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quinta-feira, 25 de julho de 2024

Pensando em trabalhar em Portugal? Tire suas dúvidas

Brasileira ocupa o 1º posto (29,3%) entre as nacionalidades mais presentes no país-irmão; conterrâneos são requisitados e valorizados em áreas como turismo, alimentação e bebidas, hotelaria, cruzeiros, educação, saúde, bem-estar, estética, administração e varejo


 

Portugal segue atraindo brasileiros que querem morar e trabalhar no país europeu. Segundo relatório do Pordata, entre as nacionalidades mais presentes em terras lusas, em 2022, a brasileira ocupa o primeiro posto (29,3%), seguida da britânica (6%), cabo-verdiana (4,9%), italiana (4,4%), indiana (4,3%) e romena (4,1%). Já o número total de estrangeiros era de 800 mil, o dobro em uma década, o que representa 7,6% do total da população em Portugal, conforme dados de 2023 da Fundação Francisco Manuel dos Santos.

 

Reunimos as dúvidas mais frequentes de brasileiros que pretendem se transferir à “Terrinha” e nela trabalharem, com esclarecimentos de especialistas em direito e educação e também depoimentos de conterrâneos que lá se estabeleceram como fisioterapeuta, recepcionista, auxiliar de educação e esteticista. Confira abaixo:


 

Por que Portugal recorre à mão de obra estrangeira?


São três motivos principais: envelhecimento da população, declínio da natalidade (há menos jovens entrando no mercado de trabalho) e falta de mão de obra em setores específicos. Por isso, o governo português tem adotado políticas para facilitar a integração e inclusão de imigrantes, reconhecendo a sua importância para a economia do país.

 

Em 2022, por exemplo, estrangeiros contribuíram com cerca de 1,87 bilhões de euros para a Segurança Social, ao passo que se beneficiaram de cerca de 257 milhões de euros em benefícios sociais. O valor das contribuições é, portanto, sete vezes superior ao das prestações que os imigrantes receberam do Estado.

 

Profissionais que vão para Portugal também substituem os portugueses que preferem morar e trabalhar em outros países. Desde 2001, emigraram de Portugal, em média, mais de 75 mil pessoas por ano, estima o Observatório da Emigração. Aproximadamente 2,3 milhões de portugueses vivem no exterior, 70% deles entre 15 e 39 anos.


 

Como é o mercado de trabalho em Portugal?


Os cargos especializados e as grandes empresas se concentram principalmente em Lisboa e no Porto, além das cidades de suas regiões metropolitanas. Ou seja, se você vem morar em Portugal e pretende trabalhar no seu ramo de formação, o ideal é pelo menos estar próximo dos dois maiores centros urbanos do país.

 

Atualmente, os setores e segmentos da economia que mais vêm crescendo em Portugal são tecnologia da informação, marketing digital, gestão, estética e beleza, educação e cuidado a idosos. Se a sua área de atuação se enquadra em alguma destas, pode se animar e começar as suas pesquisas por oportunidades de trabalho.

 

Uma boa parte do PIB português é composto, também, pelo setor de turismo. Portanto, é comum encontrar vagas na indústria hoteleira e de alimentação e bebidas em diversas cidades turísticas pelo mapa de Portugal. Por fim, também é possível trabalhar com serviços e comércio.

 

“Quando comparamos ao nosso país, o mercado de trabalho português é pequeno e aberto, mas ainda muito sensível a inovações. Mais importante do que julgar as diferenças das realidades entre o Brasil e Portugal, é olhar para as barreiras como oportunidades. Um ótimo exemplo é o caso dos dentistas brasileiros que, quando chegaram a Portugal, na década de 90, mudaram o mercado, elevando a qualidade do serviço e abrindo uma concorrência que ajudou a abaixar o valor dos serviços naquele país”, enfatiza Renata Maida Freire, brasileira que reside em Lisboa e é diretora da Academia eFuturo para o Brasil.


 

Brasileiros são bem-vindos no mercado de trabalho português?


Para Renata, de modo geral nossos conterrâneos são muito requisitados e valorizados profissionalmente em Portugal. “Além do profissionalismo com que costumam atuar, somos reconhecidos pela nossa gentileza, simpatia e carisma”, diz.

 

Atuando como esteticista em Lisboa, onde mora há cerca de três anos, a paulista Tatiane Martins concorda com Renata. “Os portugueses amam os esteticistas brasileiros, pois investimos em nossa formação profissional e estamos sempre nos atualizando. Aqui em Portugal mesmo, fiz cursos de massagem, ultraformer e limpeza de pele, pois são serviços que passei a oferecer em meu estúdio de estética recém-aberto”, conta. Segundo ela, uma manicure pode ter um salário mensal de 2 mil euros e uma esteticista, entre 2 mil e 5 mil euros mensalmente.

 

"Brasileiros são também bem-vistos na área de cuidados de pessoas idosas ou com maior necessidade de apoio, como pessoas com deficiência (PCDs), pois nos consideram pessoas mais meigas, carinhosas e alegres na forma de cuidar. Para cuidadores, em especial, há oportunidade de emprego em qualquer período do ano", afirma o carioca João Sena, fisioterapeuta que se mudou para Portugal em agosto de 2018 e atualmente é diretor técnico na Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e Autismo (APPDA), em Lisboa.


 

Quais são os contratos de trabalho existentes em Portugal?


De acordo com a advogada Kelly Soares, que atua profissionalmente em Portugal a partir de Lisboa, onde mora e mantém o perfil do Instagram @Vem CidadãoEuropeu, os tipos de contrato de trabalho são:


·        Contrato de trabalho a termo certo: modalidade contratual tem um prazo definido e utilizada para satisfazer as necessidades temporárias do empregador, usada por exemplo quando precisa substituir um colaborador ausente ou contratá-lo para o desenvolvimento ou execução de um projeto específico da empresa;


·        Contrato de trabalho sem termo: quando se é contratado por essa modalidade significa que a pessoa está efetivada e faz parte do quadro de colaboradores da empresa;


·        Contrato de trabalho incerto: nela não há uma data específica para o encerramento da relação laboral, sendo que a sua duração máxima deve chegar a quatro anos;


·        Contrato de trabalho de muito curta duração: a modalidade é voltada para atividade sazonal como os setores agrícola ou turístico e o prazo máximo da duração do contrato não poderá superar 35 dias;


·        Contrato de trabalho temporário: o empregador firma um contrato de trabalho com a agência de empregos que é responsável pelo recrutamento e seleção da pessoa que presta serviços ao seu cliente. Deste modo, o vínculo empregatício do contratado é com a agência de empregos e não com a empresa em que trabalha. Nessa modalidade, são observadas as mesmas regras do contrato a termo incerto e certo;


·        Contrato de trabalho parcial (part-time): tem carga horária de trabalho semanal inferior em relação à carga horária completa de trabalho, podendo ser estabelecido também apenas alguns dias de trabalho por semana;


·        Contrato de prestação de serviço: nessa modalidade há relação de subordinação entre as partes, ou seja, o prestador de serviço deverá pagar os impostos e a Segurança Social por conta própria, semelhante ao PJ no Brasil, obrigando-se a prestar à outra parte o resultado pelo seu trabalho executado, seja manual ou intelectual.

 


Quais são os cuidados que um brasileiro deve ter ao buscar emprego em Portugal?


Brasileiros já têm muitas vantagens em relação a outros estrangeiros, pois além de falar o mesmo idioma, gozam de prerrogativas oferecidas pelos diversos tratados de amizade internacionais entre Brasil e Portugal.  Porém, é necessário fazer um estudo de sua área de atuação, pois muitas vezes ela difere daquela que exercia no Brasil.

 

“Não adianta correr com tudo, de forma atabalhoada, e não se planejar financeiramente. Caso contrário, pode-se acabar entrando para a estatística de brasileiros que imploram ajuda do consulado para voltar ao Brasil. Uma prévia assessoria jurídica qualificada pode auxiliá-lo em todo o planejamento migratório e, de quebra, faz com que o requerente economize recursos financeiros, se instale de forma adequada no novo país e se adapte mais rapidamente à nova cultura e regras de convívio”, diz Thiago Soares, advogado brasileiro com registro na Ordem dos Advogados Portugueses (OAP), que mora em Aveiro, trabalha com legalização de imigrantes e mantém o perfil  @portugal.enois no Instagram.

 

Para Kelly, é recomendável buscar uma prévia qualificação por meio de curso profissionalizante voltado para a área que mais tem compatibilidade, porque além de preparar-se adequadamente para o mercado de trabalho, o imigrante encontra a possibilidade de ser contratado na área da qual se qualificou.  “O pré-preparo para a migração já com emprego em vista é o melhor cenário para o brasileiro interessado em trabalhar em Portugal”, defende ela.


 

Quais os tipos de vistos que permitem trabalhar em Portugal?


Se o candidato à imigração tiver dupla cidadania, brasileira e de algum país da UE, nem é necessário pedido de visto. Caso contrário, segundo Soares, são muitas opções de vistos que devem ser estudadas caso a caso com os requerentes brasileiros à emigração, tais como os vistos:


·        D1: para contrato de trabalho ou promessa de contrato de trabalho;


·        D2: para empreendedores que desejam iniciar um negócio em Portugal;


·        D3: para profissionais altamente qualificados;


·        D4: permite estudar, fazer estágios e trabalhar no país, levando em consideração que o trabalho é somente autorizado a estudantes maiores de 18 anos de idade, além de admitir o acompanhamento familiar desde que cumpram com os pré-requisitos da Portaria 1563/2007 para comprovação de meios de subsistência;


·        D6: acompanhamento familiar que possibilita aos agregados familiares trabalharem para contribuir com as despesas;


·        D7: para rendas próprias, ideal para aposentados ou titulares de rendimentos passivos;


·        Visto para nômades digitais: para quem trabalha remotamente, permitindo a um profissional com trabalho home office residir em Portugal, porém com contrato de trabalho ou prestação de serviços a empresas ou pessoas de outros países;

 

Kelly pontua também a existência do visto de procura de trabalho, que possibilita buscar emprego em Portugal por até 120 dias, porém não permitindo o acompanhamento familiar. Para requerer esse tipo de visto, é necessária a apresentação dos meios de subsistência de três vezes o salário-mínimo português. Há ainda o visto para quem é aposentado ou possui rendas passivas, que permite trabalhar ou não em Portugal.

 

Para a advogada, independentemente dos tipos de visto, ele é sempre a melhor escolha para ingressar no mercado laboral lusitano, pois uma vez obtido, o imigrante tem autorização legal para se estabelecer em Portugal, possibilidade da conversão do visto em título de residência, liberdade de locomoção em terras lusas e pelos demais países da União Europeia e proteção pelo estatuto de igualdade dos direitos civis português. Além disso, a data da emissão do visto já é computada para a eventual e futura solicitação da nacionalidade portuguesa.


 

Quais as vantagens de fazer um curso profissionalizante para obtenção do visto de estudo?


Fazer um curso de capacitação profissional é uma das melhores e mais práticas formas de se regularizar para atuar no mercado de trabalho português. Mas atenção: os cursos devem ser certificados pela Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT), vinculada ao Ministério do Trabalho lusitano. 

 

Pela legislação portuguesa, todos os alunos que se matricularem em cursos com duração de um ano ou mais têm direito a vistos de residência que permitem a atividade laboral em território lusitano. E os cursos profissionalizantes certificados pela DGERT têm, em média, 80% de empregabilidade. Isso se deve ao fato de que todos os cursos oferecidos são os que realmente precisam de mão de obra neste momento no mercado de trabalho português – quando não há mais demanda, eles deixam de existir ou voltam a ser oferecidos quando se há nova necessidade.

 

“Os cursos certificados pela DGERT das escolas profissionalizantes portuguesas preparam os candidatos ao mercado de trabalho lusitano de forma mais rápida, focada, técnica e qualificada. Mas o mais interessante é que o requerente poderá gozar do direito de requerer um visto de acompanhamento familiar, ou seja, poderá agregar cônjuge e filhos desde que cumpram com os pré-requisitos da Portaria 1563/2007 para comprovação de meios de subsistência, o que atualmente um visto de procura de trabalho não permite. Essa possibilidade é, portanto, uma ótima opção para uma família emigrar de forma correta com vistos de residência adequados”, pontua o advogado Soares.

 

Uma outra vantagem de requerer o visto de estudos é a rapidez: a Embaixada ou Consulados de Portugal, no Brasil, leva em média 45 dias para validá-lo (o prazo é de 20 a 90 dias para concluírem a aprovação após análise do processo). Segundo o advogado, para obtê-lo, basicamente é necessário ter em conta bancária disponível, recursos financeiros para comprovar a subsistência, não ter antecedentes criminais, ter um curso contratado com carta e aceite ou declaração de matrícula, passaporte válido com validade superior a duração da residência pretendida e uma previsão de alojamento e seguro-viagem. E se o interessado tiver dupla cidadania, nem é preciso pedido de visto.

 

Importante frisar que as escolas profissionalizantes portuguesas não se responsabilizam por vistos, fornecendo apenas a prova de matrícula dos alunos que querem estudar em Portugal.


 

Quais cursos profissionalizantes permitem trabalhar legalmente em Portugal?


São muitos os cursos profissionalizantes certificados pela DGERT oferecidos por escolas portuguesas. Na eFuturo, atualmente, são mais de 20 cursos certificados pela DGERT nas áreas de:


·        Cruzeiros, hotelaria e restaurantes:  curso 3 em 1 para cruzeiros e hotelaria (recepção, housekeeping e restaurante-bar), recepcionista de hotel, guest service para cruzeiros, assistente de cabines em cruzeiros, governanta de hotel, restaurante e bar (cruzeiros, hotelaria e restaurantes), cozinha, pastelaria (confeitaria) e padaria, Spa e Estética;


·        Saúde: técnico auxiliar de saúde, técnico auxiliar de farmácia, técnico auxiliar de apoio domiciliário, técnico auxiliar de geriatria, auxiliar de fisioterapia e massagem e assistente de medicina dentária;


·        Gestão e educação: técnico auxiliar de educação, gestão de SPA e assistente de marketing e administrativo.

 


É possível fazer um curso profissionalizante certificado pela DGERT de forma remota, do Brasil?


Como a eFuturo possui uma representação no Brasil, a parte teórica, realizada online, pode ser feita por aqui enquanto a documentação para a mudança para Portugal é organizada. Ao chegar a Portugal, deverá finalizar os conteúdos e realizar a parte prática do curso que é presencial em Lisboa ou no Porto – a idade mínima do candidato é 18 anos e alguns cursos exigem a conclusão do Ensino Médio, equivalente ao 12º Ano completo em Portugal. Para que o aluno obtenha o diploma, o desempenho é de 70% no mínimo nas avaliações. Ao finalizar teoria e prática, pode-se optar em fazer um estágio em Portugal, o que já facilita a transição de carreira.

 

Uma das formadas pela eFuturo é a pernambucana Layanne Carmo, 24 anos. Ela escolheu o curso completo de cruzeiros em razão da grade curricular abrangente, que lhe permitiria ter conhecimento para atuar em navios ou ainda em hotéis ou restaurantes de Portugal. “Sou formada em direito e trabalhava como assessora no Ministério Público Estadual de Pernambuco. Resolvi mudar de carreira porque tinha planos de morar fora do Brasil e queria atuar em uma área mais abrangente como o turismo, pois assim conseguiria trabalhar em vários países do mundo”. Atualmente, Layanne trabalha há cerca de um ano e meio como recepcionista em uma guest house, no centro de Lisboa.

 

Se o interessado quiser fazer o curso em terras lusas, seja na parte teórica e/ou prática (estágio), é importante antes, ainda no Brasil, providenciar o visto de estudo que, de quebra, dá direito a trabalhar em Portugal. “Caso esteja já em Portugal, a alternativa atual é se regularizar justamente por meio do curso profissionalizante. Esta é a forma, inclusive, para estes casos, mais acessível de regularizar a sua situação legal em Portugal. Importante ressaltar que as escolas profissionalizantes lusas não se responsabilizam por vistos, fornecendo apenas a prova de matrícula dos alunos que querem estudar em Portugal”, pontua a advogada Kelly.


 

Qual a importância de fazer um estágio mesmo que ele não seja obrigatório?


Os cursos técnicos certificados pela DGERT têm, em média, 80% de empregabilidade. Isso se deve, principalmente, a dois motivos: todos os cursos oferecidos são os que, de fato, precisam de mão de obra naquele momento no mercado de trabalho português (quando não há mais demanda, eles deixam de existir ou voltam a ser oferecidos quando se há nova necessidade) e, como requisito para suas conclusões, os cursos oferecem estágio de três a quatro meses aos alunos.

 

“Com isso, há interconexão entre as escolas, como a eFuturo, e as empresas que oferecem vagas e que reconhecem a eficácia dos cursos. Temos mais de 500 parceiros nas diferentes áreas de formação, que demandam por mão de obra qualificada. Além da prática, o estágio possibilita um futuro contrato de trabalho e incentiva o networking, abrindo chances para outras oportunidades”, pondera Renata. Mas atenção, o estágio em Portugal não costuma ser remunerado e, por isso, é necessário que o estudante conte com um bom pé de meia para se garantir até a formatura ou mesmo até que se encontre emprego.

 

Formada em técnico auxiliar de educação, a capixaba Ritiely Morais foi uma das beneficiadas pelo estágio. “Em novembro de 2022, consegui um estágio em uma escola particular de referência. Dois meses depois, fui contratada e atualmente trabalho em uma creche em Almada, perto de Lisboa, conciliando o trabalho de baby-sitter particular. Fazer o curso foi a melhor escolha desde que me mudei para Portugal. Ele abriu muitas portas e me permitiu fazer o que amo, com mais estabilidade financeira”, conta.


 

O formado em um curso profissionalizante certificado pode trabalhar em outros países da UE?


A certificação europeia é uma vantagem para o currículo e valoriza o profissional brasileiro que busca emprego. Além de poderem trabalhar em Portugal, os formados podem se candidatar a vagas disponíveis nos demais 26 países que integram atualmente a União Europeia (UE), pois os diplomas dos cursos profissionais certificados pela DGERT valem em todo o bloco econômico. Com isso, tem-se a possibilidade de não somente fazer uma transição de carreira, mas também internacionalizá-la, trabalhando em nações como Alemanha, França, Espanha e Itália.


 

Qual o valor pago para fazer um curso profissionalizante certificado? Vale o investimento?


Na eFuturo, os cursos profissionalizantes certificados pela DGERT custam entre 874 até 1.620 euros e alguns deles requerem formação acurada, como os da área de saúde. No Brasil, são vendidos em Reais, com possibilidade de desconto à vista na moeda brasileira ou parcelamento do curso. Segundo Renata, o investimento feito na capacitação profissional pode ser recuperado de um a três meses, após a efetiva contratação, dependendo do salário da função.

 

 

Academia eFuturo

 

 

Gen Z chega para revolucionar o mercado e dita as tendências de consumo

62% dos consumidores brasileiros seguem as preferências da geração nativa digital, impactando cada vez mais as estratégias de marketing

 

Com o crescimento vertiginoso da Geração Z como um dos principais grupos de consumidores globais, empresas e agências estão rapidamente se adaptando para atender às suas demandas únicas e, sobretudo, à sua habilidade ímpar de moldar as tendências de mercado. Segundo análises da McKinsey, até 2025, essa geração compreenderá um quarto da força de trabalho global, consolidando seu papel para além de consumidores, mas como parte significativa das dinâmicas empresariais. 

Nascidos entre 1995 e 2010, os integrantes da Geração Z são verdadeiros nativos digitais, imersos em múltiplas plataformas simultaneamente. Além de consumirem vastos conteúdos digitais, eles interagem ativamente, influenciando e moldando o ambiente digital com suas preferências por diversidade de formatos e interações autênticas. 

Segundo o relatório do Edelman Trust Barometer de 2022, a Geração Z exerce uma influência notável sobre as decisões de compra dos brasileiros. Cerca de 62% da população afirma ser influenciada por suas preferências, utilizando ativamente plataformas para moldar essas decisões. A pesquisa da Brain Inteligência Estratégica reforça esse impacto ao revelar que a Geração Z representa uma significativa fatia de 45% das transações realizadas em plataformas digitais como e-commerce, redes sociais e aplicativos de compra.

 

Como dialogar com a geração que nasceu na internet 

Para entender melhor essa geração, Renan Vargas, CEO da Agência Páprica Comunicação de Curitiba–PR, enfatiza a importância estratégica das empresas nos canais digitais para se conectar efetivamente com a Geração Z. Para ele, “investir em presença digital vai além de simplesmente estar presente; é sobre criar uma conexão autêntica através das plataformas disponíveis no mercado”, explica. E os integrantes desta geração estão presentes em todas essas plataformas de forma engajada. 

Vargas alerta que os jovens da Geração Z valorizam marcas que demonstram um compromisso genuíno com questões sociais e ambientais. Segundo ele, essa geração não se contenta em ser apenas espectadora; eles esperam ser ouvidos e participar ativamente das narrativas das marcas que escolhem apoiar. “Crie campanhas que não só sejam visualmente atraentes, mas que também ressoem com as preocupações e valores desta geração. Incorporar elementos como inclusão, diversidade e sustentabilidade não é apenas uma tendência, mas uma exigência para alcançar esse público exigente”, observa o CEO. 

Existe uma clara tendência de como a Geração Z está moldando o mercado digital e influenciando diretamente as estratégias empresariais. Com um crescimento constante em plataformas digitais e um forte engajamento com marcas que compartilham seus valores, “essa geração está redefinindo as dinâmicas de consumo e as estratégias de marketing das empresas que buscam seu apoio e lealdade”, completa Vargas.

 

Vem aí a Olimpíada 2024: veja 5 dicas de como não sofrer com o inglês em Paris

Reprodução

Assim como ‘Emily em Paris’ encara suas aventuras na cidade, os falantes de inglês podem encontrar uma conexão única ao explorar as maravilhas de Paris

 

A Olimpíada de Paris está prestes a começar, prometendo emoção para os fãs de esportes, com o Brasil competindo em várias modalidades. Os Jogos Olímpicos de 2024 têm sua abertura marcada para sexta-feira, dia 26 de julho, mas Paris apresentará eventos antes da cerimônia oficial. Na quarta-feira, dia 24, o futebol masculino e o rúgbi de sete iniciarão as competições.

Segundo o levantamento do VTrends, núcleo de pesquisa da operadora Vivo, 64% dos brasileiros pretendem acompanhar os atletas por meio da TV. Nesse clima de energia, os amantes do esporte que puderem comparecer aos jogos na França podem enfrentar o desafio da comunicação. O idioma predominante no país é o francês e, apesar do inglês ser amplamente conhecido internacionalmente, é sempre útil aprender algumas frases básicas em francês ao visitar o país, como cortesia aos habitantes locais.

“É importante observar que muitos franceses têm uma visão favorável do inglês, reconhecendo sua importância global. O francês é amplamente empregado e é a língua predominante na maioria das interações diárias. No entanto, é possível utilizar o inglês na França, especialmente em zonas turísticas, grandes centros urbanos e em estabelecimentos voltados para o turismo”, explica Leiza Oliveira, CEO da Minds Idiomas. 

A percepção de aversão ao idioma inglês entre alguns franceses pode ser influenciada por aspectos culturais e históricos. No entanto, é importante destacar que essas percepções frequentemente se baseiam em estereótipos. Alguns pontos que levam a essa reflexão incluem:

·         Preservação da Língua Francesa: a França promove esforços para preservar e promover o uso do francês, incluindo políticas em mídia, educação e legislação para fortalecer sua identidade cultural;

·         História de Rivalidade: ao longo da história, houve rivalidade e competição entre a França e países anglófonos, impactando percepções em relação à cultura e à língua inglesa;

·         Impacto da Globalização: com a globalização, o inglês se tornou a língua franca dominante em negócios, ciência e tecnologia, levantando preocupações na França sobre a preservação da identidade cultural e linguística;

·         Questões Linguísticas e Educativas: Políticas educacionais na França influenciam o ensino e aprendizado de idiomas estrangeiros, afetando a percepção e o uso do inglês no país.


Durante as Olimpíadas, ‘Emily em Paris’ pode ser uma referência de como evitar contratempos:

Além das Olimpíadas, Paris tem sido um ponto de destaque para os brasileiros, especialmente com a estreia do 4º episódio da série Emily em Paris marcada para agosto de 2024. Na série, a personagem principal demonstra habilidades com seu inglês e escapa de alguns perrengues enquanto navega pela vida no país de trabalho. Interpretada por Lily Collins, Emily Cooper se vira muito bem em situações desafiadoras, o que pode servir de inspiração para quem visitar a França durante os Jogos Olímpicos de Paris.

Veja 5 atitudes da personagem Emily para se virar com seu inglês em Paris e evitar dificuldades:

1.   Confiança: Emily mostra confiança ao falar inglês, mesmo que seja sua língua nativa. Isso é importante, pois ajuda a comunicar suas ideias com clareza, apesar das barreiras linguísticas;

2.   Uso de Expressões Locais: ela tenta incorporar expressões francesas em seu inglês, o que pode ajudar na comunicação e demonstra respeito pela cultura local;

3.   Humor: Emily usa humor para lidar com situações desconfortáveis devido às diferenças culturais e linguísticas. Isso pode ajudar a quebrar o gelo e criar conexões com outras pessoas;

4.   Aprendizado Constante: ao longo da série, vemos Emily tentando aprender francês. Mesmo que seja um desafio, mostra sua disposição para se adaptar e se integrar melhor à vida parisiense;

5.   Networking: ela usa seu inglês como uma ferramenta para criar conexões e oportunidades de negócios, mostrando que a comunicação eficaz pode superar barreiras linguísticas.

“Além disso, quando estiver em um ponto turístico, é importante ter empatia e comunicar-se de forma sutil ao falar com um francês. Explicar que não entende o idioma e sugerir a comunicação em inglês é apropriado. Isso vale para todos os países que visitar. E nada como simpatia para descomplicar uma situação”, finaliza Leiza.  



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25 de julho: Dia Mundial da Prevenção do Afogamento

Saiba o que é segurança aquática, as dicas e cuidados em aulas de natação oferecidas na Metodologia Gustavo Borges 


Com o crescimento do número de pessoas que desfrutam do meio aquático, seja para o banho, a prática de esportes, o transporte, ou mesmo para trabalho, se tornou fundamental falar sobre o que é segurança aquática.

Podemos definir o termo como a prevenção contra o afogamento. Essa é a relevância do que instituições como a Sobrasa (Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático) fazem. Investir na prevenção, mostrando os principais cuidados que devem ser tomados, é a melhor maneira de conscientizar a população brasileira sobre esse grave problema.

Dentro dessa ideia, as escolas de natação se tornam essenciais para que esse trabalho ganhe um alcance ainda maior.

O projeto Piscina + Segura, do qual a Metodologia Gustavo Borges fez parte juntamente com o Sobrasa, foi uma das maneiras encontradas para repassar essas informações, elucidando a importância do tema.

Atualmente, a mortalidade por esse motivo:

  • É a primeira de óbito de 1 a 4 anos;
  • A segunda causa entre 5 e 9 anos;
  • 3ª causa entre 10 e 14 anos;
  • Os homens morrem sete vezes mais afogados;
  • Um turista morre afogado a cada dois dias
  • Afogamento tem risco de morte 200 vezes maior que acidentes de trânsito.

Então, apesar dos cuidados serem diferentes, é preciso conhecer o que é segurança aquática, como prevenir e, principalmente, ter atenção extrema ao meio aquático, mesmo aqueles que já sabem nadar.


Dicas de segurança na água 

O objetivo da natação parte de um só: educar. Além de educar as crianças em relação aos fundamentos e nados, ao desenvolvimento social, motor e cognitivo, a natação também pretende conscientizá-las com passos simples para prevenir afogamentos, como reconhecer riscos e quais cuidados são necessários.

As crianças que praticam esporte e são educadas na piscina sobre segurança em aulas de natação podem, ainda, ensinar os pais e responsáveis em casa, porque aprendem que prevenir é salvar.


Principais dicas de segurança aquática 

  • Atenção 100% nas crianças

É essencial que as crianças sempre entrem na piscina ou no mar acompanhadas de um adulto, mesmo que saibam nadar. O recomendado é que a distância entre eles não ultrapasse o comprimento dos braços, principalmente em águas naturais, nas quais a correnteza pode dificultar o acesso. Além disso, sempre que o responsável sair da água, a criança deve sair junto.

  • Procure por guarda-vidas

A principal garantia que você terá quando o assunto é segurança aquática é a presença de um guarda-vidas. Principalmente em ambientes maiores, como em piscinas públicas ou praias, se atentar às indicações do profissional é fundamental para evitar que os incidentes aconteçam.

Essas são as dicas mais importantes ao falar sobre cuidados no meio aquático. Contudo, além delas, outros cuidados com segurança aquática que se deve ter:

  • Saiba o número de emergência: 193;
  • Nunca brinque de pedir socorro;
  • Respeite as sinalizações de segurança;
  • Verifique a profundidade da água;
  • Retire os brinquedos da piscina e do entorno após o uso.
  • Oriente as crianças a não correrem ao redor da piscina e não empurrarem os outros;
  • Limite o acesso das crianças às áreas de piscinas com grades de proteção e cobertura quando não estiverem usando;
  • Cuidado com recipientes que podem acumular água (como baldes, caixas d’águas e aquários);
  • Utilize ralos de fundo antissucção e meios de interrupção da bomba (como a trava no motor);
  • No caso dos adultos, evite beber álcool e entrar em meios aquáticos em seguida (principalmente em rios, mares e cachoeiras).


Cuidados em aulas de natação 

Uma das principais dicas para segurança aquática, independentemente da idade, é aprender a nadar. Além de a prática ser essencial para que as crianças saibam se comportar dentro do meio, também permite que tenham mais consciência do que podem ou não fazer em piscinas, mares e rios. Ainda assim, é vital ressaltar que, principalmente no caso das crianças, mesmo que elas saibam nadar, devem ter o acompanhamento de responsáveis.

Sendo assim, algumas ações que o que o professor deve fazer para garantir a segurança na aula de natação:

  • Incentivar e garantir o acompanhamento de pais ou responsáveis até, pelo menos, 3 anos de idade;
  • Orientar para que as crianças não corram ao redor da piscina (pois o piso pode ser escorregadio), além de evitar que pulem diretamente nos equipamentos, como pranchas e boias.
  • Promover a educação por meio da natação. Ao falar sobre educação por meio da natação, o processo de aprendizagem lúdico não pode ficar fora. É ele que vai gerar manifestações positivas que estimulam a criatividade, a espontaneidade, a afetividade e o prazer.

Essa abordagem não deve ser inserida apenas como forma de atingir um determinado objetivo, mas, sim, como elemento básico de motivação para os alunos.

Por isso, uma das principais dicas de segurança para aulas de natação é fazer isso em um local que siga uma Metodologia de Excelência, como é o caso da MGB. Além de ter níveis específicos para cada idade, a Metodologia Gustavo Borges respeita o desenvolvimento e a individualidade de cada aluno. Assim, é possível promover a autonomia e a segurança aquática.

 

Férias escolares nos condomínios: cuidado com segurança das crianç

APSA lista série de recomendações para que síndicos intensifiquem cuidados durante este período. Cerca de 3,6 mil crianças de até 12 anos morrem por ano no Brasil por motivos acidentais


Férias escolares são períodos desafiadores para a segurança dentro dos condomínios. Por isso, a APSA – líder em gestão de propriedades urbanas – tem orientado síndicos a adotarem práticas especiais para estes períodos a fim de garantir a proteção das crianças. De acordo com dados do Ministério da Saúde, todos os anos, cerca de 3,6 mil crianças de até 12 anos morrem e outras 111 mil são hospitalizadas por motivos acidentais.

Veja algumas das orientações:

  1. Cuidado redobrado com a segurança do condomínio, pois nessa época há um aumento de circulação e muitos utilizam do período para viajar. Nesta época, pode acontecer de os condomínios receberem maior volume de aluguel por temporada, sendo necessário intensificar os controles de acesso/segurança;
  2. No que diz respeito à parte comum, um item importante são as regras para utilização da piscina. Além de ser necessário a presença de um responsável, e de extrema importância que todos os usuários tenham ciência no que diz as regras do condomínio (regimento interno);
  3. Em casos de contratação de uma empresa de recreação/colônia de férias, é recomendável que seja uma empresa especializada que possua boas referências de capacidade técnica e segurança para o condomínio. Preferencialmente que esse assunto seja levado a todo condomínio para aprovação/definição desta contratação;
  4. Com aumento do modelo de trabalho por home office, faz-se necessário que todos tenham o bom senso, pois é um período de muito barulho de crianças, sejam nas áreas comuns ou dentro da propriedade, gerando muitas reclamações;
  5. Intensificar com a equipe de manutenção/limpeza um cronograma para revisão de todas as áreas comuns que o condomínio possui;
  6. A equipe do condomínio deverá ter cautela quando se comunicar com as crianças, sempre na presença de outra pessoa, e é recomendável que essa comunicação seja
    sempre com o responsável. Jamais advertir diretamente as crianças, exceto em situações de risco e urgência, sempre evitando linguagens ríspidas;
  7. Nesse período o síndico deverá intensificar a comunicação com os moradores, reforçando as regras do condomínio e se possível encaminhando o regimento interno, para lembrar a todos no que diz o documento sobre as áreas comuns, horários, limpeza, barulhos, advertências e multas.


Checklist de ações que os síndicos devem seguir:

  • Verificação de Equipamentos: Verificar e manter em bom estado todos os equipamentos de lazer, como playgrounds e instalações esportivas.
. Primeiros Socorros: A equipe do condomínio deve ter conhecimento básico de primeiros socorros e acesso a um kit de primeiros socorros.
  • Campanhas Educativas: Realizar campanhas educativas para crianças e pais sobre segurança.
  • Sinalização Adequada: Sinalizar bem todas as áreas de risco e fornecer avisos sobre o uso correto das áreas comuns.
  • Monitoramento por Câmeras: Instalar câmeras de segurança nas áreas comuns para monitoramento e resposta rápida em emergências.
  • Contato de Emergência: Disponibilizar contatos de emergência em locais visíveis no condomínio.
  • Regulamentação de Brincadeiras: Estabelecer horários específicos para brincadeiras e atividades ruidosas para minimizar conflitos e garantir a segurança.
  • Presença de Guardião: Conforme a legislação vigente, é obrigatória a presença de um guardião na área da piscina. Este profissional, treinado em salvamento aquático e primeiros socorros, deve estar presente especialmente durante os horários de maior uso, garantindo a segurança de todos os usuários.


"Além disso, é importante destacar quais equipamentos de segurança são obrigatórios nas piscinas, conforme o artigo 2 da Lei nº 14.327/2022. É exigido o uso de dispositivos que protejam a integridade física e a saúde dos usuários contra riscos como turbilhonamento, enlace de cabelos e sucção de partes do corpo", destaca Vitor José, executivo de gestão de condomínios da APSA.



Os equipamentos de segurança necessários incluem:

Pisos antiderrapantes;

Sistema anti-sucção;

Placas de sinalização de profundidade;

Escadas para acesso à piscina;

Grades de proteção para impedir o acesso de animais de estimação e crianças desacompanhadas.

"Estamos muito preocupados com os recentes acidentes envolvendo crianças em condomínios. A segurança de todos, especialmente das crianças, é uma prioridade para a APSA. Estamos empenhados em orientar e apoiar os síndicos e gestores de condomínios na implementação de práticas que garantam ambientes mais seguros durante o período de férias escolares. Continuaremos trabalhando incansavelmente para promover um viver bem nas propriedades que administramos", reforça Vitor José, da APSA.

O que diz a Lei - Em dezembro do ano passado, a Comissão de Desenvolvimento Urbano da Câmara dos Deputados do Rio de Janeiro aprovou um novo projeto de lei que prevê uma multa que poderá variar de cinco a 20 salários mínimos para quem deixar crianças menores de 12 anos sem supervisão em veículos, coberturas ou áreas comuns dos condomínios, como piscinas, jardins, playgrounds e elevadores. Também poderá ser multado o síndico que não afixar em local visível as informações sobre as faixas etárias e condições de uso dos bens e espaços de uso comum (três a 10 salários de referência). A Lei nº 9.683/22, que passou a vigorar a partir de 11/08/22, dispõe sobre a responsabilidade de os condomínios residenciais e comerciais afixarem, nas áreas comuns e de circulação de condôminos, cartazes ou placas para divulgação dos canais oficiais de denúncia de violência e negligência contra crianças e adolescentes.



APSA

Microsoft é a marca mais imitada em ataques de phishing pela terceira vez consecutiv

Imagem ilustrativa
 Divulgação Check Point Software
Os pesquisadores da Check Point Software revelam a lista de phishing de marca do segundo trimestre de 2024: Microsoft está no topo da lista, enquanto Adidas, WhatsApp e Instagram aparecem no Top 10 sinalizando mudança no cenário de ameaças

 

Os pesquisadores da Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point Software, divulgaram nova edição do Ranking de Phishing de Marcas referente ao segundo trimestre de 2024. O relatório destaca as marcas mais frequentemente imitadas por cibercriminosos em suas tentativas de enganar os usuários para roubar informações pessoais ou credenciais bancárias. 

No segundo trimestre deste ano, a Microsoft permaneceu como a marca mais imitada em ataques de phishing, representando mais da metade de todas as tentativas, com 57%. A Apple saltou da quarta posição para a segunda no ranking com 10%, enquanto o LinkedIn manteve sua posição anterior em terceiro lugar, com 7% dessas tentativas. Além disso, houve novas entrantes na lista, como as marcas Adidas, WhatsApp e Instagram listadas no Top 10 pela primeira vez desde 2022. 

O setor de tecnologia continuou sendo o mais falsificado em phishing de marcas, seguido por redes sociais e financeiro/bancos. Empresas de tecnologia frequentemente possuem informações sensíveis, incluindo dados pessoais, informações financeiras e credenciais de acesso a outras contas, o que as torna alvos valiosos para os atacantes. Empresas como Microsoft, Google e Amazon oferecem serviços essenciais e frequentemente utilizados, como e-mail, armazenamento em nuvem e compras online. Isso significa que as pessoas são mais propensas a responder a mensagens que parecem ser desses provedores de serviços críticos. 

"Os ataques de phishing continuam sendo uma das ameaças cibernéticas mais predominantes e muitas vezes são a porta de entrada para campanhas de maior escala, como as de cadeia de suprimentos. Para se proteger contra ataques de phishing, os usuários devem sempre verificar o endereço de e-mail do remetente, evitar clicar em links não solicitados e ativar a autenticação de múltiplos fatores (MFA) em suas contas. Além disso, usar software de segurança e mantê-lo atualizado pode ajudar a detectar e bloquear tentativas de phishing", aponta Omer Dembinsky, gerente de Grupo de Dados na Check Point Software.

 

Top Phishing de Marcas 

A seguir estão as dez principais marcas classificadas pelo porcentual de eventos de phishing de marca durante o segundo trimestre de 2024: 

1. Microsoft (57%)

2. Apple (10%)

3. LinkedIn (7%)

4. Google (6%)

5. Facebook (1,8%)

6. Amazon (1,6%)

7. DHL (0,9%)

8. Adidas (0,8%)

9. WhatsApp (0,8%)

10. Instagram (0,7%)

 

Campanhas de phishing - Adidas 

No trimestre passado, a equipe da Check Point Research observou várias campanhas de phishing direcionadas aos usuários via websites falsos adotando a marca Adidas. 

Por exemplo, sites adidasyeezys[.]cz e adidasyeezys[.]it foram projetados para enganar as vítimas, fazendo-as acreditar que são sites autênticos da Adidas Yeezy, imitando a aparência do site legítimo da Adidas em https[:]//News[.]adidas[.]com/yeezy. Esses sites fraudulentos têm como objetivo induzir os usuários a inserirem suas credenciais e dados pessoais, explorando sua semelhança com o site original para obter êxito no roubo de informações. Da mesma forma, adidas-ozweego[.]fr e adidascampus[.]co[.]at imitam a plataforma oficial da Adidas. 

Além disso, adidasoriginalss[.]fr atualmente parece inativo para phishing e, em vez disso, hospeda anúncios.

Site de phishing:adidasyeezys[.]cz


 

Site de phishing:adidasyeezys[.]it

Site de phishing:adidas-ozweego[.]fr

Site de hishing:adidascampus[.]co[.]at

Campanhas de phishing - Instagram 

No segundo trimestre, os pesquisadores da Check Point Software observaram inúmeras campanhas utilizando a marca Instagram para perpetrar fraudes online. Como resultado, o Instagram subiu para a 10ª posição na lista das principais marcas impactadas por phishing, marcando a sua primeira aparição no ranking desde 2022. 

Nos últimos meses, a equipe da CPR identificou campanhas de phishing que se faziam passar pelo Instagram para enganar os usuários e fazê-los divulgar suas credenciais de login. Um exemplo envolve uma página de phishing hospedada em instagram-nine-flame[.]vercel[.]app/login, que imita a interface de login do Instagram. Esta página, hospedada no Vercel, plataforma de criação de aplicativos React, solicita que os usuários insiram seus nomes de usuário e senhas. 

Outra campanha observada utilizou o domínio instagram-verify-account[.]tk. Embora atualmente inativo, ele exibia anteriormente uma mensagem destinada a induzir os usuários a inserir informações pessoais sob o pretexto de verificar suas contas do Instagram. Essas táticas visam explorar a confiança e enganar os usuários, fazendo-os comprometer suas credenciais.

 

 Site de phishing:instagram-nine-flame[.]vercel[.]app/login

Site de phishing:instagram-verify-accoun[.]tk


Importante: como reconhecer e evitar phishing 

A melhor defesa é conhecer os sinais reveladores de uma mensagem de phishing. Atualmente é preciso ter ainda mais atenção, pois, com a adoção cada vez maior da IA, não é mais suficiente procurar palavras com erros ortográficos e gramaticais. 

Seguem os principais indicadores listados para identificar o phishing:

  1. Ameaças ou intimidação: As mensagens de phishing podem usar táticas de intimidação, como ameaças de suspensão de conta ou ameaças de ação legal, para coagir o usuário a agir. Fique atento a mensagens urgentes, alarmantes ou ameaçadoras.
     
  2. Estilo da mensagem: se uma mensagem parecer inadequada para o remetente, é provável que seja uma tentativa de phishing. Fique atento a qualquer linguagem ou tom incomum. As mensagens de phishing geralmente usam saudações ambíguas ou genéricas, como “Prezado usuário” e “Prezada cliente”, em vez de saudações personalizadas.
     
  3. Solicitações incomuns: e-mails de phishing podem solicitar que o usuário execute ações incomuns. Por exemplo, se um e-mail instruir a pessoa a instalar um software, deve-se verificar com o departamento de TI da organização se isso é um pedido verdadeiro, principalmente se não for uma prática padrão.
     
  4. Inconsistências em links e endereços: verifique se há discrepâncias com endereços de e-mail, links e nomes de domínio. Passe o mouse sobre hiperlinks ou URLs encurtadas para ver seus destinos reais e ver se há incompatibilidade.
     
  5. Solicitações de informações pessoais: o usuário deve ser cauteloso quando um e-mail solicitar informações confidenciais, como senhas, números de cartão de crédito ou do banco ou números de previdência social. Organizações legítimas geralmente não solicitam esses detalhes por e-mail.


Reforce a proteção fortalecendo sua senha 

1. Crie e use senhas fortes e um gerenciador de senhas, e evite a reutilização de senhas. 

2. Habilite a autenticação de múltiplos fatores (MFA). 

  

Check Point Software Technologies Ltd

 

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