
 



Vanish

link


¹ Lei nº 14.811, de 12 de janeiro de 2024: link.
Mais informações em: Tiktok (@vanishbrasil) e Instagram (@vanish_brasil)

² Fonte: NielsenIQ RMS para a categoria de Tratamento de Tecido (definida pela Reckitt Benckiser) para o período de 12 meses que termina 31 de dezembro de 2023 para o mercado varejista total nos seguintes 43 países: Argentina, Austrália, Áustria, Bélgica, Brasil, Canadá, Chile, Colômbia, Croácia, República Checa, Dinamarca, Estónia, França, Alemanha, Grã-Bretanha, Grécia, Hungria, Índia, Indonésia, Irlanda, Itália, Letónia, Lituânia, Malásia, México, Holanda, Nova Zelândia, Noruega, Polónia, Portugal, Roménia, Rússia, Arábia Saudita, Eslováquia, Eslovénia, África do Sul, Espanha, Suécia, Suíça, Tailândia, Turquia, Emirados Árabes Unidos e Estados Unidos da América (Copyright© 2024, NielsenIQ)

³ Fonte: NielsenIQ Retail Index Evolution, Full Year 2023, Abrangência Total Brasil, INA + C&C.

*Benefícios em condições testadas. Leia atentamente os rótulos antes de usar os produtos.


Desafios e necessidades para o desenvolvimento na primeira infância


Maria Clara Alves, coordenadora dos segmentos Infantil e Fundamental da Rede Alante, ressalta o papel fundamental da escola no processo de aprendizagem infantil  

 

O aprendizado na infância é o início de uma longa jornada de conhecimento, no qual cada criança apresenta ritmos e necessidades diferentes. Sendo assim, é importante ter a presença de boas referências durante o crescimento dos jovens. 

 

Para que esse processo seja eficaz, é necessário que as crianças tenham o suporte adequado para explorar seu potencial de maneira saudável e criativa. É fundamental reconhecer que a infância é um período de descobertas e experimentações. As crianças aprendem conhecendo, interagindo e vivenciando novas experiências. 

 

De acordo com Maria Clara Rodrigues Alves, coordenadora dos segmentos Infantil e Fundamental da Rede Alante, a infância é uma fase repleta de desafios. Ela destaca que, ao mesmo tempo em que cada criança possui um ritmo próprio de desenvolvimento, o ambiente escolar precisa ser sensível a essas individualidades. "A adaptação à rotina escolar, a construção da autonomia e a relação interpessoal com os colegas são aspectos fundamentais, mas podem representar desafios para algumas crianças."  

 

A coordenadora complementa que a aprendizagem na infância também depende do bem-estar emocional das crianças, já que, quando enfrentam inseguranças ou dificuldades emocionais, podem ter mais obstáculos para aprender. "O ambiente familiar e a qualidade dos estímulos recebidos também influenciam diretamente no desenvolvimento", aponta Maria Clara. 

 

Ainda vale ressaltar a importância de uma escola acolhedora, onde a criança possa desenvolver não apenas competências cognitivas, mas também habilidades essenciais para a vida. "A escola na primeira infância vai muito além do ensino de conteúdos. É nela que a criança começa a desenvolver habilidades essenciais para a vida, como autonomia, comunicação, empatia e resolução de problemas", explica a educadora.  

 

Quando esse ambiente é positivo, cria-se uma base sólida para o desenvolvimento escolar e pessoal nos anos seguintes, resultando em uma criança mais confiante e motivada para aprender. 

 

Além disso, Maria Clara enfatiza a relevância da maneira como os conteúdos são introduzidos na escola, especialmente no processo de alfabetização. "O aprendizado precisa fazer sentido para a criança! No caso da alfabetização, o ideal é que o processo seja leve, lúdico e respeite o ritmo de cada aluno." Ela sugere que o uso de histórias, músicas e brincadeiras pode tornar esse processo mais prazeroso e natural. A especialista ainda reforça o papel do professor, que deve ser uma figura encorajadora e reconhecedora do esforço da criança, para garantir que ela se sinta capaz e segura para continuar avançando.


Por fim, a especialista aponta que a equipe pedagógica desempenha um papel fundamental na criação de um ambiente seguro e estimulante para a aprendizagem. "Apostar em metodologias ativas, que envolvam os alunos de forma participativa e despertem o interesse deles pelo conhecimento, é uma das formas de facilitar esse processo", destaca. A colaboração estreita entre escola, família e equipe pedagógica cria um espaço no qual a criança aprende de forma significativa e feliz, sempre respeitando seu tempo e suas necessidades. 

 

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