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sábado, 27 de julho de 2024

Qual o sentido da sua vida?

 

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O que é a vida? Diante dessa pergunta, logo nos vem à consciência a vida dos indivíduos, das pessoas. Quando repensamos, vem-nos a ideia de vida dos animais, das plantas etc. Mas existe o incomensurável plano da vida pré-individual — e, nesse, raramente pensamos. 

A realidade pura da vida se encontra antes, através e após os indivíduos vivos: seja a de uma formiga, de um organismo unicelular, de um elefante, de um vírus ou de um homem. Nem mesmo pensamos no fato de que ela sempre existiu.  

A vida é eterna, portanto, há um equívoco na espera da eternidade — ela já é desde sempre. Estamos inexoravelmente mergulhados nela, na vida que só pode ser eterna. O que morre é o indivíduo; a vida jamais morre.   

A filosofia definiu a vida de uma forma extraordinária: “A vida é pré-individual, pré-subjetiva, ontológica, imanência pura”, afirma Gilles Deleuze. A vida é antes da formação de qualquer ente e preexiste a qualquer formação de subjetividade (mente, pensamento, percepção, valores etc.).  

A vida não tem começo nem fim, tanto no sentido de término como no de propósito. Do mesmo modo, o universo. Por isso, “se o universo tivesse uma posição de equilíbrio, se o devir tivesse um objetivo ou um estado final, ele já o teria atingido”, diz Nietzsche.  

Não há nenhum valor necessariamente correspondente à vida. Ela não é má, não é bela, não é feia, nem mesmo é boa. A vida é a vida. Não tem um começo e nunca termina. Não se remete a um sujeito nem se dirige a um objeto. Logo, ela não existe por causa de alguma coisa, para alguma coisa. Ela não depende de nada fora dela.   

Só a vida das pessoas pode vir a ser boa ou má, triste ou alegre, com ou sem sentido. Não excluo o fato geral de haver comunicação em meio à natureza. Está fora de cogitação negar as linguagens diversas que os animais desenvolveram em seus hábitats.  

As formigas dispõem de feromônios e movimentos corporais comunicantes; os pássaros produzem sons específicos para o acasalamento e para a advertência, em momentos de ameaça.  

Em seu ambiente, animais e plantas modificam suas cores, aromas e formas como linguagens que comunicam estados de coisas. O verde das florestas verdeja em variedade. Ainda que nossa percepção tenha apenas um verde fixado diante de nossos olhos, há multiplicidades de tons de verde que verdejam.  

A filosofia nietzschiana diz que a vida está para além do bem e do mal, a vida está para além de valores morais. Mas a vida não tem valor transcendente, ou seja, exterior a si. Seu valor é imanente a ela mesma. Os valores que o homem dá à vida derivam dos sentimentos que ele experimenta: quando alguém está triste, com dor, amargurado por perdas e decepções, é possível que diga: “A vida é terrível” ou “A vida é ruim”. Por outro lado, quando essa mesma pessoa está feliz, apaixonada, dirá: “A vida é bela”. Mas tudo isso diz respeito apenas às nossas paixões.  

A vida continua em seu fluxo, indiferente aos valores que lhe atribuímos. O que realmente importa é que, sendo ela pura, sem imagem ou forma, faz com que o homem tenha o dever ético de produzir seu próprio sentido de viver.   

 

Clécio Branco - psicólogo clínico e professor de filosofia e sociologia, autor do livro “Ensaios de A a Z para Mentes Inquietas”.

 

Estudo conclui que música influencia positivamente na memória de longa duração

 

Pesquisa é de Marcio Reggiori, professor de Música na Formação Complementar e Neurociências e Aprendizagem do Colégio Anchieta


“A música, mais do que ensinar um instrumento e a técnica de tocá-lo, é o caminho que leva o cérebro a aprender a aprender. Este é o ponto de convergência entre a música e a neurociência”, ensina Marcio Reggiori, professor de Música na Formação Complementar e Neurociências e Aprendizagem do Colégio Anchieta, de Porto Alegre, e uma das 17 instituições de ensino integrantes da Rede Jesuíta de Educação (RJE). 
Reggiori, outros representantes das instituições de ensino do RJE e especialistas nacionais e internacionais em Educação estarão reunidos  no II Congresso da Rede Jesuítas, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 9 de agosto. O encontro celebra os dez anos da RJE.

Mestre com a dissertação “A dependência de contexto por meio da intervenção de música e seu efeito na memória declarativa: um estudo exploratório”, Reggiori, em sua pesquisa realizada com 74 pessoas, verificou que o contexto é uma característica que adapta o ser humano, possibilitando-o a dar respostas adequadas às situações corriqueiras da vida. “A memória dependente de contexto engloba os sistemas neuro-humorais dopaminérgicos, serotoninérgicos, noradrenérgicos, beta endorfínicos e endócrino”, explica a extensão desse processo no cérebro. 

O estudo concluiu, entre outros pontos, que: (i) a memória declarativa (de longa duração) depende do contexto e (ii) que a influência da música é positiva e significante na aquisição e evocação dessa memória. 

Não à toa, a música vem sendo aplicada em disciplinas escolares para que os alunos entendam e sintam que aprender é um processo contínuo que pode ser aplicado em qualquer idade e em variadas situações, além de ser um apoio lúdico em anos mais turbulentos, como no Ensino Médio, no qual Reggiori leciona. 

Congresso será aberto por Dom Orani Tempesta, Cardeal Arcebispo do Rio de Janeiro - Reggiori integra a lista de especialistas em Educação e Pedagogia que estarão reunidos no II Congresso da Rede Jesuíta de Educação Básica, que acontecerá no Rio de Janeiro, entre os dias 6 e 9 de agosto, para discutir a relação entre inovação e tradição no ensino das escolas jesuítas. O evento será aberto pelo Arcebispo do Rio de Janeiro, Cardeal Dom Orani Tempesta, no dia 6 de agosto, às 16h30. 

Com uma série de conferências e debates, o encontro acontecerá na PUC-Rio, na Gávea, e no Colégio Santo Inácio, em Botafogo, ambos na Zona Sul da cidade. Terá também transmissão ao vivo das principais discussões e mesas de debate pelo Canal da RJE no YouTube. O congresso pedagógico e educacional será realizado em comemoração aos dez anos da Rede Jesuíta de Educação Básica (RJE), congregação que reúne 17 das maiores instituições de ensino do país e cerca de 25,5 mil estudantes. Nove dessas instituições estão situadas no Brasil.  

Também integra a relação de palestrantes a educadora Claudia Costin, fundadora e diretora do Centro de Excelência e Inovação em Políticas Educacionais (FGV-CEIPE), professora visitante na Faculdade de Educação de Harvard e ex-diretora global de Educação do Banco Mundial. Além dela, estarão ainda o espanhol David Martín Díaz, diretor de lançamento da estratégia "Educação Changemaker”, plataforma mundial de empreendedorismo social suportada pela Organização Não Governamental (ONG) Ashoka, uma das principais organizações no campo do empreendedorismo social, termo criado por seu fundador Bill Drayton e Johnny Go, SJ, doutor em educação pelo University College de Londres e pelo Instituto Nacional de Educação de Singapura e secretário de educação das escolas jesuítas de ensino primário e secundário em toda a região da Ásia-Pacífico.


Agosto Lilás: médica sexóloga expõe ferramentas de enfrentamento à violência doméstica e familiar

 Opinião 

Um dia inteiro. 24 horas. O que você faz em 24 horas? Acorda, escova os dentes, toma banho, come algo, se arruma, vai para escola ou trabalho, treina, come de novo mais algumas vezes, assiste série, cuida dos filhos, cuida de si, flerta, namora, lê algo, discute, reza, xinga, passa horas em frente ao celular. Vive! Pois é… Mas com pelo menos oito mulheres essa rotina é bem diferente. 

Dados apresentados pela Agência Brasil mostram que, em 2023, a cada 24 horas, oito mulheres foram vítimas de violência doméstica no país. A 10ª Pesquisa Nacional de Violência contra a Mulher, feita pelo Instituto Datasenado em parceria com o Observatório da Mulher contra a Violência (OMV) mostrou que 68% das mulheres no Brasil tem uma amiga, familiar ou conhecida que já sofreu algum tipo de violência doméstica. 

Os números são alarmantes e poderiam ser ainda maiores, caso a notificação fosse realista. Falta de informação, medo do agressor, ou até mesmo do julgamento e a dificuldade de ter direitos garantidos por lei são empecilhos para que as denúncias sejam feitas, gerando subnotificação. 

Em países machistas como o Brasil, muitos comportamentos são tidos como “normais” , sendo necessário um mecanismo de educação em saúde e autocuidado nesse sentido. 

Saber identificar comportamentos abusivos é primordial para se defender e conseguir romper ciclos de violência ou pelo menos conseguir pedir ajuda. 

Rodas de conversa visando partilha de experiências de mulheres que já foram vítimas, com outras que felizmente não passaram por isso, pode fazer muita diferença, pois torna a experiência mais concreta e o aprendizado, real. 

Conversar com os meninos, adolescentes em formação, também é urgente. Não adianta apenas conscientizar as meninas e não falar sobre isso com os meninos. Eles repetem comportamento; e em uma sociedade patriarcal como a nossa, onde ser como o pai é uma honra, explicar para eles que comportamento de gênero não precisa ser baseado em atitudes violentas talvez possa ser a grande mudança de chave. 

Combate à cultura de estupro tem sido mecanismo importante de “empoderamento” para mulheres e meninas; mas também precisa ser mecanismo de transformação comportamental, evitando a formação de futuros agressores.  

Acredito que a escola seja um bom lugar para isso e que a arte seja uma ferramenta interessante. Já pensou em atividades teatrais onde os meninos tenham papéis de agressores? Ou que vejam e concordem com agressões contra papéis que representem suas mães, avós e irmãs? 

Parece terapia de choque, né? Sim. Na verdade, seria a arte imitando a realidade e causando incômodo. O incômodo abre as portas para a transformação, planta semente para reflexão e pode mudar atitudes. 

As atuações teatrais podem mostrar de forma clara e ensinar sobre os tipos de violência contra mulher, além de abrir espaço para diálogos sobre o tema. O cara nervoso quebrando o celular da namorada ensina sobre violência patrimonial. O pai fazendo “brincadeiras” que expõe o corpo das esposas de forma constrangedora pode ensinar aos jovens sobre o que é violência psicológica e verbal. Se um garoto atua no papel de menina e é violentado em uma festa, após beber e sem consentimento, ele aprende sobre violência sexual. Roteiros dramatúrgicos que mostram meninas se ajudando em vez de competir nos quesitos de corpo e beleza ensina sobre a importância da rede de apoio e conceito de aldeia entre mulheres. 

Enquanto sexóloga, na prática clínica, percebo que as pessoas sabem muito pouco sobre violências e quando falamos sobre, a resposta mais ouvida é que isso não acontece na casa delas:“Imagina, doutora! Meu marido é assim mesmo! Ele só está brincando!”. 

Muito já foi feito no combate à violência contra a mulher, mas muito há de ser feito ainda!

Destruir o patriarcado e as práticas misóginas por meio de mudança de atitude de jovens homens em formação pode fazer muita diferença, aliado à manutenção do movimento feminista de empoderamento das meninas.  

Acredito no poder que a educação e a arte têm e no quanto juntas podem mudar as sociedades, indo muito além de campanhas de televisão que ensinem sobre ligar para o canal 180, com imagens fortes e muito estereotipadas do que seria violência contra a mulher — e que, muitas vezes, mais incomodam do que educam. 

Somos afetados pelo semelhante e trazer esses temas para perto pode gerar mudanças significativas no combate ao feminicídio.




Camila do Nascimento Leite - médica endocrinologista e sexóloga. Formada pela Faculdade Estadual de Medicina de São José do Rio Preto (FAMERP), Mila também é escritora e seus textos perpassam o universo da violência doméstica, tendo encontrado na arte tanto cura para sua experiência pessoal como mecanismos de luta para a mudança social que tanto busca e acredita. "Poemas para antes do banho, durante o café e depois do abandono" (Patuá, 2024) é a sua obra mais recente.



Fui traído, vou conseguir perdoar? Estratégias para superar a infidelidade em relacionamentos

Psicóloga do CEUB elenca fatores que levam à traição e caminhos para a reparação de laços afetivos 

 

A infidelidade é um dos maiores desafios de um relacionamento, impactando profundamente os envolvidos. Em primeiro lugar no ranking de infidelidade da América Latina, o Brasil é o país com mais casos de relações extraconjugais. De acordo com a pesquisa "Radiografia da Infidelidade e Infiéis no Brasil", 8 em cada 10 brasileiros já traíram parceiros dentro de relacionamento monogâmico. Izabella Melo, professora de psicologia do CEUB, explica os fatores que influenciam a infidelidade e aponta o papel da terapia na reconstrução de laços afetivos. 

Confira entrevista, na íntegra:

 

Quais são as principais razões que levam uma pessoa a ser infiel em um relacionamento?

IM: Existem três conjuntos de razões que podem levar uma pessoa a ser infiel em um relacionamento. (1) Fatores relacionais: referem-se à dinâmica específica do casal e às interações estabelecidas entre os parceiros. Contratos, combinados, regras e limites criados ao longo da relação influenciam diretamente na fidelidade. Insatisfação conjugal, críticas constantes, desdém, atitudes defensivas e a falta de comunicação são comportamentos que podem minar a satisfação dentro do relacionamento, contribuindo para a infidelidade. 

(2) Já os Fatores intrapsíquicos: são internos e individuais, relacionados ao histórico pessoal e psicológico de cada pessoa. A teoria do apego de John Bowlby, por exemplo, sugere que a maneira como fomos cuidados na infância influencia nossas relações adultas. Estilos de apego seguro ou inseguro impactam a percepção e comportamento em relacionamentos. Autoestima baixa e questões transgeracionais, ou seja, valores e dinâmicas familiares passadas, também podem predispor uma pessoa à infidelidade. 

(3) Por fim, os Fatores situacionais: são aspectos contextuais e circunstanciais que envolvem o casal, como estresse, sobrecarga com filhos, isolamento e a liberdade sexual contemporânea, influenciam a propensão à infidelidade. A disponibilidade de redes sociais e aplicativos de encontros facilita contatos extraconjugais, sendo fatores situacionais importantes.

 

Como a infidelidade pode afetar individualmente cada parceiro em termos emocionais e psicológicos?

IM: A forma como cada pessoa é afetada varia muito, dependendo dos fatores relacionais, intrapsíquicos e situacionais. A pessoa traída pode experimentar sentimentos de questionamento sobre si mesma, seu valor, confusão, insegurança, raiva, ansiedade, tristeza e vergonha. Já quem cometeu a traição enfrenta a reação emocional intensa do parceiro traído e possíveis consequências sociais. Ambos devem decidir sobre a reconstrução ou término da relação com base em seus valores e crenças.

 

Qual é o papel da terapia no processo de reconstrução de relacionamento pós-infidelidade?

IM: O objetivo da terapia é alcançar um estado de bem-estar para os envolvidos. A terapia acolhe os sentimentos de ambos, oferecendo um espaço para diálogo e reflexão sobre a continuidade ou término da relação. É importante que o terapeuta não julgue ou critique, validando os sentimentos dos pacientes e ajudando a encontrar caminhos adequados para o casal. A terapia busca sempre a segurança e bem-estar dos envolvidos, evitando a continuidade da relação em casos de violência ou incompatibilidade de valores.

 

Quais são os maiores desafios que os casais enfrentam ao tentar reconstruir um relacionamento após a infidelidade?

IM: Acredito que é lidar com os sentimentos intensos de insegurança, ciúmes, tristeza e decepção. A pessoa traída precisa expressar seus sentimentos de forma não acusatória, enquanto a pessoa que traiu deve reconhecer a quebra de confiança e trabalhar para reconquistá-la. O casal deve encontrar formas de fortalecer a comunicação e promover experiências positivas para melhorar a reconexão.

 

Quais são as etapas mais comuns no tratamento terapêutico de casais que enfrentam infidelidade?

IM: O tratamento geralmente começa com o acolhimento e a validação dos sentimentos dos envolvidos. Depois, são estabelecidos objetivos terapêuticos, seja para reconstrução da relação ou um término amigável. As sessões devem possibilitar diálogos para que ambos expressem seus sentimentos e trabalhem formas de lidar com eles. Experiências positivas e a melhoria da comunicação são incentivadas ao longo do processo terapêutico.

 

Como a neurociência pode contribuir para o processo terapêutico de casais em crise por infidelidade?

IM: A neurociência pode contribuir ao fornecer uma compreensão mais profunda sobre os mecanismos cerebrais envolvidos na regulação emocional, comportamental e na formação de vínculos afetivos. Conhecer esses processos pode ajudar terapeutas a desenvolver intervenções mais eficazes para melhorar a comunicação e a gestão emocional dos casais.

 

Quais são as mudanças mais comuns que os casais precisam fazer para reconstruir o relacionamento após uma infidelidade?

IM: Para mudar, é necessário melhorar a comunicação, estabelecer novas regras e limites, promover a reconexão emocional e física, e trabalhar na construção de confiança mútua. É essencial que o casal discuta e renove continuamente seus combinados sobre fidelidade, garantindo que ambos estejam comprometidos em manter esses novos acordos.


Poeta explica importância da poesia para estimular o aprendizado de crianças

Em entrevista, o escritor George Gimenes afirma que os poemas podem ajudar na construção da memória afetiva e na ampliação do vocabulário infantil 

 

Membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB), o poeta e cordelista George Gimenes lança o livro infantil Bichos de A a Z, em que ensina os pequenos leitores sobre a diversidade da fauna, em uma narrativa lúdica com a representação de 26 animais segundo o alfabeto. Por meio de rimas e ilustrações em cores vibrantes, o autor propõe ainda uma experiência interativa e que instiga a criatividade.  

Inspirado em grandes escritores nacionais como Mario Quintana e Cecília Meireles, o autor possui um estilo único de escrita, chamado “Quadra Quadrada”. Esse método consiste em um poema sintético fixo, que tem quatro versos de quatro sílabas com uma só rima, oferecendo originalidade e espontaneidade durante a leitura. 

Em entrevista, George Gimenes explica a importância da poesia para o aprendizado, estimular a criatividade e a alfabetização de crianças, além de comentar sobre os desafios da adaptação da obra para o inglês. Confira abaixo:  


1 – O que te inspirou a escrever Bichos de A a Z? Pode nos contar um pouco sobre o seu processo criativo e por que decidiu trazer poemas para educar sobre fauna?  

George Gimenes: A ideia do livro surgiu de uma viagem que fiz, onde fui escrevendo pequenos poemas sobre cada animal que eu via, ouvia ou interagia - curiosamente foram muitos naquela ocasião... No final da viagem, eu estava com um vasto conjunto de poemas sobre os mais variados bichos. Todos os poemas foram escritos no estilo poético “Quadra Quadrada”, de minha criação: poema de quatro versos de quatro sílabas com uma rima externa.  

Considerei aquele material relevante tanto para introduzir a poesia aos pequenos leitores, como para proporcionar uma instrução sobre a fauna. Posteriormente, conversando com a minha editora, consideramos que seria ainda mais interessante termos um formato que proporcionasse essa “brincadeira” de adivinhar e revelar cada animal.  


2 – De que maneira você acredita que o formato interativo do livro, onde as crianças adivinham o animal antes de vê-lo, contribui para o aprendizado e engajamento delas? 

G.G.: Quanto ao formato, entendo que ele proporciona um engajamento natural do leitor com a obra, tornando-o um participante ativo, ao invés de um leitor passivo e contemplativo. Essa experiência possibilita o estabelecimento de uma associação emocional envolvente e uma memória afetiva marcante, promovendo um aprendizado muito mais efetivo. Ao final da leitura, a criança é estimulada a considerar e listar outros animais que ela conhece, mas que não constaram do livro, e é motivada a criar um pequeno poema sobre eles, incorporando a poesia como algo acessível e natural em sua vida.  


3 – Como foi o processo de seleção dos 26 animais representados no livro? Há algum critério específico que você seguiu para escolher esses bichos?  

G.G.: Parece simples escolher 26 bichinhos dentre um número infinito de animais que existem, não é? Não foi bem assim... certas letras, inclusive, possuem um número extremamente reduzido de nomes de animais, sem contar também o desafio de utilizar as letras K, W e Y na edição em português. Assim, primeiro escolhi animais cujo texto fosse cativante e divertido tanto pela perspectiva poética como do ponto de vista de informação e curiosidade. Procurei trazer animais incomuns junto àqueles mais conhecidos, de modo a se ter um equilíbrio entre eles; também ser abrangente quanto à localização deles no planeta, fazendo questão de incluir bichinhos da nossa fauna e cotidiano brasileiros.  


4 – Como o contato lúdico das crianças com a fauna pode aproximá-las da natureza? Qual a relevância desse contato desde a primeira infância?  

G.G.: Animais são criaturas magnificas! Não há quem não os aprecie (inclusive os adultos) ou não seja impactado pela riqueza da variedade e diversidade que encontramos na fauna. Ainda que alguns desses bichos preferimos que fiquem bem longe, este primeiro contato literário amplia o conhecimento, a interação e integração do pequeno leitor com a natureza.  


5 – O livro também foi editado para o inglês, por que decidiu disponibilizar a obra em duas línguas diferentes? Tem relação com a sua vivência fora do país?  

G.G.: Atualmente, estou morando no Canadá e tenho netos nascidos lá e nos EUA. Quis proporcionar, inicialmente a eles – e a todos – que ainda não dominam o português, a oportunidade de exposição à poesia através desse tema que é tão cativante. A edição em inglês, no entanto, é mais que uma simples e direta tradução. Como alguns bichos ocupariam a mesma letra – por exemplo, raposa / sapos caem na letra F, respectivamente fox / frogs – tive a difícil decisão de substituir alguns deles. Dessa forma, além da ordem de apresentação, que é alfabética, há oito animais diferentes entre as duas edições, o que as tornam únicas em si mesmas.  


6 – Você tem planos para lançar mais livros no mesmo estilo ou pretende explorar outros temas educativos para crianças? O que podemos esperar das suas futuras obras?  

G.G.: Tenho muitos e excitantes planos, certamente! Alguns textos de literatura infantil já estão prontos, abordando temas relacionados a desafios e superação, sempre com um toque poético na narrativa. Um destes está prestes a ser lançado pelo selo Inteligênios, cujo título é Brissa, o Mar e a Geringonça. Também estou com um projeto para um livro temático de poesias, em andamento...  

 

Sobre o autor: Gerente de Projetos formado em Engenharia Elétrica pela Unicamp, George Gimenes concilia a profissão nas exatas com a paixão pela arte: poeta, cordelista, violonista, compositor e fotógrafo, ele começou a escrever poesia em 2015. Desde então, publicou cordéis e livros infantis que contemplam uma narrativa poética, como Os segredos da luz (2018) e Aos olhos de Deus (2020). O lançamento Bichos de A a Z (2023) marca o estilo poético criado pelo autor – o “Quadra Quadrada”, em que o poema sintético é fixo e tem quatro versos de quatro sílabas com uma só rima. Natural de Itu, no estado de São Paulo, mora com a esposa no Canadá e tem três filhos e vários netos. Também é membro da Academia Internacional de Literatura Brasileira (AILB).  

Para saber mais sobre o livro Bichos de A a Z”, clique aqui!  


Confira estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade na volta às aulas

Segundo doutor em Psicologia, um dos passos mais importantes é ajustar gradualmente os horários de dormir e acordar

 

O retorno às aulas após as férias é um momento marcado por sentimentos mistos. Por um lado, há a excitação de reencontrar amigos e professores e de retomar o aprendizado. Por outro, esse período pode ser acompanhado de estresse e ansiedade, tanto para estudantes quanto para seus pais. A volta à rotina escolar exige adaptação e pode trazer à tona preocupações relacionadas ao desempenho acadêmico e à gestão do tempo. 

Segundo Danilo Suassuna, doutor em psicologia e diretor do Instituto Suassuna, que oferece pós-graduação e forma psicólogos atuantes, a transição das férias para o período escolar pode ser desafiadora devido às mudanças na rotina. “Durante as férias, os horários tendem a ser mais flexíveis, com menos compromisso com horários rígidos. Para facilitar esse retorno, é fundamental estabelecer rotinas saudáveis antes mesmo do início das aulas”, sugere. 

Um dos passos mais importantes, segundo o especialista, é ajustar gradualmente os horários de dormir e acordar. A recomendação é que, uma semana antes do início das aulas, os horários sejam gradualmente modificados para se aproximar da rotina escolar. Isso ajuda o corpo a se adaptar e reduz a resistência que é comum no primeiro dia de aula. 

Além disso, de acordo com Danilo Suassuna, é essencial preparar um espaço dedicado ao estudo. “Um ambiente organizado, silencioso e livre de distrações pode melhorar a concentração e a produtividade. É importante que o local seja bem iluminado e equipado com todo o material necessário para as atividades escolares”, aconselha. 

O doutor em psicologia também ressalta a necessidade da criação de um cronograma com horários fixos para a criança ou adolescente estudar, se alimentar, praticar atividades físicas e descansar. “Isso ajuda a reduzir a ansiedade, pois eles saberão exatamente o que esperar e quando. A regularidade nas atividades proporciona uma sensação de segurança e controle”, afirma Danilo Suassuna. 

Confira outras estratégias para lidar com o estresse e a ansiedade na volta às aulas:

  • Alimentação Balanceada: O retorno às aulas é um bom momento para retomar uma dieta balanceada, rica em nutrientes que favorecem a concentração e o bem-estar emocional. “Estudos indicam que uma dieta rica em frutas, vegetais, proteínas magras e grãos integrais está associada a um melhor desempenho cognitivo e menor incidência de sintomas depressivos”, explica Danilo Suassuna.
  • Atividade Física Regular: Segundo o especialista, a atividade física não apenas melhora a saúde física, mas também é uma poderosa aliada na redução do estresse e da ansiedade.
  • Técnicas de Gerenciamento de Tempo: A gestão eficiente do tempo é uma habilidade que pode aliviar significativamente o estresse associado ao retorno às aulas, já que a falta de organização pode levar à procrastinação e ao acúmulo de tarefas, o que aumenta a sensação de sobrecarga.
  • Planejamento Semanal: Reservar um momento no início da semana para organizar todas as tarefas e compromissos pode fazer uma grande diferença.
  • Divisão de Tarefas: Outra estratégia importante, de acordo com Danilo Suassuna, é a divisão de tarefas maiores em partes menores. “Grandes projetos podem ser intimidadores, mas ao dividi-los em etapas menores, tornam-se mais gerenciáveis”, afirma.
  • Importância de um Suporte Emocional: O suporte emocional é um componente essencial para lidar com o estresse e a ansiedade do retorno às aulas. Este suporte pode vir de várias fontes, como familiares, amigos, professores e profissionais de saúde mental.
  • Envolvimento dos Pais e Responsáveis: Segundo Danilo Suassuna, muitas crianças e adolescentes podem sentir medo de ficar longe da família, especialmente após um período prolongado de convívio durante as férias. “É essencial que os pais estejam presentes e ofereçam segurança emocional, reforçando que estarão disponíveis para ajudar com qualquer dificuldade que surja”, conclui.



Danilo Suassuna - Doutor em Psicologia pela Pontifícia Universidade Católica de Goiás (2008), possui graduação em Psicologia pela mesma instituição. Autor do livro “Histórias da Gestalt-Terapia – Um Estudo Historiográfico”. Professor da Pontifícia Universidade Católica de Goiás e do Curso Lato-Sensu de Especialização em Gestalt-terapia do ITGT-GO. Coordenador do NEPEG Núcleo de estudos e pesquisa em gerontologia do ITGT. É membro do Conselho Editorial da Revista da Abordagem Gestáltica. Consultor Ad-hoc da revista Psicologia na Revista PUC-Minas (2011). Para mais informações acesse o instagram: danilosuassuna.


Instituto Suassuna
Para mais informações, acesse o site
instagram e canal no youtube.


Orientação Parental é virada de chave que transforma o futuro das próximas gerações

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Especialista em neurociência, traumas e infância esclarece como pais conscientes podem redefinir a educação dos filhos e promover uma sociedade mais saudável 

 

Nos dias atuais, a educação parental tem ganhado destaque como uma abordagem revolucionária na criação de filhos, com potencial para transformar profundamente o futuro das próximas gerações. Telma Abrahão, Orientadora parental, criadora da Educação Neuroconsciente e referência nacional em prevenção de traumas de infância, destaca a importância de uma educação baseada no entendimento do funcionamento do cérebro infantil.

"Não nascemos sabendo educar e é um grande desafio que começa de dentro para fora. A orientação neuroconsciente não é apenas uma metodologia, é um movimento que busca criar um ambiente seguro e acolhedor para que as crianças se desenvolvam com seu pleno potencial. Entender o cérebro infantil e as necessidades emocionais de uma criança é fundamental para que os pais consigam sair de uma educação baseada no medo para uma educação baseada na segurança física e emocional", afirma a especialista que já formou centenas de Orientadores Parentais pela UniNeuroconsciente, que tem certificações chanceladas pelo MEC.

É importante destacar que a profissão de Orientador Parental pode ser exercida por qualquer pessoa interessada em compreender a neurociência e a biologia por trás do comportamento e do desenvolvimento infantil, não sendo restrita apenas a profissionais da saúde e da educação. “Pais, avós, cuidadores, educadores e pediatras podem se beneficiar dessa abordagem, promovendo mais saúde física, mental e emocional para as crianças e famílias”, enfatiza.

Tainá Tavares, mãe de 2 filhos deixou de lado a carreira de dentista quando viu na formação em Orientação parental uma nova oportunidade para transformar sua vida. “Procurei por uma certificação de orientação parental porque eu estava em um verdadeiro caos na minha casa, sem controle para educar meus filhos, vivendo na base do grito, estresse e nervosismo e vi na educação neuroconsciente uma forma que pudesse me orientar como mãe. No fim, esse conhecimento transformou tanto a minha família que percebi ali uma oportunidade de transição de carreira, com isso deixei de lado a odontologia e estou me dedicando na profissão de orientadora parental neuroconsciente”, conta.

Com a crescente conscientização sobre a importância da saúde mental e emocional, a orientação parental se apresenta como uma ferramenta poderosa para a construção de um futuro melhor. “À medida que mais pais adotam essa conduta, podemos esperar uma transformação positiva nas próximas gerações, marcada por indivíduos com boa autoestima, que confiam em sua capacidade de realização, que respeitam o próximo e principalmente que saibam lidar com as próprias emoções sem recorrer a vícios em álcool e drogas para lidarem com suas dores emocionais”, pontua Telma.

Pesquisas também apoiam a eficácia dessa abordagem.  Um estudo publicado na Frontiers in Psychology em 2023 revelou que crianças criadas em ambientes neuroconscientes têm menos níveis de ansiedade e depressão, além de uma maior capacidade de resiliência e empatia. Os dados mostram que a Orientação parental pode reduzir significativamente comportamentos problemáticos e promover uma saúde mental positiva ao longo da vida.

Telma Abrahão também alerta sobre a importância dos pais e responsáveis como reguladores emocionais dos filhos. “Os pais precisam estar conscientes de suas próprias emoções e comportamentos, pois servem de modelo para as crianças. Quando os pais conseguem regular suas emoções, ajudam os filhos a fazerem o mesmo. Chamo isso de se Reeducar para melhor educar”, enfatiza a autora de best-sellers e do novo livro ‘Revolucione a relação com seus filhos em 21 dias’.

Além disso, a orientação parental neuroconsciente destaca a importância do vínculo seguro entre pais e filhos. “Uma conexão segura é fundamental para que a criança cresça confiante e capaz de enfrentar os desafios da vida”, acrescenta Telma.

A adoção de práticas neuroconscientes na orientação parental tem implicações de longo alcance, beneficiando não apenas o indivíduo, mas a sociedade como um todo. Crianças educadas por pais que compreendem seu desenvolvimento têm maiores chances de se tornarem adultos saudáveis, produtivos e socialmente responsáveis. “Estamos semeando uma sociedade mais compassiva e resiliente” conclui. 



Telma Abrahão - biomédica, especialista em Neurociências e desenvolvimento infantil e uma das pioneiras no Brasil a unir ciência à educação dos filhos. Idealizadora da Educação Neuroconsciente, que ‘nasceu’ da necessidade de levar o conhecimento sobre a neurociência por trás do comportamento infantil para mães, pais e profissionais da saúde e da educação. Telma Abrahão é autora dos best-sellers “Pais que evoluem” e “Educar é um ato de amor, mas também é ciência” e lança seu terceiro livro “Revolucione a relação com seus filhos em 21 dias”. Seus livros são vendidos em mais de 15 países e ajudam milhares de pessoas ao redor do mundo a se reeducarem para melhor educar. Ela também escreveu 12 obras exclusivas para o Leituras Rápidas da Amazon com o objetivo de abordar temas que ajudam os pais a lidarem com os desafios na educação dos filhos.
@telma.abrahao


Volta às aulas: como se proteger do "cérebro de pipoca"?


A internet, o acesso fácil à informação e a possibilidade de trabalho remoto são algumas vantagens da vida moderna, mas a tentativa frenética e descontrolada de se manter atualizado e produtivo começa a surtir efeitos indesejados na saúde mental de milhares de pessoas. Quem volta das férias precisa redobrar os cuidados a fim de se proteger de excessos. 

É que na expectativa de processar várias tarefas ao mesmo tempo, a mente começa a dar sinais de exaustão. Que atire a primeira pedra quem nunca se perdeu nas dezenas de abas abertas simultaneamente na tela do computador e, é claro, no cérebro. 

Pensamento acelerado, dificuldade de foco, pouca concentração, baixa produtividade e a sensação incômoda de não conseguir acompanhar o ritmo do mundo moderno são tão comuns que já têm até nome: síndrome do cérebro de pipoca. 

O termo foi usado pela primeira vez em 2011 pelo cientista da computação David Levy para descrever a impressão de que o cérebro "pula" insistentemente de uma atividade para outra. De lá para cá, a expressão se popularizou e ainda que Levy seja um defensor da inteligência artificial, ele faz críticas severas ao uso excessivo da tecnologia e, principalmente, ao que ele chama de vida multitarefas. 

Mestre em Análise do Comportamento, o psicólogo Guilherme Alcântara Ramos diz que as pessoas têm a falsa impressão de serem mais produtivas quando fazem várias coisas ao mesmo tempo, mas alerta:

"Esse comportamento tem 'armadilhas' e pode afetar a saúde mental, piorar a nossa capacidade criativa, reduzir a produtividade, levar à exaustão mental e causar uma sensação de ineficiência e impotência".

Freepick


Ciclo vicioso

De acordo com Guilherme, que é professor do curso de Psicologia do UniCuritiba – instituição que integra a Ânima, o maior e mais inovador ecossistema de ensino de qualidade do país -, a síndrome do cérebro de pipoca gera um círculo vicioso e leva as pessoas a buscarem cada vez mais informação e agilidade nas tarefas, tornando inalcançáveis a plena satisfação e a produtividade. 

O livro "Atenção: Uma maneira inovadora de restaurar o equilíbrio, a felicidade e a produtividade", escrito pela psicóloga Gloria Mark, professora phD da Universidade da Califórnia, traz dados alarmantes sobre o assunto. Segundo a autora e pesquisadora dos impactos da mídia digital na vida das pessoas, a capacidade média de concentração passou de 2,5 minutos em 2004 para 75 segundos em 2012. 

Hoje, esse tempo não passa de 47 segundos. Ou seja, em menos de um minuto o cérebro "exige" algo novo. Já o tempo necessário para recuperar a atenção em uma tarefa perdida pode levar até 25 minutos. 

Essa incapacidade de foco, atenção e permanência em uma única atividade não impacta apenas no trabalho e nos estudos. "As relações sociais e até a saúde são prejudicadas, já que a síndrome do cérebro de pipoca leva à impaciência e irritação, tornando as pessoas menos sociáveis e mais ansiosas", avisa o professor Guilherme.

 

Como reconhecer a síndrome do cérebro de pipoca

Não é difícil encontrar quem se sinta sobrecarregado ou pouco produtivo e as respostas para algumas questões simples podem confirmar se você também é "vítima" da síndrome do cérebro de pipoca. 

  • Você se distrai com facilidade mesmo quando tem um trabalho urgente a fazer?
  • Desativou as notificações dos aplicativos de mensagens e, mesmo assim, checa o app a todo instante?
  • Tem a sensação de que o cérebro não tem mais espaço para lembrar dos compromissos e obrigações?
  • Durante uma conversa, esquece o que ia dizer e se perde no raciocínio?
  • Interrompe atividades importantes para checar sites e aplicativos e esquece de retomar o que estava fazendo?
  • Sente-se impaciente e irritado, inclusive com fatos que não interferem diretamente na sua vida?
  • Vive em permanente estado de urgência e com dificuldade para esperar por algo que, na sua opinião, já deveria estar concluído?
  • Tem dificuldade para se concentrar em uma só tarefa (ler um livro, assistir a um filme do início ao fim, fazer um relatório de trabalho ou estudar sem interrupção)?
  • Não consegue ficar longe do celular por muito tempo e precisa "transitar" por vários sites e aplicativos várias vezes ao dia?

 

Passo a passo para recuperar a saúde mental

Se você respondeu sim para a maioria das perguntas é hora de reavaliar alguns hábitos. O psicólogo Guilherme Alcântara Ramos, professor do UniCuritiba, dá dicas para tratar a síndrome do cérebro de pipoca.

  1. Limite o tempo de uso de telas. Se ficar conectado for uma exigência do trabalho, monitore e anote o tempo que você gasta em atividades "inúteis". Fazer esse registro ajuda na tomada de consciência.
  2. Dedique um tempo para o "detox digital". É necessário dar um descanso ao cérebro para que ele encontre, no "ócio", formas de se recuperar.
  3. Incorpore à rotina diária atividades físicas, de relaxamento, de lazer e o contato com a natureza. Aposte em ações livres de tela, como esportes, artes, música, leitura, meditação etc.
  4. Entenda quais são hábitos que drenam sua energia diante da tela. Mantenha jornadas exclusivas para o trabalho e o estudo, reservando um horário específico para acessar sites e aplicativos.
  5. Se for necessário, desinstale aplicativos, mesmo que seja por tempo pré-determinado ou até que você adquira autocontrole.
  6. Faça pausas entre as tarefas que precisam ser feitas no computador, celular ou tablet.

Por fim, o psicólogo faz um alerta: "Se com todas essas estratégias de 'higiene mental' você ainda se sentir sobrecarregado, exigido ao extremo, impaciente, ansioso e mentalmente exausto, como se não conseguisse absorver todas as informações que precisa, procure a ajuda de um especialista."

 

UniCuritiba

sexta-feira, 26 de julho de 2024

Golden Square realiza evento de adoção pet neste domingo

O projeto, que faz parte da agenda mensal do shopping, já resultou em 55 adoções apenas este ano

 

O Golden Square Shopping promove neste domingo (28) um evento de adoção de cães e gatos com objetivo conscientizar a popular sobre a posse e adoção responsável. O projeto, que faz parte da agenda mensal do shopping, já resultou em 55 adoções apenas este ano.   

O evento, acontece das 12h às 18h, no piso L2 ao lado da PETZ e contará com 30 animais, filhotes e adultos que foram resgatados pela União de Proteção Animal do Grande ABC. Os animais estarão castrados, vacinados e vermifugados.   

Para adotar, os novos tutores precisarão ter mais de 18 anos, apresentar documento de identificação e comprovante de endereço. Além disso, todos passarão por triagem e precisarão assinar um termo de permissão do contato dos voluntários que irão acompanhar o bem-estar dos 

 bichinhos de estimação. 

Serviço 

Evento de Adoção de Cães e Gatos 
Data:  Domingo, 28 de julho 
Horário: das 12h às 18h 
Local: Golden Square Shopping – Avenida Kennedy, 700/São Bernardo – Piso L2, ao lado da PETZ 
Gratuito 

Ancar Ivanhoe
www.ancarivanhoe.com.br


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