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terça-feira, 18 de março de 2025

‘Dia Nacional de Atenção à Disfagia’ completa 15 anos e alerta precisa permanecer ligado

Foto: Jep Gambardella
 Pexels
Especialista do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP), elenca causas, sintomas e consequências da doença, presente em boa parte da população brasileira acima de 50 anos

 

Há 15 anos, portanto, desde 2010, o 20 de março, graças à Sociedade Brasileira de Fonoaudiologia, ganhou um novo sentido: passou a ser conhecido como o Dia Nacional de Atenção à Disfagia. O intuito é ampliar a divulgação sobre sintomas, consequências e tratamento da patologia, ainda pouco difundida de maneira geral na população brasileira, alertando sobre riscos e a importância de diagnóstico e tratamento precoces. 

De acordo com pesquisa da USP (Universidade de São Paulo) publicada pela Scielo, de 16% a 22% das pessoas acima de 50 anos, e de 70% a 90% das pessoas idosas no país sofrem da condição, que é a dificuldade e/ou a incapacidade de deglutir alimentos ou até mesmo a saliva de forma segura e adequada: um distúrbio que pode afetar diferentes partes do trato digestivo, desde a boca até o estômago. 

Dentre as causas mais comuns estão a presença de doenças neurológicas, tais como acidente vascular cerebral; traumatismo cranioencefálico; Parkinson; Alzheimer; paralisia cerebral; doenças oncológicas, como câncer de cabeça e pescoço, pulmonares e tumores de sistema nervoso central; linfomas; pacientes que fizeram uso de ventilação mecânica invasiva; doença pulmonar obstrutiva crônica e, no cenário atual, a Covid-19; assim como o envelhecimento natural. 

“A disfagia pode resultar de distúrbio na passagem do alimento da orofaringe para o esôfago (disfagia orofaríngea) ou na passagem pelo esôfago até o estômago (disfagia esofágica). A primeira, também chamada de ‘disfagia alta’, acontece durante a fase oral e/ou faríngea da deglutição; a segunda, ‘disfagia baixa’, ocorre quando os alimentos já estão na fase esofágica da deglutição”, explica Rebeca Torezim, coordenadora da equipe de fonoaudiologia do Vera Cruz Hospital, em Campinas (SP). 

Segundo a especialista, os sintomas mais comuns são a dificuldade para engolir e engasgos frequentes; a pessoa percebe que pode estar desenvolvendo a condição caso apresente perda de peso acentuado, tempo aumentado para realizar refeições, e tosses e pigarros frequentes durante e/ou após comer. “Pode causar sensação de ‘algo parado na garganta’, aumento de tosse e pigarro relacionado ao momento da refeição, e evoluir com broncoaspiração, que é a entrada de alimentos, líquidos, saliva, vômito nas vias aéreas, causando pneumonia, traqueobronquite, infecções pulmonares, obstrução de vias aéreas e até a morte”, salienta. 

Assim, é preciso ter atenção a certos sinais:

  • Dificuldade para mastigar e/ou engolir alimentos e líquidos;
  • Necessidade de engolir várias vezes a porção de alimento e/ou líquido colocado na boca, ou, até mesmo, a própria saliva;
  • Tempo de refeição mais longo que o habitual;
  • Dor para engolir;
  • Sensação de alimento parado na garganta;
  • Tosse ou pigarro constante durante e/ou após a alimentação;
  • Mudança na voz após engolir;
  • Mudança na cor da pele durante ou após a alimentação (palidez/cianose ou “pele roxa”);
  • Falta de ar;
  • Perda de peso ou inapetência;
  • Internações frequentes por pneumonia ou infecções respiratórias;
  • Resíduo alimentar na boca após engolir.

 

Diagnóstico e tratamento

O diagnóstico é realizado multidisciplinarmente, com fonoaudiólogo, médico, gastroenterologista, otorrinolaringologista, nutricionista, entre outros. Inicialmente, é feita uma avaliação clínica, podendo ser indicados exames instrumentais (videonasofibroscopia da deglutição, feito por especialistas em otorrinolaringologia e fonoaudiologia; e a videodeglutograma, exame de imagem fonoaudiológico). “O fonoaudiólogo é o profissional capacitado para o diagnóstico funcional e a reabilitação das disfagias orofaríngeas, sendo imprescindível sua atuação para identificação de causas, indicação de reabilitação e orientação sobre as modificações necessárias (consistência dos alimentos mais seguras; exercícios necessários fortalecer e estimular os processos de deglutição; manobras para deglutição; organização de ambiente e demais estratégias que o profissional julgar importante)”. 

O tratamento depende de cada caso e da gravidade. Pode ser curável, mas alguns casos potencialmente não reabilitáveis são trabalhados por meio de intervenção fonoaudiológica, medidas adaptativas e compensatórias. “Para a disfagia esofágica, o tratamento é focado na origem do problema, o que pode ser feito com a prescrição de medicamentos que atuam na inibição da produção de ácidos para pessoas que apresentam refluxo, por exemplo. Caso haja a necessidade, podem ser indicados procedimentos que dilatam o esôfago ou cirurgia para quadros desenvolvidos por tumores”, detalha. 

A disfagia orofaríngea pode levar à aspiração traqueal do material ingerido, de secreções orais, ou ambos. A aspiração pode causar pneumonia e, se recorrente, uma doença pulmonar crônica. Se prolongada, muitas vezes leva à alimentação inadequada, emagrecimento, à perda ponderal, desnutrição, redução da qualidade da vida e impacto social (privação do prazer de se alimentar). “Compartilhar a informação é de extrema importância. Qualquer dúvida, não existe em procurar um especialista”, conclui Rebeca.  



Vera Cruz Hospital



Uso contínuo de medicamentos pode causar boca seca e aumentar o risco de cáries

Especialistas indicam cuidados específicos para a saúde bucal durante tratamentos medicamentosos

 

O uso contínuo de medicamentos, como antidepressivos e remédios para pressão alta, pode impactar diretamente a saúde bucal. Um efeito colateral comum em muitos tratamentos é a sensação de boca seca. Além de desconfortável, a umidade reduzida facilita o surgimento de cáries e infecções que, no longo prazo, podem comprometer o bem-estar oral de muitos pacientes.

De acordo com um estudo publicado pela Clínica Mayo, antidepressivos, anti-hipertensivos e outros medicamentos costumam diminuir a produção de saliva em até 58%, favorecendo o surgimento de problemas bucais como a xerostomia. Essa condição afeta diretamente a proteção natural dos dentes, elevando o risco de cáries e doenças gengivais.

Para o Dr. José Todescan Júnior, especialista em Prótese Dental e membro da International Federation of Esthetic Dentistry (IFED), é fundamental que os pacientes estejam cientes desses riscos e busquem orientação profissional. “A boca seca é uma consequência bastante comum do uso desses medicamentos, e ela pode resultar em complicações mais graves caso não seja tratada de forma adequada. É importante que o paciente siga uma rotina de higiene oral ainda mais rigorosa nesses casos”, explica o especialista.


Efeitos dos medicamentos na saúde bucal

Além da xerostomia, alguns medicamentos podem alterar o pH bucal, facilitando o crescimento de bactérias nocivas. Esse desequilíbrio abre portas para a formação de cáries e outros problemas periodontais. O uso contínuo de medicamentos que interferem no sistema imunológico também pode prejudicar a cicatrização de feridas na boca e aumentar a sensibilidade das gengivas.

Para diminuir o impacto desses efeitos, é recomendado que os pacientes consultem seu dentista regularmente. Segundo especialistas, a ingestão constante de água é a forma mais simples no combate aos sintomas da boca seca.

Para o Dr. José Todescan Júnior, efeitos colaterais são esperados e estão bem documentados no uso de todos medicamentos. “Os pacientes não devem suspender o tratamento prescrito por um médico devido à boca seca. É importante apenas ficar atento aos sinais de sede e aumentar a ingestão de água ao longo do dia para minimizar esses sintomas”, orienta o especialista.


Higiene bucal e cuidados preventivos

A escovação correta, o uso de fio dental e visitas periódicas ao dentista são práticas essenciais para todos, em especial para quem está sob tratamento com medicamentos que afetam a saúde bucal. Além disso, a aplicação de flúor pode ser indicada como uma estratégia para proteger o esmalte dos dentes e prevenir o aparecimento de cáries.

Embora a boca seca seja um efeito colateral frequente no uso de certos medicamentos, é importante que os pacientes saibam que existem soluções disponíveis. “Não precisamos nos conformar com a boca seca. Existem cremes dentais que atuam como saliva artificial, além de géis e enxaguantes bucais que podem desempenhar a mesma função. O dentista tem plena capacidade de controlar esses sintomas com produtos específicos, garantindo que o paciente mantenha o conforto e a saúde bucal durante o tratamento”, afirma o especialista.

Por isso, o Dr. Todescan enfatiza a importância de um acompanhamento de perto por profissionais da odontologia durante o uso prolongado desses medicamentos. “É essencial que o dentista esteja ciente do histórico médico do paciente, especialmente em casos de uso contínuo de medicamentos. Esse acompanhamento permite que o tratamento bucal seja ajustado para prevenir complicações e manter a saúde da boca em dia”, conclui. 




José Todescan Júnior - Atuando com excelência na área de Odontologia há mais de 33 anos, José Todescan Júnior é especialista em Prótese Dental, Odontopediatria e Endodontia pela USP. Membro da IFED (International Federation Esthetic Dentistry) e da Associação Brasileira de Odontologia Estética e membro da ABOD (Associação Brasileira de Odontologia Digital), ele acredita que o profissional que se aperfeiçoa em diversas áreas pode escolher sempre o melhor para os pacientes. Para mais informações, acesse o LinkedIn.


Clínica Todescan
Para mais informações, acesse o site, LinkedIn e Instagram.

 

Dia Mundial da Síndrome de Down: entenda a importância da estimulação precoce para o desenvolvimento de bebês e crianças com a condição

No dia 21 de março, é celebrado o
 Dia Mundial da Síndrome de Down.
Freepik
A fonoaudióloga e CEO da Clínica Life, Juliana Gomes, explica como terapias especializadas auxiliam na comunicação, coordenação motora e qualidade de vida dos pacientes.

 

No dia 21 de março, é celebrado o Dia Mundial da Síndrome de Down, data instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para reforçar a importância da inclusão, do acesso a tratamentos especializados e da conscientização sobre a condição. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a incidência da trissomia do cromossomo 21 ocorre em aproximadamente 1 a cada 1.000 nascidos vivos no mundo. No Brasil, o Ministério da Saúde estima que cerca de 300 mil pessoas tenham a síndrome. 

A Síndrome de Down é uma alteração genética causada pela presença de um cromossomo extra no par 21, impactando aspectos físicos, motores e cognitivos do desenvolvimento. Em muitos casos, o diagnóstico é feito ainda durante a gestação, por meio de exames como a ultrassonografia morfológica e o cariótipo fetal. No entanto, há situações em que os pais recebem a notícia somente após o parto, o que pode gerar dúvidas e insegurança sobre os cuidados necessários. 

A informação e o acolhimento são fundamentais nesse momento, ajudando as famílias a compreenderem que a criança pode ter um desenvolvimento pleno, estudar, socializar e conquistar autonomia. “A estimulação adequada e o acesso a terapias especializadas são essenciais para que a criança se desenvolva com qualidade de vida. Quanto mais cedo o acompanhamento começa, maiores são os benefícios no longo prazo”, explica Juliana Gomes, fonoaudióloga especializada em transtornos de linguagem e CEO da Clínica Life.

 

A importância da estimulação precoce 

A estimulação precoce tem um papel essencial no desenvolvimento motor, cognitivo e emocional da criança com Síndrome de Down. Ela engloba uma série de terapias que auxiliam no fortalecimento muscular, na aquisição da linguagem, na coordenação motora e na autonomia nas atividades diárias. 

A fonoaudióloga Juliana Gomes destaca que muitas crianças com a condição apresentam hipotonia muscular, uma flacidez que afeta a mastigação, a deglutição e a fala. “O trabalho fonoaudiológico é fundamental para fortalecer os músculos da face, facilitando a comunicação e a alimentação da criança. Além disso, a terapia auxilia na melhor articulação das palavras contribuindo para aquisição de fala e linguagem”, explica. 

Além dos exercícios, outra estratégia utilizada para potencializar a comunicação da criança é a Comunicação Alternativa e Aumentativa (CAA), que pode incluir o uso de gestos, figuras, pranchas de comunicação e aplicativos específicos. “A comunicação alternativa facilita a interação da criança com os pais e com o mundo ao seu redor, permitindo que ela expresse vontades, sentimentos e necessidades antes mesmo de desenvolver a fala”, ressalta Juliana, que também é especialista no assunto. 

A terapia ocupacional também tem um papel essencial na conquista da autonomia nas atividades diárias, como segurar um copo, usar talheres e brincar de forma independente. “Nos primeiros anos de vida, essas habilidades são estimuladas para que a criança desenvolva maior independência e participação na sociedade”, acrescenta Juliana. A especialista reforça que outras áreas da saúde podem ser fundamentais no acompanhamento, como fisioterapia, para fortalecimento muscular global, e psicologia, para favorecer a adaptação e o desenvolvimento socioemocional. 

Juliana destaca que o momento ideal para iniciar as terapias é o mais cedo possível, garantindo que a criança tenha suporte desde os primeiros meses de vida. “O mais importante é que os pais busquem informação e apoio especializado assim que o diagnóstico for confirmado. Quanto antes começarmos a estimulação, mais impacto positivo teremos no desenvolvimento da criança”, orienta.

  

Juliana Gomes - fonoaudióloga, especialista em comunicação alternativa e linguagem infantil, capacitada em transtornos de leitura e escrita. Atua há mais de 10 anos nos transtornos de linguagem oral, escrita e autismo. É fundadora e CEO da Clínica Life. Localizada no município de Serra, no Espírito Santo, a Clínica Life realiza cerca de 1.900 atendimentos todos os meses. As principais terapias oferecidas no espaço incluem fonoaudiologia, terapia ocupacional, fisioterapia e acompanhamento psicológico, sempre adaptadas às necessidades individuais de cada paciente.

 

Você sofre com varizes? Conheça mitos e verdades sobre a doença

Neste mês da mulher, veja as causas e sintomas do problema, assim como formas de aliviar a sensação de cansaço e desconforto nas pernas e nos pés
 

A correria do dia a dia é uma realidade de muitas mulheres brasileiras. Entre as responsabilidades profissionais, tarefas domésticas, cuidados com a família e compromissos sociais, o tempo parece escorregar entre os dedos. Essa rotina intensa, muitas vezes, leva a um acúmulo de atividades que pode resultar em cansaço físico e mental. Alguns dos efeitos mais comuns dessa correria é o desconforto nas pernas e o surgimento de varizes. Veja mitos e verdades sobre o assunto:
 

“Cansaço e desconforto nas pernas podem ser sintomas de varizes”

Verdade. Essas sensações podem ser causadas por estilo de vida, como atividades físicas exaustivas, falta de exercícios ou ficar muitas horas em pé ou sentado, mas são também os principais sintomas para quem tem problemas de circulação. “As varizes são veias dilatadas causadas pela insuficiência venosa crônica (IVC), onde há dificuldade de retorno do sangue pelas veias, seja por válvulas localizadas internamente nas veias das pernas que não funcionam direito ou por bloqueios no fluxo sanguíneo. Suas possíveis causas incluem histórico familiar, sobrepeso, idade avançada, sedentarismo e tabagismo”, esclarece o Dr. Márcio Elias, Ginecologista/Obstetra (CRM-SP: 82558), Gerente Médico da Neo Química, unidade de Similares e Genéricos da Hypera Pharma.
 

“As varizes só ocorrem em mulheres”

Mito. As varizes atingem cerca de 38% da população brasileira, sendo encontrada em 30% dos homens e 45% das mulheres¹. No entanto, a gravidades do quadro costuma ser pior no sexo feminino². Afinal, as mulheres costumam apresentar uma rotina bastante intensa, muitas delas ainda lidam com uma exaustiva jornada dupla, passando diversas horas seguidas de pé ou sentadas.
 

“Além disso, o uso de contraceptivos com estrogênio, gestações prévias, constipação intestinal e sobrepeso podem impulsionar o aparecimento de varizes. E elas vão muito além de uma questão de estética pois o desconforto constante pode afetar significativamente a rotina de quem tem varizes, restringindo suas atividades e impactando o seu dia a dia”, complementa o especialista.
 

“Uso de salto alto faz com que haja propensão a varizes”

Mito. Apesar de ter poucos estudos, a maioria aparece concluindo uma relação negativa entre o uso de salto alto e desenvolvimento de varizes². No entanto, há consenso que o uso diário pode levar à piora da função venosa, uma vez que há redução do bombeamento do sangue nas panturrilhas².
 

“Cremes podem aliviar as sensações de peso e cansaço”

Verdade. Alinhar uma rotina mais saudável, com a prática de exercícios e uma alimentação balanceada ao autocuidado, é essencial. “Além de evitar longos períodos em pé ou roupas muito apertadas, aplicar cremes nas pernas e pés diariamente, pode aliviar aquela sensação de cansaço e outras queixas comuns para quem sofre com varizes. A combinação de arnica, bisabolol, escina e vitamina E, presente por exemplo no Flavonid Creme, pode contribuir para o alívio da dor, o fortalecimento dos vasos e a saúde circulatória”, comenta o Dr. Márcio Elias.
 

 

Dizer legal

Flavonid Creme. Flavonid Creme é um produto cosmético. Março/2024. Referência consultada: Cartonagem do produto Flavonid Creme.

 


Neo Química



Referências bibliográficas:

1. Estimativa SBACV. Sociedade Brasileira de Angiologia e de Cirurgia Vascular [Internet]. [cited 2023 Jan 22]. Available from: Link

2. Fernandes LF, Toledo BC, Moura BDM, Bueno KL, Goulart LC, Carneiro VL et al. Fatores de Risco para o Desenvolvimento da Doença Varicosa: Uma Revisão Sistemática. Braz. J. of Develop. 2020; 6(8):62831-62851.

3. Cartonagem do produto Flavonid Creme.



¹ IQVIA PMB MAT UNID NOV’2024, visão laboratório.

² IQVIA Retail Insights MAT NOV'2024.


Injeções com microdoses de medicamentos aliviam dores crônicas sem necessidade de cirurgia

Técnica minimamente invasiva, a mesoterapia é usada no tratamento de artrite, dores lombares e inflamações articulares 

 

Pacientes com dores crônicas e inflamações musculoesqueléticas têm recorrido à mesoterapia como alternativa a tratamentos convencionais que envolvem o uso prolongado de anti-inflamatórios ou procedimentos invasivos. A técnica, que consiste na aplicação de pequenas doses de medicamentos diretamente na pele ou no músculo, tem demonstrado eficácia no alívio da dor e na redução da inflamação em condições como artrite, lombalgia e tendinites. 

De acordo com o ortopedista Dr. Brasil Sales, especialista em medicina intervencionista da dor, o método vem sendo utilizado para proporcionar alívio rápido e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.

"A mesoterapia permite que o medicamento atue diretamente na área afetada, reduzindo os efeitos colaterais comuns do uso oral de anti-inflamatórios e analgésicos", explica o médico. Segundo ele, a técnica se destaca por sua ação localizada e por promover uma recuperação mais rápida, sem a necessidade de internação ou longos períodos de afastamento das atividades diárias.

Diferente das injeções intramusculares convencionais, que distribuem o medicamento por todo o organismo, a mesoterapia utiliza microagulhas para injetar pequenas quantidades de substâncias diretamente na região afetada. Os fármacos aplicados variam conforme a necessidade do paciente, podendo incluir anestésicos locais, anti-inflamatórios, relaxantes musculares e até compostos naturais que estimulam a regeneração tecidual.

"A aplicação superficial garante um efeito mais rápido e direcionado, o que é um diferencial importante para pacientes com dor crônica e inflamações persistentes", afirma Dr. Brasil Sales.

O procedimento é realizado em consultório e dura poucos minutos. Dependendo do quadro clínico, o paciente pode necessitar de sessões periódicas para manter os efeitos analgésicos e anti-inflamatórios.


Indicações e eficácia do tratamento

A mesoterapia tem sido amplamente utilizada na ortopedia, na reabilitação de atletas e até na medicina estética. Entre as principais indicações estão:

  • Artrite e artrose: Redução da dor e da rigidez articular em pacientes com degeneração da cartilagem.
  • Dores lombares e cervicais: Alívio da tensão muscular e melhora da mobilidade.
  • Tendinites e bursites: Redução da inflamação em articulações sobrecarregadas.
  • Recuperação pós-operatória: Aceleração da cicatrização e controle da dor.

Estudos publicados na Pain Medicine Journal apontam que a técnica pode reduzir em até 50% a necessidade do uso de analgésicos orais em pacientes com dor crônica. Além disso, uma revisão de pesquisas na British Journal of Sports Medicine sugere que a mesoterapia pode ser mais eficaz do que tratamentos convencionais para algumas condições musculoesqueléticas, principalmente quando associada à fisioterapia e exercícios terapêuticos.

"O maior benefício da mesoterapia é o alívio rápido da dor sem os riscos associados a tratamentos mais agressivos, como infiltrações com corticóides ou procedimentos cirúrgicos", destaca o especialista.

Embora seja considerada segura, a mesoterapia deve ser realizada por um profissional capacitado para evitar complicações, como reações alérgicas ou irritação no local da aplicação. O tratamento não é indicado para pessoas com infecções ativas, distúrbios de coagulação ou histórico de alergia aos medicamentos utilizados.

“Cada paciente deve ser avaliado individualmente para garantir que a técnica seja adequada para seu caso. A mesoterapia não substitui outros tratamentos, mas pode ser uma excelente aliada no controle da dor e na reabilitação”, ressalta o ortopedista.

Com o crescimento da busca por alternativas minimamente invasivas, a mesoterapia tem se popularizado como um método eficaz para tratar dores musculoesqueléticas sem os efeitos adversos comuns de medicamentos sistêmicos. Seu uso em diferentes especialidades médicas, desde a ortopedia até a dermatologia, demonstra o potencial da técnica como uma opção segura e acessível para o controle da dor e da inflamação.

  



Dr. Brasil Sales - ortopedista, acupunturista e especialista em medicina intervencionista da dor, com formação pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. Realizou residência em Ortopedia e Traumatologia no Núcleo Hospitalar Universitário (UFMS) e especialização em Cirurgia de Joelho na Clínica Ortopédica Cidade Jardim, em São Paulo. É membro de diversas sociedades médicas, incluindo a Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) e o Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura (CMBA). Atua em Tangará da Serra/MT, oferecendo tratamentos como viscosuplementação, infiltração de pontos-gatilho, mesoterapia, acupuntura, eletroestimulação e terapia por ondas de choque. Seu compromisso é proporcionar cuidados de saúde especializados e acessíveis, visando o alívio da dor e a melhoria da qualidade de vida de seus pacientes. Para mais informações, visite o Instagram em: https://www.instagram.com/dr.brasilsales/


Ginecologista explica como o laser pode auxiliar na recuperação do pós-parto e no período de menopausa

Procedimento minimamente invasivo tem sido alternativa para tratar flacidez, secura e atrofia vaginal em diferentes fases da vida da mulher

 

As transformações do corpo feminino durante a gestação e o parto envolvem não apenas aspectos emocionais e hormonais, mas também mudanças físicas significativas na região íntima. Flacidez dos tecidos, relaxamento do assoalho pélvico, alterações na pigmentação e até cicatrizes perineais são comuns nesse período. Diante dessas alterações, a busca por tratamentos que auxiliem na recuperação tornou-se mais frequente, e o uso do laser íntimo desponta como uma alternativa segura e eficaz.

Segundo a ginecologista Dra. Mari Neide Ausani, membro da Associação Mulher, Ciência e Reprodução Humana do Brasil (AMCR), essas mudanças no pós-parto são naturais e influenciadas pelo processo de gravidez e parto vaginal. "A flacidez e a diminuição do tônus vaginal podem impactar a função sexual e o bem-estar físico da mulher, tornando essencial uma abordagem cuidadosa e personalizada para cada paciente", explica.

O tratamento com laser íntimo tem sido cada vez mais utilizado para auxiliar na cicatrização e recuperação do tônus vaginal. "O laser pode ajudar na reparação do tecido vaginal, melhorar a lubrificação e reduzir sintomas de atrofia vaginal que surgem devido às alterações hormonais do pós-parto", detalha Dra. Mari Neide.

A indicação do procedimento depende do tempo de recuperação do organismo da mulher. Geralmente, recomenda-se aguardar de três a seis meses após o parto antes de iniciar o tratamento. "Esse período é fundamental para que o corpo passe pela recuperação inicial. Além disso, uma avaliação médica cuidadosa deve ser realizada antes do procedimento para descartar infecções, lesões ou qualquer condição que possa contraindicar o uso do laser", enfatiza a especialista.


Menopausa

Além do pós-parto, o laser íntimo também tem se destacado como um tratamento eficaz para mulheres na pós-menopausa, promovendo a produção de colágeno e elastina, melhorando a elasticidade vaginal e reduzindo sintomas como secura e dor durante o ato sexual. "O laser é uma excelente alternativa para mulheres que não podem ou não desejam utilizar terapia hormonal, proporcionando conforto e qualidade de vida", acrescenta a ginecologista.

O procedimento pode ser potencializado quando combinado com outras abordagens, como radiofrequência, preenchimentos com ácido hialurônico, bioestimuladores de colágeno e terapia hormonal tópica. "Essas combinações são personalizadas de acordo com as necessidades da paciente, oferecendo benefícios complementares como maior hidratação, firmeza e regeneração tecidual", destaca Dra. Mari Neide.

É importante ressaltar que os efeitos do laser não são permanentes. De acordo com a ginecologista, os benefícios podem durar entre seis meses e dois anos, dependendo do estilo de vida, idade e condições individuais da paciente. Sessões de manutenção periódicas podem ser necessárias para prolongar os resultados. 



AMCR – Associação Mulher Ciência e Reprodução Humana do Brasil
Para saber mais informações, acesse o site.

 

O corpo fala

 

Unhas quebradiças, pele seca e fadiga podem indicar falta de nutrientes essenciais
 

Unhas fracas e quebradiças, pele seca ou aquela fadiga insistente, mesmo dormindo bem podem ser sinais podem ser alertas do seu corpo indicando uma deficiência de vitaminas e minerais essenciais. Segundo o farmacêutico naturopata Jamar Tejada, o organismo sempre dá pistas quando algo não está em equilíbrio – basta saber interpretá-las. 

“Muitas vezes, sintomas comuns que costumamos ignorar ou tratar de forma isolada estão, na verdade, ligados a carências nutricionais. Deficiências de vitaminas e minerais podem impactar desde a imunidade até o humor e a disposição diária”, alerta o especialista que indica os principais sinais e o que eles podem significar: 

🔹 Unhas fracas, lascando ou com manchas brancas: Falta de biotina (vitamina B7), ferro e zinco. A biotina e o ferro são essenciais para fortalecer as unhas. A deficiência de zinco também pode causar manchas brancas ou estrias longitudinais.

🔹 Pele seca, sem viço e descamando: Deficiência de vitaminas A, C e E. Essas vitaminas são cruciais para a regeneração celular e a hidratação natural da pele. Se há descamação frequente, pode ser um sinal de que sua dieta precisa de mais fontes dessas vitaminas.

🔹 Cabelos fracos, queda excessiva ou couro cabeludo ressecado: Baixos níveis de ferro, biotina e ômega-3. A falta de ferro e biotina compromete a saúde capilar, e o déficit de ômega-3 pode resultar em ressecamento e irritação no couro cabeludo.

🔹 Fadiga constante e sem motivo aparente: Déficit de ferro, vitamina D e complexo B. A anemia por falta de ferro pode causar cansaço extremo. A vitamina D tem um papel crucial na energia e disposição, e a carência de vitaminas do complexo B prejudica a produção de energia celular.

🔹 Lábios rachados e feridas nos cantos da boca: Deficiência de vitaminas do complexo B (B2, B6 e B12). Esse é um dos sinais clássicos de deficiência dessas vitaminas, fundamentais para a regeneração da pele e cicatrização.

🔹 Formigamento nas mãos e pés ou cãibras frequentes: Falta de magnésio, cálcio ou vitamina B12. O magnésio e o cálcio são essenciais para a contração muscular e a condução dos impulsos nervosos. Já a falta de B12 pode causar formigamento e até problemas neurológicos mais graves.

🔹 Olhos secos e visão prejudicada à noite. Baixos níveis de vitamina A: A vitamina A é fundamental para a saúde ocular, e sua deficiência pode levar a problemas de adaptação à baixa luminosidade. 

Jamar ensina que a melhor forma de suprir as deficiências vitamínicas é por meio da alimentação equilibrada e, quando necessário, suplementação orientada por um profissional. “Incluir alimentos ricos em ferro como folhas escuras, carne vermelha, feijão e oleaginosas, apostar em vitaminas do complexo B como ovos, levedura nutricional, abacate e banana e reforçar o consumo de vitamina C com frutas cítricas, kiwi, acerola e pimentão ajudam a reequilibrar o organismo - sem esquecer dos ácidos graxos essenciais como a linhaça, chia, peixes de água fria e azeite de oliva”, ensina. 

O especialista ainda afirma que observar o corpo é o primeiro passo para manter a saúde em dia já que os pequenos sinais podem indicar que algo precisa ser ajustado, e uma alimentação equilibrada pode ser a melhor aliada para garantir disposição, beleza e longevidade.

 



Jamar Tejada @tejard.Farmacêutico graduado pela Faculdade de Farmácia e Bioquímica pela Universidade Luterana do Brasil, RS (ULBRA), Pós-Graduação em Gestão em Comunicação Estratégica Organizacional e Relações Públicas pela USP (Universidade de São Paulo), Pós-Graduação em Medicina Esportiva pela (FAPES), Pós-Graduação em Comunicação com o Mercado pela ESPM, Pós-Graduação em Formação para Dirigentes Industriais com Ênfase em Qualidade Total - Engenharia de Produção pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul-(UFRGS) e Pós-Graduação em Ciências Homeopáticas pelas Faculdades Associadas de Ciências da Saúde. Proprietário e Farmacêutico Responsável da ANJO DA GUARDA Farmácia de manipulação e homeopatia desde agosto 2008.


Endometriose: doença afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil

Falta de conhecimento pode ser a principal barreira para o diagnóstico precoce, alerta especialista
 

Março Amarelo é o mês de conscientização sobre a endometriose, condição que afeta uma em cada dez mulheres em idade fértil no Brasil, segundo o Ministério da Saúde. A Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (FEBRASGO) reforça a importância do diagnóstico precoce, já que a doença pode causar dores intensas e dificuldades para engravidar. 

O Dr. Ricardo Quintairos, presidente da Comissão Nacional Especializada em Endometriose da FEBRASGO, destaca que o principal desafio para o diagnóstico precoce é o acesso à informação. Ele explica que é fundamental informar sobre os tipos de endometriose, evolução e sintomas, além de preparar os médicos para o diagnóstico. “O desconhecimento sobre a endometriose, tanto por parte da população quanto da classe médica, faz com que pacientes passem de médico em médico, sem que alguém considere a possibilidade de uma doença tão prevalente como a endometriose pélvica”, destaca. 

O especialista reforça que é importante lembrar que sentir dor intensa durante o ciclo menstrual não é normal, e que uma jovem que sofre com cólicas tão fortes que a impedem de ir à escola ou realizar suas atividades diárias, precisa ser encaminhada para investigação. “Isso significa que o ginecologista ou até mesmo o clínico geral deve realizar uma avaliação. A análise pode ser realizada, por exemplo, por meio de uma ressonância magnética ou ultrassonografia com preparo adequado para mulheres que não são virgens. Além disso, pode-se utilizar a ultrassonografia transvaginal, sempre com preparo intestinal, para visualizar as lesões, sendo essa abordagem particularmente indicada para mulheres que não são virgens”,ressalta. 

No entanto, se não for possível fazer um diagnóstico imediato, é possível começar o tratamento de uma paciente jovem que apresenta ciclos menstruais intensos há mais de dois anos, período após o qual as cartilagens já começam a se fechar. Nessas situações, o tratamento pode ser iniciado de forma empírica — ou seja, sem a comprovação definitiva da doença — com o objetivo de aliviar a dor e impedir o avanço da condição. Atualmente, as sociedades médicas aceitam o tratamento empírico, enquanto, no passado, era necessário aguardar a confirmação por meio de biópsia. A abordagem moderna entende que, diante de dor incapacitante e recorrente, a paciente pode iniciar o tratamento mesmo sem diagnóstico definitivo, sem a necessidade imediata de uma equipe especializada e multidisciplinar. 

“Temos trabalhado intensamente no combate ao diagnóstico tardio, juntamente ao grupo de mulheres portadoras de endometriose que também tem se empenhado em esclarecer e ensinar que a doença começa precocemente e pode evoluir, muitas vezes, de forma rápida. A ignorância, no sentido de desconhecimento, é um grande desafio. E, por conta disso, não conseguimos identificar a doença de forma precoce, o que dificulta o tratamento adequado”, afirma o médico. 

A doença pode ser subdiagnosticada em mulheres mais jovens ou naquelas que ainda não têm filhos. Muitas vezes, a paciente apresenta poucos sintomas, o que gera uma idiossincrasia entre a gravidade da doença e a intensidade dos sintomas. Ou seja, algumas mulheres com casos graves podem não apresentar sintomas significativos, enquanto outras, com formas mais leves, têm sintomas intensos. Essa incompatibilidade entre a doença e os sintomas pode levar ao subdiagnóstico, com pacientes assintomáticas ou com sintomas discretos não sendo corretamente identificadas. Existe, portanto, um grande subdiagnóstico, especialmente entre as pacientes com infertilidade, já que 50% das mulheres inférteis podem ter endometriose pélvica. 

Sobre os sintomas de alerta, o Dr. Ricardo Quintairos explica que a endometriose é conhecida como a doença dos '6 Ds': dispareunia (dor na relação sexual), disquesia (dor na defecação), dismenorréia (dor menstruacional), dificuldade de gestar (dificuldade de gestação), infertilidade e disúria (dificuldade para urinar). Além disso, a dor pélvica crônica, que ocorre fora do ciclo menstrual, também é um sinal importante. Se a paciente apresentar qualquer um desses sintomas de forma recorrente ou persistente, é fundamental considerar rapidamente o diagnóstico de endometriose. 

O especialista declara que apesar da falta de informação, o conhecimento sobre a endometriose tem melhorado consideravelmente nos últimos anos com a divulgação de informações das sociedades médicas à população.O Brasil, hoje, é considerado um dos melhores países do mundo para diagnóstico de endometriose, de acordo com o médico.

“Como resultado, pessoas que antes não tinham diagnóstico agora estão sendo corretamente identificadas, e médicos que antes não estavam preparados para realizar o diagnóstico agora possuem mais recursos e conhecimento. Isso tem levado a um aumento nos diagnósticos, especialmente porque as mulheres hoje têm menos filhos do que no passado, o que significa que menstruam por mais tempo. Com isso, há uma maior prevalência de endometriose, uma vez que a condição tem uma forte relação com fatores clínicos e genéticos”, finaliza.

 

ALONGAMENTO ANTES OU DEPOIS DO TREINO? O QUE REALMENTE FAZ DIFERENÇA?

Raquel Silvério, fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Trata de Guarulhos, explica como e quando alongar para melhorar o desempenho e evitar lesões

 

Como a maioria das pessoas que fazem atividades físicas ou praticam esportes sabem, o alongamento é uma prática essencial para manter a flexibilidade muscular e a amplitude de movimento das articulações, fatores fundamentais para um desempenho físico saudável. No entanto, muitas pessoas têm dúvidas sobre qual o melhor momento para realizá-lo: antes, durante ou depois do treino. 

“A resposta para essa questão está diretamente ligada ao tipo de alongamento praticado e ao objetivo desejado. Toda atividade física trabalha pontos diferentes do corpo e de formas variadas também. O alongamento pode ser classificado em diferentes categorias, sendo as duas principais: o estático, que são aqueles parados, esticando o músculo por alguns segundos, e o dinâmico, aqueles que deixam o corpo aquecido”, afirma Raquel Silvério, fisioterapeuta e diretora clínica do Instituto Trata Guarulhos. 

O alongamento estático, no qual o músculo é estendido até um limite confortável e mantido nessa posição por alguns segundos, é indicado principalmente para momentos de relaxamento e recuperação muscular. Já o alongamento dinâmico envolve movimentos ativos que preparam o corpo para a atividade física, sendo ideal para antes do treino, pois melhora a circulação sanguínea, aquece os músculos e reduz o risco de lesões. 

Antes do treino, o ideal é utilizar o alongamento dinâmico como parte do aquecimento. Esse tipo de alongamento ajuda a ativar os grupos musculares que serão utilizados na atividade física, aumentando a temperatura corporal e a mobilidade articular. Ao contrário do que muitos pensam, alongamentos estáticos prolongados antes do exercício podem reduzir o desempenho e até aumentar o risco de lesão, pois relaxam excessivamente a musculatura, diminuindo sua capacidade de contração no momento do esforço. 

Após o treino, o alongamento estático se torna uma excelente ferramenta para auxiliar na recuperação muscular. Ele ajuda a reduzir a tensão acumulada nos músculos, aliviando desconfortos e prevenindo encurtamentos musculares que podem surgir com o tempo. Esse tipo de alongamento também contribui para o relaxamento e a melhora da circulação sanguínea, promovendo uma recuperação mais eficiente.

 

E os alongamentos durante o dia? 

Além do contexto dos treinos, alongar-se em outros momentos do dia pode trazer benefícios. Pela manhã, alongamentos suaves podem ajudar a despertar o corpo e preparar os músculos para as atividades diárias. Durante o expediente, especialmente para quem passa muitas horas sentado, alongar-se periodicamente pode prevenir dores musculares e melhorar a postura. 

“A flexibilidade tende a diminuir com o avanço da idade, tornando ainda mais importante a incorporação do alongamento à rotina diária. O ideal é compreender que o alongamento e o aquecimento são práticas distintas: alongamentos muito curtos, com duração inferior a 30 segundos, podem ser considerados parte do aquecimento, enquanto aqueles mantidos por períodos mais longos têm um efeito mais significativo na flexibilidade muscular”, explica Raquel. 

Portanto, o momento ideal para realizar o alongamento depende do objetivo e do tipo de prática escolhida. Antes do treino, o alongamento dinâmico é a melhor opção para preparar o corpo para a atividade física, enquanto após os exercícios, o alongamento estático ajuda na recuperação muscular. Fora desses períodos, incorporar alongamentos à rotina diária pode trazer benefícios importantes para a postura, a circulação e a qualidade de vida como um todo.


 

Raquel Silvério - fisioterapeuta, especialista em membros inferiores e Diretora Clínica do Instituto Trata, Unidade de Guarulhos, Raquel aborda temas como relacionados às patologias e cuidados com pés, tornozelos, quadril e joelho, trazendo de volta qualidade de vida aos seus pacientes, tanto no pós-cirúrgico, quanto em tratamentos convencionais de reabilitação. Lesões comuns em esportes, como estiramentos musculares e contusões são tratados pela profissional com especialização em fisioterapia músculo esquelética pela Santa Casa de São Paulo. Link


Ferroadas de insetos: quando é preciso procurar atendimento médico?


Você já se perguntou por que a picada de um mosquito causa tanta coceira? A saliva dos mosquitos contém substâncias que facilitam a picada. Estas substâncias desencadeiam a liberação de histamina através dos mastócitos, gerando a indesejável sensação de coceira. “Em pessoas alérgicas, que desenvolvem anticorpos IgE, esse processo pode resultar no estrófulo, a característica lesão das ferroadas”, explica a Dra. Fátima Rodrigues Fernandes, presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (ASBAI).

 

A especialista conta que a aplicação de compressas frias nessa picada pode ser benéfica, assim como o uso de anti-histamínicos orais. Entretanto, Dra. Fátima orienta evitar o uso de cremes ou pomadas antialérgicas. “Em casos de infecção, quando geralmente ocorrem a introdução de bactérias ao coçar, corticoides tópicos ou antibióticos podem ser necessários," detalha a presidente da ASBAI.

 

Crianças com outras alergias possuem maior probabilidade de desenvolverem reações intensas às ferroadas de insetos devido à produção do anticorpo IgE. As reações mais graves, que podem levar à anafilaxia, geralmente estão associadas às ferroadas de himenópteros como abelhas, vespas e formigas. No entanto, picadas de outros mosquitos como pernilongos, por exemplo, que não estejam contaminados com vírus da dengue ou febre amarela, embora incômodas, geralmente não resultam em condições graves.

 

A anafilaxia é a reação alérgica mais grave entre as alergias, que ocorre rapidamente envolvendo vários órgãos ao mesmo tempo, tendo como principais causas os alimentos em crianças, medicamentos nos adultos, além de ferroadas de insetos, como vespa, abelha, marimbondo e formiga de fogo, entre outras.

 

A adrenalina autoinjetável é o único medicamento capaz de salvar a vida de uma pessoa com anafilaxia, mas o medicamento não é vendido no Brasil. A Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados realizou, em 04 de junho de 2024, audiência pública para debater sobre o Projeto de Lei N° 85/2024, que visa o fornecimento gratuito da caneta de adrenalina autoinjetável pelo Sistema Único da Saúde (SUS).

 

No dia 06 de junho de 2024, o deputado e relator do Projeto de Lei 85/2024, Zé Vitor, deu parecer favorável à distribuição gratuita pelo SUS da caneta de adrenalina autoinjetável no Brasil.

 

Uma emenda foi acrescida ao PL 85/2024 que determina que espaços públicos, como academias, parques, supermercados entre outros locais com grande circulação de pessoas tenham disponíveis a caneta de adrenalina autoinjetável. Enquanto isso, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aguarda a solicitação de registro do dispositivo para que possa avaliar a aprovação da adrenalina autoinjetável brasileira, facilitando o acesso ao medicamento.

 



ASBAI - Associação Brasileira de Alergia e Imunologia
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Março amarelo: impactos da endometriose na adolescência

Especialista destaca a importância do diagnóstico precoce

 

Março é o mês de conscientização sobre a endometriose, uma condição que afeta cerca de 1 em cada 10 mulheres em idade reprodutiva e pode levar anos para ser diagnosticada. Os primeiros sinais costumam surgir ainda na adolescência, um período crítico de transição física e emocional, no qual as jovens mulheres começam a experimentar as complexidades do sistema reprodutivo. 

No entanto, a falta de informação e o desconhecimento da condição por muitos profissionais de saúde atrasam o tratamento, impactando significativamente a qualidade de vida das jovens. Segundo dados da Associação Americana de Endometriose, 66% das mulheres adultas com endometriose começaram a apresentar os sintomas antes dos 20 anos, mas receberam o diagnóstico correto depois de 12 anos ou mais. 

Diante disso, Dr. Thiers Soares, ginecologista especialista em Endometriose, Adenomiose e Miomas, traz três dicas de como diagnosticar e tratar a endometriose.
 

1- Como identificar a endometriose na adolescência?

Os principais sintomas da endometriose em adolescentes incluem cólicas menstruais intensas e incapacitantes, sangramentos irregulares, dores abdominais persistentes, dor durante a evacuação e fadiga crônica. Além disso, a dor pélvica pode ocorrer fora do período menstrual, o que pode ser um sinal de alerta para a doença.
 

2- Consequências do diagnóstico tardio

Quando a endometriose não é diagnosticada e tratada na adolescência, o quadro pode evoluir para complicações graves, como formação de aderências pélvicas, cistos ovarianos e dificuldades reprodutivas no futuro. Além dos impactos físicos, a doença pode afetar a saúde mental das jovens, levando à ansiedade e depressão devido às dores constantes e limitações no dia a dia.

 

3 - Opções de tratamento

O tratamento da endometriose na adolescência geralmente envolve uma abordagem multidisciplinar, combinando terapias hormonais, controle da dor e suporte psicológico. Métodos como o uso de contraceptivos hormonais, anti-inflamatórios e, em alguns casos, intervenção cirúrgica minimamente invasiva, podem ser indicados para aliviar os sintomas e evitar a progressão da doença.

 


Dr. Thiers Soares - Doctor Honoris Causa pela Universidade Victor Babes/Romênia, Dr. Thiers Soares, graduado em Medicina pela Fundação Universitária Serra dos Órgãos (2001), é ginecologista especialista em doenças como Endometriose, Adenomiose e Miomas. Também é médico do setor de endoscopia ginecológica (Laparoscopia, Robótica e Histeroscopia) do Hospital Universitário Pedro Ernesto (Universidade do Estado do Rio de Janeiro - UERJ). O especialista é membro honorário da Sociedade Romena de Cirurgia Minimamente Invasiva em Ginecologia, membro honorário da Sociedade Búlgara de Cirurgia Minimamente Invasiva, membro honorário da Sociedade Romeno-Germânica de Ginecologia e Obstetrícia e membro da diretoria e comitês de duas das maiores sociedades mundiais em cirurgia minimamente invasiva em ginecologia (SLS e AAGL). Foi um dos responsáveis por trazer para o Brasil a técnica de Ablação por Radiofrequência dos Miomas Uterinos, um tratamento moderno e eficaz, que causa a destruição térmica de tumores uterinos.



Médico dá dicas para virar um esportista no mês do combate ao sedentarismo

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Herbalife
Médico do esporte entrega dicas práticas para quem quer adotar um estilo de vida ativo

 

A prática regular de exercícios é uma das melhores decisões que você pode tomar para cuidar da sua saúde física e mental. Movimentar o corpo fortalece os músculos, melhora o sistema cardiovascular, reduz o risco de doenças, ajuda a manter o peso sob controle e ainda contribui para a autonomia durante o envelhecimento. 

Exercitar-se também favorece o bem-estar emocional, pois promove a liberação de endorfinas que melhoram o humor, aliviam o estresse e reduzem a ansiedade. Portanto, se adotar uma rotina de exercícios está entre suas metas para este ano, saiba que poderá aproveitar todos esses benefícios. 

Mas atenção: antes de iniciar qualquer prática esportiva, é importante passar por uma avaliação médica. O check-up deve incluir exames cardiológicos e de sangue para identificar condições pré-existentes que precisem ser controladas, como diabetes, colesterol alto e hipertensão, para não colocar o paciente em risco. Quem sofre com condições osteomusculares também precisa de avaliação especializada para evitar lesões ou agravamento do quadro. Com o check-up realizado e a liberação médica em mãos, é hora de se mexer! Confira as dicas práticas do médico Carlos Alberto Ulloa, especialista em Medicina do Esporte e Atividade Física, e membro do Conselho para Assuntos de Nutrição da Herbalife, para se tornar um esportista e combater o sedentarismo: 

• Faça um pouco regularmente. Comece seguindo a orientação da Organização Mundial de Saúde (OMS) de 150 minutos semanais de atividade física moderada. Pratique de 3 a 4 sessões curtas por semana, de 30 a 40 minutos cada, adaptando os exercícios à sua condição física. “Quem nunca treinou força deve começar com exercícios leves de fortalecimento muscular, que podem ser realizados com o próprio peso corporal, e atividades cardiovasculares, como caminhada, bicicleta ou natação, de acordo com as condições físicas e as preferências individuais”, orienta o médico. 

• Mantenha a constância para tornar um hábito. “Exercícios intensos concentrados em apenas dois dias não são tão eficazes quanto uma rotina regular.” 

• Faça uma adaptação inicial com treinos curtos e leves, então, aumente gradualmente a intensidade quando perceber que a execução dos exercícios está fácil. 

• Estabeleça metas progressivas, como melhorar a resistência cardiovascular, por exemplo, andar a mesma distância em menos tempo. Ou aumentar a força muscular, começando com séries curtas de abdominais e flexões e aumentando gradativamente o número de repetições. Pequenos avanços ajudam a manter a motivação. 

• Combine treinos de força e aeróbicos. O corpo não funciona apenas como músculo ou apenas como sistema cardiovascular. Todo exercício depende do equilíbrio entre esses dois componentes. “Para correr, por exemplo, precisamos de força nas pernas, estabilidade no quadril e resistência nos braços, o que só se consegue com o fortalecimento muscular. Da mesma forma, atletas de força precisam de boa capacidade cardiovascular para garantir o transporte eficiente de oxigênio e nutrientes para os músculos”, explica Carlos Alberto Ulloa. 

• Tenha o acompanhamento de um profissional de educação física. Para metas esportivas ou de melhoria de condicionamento físico, um treinador especializado vai ajudar muito na evolução e orientar exercícios específicos para apoiar a evolução. Para benefícios gerais de saúde, um profissional de medicina esportiva pode orientar de acordo com os objetivos individuais, como controle de peso, redução do estresse ou fortalecimento muscular. 

• Cuide da sua dieta. O desempenho físico depende 100% da alimentação. Portanto, uma dieta balanceada e adequada ao gasto energético é essencial para obter bons resultados. Além disso, uma dieta rica em nutrientes essenciais melhora a resposta muscular, otimiza a recuperação e reduz o risco de lesões. 

• Hidrate-se adequadamente ao longo do dia, não apenas durante a atividade física. Durante o treino, há um aumento no gasto energético e na perda de líquidos, exigindo uma ingestão adequada antes, durante e após o exercício para manter o equilíbrio metabólico. 

• Avance com paciência e progressivamente. O progresso deve ser individualizado, aumentando gradativamente a carga e a intensidade conforme o corpo se adapta. Jovens e pessoas mais ativas costumam se adaptar mais rapidamente, mas cada organismo responde de forma diferente. 

• Encontre o horário ideal para você treinar. Se o exercício te ativa, procure treinar pela manhã para aproveitar essa energia ao longo do dia. Caso o treino te relaxa, deixe para o período da noite, para ajudar no descanso. O mais importante é manter um horário fixo e criar um hábito. 

• Experimente diferentes práticas esportivas. É interessante começar com uma adaptação geral e, com o tempo, escolher a modalidade que mais se encaixa na sua rotina e preferências. Escolha uma atividade da qual você goste e que seja de fácil execução e acesso. “Para criar o hábito, é fundamental que seja conveniente, prazerosa e se encaixe na rotina”, fala Carlos Alberto Ulloa.

 

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