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sexta-feira, 4 de abril de 2025

Fim de semana no Museu e Auditório tem show gratuito, arte sustentável e passeio pela natureza


No dia 11, nova exposição temporária destaca técnica de pintura com vinho e aquarela

 

O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, instituições da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, em Campos do Jordão (SP), convidam o público para um fim de semana repleto de arte, música e experiências ao ar livre.

 

A programação inclui, no sábado (5), a atividade educativa “Por Dentro do Viveiro”, que promove um passeio pela natureza com foco na araucária, árvore símbolo da região. No mesmo dia, à tarde, acontece a oficina criativa “Coelhos de Felícia”, inspirada na Páscoa e voltada à sustentabilidade.

 

No Domingo Musical, no dia 6, a cantora Fabi Fragoso e o violonista Felipe Faustino apresentam o “Show Especial Brasilidades” em uma homenagem emocionante à Música Popular Brasileira. Durante a semana, os ensaios abertos de dança e uma nova exposição temporária são os destaques. Confira, abaixo, todos os detalhes.


 

Descubra os segredos do viveiro do Museu e Auditório

 

O Museu e Auditório, localizados em um fragmento preservado de Mata Atlântica na Serra da Mantiqueira, convidam o público para uma atividade especial intitulada “Por Dentro do Viveiro”. A ação educativa propõe um passeio pelos espaços com foco na araucária, árvore símbolo da região.

 

Durante o mês de abril, tem início o ciclo reprodutivo da espécie, marcado pela queda dos pinhões — sementes nutritivas, saborosas e essenciais na alimentação de diversos animais silvestres. A visita inclui uma parada no Viveiro de Mudas, onde os participantes poderão aprender mais sobre o plantio da araucária e a importância da preservação dessa espécie nativa.

 

Data: 5 de abril

Horário: às 11h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

Informações: (12) 3512-2508

 


Oficina de Páscoa une criatividade e consciência ambiental

 

A oficina “Coelhos de Felícia”, em comemoração à Páscoa, propõe a criação de um coelhinho feito com folhas secas coletadas nas alamedas do espaço cultural.

 

Voltada para todas as idades, a oficina estimula a criatividade e o reaproveitamento de materiais, transformando os elementos da natureza em arte. Ao final, os participantes poderão aplicar o coelho artesanal em um cartão, que poderá ser dado de presente para aquela pessoa especial. A proposta convida o público a refletir sobre sustentabilidade de forma lúdica e afetuosa.

 

Data: 5 de abril

Horário: às 15h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

 


Domingo Musical: “Show Especial Brasilidades”, com Fabi Fragoso

 

A cantora Fabiana Fragoso, acompanhada pelo violonista Felipe Faustino e seu violão de sete cordas, convida o público para um show especial dedicado à Música Popular Brasileira. O repertório traz releituras de grandes clássicos em um passeio afetivo por gêneros como bossa-nova, samba, chorinho e baião.

 

O espetáculo homenageia vozes e compositores que marcaram gerações, como Nana Caymmi, Cartola, Elis Regina, Gal Costa, Beth Carvalho, Marisa Monte, Nelson Gonçalves, Alcione, Gonzaguinha, entre outros nomes fundamentais da música brasileira.

 

A apresentação promete emocionar o público com interpretações sensíveis e cheias de personalidade, em uma verdadeira viagem musical repleta de memória, afeto e brasilidade.

 

Data: 6 de abril

Horário: às 11h

Entrada: gratuita

 


Ensaios abertos de dança

 

Em abril, os ensaios abertos do grupo de dança Olharte Cultura continuam a acontecer no Auditório Claudio Santoro às terças e quintas-feiras. O grupo foi criado pelo projeto social Eliane Humberg – que oferece aulas de dança para pessoas de diferentes idades e gêneros. Os visitantes terão oportunidade de vivenciar um pouco dos bastidores do espetáculo oferecido pelas dançarinas e dançarinos do grupo.

 

Datas: 8, 10, 15, 17, 22 e 24 de abril

Horário: das 11h às 14h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50

 


Exposição temporária “Vinhorela – vinho e aquarela”

 

O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro recebem a exposição temporária “Vinhorela – vinho e aquarela”, realizada em parceria com o coletivo Vale Plein Air. A mostra reúne obras produzidas com a técnica inusitada da pintura com vinho e aquarela, explorando paisagens e elementos culturais do Vale do Paraíba.

 

As obras foram realizadas individualmente ou em colaborações a quatro mãos, prática que exige planejamento, sintonia e respeito entre os artistas. A proposta convida o público a perceber diferentes interpretações de um mesmo tema, ressaltando o potencial expressivo da aquarela – técnica marcada pela fluidez e pelo caráter imprevisível.

 

Batizada de “Vinhorela”, a técnica de pintura que combina vinho com aquarela traz desafios singulares. Ao contrário dos pigmentos tradicionais, o vinho continua se transformando com o tempo, alterando lentamente sua coloração. O resultado final depende de pesquisa, conhecimento e experimentação, tornando cada obra única em seu processo e em sua finalização.

 

Além do valor artístico, a exposição também busca valorizar a cultura e o turismo regional, apresentando o vinho como elemento simbólico e afetivo do território.

 

Datas: 11 de abril a 11 de maio

Horário: das 9h às 18h

Entrada: Inteira R$ 15,00 e meia R$ 7,50 (gratuita aos domingos)

 

Confira a programação completa no site do Museu e Auditório.

 


Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro

 

O Museu Felícia Leirner e Auditório Claudio Santoro, em Campos do Jordão, são instituições da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, administradas pela ACAM Portinari - Organização Social de Cultura. Foram inauguradas em 1979 e ocupam aproximadamente 35 mil metros quadrados dentro de um fragmento de Mata Atlântica.

 

A atuação das instituições se dá em três eixos: nas artes visuais, com as 88 esculturas de Felícia Leirner, considerado um dos acervos do gênero mais importantes do Brasil; na música, por meio do Auditório, palco do mais importante festival de música clássica da América Latina; e no patrimônio ambiental, representado pela reserva no entorno dos equipamentos.

 

Endereço: Avenida Dr. Luis Arrobas Martins, 1880 – Alto Boa Vista.

Funcionamento: de terça a domingo, das 9h às 18h (segunda, fechado à visitação)

Informações: (12) 3512-2508 ou contato@museufelicialeirner.org.br

 

Entrada: inteira R$ 15 e meia R$ 7,50 (estudante e idoso) – gratuita aos domingos (clique aqui e conheça a política de gratuidade)

 

Facebook: www.facebook.com/museufelicialeirner

Instagram: instagram.com/museufelicialeirner

YouTube: www.youtube.com/museufelicialeirner

TikTok: www.tiktok.com/@museufelicialeirner

 

Urbia leva arte, música, astronomia e educação ambiental aos Parques que administra em São Paulo neste final de semana


Agenda de atividades será realizada nos Parques Ibirapuera, Lajeado, Eucaliptos, Faria Lima, Jardim Felicidade, Jacintho Alberto e Horto Florestal

 

Com uma programação que vai de arte e música à astronomia e meio ambiente, a Urbia oferece uma série de atividades imperdíveis nos Parques que administra na cidade de São Paulo. Para iniciar o mês de abril com chave de ouro, o cronograma deste final de semana do Parque Ibirapuera conta com sessões especiais no Planetário, além da apresentação musical gratuita ‘Vou Vivendo’, realizado pelo projeto Música no Parque com a finalidade de celebrar o legado de Pixinguinha, o pai do choro. 

Agora, para quem ama se conectar com a natureza, os Parques Lajeado e o Parque dos Eucaliptos realizarão uma caminhada que tratará sobre a Mata Atlântica e a importância de sua preservação. Seguindo a linha ambiental, o Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima convida as crianças a se divertirem enquanto aprendem sobre coleta seletiva. Complementando o cronograma, o Parque Jardim Felicidade e o Parque Jacintho Alberto receberão os pequenos em uma oficina de pintura ao ar livre, inspirada na natureza ao redor. Por fim, o Parque Horto Florestal proporciona uma aula prática de capoeira. Confira a seguir a agenda completa:


PROGRAMAÇÃO DO PARQUE IBIRAPUERA: 

 

Música no Parque - ‘Vou Vivendo’ por Danilo Rocha

Quando: 5 de abril, às 11h30

Sobre: a apresentação celebra o legado de Pixinguinha, o pai do choro. Com um repertório cuidadosamente selecionado, o intuito é proporcionar uma diversidade no gênero, destacando sua riqueza melódica e sua importância na música brasileira. Mais do que um show, o espetáculo complementa a experiência do público, que será transportado para a essência do choro, por meio da interpretação autêntica de seus clássicos feita no saxofone e no piano.

 

Local: palco da Arena da Marquise

Atividade gratuita

 

Sessões no Planetário Ibirapuera

Quando: 5 e 6 de abril

Sobre: o Planetário Ibirapuera conta com três sessões fixas em seu cronograma: O Show da Luna, Olhar o Céu de São Paulo Outra Vez e Planetas do Universo. As apresentações são exibidas ao público aos finais de semana, nos seguintes horários:

Sábados:  

13h - O Show da Luna

15h - Olhar o Céu de São Paulo Outra Vez

17h - Planetas do Universo

19h - Olhar o Céu de São Paulo Outra Vez

 Domingos:  

11h - O Show da Luna

13h - O Show da Luna

15h - Planetas do Universo

17h - Olhar o Céu de São Paulo Outra Vez

Local: Planetário Ibirapuera

Valores: R$ 30, a inteira, e R$ 15, a meia-entrada

Link para ingressos: Urbiapass

 

O Parque Ibirapuera funciona diariamente, das 5h à 0h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Avenida Pedro Álvares Cabral, s/n°, Vila Mariana, São Paulo (SP).  

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE LAJEADO:

 

Caminhando pela Mata Atlântica: Conhecimento e Conservação

Quando: 6 de abril, das 11h às 12h

Sobre: a atividade combina um passeio pelas principais trilhas do Parque Lajeado, com conhecimentos sobre a Mata Atlântica e a importância de sua preservação. Durante a caminhada, a Urbia destacará as árvores nativas e o papel fundamental que elas desempenham no controle da umidade, na dispersão da água e como isso impacta na qualidade ambiental. Os participantes terão a oportunidade de observar de perto a riqueza deste bioma, aprendendo sobre suas características únicas e os desafios que enfrenta atualmente, de forma prática e dinâmica.

Ponto de encontro: Espaço Multiuso

Atividade gratuita

 

O Parque Lajeado funciona diariamente, das 6h às 18h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Antônio Thadeo, 712, Guaianazes, São Paulo (SP).

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE DOS EUCALIPTOS:

 

Caminhando pela Mata Atlântica: Conhecimento e Conservação

Quando: 6 de abril, das 11h às 12h

Sobre: assim como no Parque Lajeado, os visitantes do Parque dos Eucaliptos também terão a oportunidade de realizar a caminhada que se aprofundará nas curiosidades da Mata Atlântica e no quanto é fundamental preservá-la.

Local: em frente ao parquinho

Atividade gratuita

 

O Parque dos Eucaliptos funciona diariamente, das 7h às 19h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Ministro Guimarães, 280, São Paulo (SP).

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE TENENTE BRIGADEIRO FARIA LIMA 

 

Coleta seletiva e uma comunidade mais sustentável

Quando: 5 e 6 de abril, das 10h às 11h

Sobre: destinada ao público infantil, a atividade convida as crianças a aprenderem mais sobre coleta seletiva e seu papel crucial para uma comunidade mais saudável. Durante a oficina, os pequenos receberão cartas que representam diferentes tipos de resíduos sólidos, com informações do tempo de decomposição de cada material. Além disso, terão à disposição caixas de cores distintas e correspondentes a um tipo de resíduo específico. Após uma apresentação sobre o descarte correto, os participantes deverão identificar e selecionar o recipiente adequado para cada item. Em seguida, serão destacados os benefícios ambientais e a importância de destinar corretamente os resíduos. Para complementar a experiência, eles também produzirão trabalhos manuais relacionados ao tema, fortalecendo o aprendizado de forma prática e criativa.

Local: mesas ao lado do parquinho

Atividade gratuita

 

O Parque Tenente Brigadeiro Faria Lima funciona diariamente, das 6h às 19h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Soldado Antônio Bento de Abreu, 233 - Parque Novo Mundo, São Paulo (SP).

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE JARDIM FELICIDADE: 

 

Arte na Natureza: pintando o mundo ao ar livre

Quando: 5 e 6 de abril, das 14h às 16h

Sobre: também destinada às crianças, a atividade convida os pequenos a realizarem desenhos e pinturas inspirados na flora e fauna do Parque Jardim Felicidade, com o intuito de retratar a beleza da biodiversidade que compõe o espaço.

Local: Espaço Multiuso

Atividade gratuita

 

O Parque Jardim Felicidade funciona diariamente, das 7h à 18h, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Laudelino Vieira de Campos, 265, Jardim Felicidade, São Paulo (SP).  

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE JACINTHO ALBERTO: 

 

Arte na Natureza: pintando o mundo ao ar livre

Quando: 5 e 6 de abril, das 14h às 16h

Sobre: a programação do Parque Jardim Felicidade também será oferecida às crianças do Parque Jacintho Alberto. Durante a oficina, os pequenos poderão realizar desenhos e pinturas inspiradas na flora e na fauna do local.

Local: Espaço Multiuso

Atividade gratuita

 

O Parque Jacintho Alberto funciona diariamente, das 6h30 à 18h30, e tem entrada gratuita. O espaço está localizado na Rua Talófitos, 16, Jardim Cidade Pirituba, São Paulo (SP).  

 

PROGRAMAÇÃO DO PARQUE HORTO FLORESTAL: 

 

Aula de Capoeira

Quando: 6 de abril, das 8h às 9h30

Local: tenda

Atividade gratuita

 

Com entrada gratuita e funcionamento diário, das 5h30 às 21h, o Parque Estadual Alberto Löfgren - Horto Florestal está localizado na Rua do Horto, 931, São Paulo (SP). Para quem vai de carro e deseja estacionar no local, basta se direcionar para a Avenida José da Rocha Viana, 62. 



Urbia Gestão de Parques
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Seu ombro saiu do lugar? Entenda como isso acontece e o que fazer

Os principais sintomasde uma luxação no ombro incluem dor intensa
 e imediata,  além de alteração  visível no formato da articulação
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Atacante jogou com luxação na estreia do Brasileirão; Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo explica condição e orienta tratamento adequado

 

Você já deve ter ouvido a expressão “ombro fora do lugar”. Caso recente, inclusive, marcou o início do campeonato Brasileiro. Os primeiros três pontos conquistados pelo Juventude no Brasileirão logo na estreia tiveram a marca do atacante Gabriel Taliari, não só pelos dois gols marcados contra o Vitória, no último dia 29, mas pelo esforço para ficar em campo mesmo com o ombro fora do lugar. 

A luxação, nome correto desse tipo de problema, ocorre quando os ossos da articulação se desencaixam completamente, perdendo o contato entre si. O problema geralmente acontece após um impacto forte ou um movimento brusco que force a articulação além do seu limite natural, como em caso de quedas, acidentes ou durante a prática de esportes. 

Situações um tanto quanto inusitadas também já resultaram na luxação do membro. No ano passado, durante os Jogos Olímpicos de Paris, ao comemorar a conquista da medalha de bronze, o judoca Adil Osmanov, da Moldávia, fez um movimento com o braço e, de imediato, percebeu que seu ombro havia saído do lugar. Ainda em 2024, ao celebrar a classificação para as Olimpiadas, o nadador francês Rafael Fente-Damers deu o tradicional soco na água, mas acabou luxando o ombro. Em 2023, um competidor do game show norte-americano The Price is Right chocou os espectadores ao comemorar a vitória em uma prova do programa. Emocionado, Henry deslocou o ombro enquanto celebrava a conquista. 

De acordo com dados do Ministério da Saúde, entre 2021 e 2024, os casos ambulatoriais de luxação na articulação do ombro cresceram 64,78%. Em 2021, foram registrados 24.950 casos, subindo para 26.779 em 2022, 32.528 em 2023 e 41.113 em 2024. Somente em janeiro deste ano, já foram contabilizados 3.553 casos. 

O presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo, Dr. Marcelo Campos, explica que os principais sintomas de uma luxação no ombro incluem dor intensa e imediata, inchaço, dificuldade ou impossibilidade de movimentar o braço e uma alteração visível no formato da articulação. “Muitas vezes, o ombro aparenta estar ‘fora do lugar’, podendo causar dormência ou formigamento no braço e na mão devido à compressão de nervos”, fala. 

E é possível “colocar o ombro no lugar” sozinho? Melhor não, alerta o especialista. “Diante de uma suspeita de luxação, é fundamental buscar atendimento médico o mais rápido possível. Tentar forçar o ombro de volta ao lugar sem conhecimento técnico pode agravar a lesão, causando danos aos ligamentos, nervos e vasos sanguíneos”, ressalta, acrescentando que o ideal é imobilizar o braço na posição mais confortável possível e evitar movimentos até chegar ao pronto-socorro, onde um profissional de saúde poderá realizar a realocação da articulação de forma segura.

 

Reincidência

O presidente da SBCOC pontua que, uma vez que a luxação do ombro ocorra, este pode se tornar instável, aumentando o risco de novos episódios. “O fortalecimento da musculatura do ombro por meio de fisioterapia, assim como exercícios de controle neuromuscular, são fundamentais para diminuir a chance de novo episódio. Em casos de instabilidade recorrente, ou em pacientes que tenham alto risco de recorrência, pode ser necessário um procedimento cirúrgico para reconstrução dos ligamentos”, comenta. “O acompanhamento de um especialista em ombro, assim como o acompanhamento com fisioterapeuta e o fortalecimento muscular, são fundamentais para garantir a estabilidade da articulação e permitir que pacientes – atletas ou não – possam retomar suas atividades com segurança”, conclui.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia do Ombro e Cotovelo

 

Poluição e microplásticos podem ter relação com o aumento dos casos de dermatite atópica

DA afeta de 15% a 20% das crianças e 3% a 7% dos adultos

 

Nos últimos anos, observou-se um aumento nos casos de dermatite atópica (DA). Estudos recentes indicam que poluentes ambientais, especialmente microplásticos, desempenham um papel significativo na modificação da barreira cutânea, tornando-a mais permeável e desencadeando respostas inflamatórias que podem agravar essa condição.

 

A dermatite atópica, também conhecida como eczema atópico, é uma condição crônica da pele que afeta cerca de 15% a 20% das crianças e 3% a 7% dos adultos globalmente. No Brasil, estima-se que a prevalência siga uma tendência semelhante à média mundial, com uma incidência maior em crianças.

 

Resultante de uma combinação de fatores genéticos, ambientais e imunológicos, o paciente com dermatite atópica apresenta sintomas que geralmente incluem: 

·        Coceira intensa, quase insuportável

·        Pele seca e escamosa, propensa a fissuras

·        Inflamação da pele e vermelhidão

·        Erupções cutâneas que podem aparecer em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns nas dobras dos cotovelos, joelhos e pescoço.

 

“Microplásticos, partículas plásticas com menos de 5 milímetros resultantes da degradação de plásticos maiores, estão presentes em nosso ambiente. Eles foram detectados não apenas no solo e na água, mas também no ar que respiramos. Evidências recentes revelaram a presença de microplásticos em locais preocupantes como sangue, leite materno e até mesmo na placenta humana”, conta Dra. Márcia Carvalho Mallozi, Coordenadora do Departamento Científico de Dermatite Atópica da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

Além disso, segundo Dra. Mallozi, o expossoma, que é a interação entre o ambiente externo e os fatores internos do corpo humano, incluindo o microbioma da pele, pode alterar os sistemas biológicos. “Um microbioma desequilibrado, onde bactérias benéficas são menores que bactérias potencialmente prejudiciais, pode comprometer a integridade da pele e facilitar o desenvolvimento de condições como a dermatite atópica”, explica o especialista.

 

A crescente urbanização e industrialização têm intensificado a exposição a vários poluentes, incluindo fumaças industriais e produtos químicos domésticos. O ambiente urbano, somado às alterações climáticas e eventos extremos como tempestades e incêndios florestais, contribui significativamente para a deterioração da qualidade do ar e do ambiente que nos cerca.

 

Dra. Mallozi comenta ainda que a Amazônia, frequentemente denominada o pulmão do mundo, sofre com queimadas e desmatamento acelerados, agravando ainda mais o impacto da poluição atmosférica. “Esses fatores, combinados, criam um cenário preocupante para a saúde pública, com a dermatite atópica emergindo como uma das doenças mais prevalentes em decorrência dessas mudanças ambientais”, diz a Coordenadora da ASBAI. 




ASBAI: A Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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