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quarta-feira, 19 de março de 2025

Efeito Cinderela: o poder das redes sociais no consumo e no endividamento feminino

O bombardeio de ofertas, a pressão estética e o marketing agressivo nas redes sociais impulsionam compras impulsivas e agravam a dívida das mulheres no cartão de crédito

 

O consumo impulsionado pelas redes sociais, o papel dos influenciadores digitais na criação de desejos, a facilidade das compras pelo celular e a pressão estética estão levando ao crescimento do endividamento feminino no cartão de crédito.

Nos últimos cinco anos, a dívida das mulheres no cartão de crédito ultrapassou a dos homens, segundo um estudo da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo. Esse dado levanta um alerta: o que está por trás desse fenômeno? Se fatores como desigualdade salarial já são conhecidos, um novo elemento se destaca como agravante: o assédio digital exercido por influenciadores e a publicidade agressiva nas redes sociais, que impactam tanto os gastos quanto o emocional das mulheres.

“As mulheres sempre desempenharam um papel fundamental na administração financeira das famílias. No entanto, as principais contas domésticas como aluguel, plano de saúde, escola e condomínio são despesas raramente pagas via cartão de crédito. Então, qual é a origem da dívida feminina?”, questiona Renata Abalém, advogada, Diretora Jurídica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte (IDC) e Diretora da Câmara de Comércio Brasil-Líbano, membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP.

As despesas no cartão costumam estar ligadas a compras do dia a dia, como farmácia, supermercado e lazer. No entanto, nos últimos anos, houve um aumento expressivo no endividamento em itens considerados fora dessa lista, diz a especialista.

“O consumo de produtos de beleza, procedimentos estéticos e moda são impulsionados por um forte apelo digital. Esse fenômeno está diretamente relacionado à explosão de influenciadores digitais e à facilidade de compra via redes sociais, porque as contas básicas, a gente não paga no cartão, tampouco as contas dos serviços essenciais”, analisa Renata Abalém.

 

Assédio digital e a influência na decisão de compra

As estatísticas mostram o impacto avassalador das redes sociais no consumo. Cerca de 80% dos consumidores afirmam confiar nas recomendações dos influenciadores, e 61% dizem ter realizado uma compra baseada em uma dessas indicações nos últimos seis meses. 

Além disso, 64% descobrem novos produtos por meio de criadores de conteúdo diariamente ou semanalmente. Os dados são de um estudo realizado pela Rakuten Advertising, rede global de marketing de performance, evidenciando a força da influência digital nas decisões de compra.

Outro estudo, feito pela Universidade de Portsmouth, no Reino Unido, intitulado “The Dark Side of Social Media Influencers” (O Lado Obscuro dos Influenciadores de Mídia Social), trouxe à tona uma discussão sobre o papel dos influenciadores digitais no marketing e no comportamento do consumidor. A pesquisa aponta que a constante exposição a conteúdos patrocinados e a promoção de estilos de vida idealizados podem levar a sentimentos de inadequação, ansiedade e até mesmo endividamento entre os seguidores.

“Muitas mulheres sonham em viver o conto de fadas da Cinderela, e as redes sociais se tornaram a fada madrinha moderna, transformando desejos em compras instantâneas. Mas, ao contrário da história, nesse enredo o preço do encanto vem na fatura do cartão de crédito – e sem mágica para quitar a dívida”, analisa Renata Abalém.

 

Confiança

Além disso, o levantamento da Rakuten Advertising revelou que 60% dos consumidores confiam nas recomendações de influenciadores, sendo que quase metade de todas as decisões de compra são influenciadas por esses endossos. Com o marketing de influência projetado para atingir cerca de US$ 480 bilhões até 2027, segundo relatório do banco Goldman Sachs, as marcas dependem cada vez mais dos influencers para promover produtos e reforçar a confiança do consumidor.

“Hoje, é possível comprar diretamente pelas redes sociais, sem precisar sair da plataforma. Esse modelo de negócios, aliado à estratégia de influenciadores que promovem produtos de forma persuasiva, cria um ambiente de consumo incessante. Mulheres são bombardeadas com anúncios que prometem bem-estar, autoestima e status, muitas vezes levando ao endividamento por compras impulsivas”, alerta Abalém.

Os números reforçam essa tendência: 74% dos consumidores consideram conveniente comprar diretamente por um link de influenciador. Além disso, 83% dos brasileiros já fizeram compras acima de R$ 100 com base nessas recomendações, e os vídeos curtos são a preferência de 55% para consumir conteúdos sobre produtos e serviços.

Esses dados mostram como o formato dinâmico e instantâneo das redes sociais molda os hábitos de consumo. “As mulheres sentem-se pressionadas o tempo todo nas redes sociais para estarem bem-vestidas, estarem bonitas. A gente vê o aumento significativo do gasto do público feminino com procedimento estético, por exemplo. Tudo isso eu acredito que esteja relacionado ao endividamento feminino no cartão de crédito sim”, reforça Renata Abalém.

 

O desafio de equilibrar finanças e consumo

Esse cenário reforça a necessidade de discutir educação financeira e a regulação da publicidade digital. Assim como a "pink tax" – que expõe como produtos femininos são sistematicamente mais caros que os masculinos –, o endividamento feminino precisa ser analisado sob a ótica das pressões sociais e econômicas que recaem sobre as mulheres. 

“É fundamental discutir estratégias de conscientização financeira e criar mecanismos de proteção contra o marketing predatório. Enquanto as mulheres forem as principais responsáveis pelas finanças familiares e, ao mesmo tempo, alvos preferenciais do consumo impulsionado digitalmente, o endividamento continuará a crescer, reforçando desigualdades econômicas e sociais”, conclui Renata Abalém.

 



Fonte:
Renata Abalém - advogada, Diretora Juridica do Instituto de Defesa do Consumidor e do Contribuinte- IDC, Diretora da Câmara de Comércio Brasil Líbano, membro da Comissão de Direito do Consumidor da OAB/SP


Declarar o IR no início do prazo garante vantagens e ajuda a evitar contratempos

Especialista orienta que antecipar a entrega da declaração ajuda a evitar erros, facilita correções e pode garantir o recebimento mais cedo da restituição

O período de entrega da Declaração do Imposto de Renda 2025 começa na segunda-feira, dia 17 de março, e especialistas recomendam que os contribuintes não deixem para a última hora. Todos os anos, milhões de brasileiros precisam prestar contas à Receita Federal e, apesar do prazo estendido, muitos acabam deixando para os últimos dias, o que pode gerar transtornos e até erros no preenchimento.

A contadora e especialista em estratégia financeira, Karol Dapousa, reforça que antecipar a declaração pode trazer benefícios importantes, como maior tranquilidade e prioridade no recebimento da restituição. “Quem entrega logo nos primeiros dias tem mais chances de estar nos lotes iniciais de pagamento, o que pode ser um alívio financeiro para muitas pessoas”, explica.

Quem deve declarar o Imposto de Renda?

  • Quem recebeu rendimentos tributáveis acima de R$ 33.888 em 2024.
  • Quem teve rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados
  •  exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil no ano passado.
  • Quem teve receita bruta superior a R$ 169.440 em atividade rural no ano anterior.
  • Quem pretende compensar prejuízos na atividade rural de anos anteriores.
  • Quem possuía bens e direitos (como imóveis, veículos e investimentos) acima de R$ 800 mil em 31 de dezembro de 2024.
  • Quem registrou ganhos de capital na alienação de bens ou direitos.
  • Quem realizou operações de alienação em Bolsa cuja soma foi superior a R$ 40 mil no ano passado.
  • Quem vendeu imóvel residencial e utilizou os recursos para a compra de outra residência dentro do prazo de 180 dias da venda.
  • Quem passou a residir no Brasil em qualquer mês do ano passado.
  • Quem atualizou bens imóveis pagando ganho de capital diferenciado.
  • Quem teve rendimentos no exterior ou aplicações financeiras que geraram lucros e dividendos.
  • Quem recebeu rendimentos de restituição em 2024, contribuições de previdência privada, saldo bancário de poupança, fundos de investimento, imóveis adquiridos no ano, doações realizadas, criptomoedas ou contas bancárias no exterior.


Benefícios de declarar antecipadamente

  • Restituição mais rápida – Após atender as prioridades legais, como idosos e professores, a Receita libera os pagamentos de acordo com a ordem de entrega. Quanto antes for enviada a declaração, maiores as chances de receber nos primeiros lotes.
  • Correções dentro do prazo – Caso haja necessidade de ajustes, ainda é possível retificar as informações sem riscos de penalizações.
  • Maior tempo para revisão – Declarar com antecedência permite conferir com calma os dados e evitar erros que possam levar à malha fina.
  • Evita sobrecarga do sistema – Nos últimos dias, o site da Receita pode apresentar lentidão devido ao grande volume de acessos, dificultando a transmissão da declaração.


Prazos e Restituições

O cronograma de entrega prevê que, a partir de hoje, os contribuintes já podem acessar o programa de preenchimento. A transmissão das declarações começa na próxima segunda-feira, 17 de março, e a partir de 1º de abril a Receita Federal libera o programa completo e o aplicativo Meu Imposto de Renda.

Já os lotes de restituição seguem o seguinte calendário:

  1. Primeiro lote – 30 de maio
  2. Segundo lote – 28 de junho
  3. Terceiro lote – 31 de julho
  4. Quarto lote – 30 de agosto
  5. Quinto lote – 30 de setembro

Os contribuintes que possuem prioridade na restituição são aqueles que entregam simultaneamente a declaração pré-preenchida e optam pelo PIX, idosos acima de 80 anos, pessoas com deficiência ou moléstia grave, e aqueles que são magistrados, professores ou têm imposto retido na fonte.

Karol Dapousa alerta que, ao deixar para os últimos dias, o contribuinte pode enfrentar dificuldades na obtenção de documentos ou até esquecer de incluir alguma informação essencial. “O ideal é se organizar desde já, reunir a documentação necessária e aproveitar as ferramentas que a Receita oferece, como a declaração pré-preenchida e a opção de restituição via PIX”, orienta a especialista.

Com a data-limite cada vez mais próxima, a recomendação é simples: não adiar. Organizar a documentação e enviar a declaração nos primeiros dias pode evitar dores de cabeça e garantir um processo mais tranquilo para o contribuinte.

 

Anna Karolina Dapousa Pinto - formada em Ciências Contábeis pela Universidade Metropolitana de Santos em 2009, especializada em Perícia Judicial e Extrajudicial em 2011 e Mestre em Administração Empresarial com foco em Controladoria em 2019. Possui vasto conhecimento na área financeira, administrativa e RH.



Que mercado de trabalho estamos construindo para as pessoas com Síndrome de Down?

Reprodução 

Segundo o Ministério da Saúde, no Brasil, a Síndrome de Down ocorre em 1 a cada 700 nascimentos, totalizando cerca de 270 mil pessoas com essa condição no país. Globalmente, a incidência é de 1 em 1 mil nascidos vivos, e nos Estados Unidos, a taxa é de 1 em cada 691 bebês, com aproximadamente 400 mil pessoas vivendo com a Síndrome de Down. Esses números representam indivíduos com potencial, sonhos e capacidades que muitas vezes são subestimados ou ignorados pelo mercado de trabalho. 

A inclusão de pessoas com Síndrome de Down no mercado de trabalho é um tema que vai muito além de números e estatísticas. É uma questão que reflete os valores da sociedade que estamos construindo: uma sociedade que preza pela diversidade, pela equidade e pela oportunidade para todos, ou uma que ainda perpetua barreiras invisíveis, excluindo aqueles que não se encaixam em um padrão convencional.  

A Síndrome de Down, uma condição genética causada pela presença de um cromossomo 21 extra, traz consigo algumas características físicas e cognitivas específicas. No entanto, é crucial entender que as pessoas com essa condição são tão diversas em suas habilidades e personalidades quanto qualquer outro grupo. Algumas podem enfrentar desafios maiores em áreas como comunicação ou aprendizado, mas muitas outras desenvolvem habilidades sociais, criativas e técnicas que são importantes para o ambiente de trabalho. 

Apesar disso, o mercado de trabalho ainda está longe de ser inclusivo para essa população. Muitas empresas ainda resistem em contratar pessoas com Síndrome de Down, muitas vezes por preconceito, falta de informação ou medo de não saber como integrá-las adequadamente. Essa resistência não apenas limita as oportunidades para essas pessoas, mas também priva as organizações de talentos únicos e perspectivas que podem enriquecer suas equipes e culturas organizacionais. 

Um dos maiores desafios é a falta de preparo das empresas para receber e apoiar profissionais com Síndrome de Down. A inclusão não se resume a abrir vagas; é necessário criar ambientes que ofereçam suporte adequado, adaptações razoáveis e, acima de tudo, respeito às individualidades. Isso inclui desde a capacitação dos gestores e colegas de trabalho até a implementação de políticas que garantam a acessibilidade e a igualdade de oportunidades. 

Nesse contexto, no Brasil iniciativas como a Inklua se destacam como exemplos de como a inclusão pode ser praticada de forma eficaz e transformadora. A Inklua é uma empresa que conecta pessoas com deficiência, incluindo aquelas com Síndrome de Down, a oportunidades de trabalho em empresas comprometidas com a diversidade. Além de facilitar a contratação, a Inklua oferece treinamentos e suporte tanto para os candidatos quanto para as empresas, garantindo que a inclusão seja feita de maneira estruturada e sustentável.  

No Brasil, embora ainda haja muito a ser feito, também existem iniciativas positivas. A Lei de Cotas (Lei nº 8.213/91), que obriga empresas com mais de 100 funcionários a reservar vagas para pessoas com deficiência, foi um passo importante. No entanto, a aplicação dessa lei ainda enfrenta desafios, como a falta de fiscalização e a resistência cultural.  

Outro aspecto crucial é a educação. Muitas pessoas com Síndrome de Down são capazes de desempenhar funções complexas e de alto valor, mas precisam de acesso a uma educação inclusiva e de qualidade desde a infância. A falta de investimento em escolas inclusivas e programas de capacitação profissional limita o potencial desses indivíduos e reforça estereótipos negativos. 

A pergunta que devemos nos fazer é: que tipo de mercado de trabalho queremos construir? Um que exclui e marginaliza, ou um que acolhe e valoriza a diversidade? A inclusão de pessoas com Síndrome de Down não é apenas uma questão de justiça social; é uma oportunidade para enriquecer nossas organizações e nossa sociedade como um todo. 

Em um mundo que cada vez mais valoriza a inovação e a criatividade, a diversidade não é uma vantagem competitiva. Pessoas com Síndrome de Down têm muito a contribuir, e é nosso dever garantir que elas tenham a oportunidade de fazê-lo. O mercado de trabalho que estamos construindo hoje será o reflexo dos valores que escolhemos defender. Que ele seja um espaço onde todos, independentemente de suas condições, possam prosperar e realizar seu potencial.  

  



Sarah Pacini - Jornalista, palestrante e consultora em Diversidade da Inklua.


Advogada alerta para riscos do contrato de gaveta na aquisição e venda de imóveis

Segundo a advogada imobiliária Gabriela Pereira, esse tipo de contrato pode trazer riscos 


No mercado imobiliário brasileiro, o termo "contrato de gaveta" é frequentemente utilizado para descrever um tipo de acordo de compra e venda entre comprador e vendedor, realizado sem a participação ou anuência de instituições financeiras. De acordo com o Código Civil Brasileiro, em seu artigo 1.245, a propriedade de um imóvel só se transfere com o devido registro em cartório de imóveis.

Segundo a advogada imobiliária Gabriela Pereira, esse tipo de contrato é bastante comum no Brasil, especialmente quando o comprador não consegue comprovar a renda necessária para obter um financiamento bancário ou está com o nome negativado. 

“Nesses casos, o comprador e o vendedor formalizam um contrato privado de compra e venda, muitas vezes com o auxílio de uma procuração. Contudo, esse procedimento não é suficiente para garantir a transferência legal da propriedade do imóvel. O 'contrato de gaveta', portanto, não é reconhecido pelo banco nem registrado no cartório de imóveis, o que acarreta uma série de riscos”, explica Gabriela.

A especialista ainda destaca os riscos legais significativos para ambas as partes envolvidas nesse tipo de transação. Para o comprador, o principal risco é a perda do imóvel, mesmo após o pagamento integral do valor acordado. 

“Como o contrato não tem respaldo jurídico no sistema de registros de imóveis, a propriedade não é transferida formalmente para o comprador, deixando-o vulnerável a problemas futuros. Além disso, a regularização da situação do imóvel após a quitação é um dos maiores desafios enfrentados por quem opta por esse tipo de acordo. Golpes também são comuns, já que o comprador pode ser enganado por um vendedor que não tem a intenção de honrar o compromisso”, ressalta.

Para o vendedor, os riscos incluem a restrição de crédito junto aos bancos, a impossibilidade de realizar novos financiamentos e a possibilidade de perda definitiva do imóvel, caso o comprador não cumpra com as obrigações acordadas. Em muitos casos, o vendedor pode ser impedido de vender o imóvel novamente ou de realizar transações legais, já que o contrato não foi formalizado corretamente.

“A validade do contrato de gaveta, do ponto de vista jurídico, só se aplica entre comprador e vendedor. Ou seja, o contrato é válido apenas para as partes que o assinam, mas não tem efeito perante o agente financeiro ou o cartório de registro de imóveis. No entanto, é possível regularizar a situação do imóvel por meio de uma consultoria jurídica especializada, que pode analisar os documentos e as circunstâncias envolvidas no caso e orientar sobre a melhor forma de regularizar a transação. Algumas pessoas sugerem que a usucapião seria uma solução, mas essa não é uma alternativa adequada para resolver a questão”, alerta.

A advogada imobiliária orienta que, em caso de rescisão do contrato, as implicações legais são graves. Não há garantia ou proteção para nenhuma das partes em litígios, o que torna a transação extremamente arriscada. A falta de respaldo jurídico torna a disputa mais difícil e o processo de resolução de conflitos mais complicado e demorado.

“Embora existam algumas estratégias para minimizar os riscos de um contrato de gaveta, como a consulta a um advogado especializado antes da formalização, não há como garantir total segurança em uma transação desse tipo. O mais seguro, portanto, é evitar esse tipo de acordo e buscar alternativas legais e formais. A formalização do contrato de compra e venda por meio de escritura pública e registro no cartório de imóveis é a forma mais segura e eficaz de garantir que a propriedade seja transferida legalmente”, informa.

A conscientização sobre os riscos do contrato de gaveta é crucial, especialmente para pessoas em dificuldades financeiras que buscam o sonho da casa própria. No entanto, os prejuízos legais e financeiros são muito maiores do que o custo de uma assessoria jurídica especializada, tornando a contratação de um advogado a melhor opção para garantir uma transação segura e sem problemas no futuro.

"Independentemente da forma de aquisição, todas as transações imobiliárias envolvem riscos, e muitas vezes são feitas com documentos inválidos ou falsificados. Para garantir que o sonho da casa própria não se transforme em um pesadelo, contratar uma consultoria jurídica especializada sempre será o melhor caminho", conclui.


IA e computação quântica vão puxar inovação na nuvem este ano

 

O ano de 2024 foi marcado pela aceleração da nuvem em todo o mundo – inclusive no Brasil, onde o ambiente cloud tem sido adotado pelas empresas por conta da sua escalabilidade, diminuição de custos, e flexibilidade. Sem a complexidade da infraestrutura física, a cloud acelera a inovação e o desenvolvimento do negócio. 

De acordo com o Gartner, até 2028 mais de 95% das novas iniciativas digitais serão baseadas em plataformas nativas da nuvem – e essa demanda vai fazer com que a nuvem incorpore ainda mais recursos tecnológicos – como a IA e a computação quântica – e também amadureça algumas abordagens que não são exatamente novidade – como os ambientes multicloud e híbridos. Neste sentido, separamos as principais tendências que devem nortear o desenvolvimento cloud neste ano.

 

A IA está no centro da transformação da nuvem

A inteligência artificial transformou vários setores, e a computação em nuvem não é exceção. Neste ano, a IA não será apenas mais um serviço em execução na nuvem — será a força inteligente otimizando as operações cloud. Esse avanço permite que o ambiente cloud tenha recursos de automação avançada, possibilitando a alocação de recursos em tempo real, e o dimensionamento automatizado – o que deve levar as empresas a gerenciar custos e desempenho de forma mais eficiente.

 

Estratégias híbridas e multicloud seguem em expansão

A adoção de estratégias de nuvem híbrida e multicloud devem seguir crescendo em 2025 – pois fornecem uma abordagem mais flexível e com mais segurança. 

A nuvem híbrida permite que as organizações movam dados e aplicativos entre ambientes diferentes sem interrupções, proporcionando uma escalabilidade que é difícil de alcançar com infraestruturas tradicionais. 

Já a multicloud, que envolve o uso de diferentes provedores de serviços de nuvem ao mesmo tempo, possibilita a otimização do desempenho e da disponibilidade do ambiente. A flexibilidade para escolher as melhores soluções de cada fornecedor e a possibilidade de evitar a dependência de um único provedor são os pontos-chave para a adoção de ambientes multicloud. 

Além disso, a multicloud facilita a implementação de práticas de continuidade de negócios e recuperação de desastres, tornando-se essencial para empresas que buscam resiliência e agilidade em um cenário tecnológico em rápida evolução.

 

Serviços de nuvem gerenciada devem ganhar mais tração

Os serviços de nuvem gerenciada estão ganhando tração à medida em que o ambiente se torna mais complexo – com a integração da nuvem híbrida e multicloud – exigindo a administração de vários fornecedores de tecnologia. 

Fornecedores de serviços gerenciados oferecem suporte contínuo, monitoramento e otimização de recursos, permitindo que as empresas se concentrem em suas atividades principais. No Brasil, as empresas têm adotado os serviços de nuvem gerenciada para melhorar a eficiência, e reduzir a carga administrativa. Essa tendência é particularmente relevante para empresas que não possuem expertise interna em gestão de nuvem.

 

Servless computing: simplificando a infraestrutura para soluções escaláveis

A computação sem servidor está transformando a forma como os serviços de software são criados e implantados, reduzindo a necessidade de gerenciamento de infraestrutura. 

Essa abordagem permite que as empresas se concentrem no desenvolvimento de aplicativos, enquanto os fornecedores de nuvem cuidam da escalabilidade e manutenção. Isso tem vários benefícios, incluindo tempo de lançamento no mercado mais rápido, escalabilidade e custos mais baixos para novas implantações de serviço. Dadas essas vantagens, a computação sem servidor verá ampla adoção entre empresas globalmente nos próximos anos.

 

Computação quântica como serviço: generalizando a computação quântica por meio da nuvem

A computação quântica está começando a encontrar aplicações no mundo real. E o acesso a essa tecnologia vai acontecer por meio dos serviços em nuvem, com a oferta a partir dos grandes provedores, que devem tornar os recursos quânticos mais acessíveis. 

Mesmo que a popularização da computação quântica como serviço esteja ainda em seus passos iniciais, seus impactos potenciais são profundos: de descobertas inovadoras de medicamentos a criptografia forte, os serviços de nuvem quântica serão a base para a inovação.

 

DevEdgeOps: DevOps para a era da Edge Computing

A edge computing (ou computação de borda) está transformando a forma como os dados estão sendo processados ​​e utilizados. Ao contrário dos métodos tradicionais de nuvem, a edge computing traz poder computacional diretamente para a fonte de dados. O DevEdgeOps é uma abordagem especializada que combina a agilidade e a automação do DevOps com os requisitos específicos dos ambientes edge, trazendo mais velocidade operacional.

 

Infraestrutura como código

A automação e a orquestração de infraestrutura estão se tornando cada vez mais importantes para gerenciar ambientes de nuvem complexos. Ferramentas de infraestrutura como código (Infrastructure as Code - IaC) permitem que as empresas provisionem e gerenciem recursos de nuvem de maneira automatizada e consistente. 

No Brasil, empresas estão adotando IaC para melhorar a eficiência operacional e reduzir o risco de erros humanos. A orquestração de infraestrutura também facilita a implementação de estratégias de recuperação de desastres e continuidade de negócios, garantindo a disponibilidade contínua dos serviços. 

Em resumo, as tendências em tecnologias de computação em nuvem para 2025 estão moldando um futuro em que a nuvem se torna um componente essencial da infraestrutura digital das empresas. No Brasil, a adoção dessas tendências está permitindo que as empresas inovem, melhorem a eficiência operacional e respondam às mudanças nas demandas do mercado.

 

Átilla Arruda - diretor de Vendas da Solo Network



Solo Network
www.solonetwork.com.br



Fraudes nos processos de cidadania italiana: 8 dicas para não cair em armadilhas

Acervo Pessoal do Cliente passaportes
O direito das mulheres a cidadania, menos de 80 anos de história

 

Direito de passagem da cidadania italiana: uma conquista histórica das mulheres


Durante séculos, a transmissão da cidadania italiana foi marcada por uma questão de desigualdade de gênero profundamente enraizada na cultura e nas legislações mundiais. Até o final do século XX, as mulheres italianas não podiam transmitir sua cidadania aos filhos em casos que envolvessem nascimentos anteriores a 1948. Essa limitação legal reflete um passado em que as estruturas sociais e jurídicas frequentemente relegavam as mulheres a papéis secundários na sociedade.

Segundo Isabella Siqueira, advogada especializada em direito migratório na Vicenza Cidadania, a questão vai além de uma simples mudança legislativa. “Trata-se de um reflexo da evolução cultural e da luta por igualdade de direitos em escala global. Antes de 1948, a cidadania era vista como um atributo ligado exclusivamente à figura masculina, representando o chefe da família”, explica a especialista.


A mudança de paradigmas no pós-guerra

A virada cultural e legal começou com a Constituição Italiana de 1948, que introduziu o princípio da igualdade de gênero, estabelecendo que homens e mulheres deveriam ter os mesmos direitos perante a lei. Apesar disso, o reconhecimento do direito das mulheres de transmitir a cidadania retroativamente aos filhos ainda demandou décadas de luta judicial.

Hoje, graças a diversas decisões dos tribunais italianos, filhos de mães italianas nascidos antes de 1948 podem reivindicar a cidadania italiana com base na igualdade de direitos. “Essas decisões judiciais não apenas corrigem injustiças históricas, mas também destacam a importância de compreender a cidadania como um vínculo que vai além das fronteiras geográficas”, ressalta Isabella.


Cultura italiana: uma herança que ultrapassa a cidadania

A cultura italiana, com suas raízes profundas na arte, gastronomia, arquitetura e tradição familiar, tem sido transmitida de geração em geração, muitas vezes pelas mulheres. Mesmo sem o reconhecimento formal da cidadania, mães e avós italianas foram responsáveis por manter vivas as tradições, os valores e a língua que conectam descendentes ao país de origem.

“Quando falamos em cidadania, estamos nos referindo a um conceito que vai além do direito legal. É sobre pertencimento, identidade e história familiar. O papel das mulheres na preservação dessa herança cultural sempre foi fundamental”, acrescenta a advogada da Vicenza.

Vicenza Cidadania: conectando famílias às suas origens

A Vicenza Cidadania tem ajudado famílias a resgatar suas raízes italianas, especialmente em casos que envolvem descendentes de mulheres italianas nascidas antes de 1948. Com uma abordagem personalizada, a equipe liderada por Isabella Siqueira orienta os clientes em cada etapa do processo, desde a busca por documentos históricos até a apresentação do caso às autoridades italianas.

“Nosso trabalho é mais do que uma questão burocrática; é sobre reconectar pessoas à sua história e ajudá-las a recuperar um direito que é, ao mesmo tempo, legal e emocional”, explica Isabella.


O impacto global do reconhecimento da igualdade de direitos

A mudança na legislação e na interpretação dos direitos de cidadania reflete avanços significativos na luta global pela igualdade de gênero. A possibilidade de reivindicar a cidadania italiana com base na ascendência feminina é um exemplo de como as leis podem se adaptar para refletir valores mais inclusivos e justos.

Para muitas famílias, o reconhecimento da cidadania italiana é um marco não apenas pessoal, mas também cultural e econômico. Ele oferece oportunidades de estudo, trabalho e residência na União Europeia, enquanto mantém viva a conexão com as tradições que moldaram suas identidades.

“O direito de transmitir cidadania é uma vitória não apenas das mulheres, mas de toda uma sociedade que reconhece a importância de igualdade e pertencimento. Resgatar essas histórias é uma maneira de honrar o passado e construir um futuro mais justo”, conclui Isabella.

Para saber mais sobre o processo de obtenção da cidadania italiana e resgatar a história de sua família, entre em contato com a Vicenza Cidadania.

Vicenza
Isabella Siqueira - Especialista em Cidadania Italiana
@vicenzacidadania
contato@vicenzacidadania.com.br
https://vicenzacidadania.com.br/
R. Padre Anchieta, 2050 - Bigorrilho, Curitiba - PR

 

Mês da Mulher conta com mais de 1400 vagas de emprego, em mutirão exclusivo da Prefeitura de São Paulo

As inscrições para as vagas vão até hoje, dia 19 de março, pelo Portal Cate. Três unidades da rede recebem o público nas regiões leste, sul e central no dia 20 de março.

 

No dia 20 de março, a Prefeitura de São Paulo, por meio do Cate - Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo, realiza mais uma edição do Contrata SP, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, celebrado no dia 8, deste mês.  Ao todo são 13 empresas contratantes com mais de 1400 vagas disponíveis, sendo que cerca de 480 delas são exclusivas para mulheres, com atendimento presencial. As inscrições vão até dia 19 de março pelo Portal Cate. 

O processo seletivo ocorrerá das 9h às 16h, nos Cates Central, Itaquera e Interlagos. Os atendimentos acontecem por ordem de chegada e haverão diferentes empresas em cada Centro de Apoio ao Trabalho e Empreendedorismo. As ocupações são auxiliar de limpeza, auxiliar de logística, recepcionista, jovem aprendiz, auxiliar de lavanderia e mais. Para algumas oportunidades, são aceitas candidatas sem experiência. Os salários variam entre R$ 828 (para jovem aprendiz) e R$ 2.925 (para chefe de limpeza). 

O Cate está disponibilizando vagas efetivas e temporárias, para quem preferir trabalhar apenas por um certo período de tempo. A maioria das empresas disponibilizam benefícios além do salário, como vale-alimentação e premiações. 

Para participar, os interessados devem se inscrever no Portal Cate até dia 19 de março e comparecer a um dos Cates indicados no dia 20 de março, dentro do horário estabelecido. É recomendado chegar cedo. 

 

Serviço 

Contrata SP - Dia Internacional da Mulher 

Inscrições até 19 de março

Portal Cate

Processo seletivo: 20 de março, das 09h às 16h

Cate Central - Av. Rio Branco, 252 – Campos Elíseos

Cate Itaquera - R. Augusto C. Bauman, 851

Cate Interlagos - Av. Interlagos, 6122


BOLETIM DAS RODOVIAS

Rodovias concedidas nesta manhã apresentam

pontos de lentidão no sentido capital

 

A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo na manhã desta quarta-feira (19).

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Operação 5x5 - A Rodovia Anchieta (SP-150) apresenta trecho interditado no sentido capital do km 56 ao km 40 devido a operação especial de trânsito. O tráfego segue lento do km 20 ao km 17 e do km 13 ao km 10. No sentido litoral, o tráfego é normal. Já a Rodovia dos Imigrantes (SP-160) tem tráfego normal, sentido litoral e lentidão do km 17 ao km 14, sentido capital.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330) registra pontos de lentidão no sentido capital entre o km 113 ao km 104, do km 62 ao km 60, do km 26 ao km 21 e do km 14 ao km 11+360, sentido interior, o tráfego é lento do km 57 ao km 60. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido capital, há lentidão do km 17 ao km 13+360, no sentido interior, o tráfego é normal.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

Tráfego normal, sentido interior na Rodovia Raposo Tavares (SP-270). E sentido capital tem tráfego lento entre o km 35 ao km 34. Na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido interior, o tráfego é normal, no sentido capital, tráfego lento do km 31 ao km 24, do km 18 ao km 16 e do km 15 ao km 13+700.

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

Há lentidão do km 23 ao km 17 no sentido capital, no sentido interior o tráfego é normal.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Selic: Banco Central define taxa de juros nesta quarta

Banco Central do Brasil

Especialistas do mercado financeiro comentam sobre expectativas em relação à decisão da taxa de juros e o que fazer e onde investir com a alta da Selic

 

Na expectativa pela próxima decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) nesta quarta-feira (19), o mercado financeiro já dá como certa a elevação da taxa Selic em 1 ponto percentual, passando dos atuais 13,25% para 14,25% ao ano. O movimento ocorre em meio a um cenário de inflação persistente e atividade econômica aquecida, reforçando uma política monetária mais contracionista. 

Para Alison Correia, analista de investimentos e sócio-fundador da Dom Investimentos, o mercado já precificou a alta da Selic, mas a grande expectativa está no comunicado que será divulgado pelo Banco Central. "Temos uma semana com decisões bem importantes quanto aos juros tanto no Brasil como no cenário externo. Por aqui, os investidores estão atentos não somente em relação à decisão de alta da Selic em 1%, que já é amplamente esperada e deve causar zero surpresa, mas sim, principalmente, em relação ao comunicado que será divulgado na sequência para se entender melhor os possíveis passos da política monetária nos próximos meses". 

Correia observa que a inflação está menos pior, pelo menos devido aos últimos dados que saíram: “Mas ainda isso é muito precoce para qualquer tipo de alteração na decisão dessa próxima quarta. Então por enquanto a gente continua com a mesma expectativa de alta para a taxa de juros aqui e que a ponta final seja em dezembro na casa dos 15%. Então, por enquanto, está longe de cogitação a gente poder ter cortes neste ano". 

Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, ressalta que a dúvida principal vai ficar para qual será o guidance das próximas reuniões: “Isso é o que o mercado de fato vai ficar de olho. Pensando em investimentos, os títulos atrelados à Selic com prazos mais curtos são uma excelente opção justamente com o objetivo de acompanhar o rendimento da taxa mais alta. Outra opção é começar a se expor a prefixados para médio prazo, desde que o investidor leve até o vencimento, pois devemos ter mais altas de juros ao longo do ano e, com isso, é preciso tomar cuidados com a marcação a mercado". Ele também projeta novas elevações para o restante do ano: "Acredito que podemos esperar mais dois aumentos, um de 0,75 p.p. e um de 0,25 p.p. para encerrar o ciclo de alta e fecharmos o ano nos 15% de Selic".
 

Onde investir na Renda Fixa? 

Ana Paula Carvalho, planejadora financeira e sócia da AVG Capital, destaca que a alta de 1 ponto percentual confirma um movimento indicado pelo próprio Copom em comunicado anterior em que já indicou duas altas do mesmo patamar. Em relação aos investimentos, ela avalia que ativos ligados ao IPCA ainda são interessantes, especialmente para prazos mais longos. “A proteção contra a inflação continua sendo atrativa, principalmente quando as taxas oferecidas nos títulos do governo estão em níveis acima de 7% ao ano. Isso proporciona ao investidor não só a proteção da variação da inflação, mas também um retorno real consistente ao longo do tempo", diz. 

Ela alerta também que os ativos prefixados, nesse momento, são uma escolha mais arriscada. “A expectativa de elevação da Selic e o cenário de inflação ainda elevado tornam esses ativos mais vulneráveis. Minha recomendação seria limitar a exposição a 2,5% para clientes com perfil arrojado e evitar para perfis conservadores, dada a volatilidade que esse tipo de ativo pode apresentar", comenta. 

Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos, acredita que a decisão do Copom reflete a necessidade de conter a inflação. Ele ainda avalia que investimentos de renda fixa tendem a se tornar mais atrativos, especialmente aqueles atrelados à taxa Selic ou ao CDI, como o Tesouro Selic, CDBs e LCIs e LCAs. “Acredito que essas opções são as mais interessantes porque proporcionam retornos mais elevados em períodos de juros altos, além de oferecerem segurança e, em alguns casos, benefícios fiscais como no caso das LCIs e LCAs". 

Patzlaff alerta ainda para os riscos de longo prazo: "Aconselho cautela com investimentos de renda fixa prefixados de longo prazo, bem como títulos públicos de prazos mais longos, como o Tesouro IPCA+ com vencimentos distantes, porque se os juros continuarem a subir, esses investimentos podem sofrer desvalorização de mercado, impactando negativamente o retorno do investidor, devido à marcação a mercado". 

Para o curto prazo, Andressa Bergamo, especialista em mercado de capitais e sócia-fundadora da AVG Capital, acredita que o ideal são os CDBs pós fixados, além do Tesouro Selic, que acompanha o CDI e até mesmo os fundos de renda fixa com composição de ativos pós fixados. “Esses produtos são mais vantajosos para curto prazo porque evitam perdas com marcação a mercado e garantem um retorno previsível, acompanhando os juros da economia. Já entre os títulos atrelados ao IPCA, o ideal é algum título com prazo mais longo, pois esses ativos são mais vantajosos quando mantidos até o vencimento ou em cenários de alta inflação”, diz. 

Para Bergamo, um detalhe muito importante é reforçar que o perfil do investidor e o momento do mercado são fundamentais na escolha do investimento. “Se a intenção é preservar o capital e garantir liquidez no curto prazo, produtos pós-fixados, como CDBs e Tesouro Selic, são mais indicados. Já os títulos atrelados à inflação são ótimos para o longo prazo, quando há tempo para diluir oscilações e capturar um rendimento mais previsível”, explica. 

Lucas Buffon, sócio da GT Capital, acredita que o Tesouro IPCA+ 2026, o Tesouro IPCA+ 2027 e o Tesouro IPCA+ 2029 são boas opções de investimentos, pois oferecem uma rentabilidade acordada com a inflação, protegendo o investidor de um modo eficaz a este cenário: “O prazo do investimento é um ponto muito relevante para se analisar, pois esses títulos tendem a ser mais vantajosos no longo prazo, como, por exemplo, o tesouro IPCA que tende a ter um maior beneficio, pois o efeito de correção da inflação é digerido ao longo do tempo. A liquidez também deve ser observada. Embora esses títulos tenham boa liquidez, o preço de mercado pode ser muito volátil na precificação a mercado no curto prazo. E, obviamente, é essencial alinhar seu perfil de risco com seus objetivos financeiros para garantir que o tipo de investimento esteja de acordo com a estratégia”.
 

Bolsa e investimentos fora do país 

Já em relação à bolsa, para Rodrigo Cohen, analista de investimentos, nesse cenário de alta de juros, as ações de bancos são as que mais costumam se beneficiar da alta de juros porque as instituições financeiras ganham com o aumento do spread bancário, que é a diferença entre as taxas que pagam para captar dinheiro e as que cobram nos empréstimos. “Quando a Selic sobe, os bancos ajustam as taxas de crédito para cima, aumentando sua receita com juros. Além disso, produtos financeiros como CDBs e fundos de renda fixa se tornam mais atrativos, elevando a captação de recursos pelas instituições”, afirma. 

Pensando ainda em cenário internacional, Mariana Conegero, especialista em investimentos e sócia da The Hill Capital, acredita que, se o investidor tivesse que escolher apenas uma estratégia para proteção patrimonial no exterior, essa seria renda fixa global, especialmente Treasuries americanos de curto e médio prazo. 

“Os títulos do governo dos EUA são considerados os ativos mais seguros do mundo e eles são fáceis de resgatar em qualquer momento sem grandes perdas. Em momentos de crises e incertezas, possuir uma moeda forte é de extrema importância e com os juros ainda elevados nos EUA, os Treasuries oferecem retornos razoáveis com risco baixo”, comenta. 

A escolha dessa estratégia, segundo Conegero, visa segurança, uma vez que a maior parte do capital está em ativos soberanos dos EUA. “Para investidores que estão conhecendo agora o mercado internacional, acredito que ter uma certa liquidez também é muito importante, uma vez que podemos ter a possibilidade de mudanças relativamente rápidas em qualquer desconforto. E, por isso, a escolha dos Treasuries que podem ser resgatados facilmente em qualquer momento. Com essa escolha, acredito que temos a proteção cambial com a exposição ao dólar como hedge para o patrimônio”. 

É uma estratégia que tem, segundo a especialista, uma rentabilidade estável, pois mesmo que os juros caiam, os títulos médios e longos podem se valorizar: “Essa estrutura é eficiente para quem busca proteção patrimonial sem volatilidade, mas ainda quer um rendimento moderado e, pensando hoje na realidade de juros altos aqui no Brasil, ainda considero uma estratégia super válida para investidores que querem proteção patrimonial de longo prazo e redução de risco Brasil”.


terça-feira, 18 de março de 2025

Estação Itaim Paulista da CPTM recebe ação de saúde com testagem rápida de ISTs nesta quarta (19)

Iniciativa amplia o acesso a testes rápidos de HIV, sífilis e hepatites, além da distribuição de insumos de prevenção

 

Nesta quarta-feira, dia 19 de março, a CPTM, em parceria com a Secretaria Municipal da Saúde e o CTA Dr. Sérgio Arouca, realizará uma ação de saúde na Estação Itaim Paulista. A iniciativa acontecerá das 09h às 19h e tem como objetivo oferecer testagem rápida de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs) e ampliar a conscientização sobre a importância da prevenção. 

Durante a ação, serão realizados testes rápidos de HIV, Sífilis e Hepatites B e C, permitindo um diagnóstico precoce e garantindo um encaminhamento adequado para tratamento quando necessário. Além disso, serão distribuídos preservativos, gel lubrificante e autotestes para HIV, reforçando a importância da prevenção combinada. 

De acordo com o Ministério da Saúde, o Brasil registrou mais de 50 mil novos casos de HIV em 2023, e a testagem precoce é essencial para o início do tratamento e a interrupção da cadeia de transmissão. Além disso, as hepatites virais seguem como um desafio de saúde pública, sendo o diagnóstico precoce fundamental para evitar complicações mais graves.
 

Ações de Cidadania

Todas as iniciativas são realizadas com o apoio da CPTM, que abre espaços em suas estações para a realização de atividades ligadas a promoção do bem-estar de seus passageiros.

 

Serviço:

Ação de Saúde - Testagem rápida de ISTs
Data: quarta-feira, 19 de março de 2024
Horário: das 09h às 19h
Local: Estação Itaim Paulista, linha 12-Safira


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