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terça-feira, 23 de julho de 2024

Vacina do HPV é a principal aliada no combate ao câncer de colo de úter

A imunização deve ser realizada antes do início da vida sexual. Especialista fala sobre importância da prevenção e riscos da doença

 

O mês de julho vem para alertar sobre a importância da conscientização contra o câncer do colo do útero, doença que ocorre em quase 99% dos casos por causa do Papilomavírus Humano (HPV). A infecção sexualmente transmissível é a mais comum em todo o mundo, atingindo de forma massiva as mulheres. 

Segundo estimativas do Instituto Nacional de Câncer (INCA), em 2024 cerca de 17.010 mulheres serão diagnosticadas com câncer do colo do útero no Brasil, o que representa um risco considerado de 13,25 a cada 100 mil casos. Vale lembrar ainda que a doença é o terceiro tipo de câncer que mais afeta o público feminino, por isso, é muito importante que o diagnóstico seja feito o quanto antes para o início do tratamento. 

Diversos especialistas acreditam que na pandemia as medidas restritivas impostas para evitar o aumento do contágio pela covid-19, assim como o fechamento das escolas, pode ter impactado em uma menor procura pela vacinação contra o HPV, uma vez que muitas das campanhas são realizadas nas instituições de ensino.   

Apesar da pandemia, é importante reforçar que a cobertura vacinal contra o HPV é considerada insatisfatória há algum tempo. As entidades de saúde consideram ideal que as taxas sejam de 80% tanto para as meninas, quanto para os meninos. Mas, a realidade é outra: no Acre, apenas 33,6% do público-alvo está vacinado, no Rio Grande do Norte, 46,2%, Pará, 43,9%, Rio de Janeiro, 44,6%, Santa Catarina, 65,2%, Minas Gerais, 66,8% e Paraná com 72,7%. 

A vacina é oferecida nas UBSs (Unidades Básicas de Saúde) de todo o Brasil para crianças e adolescentes de 9 a 14 anos. Segundo o Ministério da Saúde, 75% das brasileiras sexualmente ativas entrarão em contato com o HPV ao longo da vida, sendo que o ápice da transmissão do vírus se dá na faixa dos 25 anos. Após o contágio, ao menos 5% delas irão desenvolver câncer de colo do útero em um prazo de dois a dez anos. 

"Geralmente, a infecção genital por HPV é bastante frequente e, na maioria dos casos, é assintomática e autolimitada, ou seja, até os 30 anos de idade grande parte das mulheres tem a infecção resolvida. Mas, quando ocorre a persistência do vírus nas células do colo do útero, elas podem avançar para o desenvolvimento de câncer", comenta Marcela Bonalumi, oncologista da Oncoclínicas São Paulo.
 

De olho na prevenção 

Diante dessa realidade, é importante reforçar que a ferramenta essencial na luta contra o câncer do colo do útero é a vacinação contra o HPV. "A imunização pode prevenir também o câncer de vulva, ânus e vagina nas mulheres e de pênis nos homens. Por isso, o ideal é que esse cuidado ocorra antes do início da vida sexual, evitando assim que haja uma exposição ao vírus". 

Além da vacinação, que é considerada uma prevenção primária, é importante realizar os exames de rotina ginecológica, como o Papanicolau (anualmente e depois a cada três anos), dos 25 aos 64 anos de idade. "Ele é muito importante para identificar lesões pré-cancerosas e agir rapidamente contra o câncer do colo do útero", alerta Marcela. Vale lembrar ainda que os exames devem ser feitos mesmo se a mulher for vacinada contra o HPV, pois o imunizante não protege contra todos os tipos oncogênicos da doença.
 

Primeiros sinais

A doença em estágios iniciais é assintomática, mas a dor na relação sexual ou sangramento vaginal pode estar presente. Por isso, é muito importante o rastreamento com o exame Papanicolau de rotina. 

No entanto, se a doença estiver mais avançada, pode ser que a paciente tenha anemia - devido a perda de sangue - dores nas pernas e costas, problemas urinários ou intestinais e perda de peso não justificada. "Geralmente, os sangramentos acontecem durante a relação sexual, mulheres que já estão na menopausa ou ainda fora do período menstrual. Por isso, é muito importante buscar pelo aconselhamento de um especialista", orienta a oncologista.
 

Diagnóstico da doença em estágio inicial aumenta chances de sucesso no tratamento 

A oncologista da Oncoclínicas São Paulo explica que podem ser realizadas cirurgias, radioterapia e/ou quimioterapia. "Na cirurgia, ocorre a retirada do tumor, ou ainda do útero quando necessário. Quando a doença apresenta estágios mais avançados, são realizadas sessões de radioterapia e quimioterapia", comenta Marcela Bonalumi. 

Apesar da doença ser bastante silenciosa, quando descoberta precocemente pode haver uma redução de até 80% na mortalidade pelo câncer do colo do útero. "Muitas mulheres não descobrem na fase inicial. Sempre aconselho as pacientes a realizarem periodicamente seus exames de rotina, como o Papanicolau. Além disso, é fundamental que sejam consumidas informações de qualidade, sendo essa uma das principais aliadas ao combate do HPV", finaliza.
  
 

Oncoclínicas&Co.
Para obter mais informações, visite Link

 

Entenda o que são os aneurismas da aorta


Os aneurismas da aorta são dilatações na mais importante artéria do corpo humano, desde o tórax até o abdômen. Geralmente, eles não apresentam sintomas e acabam sendo detectados por meio de exames. Com as tecnologias modernas de ultrassons e tomografias, passaram a ser mais facilmente identificados. 

Há dois tipos de aneurismas: abdominal e torácico. “É um achado relativamente comum. O diagnóstico, sobretudo no início, não é motivo para pânico ou intervenções de urgência. Só precisam de intervenção aqueles que atingem um determinado tamanho, que varia de pessoa para pessoa”, explica o cardiologista do Hcor, Dr. Ênio Buffolo. 

Na maioria das vezes, os aneurismas são tratados de maneira não-invasiva. Em alguns casos, a cirurgia aberta pode ser uma necessidade, principalmente quando afeta a região torácica. “Se não tratado, dependendo do tamanho, pode haver ruptura, levando a uma grande complicação que exige procedimentos de urgência e aumenta o risco dos procedimentos”, completa o especialista. 

Por isso, é sempre importante monitorar os aneurismas e fazer a intervenção no momento adequado. “Hoje, com a tecnologia que temos para diagnóstico e com as salas híbridas, que permitem a realização de cirurgias invasivas e não invasivas, associadas ou isoladamente, conseguimos detectar e tratar aneurismas em estágios iniciais, com menos risco e uma recuperação mais rápida ao paciente”, finaliza.

Hcor

 

Julho verde: Pesquisa clínica é uma importante aliada no combate ao câncer de cabeça e pescoço

Só em 2019, o câncer de cabeça e pescoço foi o responsável por mais de 20 mil mortes no Brasil, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca)

 

Com o objetivo de conscientizar a população sobre as causas e tratamentos do câncer de cabeça e pescoço, a Associação de Câncer de Boca e Garganta (ACBG Brasil) criou a campanha Julho Verde. Durante esse período, ações, eventos e palestras sobre o assunto ocorrem por todo o país. A expressão câncer de cabeça na verdade é um termo genérico para tumores localizados em algum órgão da face e sistema respiratório como olho, gengiva, boca e nariz.

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), só em 2019, o câncer de cabeça e pescoço foi o responsável por mais de 20 mil mortes no Brasil. 

Apesar da possibilidade de cura ser bastante alta no estágio inicial da doença, muitas vezes os sintomas são ignorados pelos pacientes, que procuram um médico quando a doença já está em um estágio avançado. Aproximadamente 76% dos casos são diagnosticados em estágios já avançados.

Entre os principais sintomas do câncer de cabeça e pescoço estão lesões nos lábios e garganta que não cicatrizam no período de duas semanas, voz anasalada e dor na hora de engolir um alimento. Cigarro, álcool, praticar sexo oral sem preservativo e exposição solar prolongada sem protetor solar são alguns fatores de risco. Ficar atento aos sinais da doença, fazer exames preventivos e a não exposição aos fatores de risco são algumas formas de prevenção ao câncer de cabeça e pescoço.

“Uma importante aliada também na busca por novas opções de tratamentos para o câncer de cabeça e pescoço é a pesquisa clínica, já que os tratamentos modernos e as novas opções de medicamentos para tratar essa doença são obtidos a partir dela”, explica Fernando de Rezende Francisco, Gerente Executivo da Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica (ABRACRO). A pesquisa clínica é quando são feitos testes em humanos para identificar se o medicamento ou tratamento em questão é seguro e também se ele é eficaz.

Para que um estudo clínico seja realizado no Brasil, é necessário passar por um processo de avaliação e aprovação regulatória pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA) e ética pela Comissão Nacional de Ética em Pesquisa (CONEP). O voluntário que participa dos estudos recebe todo tipo de apoio e assistência ao longo das etapas, e caso queira deixar o estudo, ele pode fazer isso a qualquer momento.

“O câncer de cabeça e pescoço atinge grande parte da população, então é extremamente importante que estudos clínicos sejam realizados com frequência para descobrir novas opções de tratamentos e também conseguir avanço científico no combate ao câncer”, afirma Francisco. O paciente que participa dos estudos clínicos, além de contribuir para que novos tratamentos sejam disponibilizados para tratar diferentes doenças, ele ainda consegue utilizar um medicamento inovador e que ainda não está disponível no mercado.

Em muitos casos, há desoneração do SUS, Sistema Único de Saúde, com a realização de estudos clínicos patrocinados. Os pacientes que estavam em tratamento, ou na fila para tratamento, em serviços públicos de saúde e ingressam nos estudos também deixam de receber o tratamento público e passam a receber o tratamento de uma fonte financiadora privada (dentro do ambiente de estudo).

“O voluntário que participa de uma pesquisa clínica recebe assistência completa do início ao fim, ou seja, qualquer dúvida ele pode acionar os profissionais que estão por trás dos estudos, ele é acompanhado e monitorado bem de perto pela equipe médica, e esse voluntário ainda está contribuindo para que pessoas com a mesma doença que ele consigam ter qualidade de vida”, declara Francisco.

 



ABRACRO - Associação Brasileira de Organizações Representativas de Pesquisa Clínica


No Dia Internacional do Autocuidado, entenda os benefícios dessa prática


No próximo dia 24, é lembrado o Dia Internacional do Autocuidado, data instituída pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em 2011, com o objetivo de educar a população sobre os benefícios da prática, estimulando o empoderamento dos indivíduos como agentes ativos da sua própria saúde. Estudos recentes comprovam que a prática possibilita desde que a melhora da saúde mental e física até uma desoneração dos sistemas públicos de saúde.
 

Segundo a definição da Organização Mundial da Saúde (OMS), autocuidado é a capacidade dos indivíduos, famílias e comunidades de promover e manter a saúde, prevenir doenças, e lidar com condições de saúde e incapacidades com ou sem o apoio de um profissional de saúde1.
 

De acordo o sub-estudo COSMOS-MIND2, parte integrante do Estudo de Resultados de Suplementos de Cacau e Multivitaminas (COSMOS)2, que incluiu 2.262 participantes, o uso diário de multivitaminas melhorou a função cognitiva, retardando o envelhecimento cognitivo em aproximadamente 60%, equivalendo a cerca de 1,8 anos ao longo do período de estudo de 3 anos. Já o sub-estudo COSMOS-Web2, com mais de 3.500 participantes, apoiou essas descobertas, indicando que a suplementação diária de multivitaminas melhorou o desempenho da memória equivalente a 3,1 anos em comparação com o grupo placebo.
 

Para Andres Zapata, Líder médico e cientista principal da Haleon, o declínio cognitivo está entre as principais preocupações de saúde para a maioria dos idosos, e, diante deste cenário, os achados dos estudos demonstram que um suplemento diário de multivitaminas tem o potencial de ser uma opção simples e acessível para ajudar a retardar o envelhecimento cognitivo.
 

Já o estudo Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus3, publicado recentementeno International Dental Journal, evidencia que a saúde bucal deficiente pode levar a problemas como cárie, gengivite, perda dentária e impactos na saúde geral poderia estar associada a várias condições sistêmicas, incluindo doenças cardiovasculares, diabetes e complicações na gravidez. Neste caso, o simples hábito de escovar os dentes, com uma pasta dental que contenha flúor, pelo menos duas vezes ao dia e usar fio dental, poderia ajudar a prevenir ou evitar o agravamento dessas doenças.
 

“A má higiene bucal pode ter como consequência a cárie e a inflamação das gengivas e a periodontite, que, por sua vez, têm o potencial de liberar bactérias e mediadores inflamatórios na corrente sanguínea, contribuindo para a formação de placas ateroscleróticas e aumentando o risco de infarto do miocárdio e acidente vascular cerebral. Além disso, também podem interferir na regulação da insulina, exacerbando condições como diabetes, e até causar problemas respiratórios”, explica Zapata.
 

Estes resultados sublinham a importância do autocuidado, destacando que práticas simples, como a suplementação com multivitaminas e cuidados com a saúde oral, podem ter um impacto significativo na qualidade de vida e na saúde mental a longo prazo, reforçando a necessidade de incorporar o autocuidado no dia a dia de todos.
 

A Associação Latino-americana de Autocuidado (ILAR)5, na pesquisa “O Valor Econômico do Autocuidado”, constatou que, no Brasil, se metade dos casos atendidos pelo Sistema Público de Saúde (SUS) fossem manejados com a estratégia de autocuidado, incluindo o uso adequado de medicamentos isentos de prescrição (MIPs), o Estado economizaria, potencialmente, 601 milhões de dólares anuais. E se apenas 10% dos casos fossem tratados dessa forma, a economia seria de mais de 120 milhões de dólares.
 

Na Diretriz sobre Intervenções de Autocuidado1, elaborada pela OMS, pelo menos 400 milhões de pessoas em todo o mundo não tem acesso aos serviços de saúde mais essenciais e, todos os anos, 100 milhões de pessoas estão em situação de pobreza por conta dos gastos com cuidados de saúde. No Brasil, o Ministério da Saúde6 atesta que o autocuidado é especialmente importante para pessoas com doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), responsáveis por mais do total das mortes no País.
 

“A autocuidado é um meio simples, eficaz e essencial para a promoção da saúde, minimizar sintomas de condições crônicas e até melhorá-las”, afirma Zapata. O especialista explica que, na prática, envolve a mudança do estilo de vida, da alimentação, adoção de hábitos de higiene adequados, inserção de atividade física regular na rotina e uso responsável de medicamentos isentos de prescrição.

 

Haleon
www.haleon.com

Referências:

World Health Organization. (2022). WHO guideline on self-care interventions for health and well-being, 2022 revision. https://iris.who.int/bitstream/handle/10665/357828/9789240052192-eng.pdf?sequence=1
COSMOS TRIAL. Results. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.
Glenny, A. M., Walsh, T., Iwasaki, M., Kateeb, E., Braga, M. M., Riley, P., & Melo, P. (2024). Development of Tooth Brushing Recommendations Through Professional Consensus. International Dental Journal. doi:10.1016/j.identj.2023.10.018
OMS. OMS divulga primeira diretriz sobre intervenções de saúde digital. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.
ILAR. El Valor Económico de Autocuidado de la Salud. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024.
MINISTÉRIO DA SAÚDE. Autocuidado em saúde e a literacia para a saúde no contexto da promoção, prevenção e cuidado das pessoas em condições crônicas: guia para profissionais de saúde. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2023. Disponível em: Link. Acesso em: 4 jul. 2024

Saiba como reconhecer se uma pessoa está infartando em casa 

Shutterstock

Também chamado de ataque cardíaco, o infarto do miocárdio se caracteriza pelo bloqueio do fluxo sanguíneo do coração. A partir disso, o órgão para de funcionar por um determinado período, o que pode levar à morte de parte do tecido ou a danos irreversíveis na região. Por isso, saber reconhecer se uma pessoa está infartando é muito importante 

De acordo com Natalie Garcia Domingos, professora do Centro Universitário UniBrasil e Mestre em Enfermagem, dentre os principais hábitos do dia a dia, ou fatores de risco que podem levar as pessoas a terem infarto estão o tabagismo, o sedentarismo, a má alimentação, o colesterol alto e nível de estresse em excesso. “Lembrando que diabéticos e hipertensos têm de duas a quatro vezes mais risco de sofrer um infarto”, ressalta a educadora.   

Ela acrescenta que, pensando na faixa etária, a que tem maior probabilidade de sofrer um infarto do miocárdio é a da terceira idade, pois, “como o processo de acúmulo de gordura na parede dos vasos sanguíneos se inicia desde a infância e vai até o final da vida, pode-se assumir que quanto maior a idade, maior a propensão de um indivíduo desenvolver um infarto. Desta maneira, a faixa etária mais vulnerável a este evento específico seria a terceira idade”, explica Natalie. 

 

Sinais pré-infarto   


Natalie Domingos destaca que o infarto pode apresentar sinais e sintomas diversos, sendo os mais comuns:  

·         a fadiga, que envolve cansaço elevado, mesmo não tendo feito esforço físico durante o dia todo e que costuma surgir alguns dias ou semanas antes;  

·         dor no estômago, incluindo pressão abdominal intensa e uma forte dor no estômago de forma repentina;  

·         dor no peito, que não se limita ao lado esquerdo, como muita gente acredita, e pode se estender a qualquer outra região peitoral, causando rigidez;  

·         náusea, tontura e falta de ar, são sintomas que podem ocorrer juntos, sem razão aparente;  

·         suor frio repentino, uma condição mais comum em mulheres que pode indicar arritmia, hipertensão ou infarto; 

·         dor torácica, mais comum em homens e pode ocorrer no peito em direção ao coração;  

·         e, por fim, espasmo no pescoço e na mandíbula, causando dor aguda no pescoço ou na mandíbula de forma gradual ou súbita.  

 

“Forte pressão ou sensação de peso no peito também são comuns, assim como dores nos braços, que inicia no peito irradia para os braços, ombros e cotovelos. Em alguns casos, a dor no peito não ocorre, mas ocorre nos braços e nas costas, na região entre os ombros. Dormências e formigamentos também podem ser sentidos”, detalha a educadora.  

 

Medidas de prevenção  

 

A mestra em enfermagem acrescenta ainda que, além de fatores essenciais para uma vida mais saudável, é fundamental realizar exames de rotina ao menos uma vez por ano.  

 

“Controlar a pressão arterial e diabetes, manter uma alimentação balanceada, deixar de fumar, praticar atividades físicas regulares e diminuir a carga de estresse, são medidas que tendem a diminuir o risco de doenças cardiovasculares, principalmente de infarto, cujos danos ou sequelas podem ser irreversíveis. Além disso, se o paciente demora muito para procurar atendimento pode ter doenças graves no futuro, como insuficiência cardíaca, arritmias, danos crônicos no miocárdio, entre outras”, finaliza.  


Pílula anticoncepcional: conheça o método e o que pode reduzir sua eficácia

O anticoncepcional oral é um método contraceptivo eficaz quando utilizado corretamente. Fique atenta e evite uma gravidez indesejada


Cada método anticoncepcional possui um esquema de uso específico. No caso dos anticoncepcionais orais, é fundamental tomar os comprimidos sempre no mesmo horário, diariamente, sem pular nenhuma dose, ou conforme a orientação médica nos dias de pausa.

É necessário atenção para o fato de que alguns medicamentos podem interferir na eficácia do anticoncepcional. Por este motivo, as mulheres que fazem uso deste método devem informar ao seu médico sobre todos os medicamentos que utilizam, incluindo remédios naturais e fitoterápicos. Também devem ter atenção e não se automedicar.

Confira a seguir outras situações que podem comprometer a eficácia dos anticoncepcionais orais:

- Vômitos e diarreia: se você vomitar ou tiver diarreia intensa nas 4 horas após tomar a pílula, pode ser necessário um método contraceptivo de barreira adicional, como a camisinha.

- Esquecer a pílula: caso esqueça de tomar, consulte a bula ou entre em contato com seu médico para obter orientações específicas.

- Problemas intestinais: doenças inflamatórias intestinais ou cirurgias no intestino podem interferir na absorção dos hormônios.

- Outras condições médicas: doenças do fígado ou problemas de coagulação podem contraindicar o uso de anticoncepcionais orais. 

Por estes motivos, é sempre importante realizar consultas ao médico ginecologista periódicas para a realização de exames regulares. Monitorando a sua saúde, o médico poderá verificar se o anticoncepcional continua sendo a melhor opção para você. 


Mais de 6 mil brasileiros que nunca fumaram podem receber o diagnóstico de câncer de pulmão em 2024

Embora o tabagismo seja a principal causa de câncer de pulmão, duas entre dez pessoas que desenvolvem a doença nunca consumiram cigarro. Entre as causas para tumores pulmonares em não fumantes estão a exposição ao gás radônio, fumo passivo, poluição do ar, exposição ocupacional (amianto, fumaça de diesel e outros produtos químicos), fatores genéticos, doenças pulmonares prévias e cigarro eletrônico


O câncer de pulmão é a principal causa de morte por tumores malignos, tendo o fumo do tabaco como o agente cancerígeno mais determinante. Por sua vez, alerta o Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica (GBOT), estudos epidemiológicos sugerem que 20% a 25% dos casos de câncer de pulmão podem não ser atribuíveis ao tabagismo. Em todo o mundo, segundo o Observatório Global de Câncer da Agência Internacional par Pesquisa do Câncer (IARC) são registrados mais de 2,4 milhões de casos de câncer de pulmão e a doença responde por 1,8 milhão de mortes anuais. (1). 

Ao menos 360 mil destas mortes por câncer de pulmão são de pessoas que nunca fumaram. No Brasil, os dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que 32 mil pessoas devem receber o diagnóstico de câncer de pulmão em 2024. Considerando a estimativa de ao menos dois entre dez casos serem em não tabagistas, a expectativa é que ao menos 6 mil brasileiros, que nunca fumaram, sejam diagnosticados com a doença este ano. (2). 

O câncer de pulmão em quem nunca fumou (lung cancer in never smokers/LCINS) é o sétimo contribuinte para morte por câncer. São diversas as etiologias (causas) para o câncer de pulmão em não tabagistas. Pensando nisso, em alusão ao Agosto Branco de 2024, o GBOT busca aumentar a conscientização sobre os fatores de risco do câncer de pulmão em não fumantes. “Esta iniciativa tem como objetivo educar o público geral sobre as causas menos conhecidas do câncer de pulmão, que muitas vezes é uma doença erroneamente associada apenas aos fumantes. Ampliar essa informação é crucial, com potencial de promover diagnóstico precoce e salvar vidas”, ressalta a oncologista clínica Clarissa Baldotto, presidente do GBOT. 

O GBOT listou os principais fatores de risco para câncer em não fumantes.

1 - Exposição ao Gás Radônio: O radônio é um gás radioativo natural que pode infiltrar-se em casas através de rachaduras na fundação. A exposição prolongada a altos níveis de radônio pode aumentar significativamente o risco de câncer de pulmão. Testar e mitigar os níveis de radônio nas casas pode reduzir esse risco.

2 - Fumo Passivo: Não fumantes que são regularmente expostos ao fumo passivo têm um risco maior de desenvolver câncer de pulmão. Isso inclui viver com fumantes ou frequentar ambientes onde o fumo é comum. Defender ambientes livres de fumaça pode ajudar a proteger contra esse risco.

3 - Poluição do Ar: A exposição prolongada à poluição do ar, incluindo emissões de veículos, processos industriais e usinas de energia, é um fator de risco conhecido para o câncer de pulmão. Apoiar políticas que visam reduzir a poluição do ar e promover energia limpa pode mitigar esse risco.

4 - Exposição Ocupacional: Certas ocupações expõem os trabalhadores a carcinógenos como amianto, fumaça de diesel e alguns produtos químicos usados na fabricação. Garantir medidas de segurança adequadas e equipamentos de proteção nos locais de trabalho pode reduzir a incidência de câncer de pulmão entre não fumantes. A exposição ao carbono negro (fuligem), comum no tráfego de automóveis, também aumenta o risco. 

5 - Fatores Genéticos:  Um histórico familiar de câncer de pulmão pode aumentar o risco de uma pessoa, mesmo que ela não fume. Incentivar as pessoas a discutirem seu histórico médico familiar com seus médicos pode levar a estratégias de rastreamento e detecção precoce mais personalizadas.

6 - Doenças Pulmonares Prévias: Condições como a doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) ou fibrose pulmonar podem aumentar o risco de câncer de pulmão. O diagnóstico e manejo precoces dessas condições são essenciais para reduzir esse risco.

7 - Uso de Cigarros Eletrônicos (Vape): Embora os cigarros eletrônicos (vapes) frequentemente sejam vistos como uma alternativa mais segura ao fumo tradicional, o uso desses dispositivos ainda apresenta riscos, mesmo sem a presença de nicotina. Os líquidos de vape contêm várias substâncias químicas que podem ser inaladas profundamente nos pulmões. Estudos preliminares sugerem que alguns destes produtos químicos podem ser prejudiciais e potencialmente aumentar o risco de câncer de pulmão e outras doenças pulmonares. Promover a conscientização sobre os riscos associados ao uso de vapes, mesmo sem nicotina, é crucial.


Câncer de pulmão em não fumantes: doença diferente e tratamento personalizado

O câncer de pulmão em pessoas que nunca fumaram, biologicamente, é uma doença diferente do câncer de pulmão causado pelo tabagismo. Além das causas ambientais não serem as mesmas, há também uma importante diferenciação genética. “Por conta disso tem sido fundamental o avanço proporcionado pela revolução genômica. Hoje, não é suficiente saber que um determinado paciente tem um tumor maligno diagnosticado no pulmão. É fundamental definir a classificação molecular da doença. Assim como saber se o paciente tem ou não histórico pessoal de tabagismo”, ressalta o oncologista clínico Vladmir Cordeiro de Lima, presidente eleito do GBOT. 

Em outras palavras, é válido saber se determinado tumor é, por exemplo, um adenocarcinoma pulmonar com mutação no gene EGFR. Esta informação, é essencial para oferecer ao paciente um acompanhamento individualizado e tratamento personalizado. É a chamada Oncologia de Precisão, que tem no câncer de pulmão o exemplo mais efetivo de evidências consolidadas, que alteraram a história natural da doença. 

Um estudo brasileiro, publicado na revista científica The Oncologist, investigou a biologia do câncer de pulmão em pacientes que nunca fumaram. Foi avaliado o status de mutações e fusões gênicas em 119 adenocarcinomas pulmonares de pacientes que nunca fumaram e realizou-se o sequenciamento genético de nova geração (NGS), seguido de imuno-histoquímica (exame realizado pelo patologista). Os resultados apontam que o gene mutado com mais frequência foi o EGFR (49,6%), seguido por TP53 (39,5%), ALK (12,6%), ERBB2 (7,6%), KRAS (5,9%), PIK3CA (1,7%) e menos de 1 % de alterações em RET, NTRK1, PDGFRA e BRAF. Exceto TP53 e PIK3CA, todas as outras alterações foram mutuamente exclusivas. A análise da ascendência genética revelou uma predominância de europeus (71,1%), e uma maior ascendência africana foi associada a mutações TP53. A boa notícia é que 73% desses pacientes apresentam alterações genéticas que contam com medicamentos personalizados, que atuam na inibição destas mutações genéticas. (3).

Na prática, o diagnóstico molecular consiste em identificar mutações genéticas específicas presentes nas células cancerígenas, permitindo um tratamento personalizado e mais eficaz para os pacientes. “Com o diagnóstico molecular, podemos selecionar as terapias direcionadas e inovadoras, aumentando as chances de sucesso e melhorando a qualidade de vida dos pacientes. Essas terapias personalizadas aumentaram a sobrevida dos pacientes com câncer de pulmão na última década”, reforça Clarissa Baldotto.


O QUE A CIÊNCIA SABE HOJE SOBRE CÂNCER DE PULMÃO – São duas as categorias principais de câncer de pulmão. A mais comum é a de não pequenas células (NSCLC), que responde por cerca de 85% dos casos de câncer de pulmão. Há vários subtipos de câncer de pulmão de não pequenas células que levam em consideração o tipo de célula epitelial onde a doença começa, incluindo o adenocarcinoma, carcinoma de células escamosas e carcinoma de grandes células. A segunda, que responde pelos outros cerca de 15% dos cânceres de pulmão, são do tipo de células pequenas (SCLC), doença que geralmente cresce e se espalha rapidamente para outras partes do corpo, incluindo os gânglios linfáticos. 

O estágio do câncer no momento do diagnóstico é um dos determinantes para a eficácia das opções de tratamento. De acordo com o levantamento SEERs, do National Cancer Institute, dos Estados Unidos, quando o câncer de pulmão está restrito ao órgão (estadio 1) as chances de cura (o paciente estar vivo cinco anos após o tratamento, é de 63,7%). Em casos de metástase (estádio 4), as chances de cura são inferiores a 10%. (4).


SINTOMAS - Os sintomas do câncer de pulmão variam de pessoa para pessoa. Muitas vezes, os sintomas são facilmente confundidos com doenças respiratórias comuns, como bronquite ou pneumonia, atrasando um diagnóstico preciso. Os sintomas mais comuns do câncer de pulmão incluem:

- Tosse que não desaparece e piora com o tempo
- Dor no peito constante e muitas vezes agravada pela respiração profunda, tosse ou riso
- Dor no braço ou ombro
- Tosse com sangue ou catarro cor de ferrugem
- Falta de ar
- Chiado
- Rouquidão
- Infecções como pneumonia ou bronquite que não desaparecem ou que voltam com frequência
- Inchaço do pescoço e rosto
- Perda de apetite e/ou perda de peso
- Sentir-se fraco ou cansado
- Alargamento das pontas dos dedos e leito ungueal também conhecido como “baqueteamento digital”


Se o câncer de pulmão se espalhar para outras partes do corpo, pode causar:

- Dor no osso
- Fraqueza no Braço ou dormência na perna
- Dor de cabeça, tontura ou convulsão
- Problemas de equilíbrio ou uma marcha instável
- Icterícia (coloração amarela) da pele e dos olhos
- Gânglios linfáticos inchados no pescoço ou ombro

 

 



GBOT - Grupo Brasileiro de Oncologia Torácica
https://www.gbot.med.br/



Referências bibliográficas

1 - Bray F, Laversanne M, Sung H, Ferlay J, Siegel RL, Soerjomataram I, Jemal A. Global cancer statistics 2022: GLOBOCAN estimates of incidence and mortality worldwide for 36 cancers in 185 countries. CA Cancer J Clin. 2024 May-Jun;74(3):229-263. Disponível em https://acsjournals.onlinelibrary.wiley.com/doi/10.3322/caac.21834

2 - Instituto Nacional de Câncer (Brasil). Estimativa 2023: incidência de câncer no Brasil / Instituto Nacional de Câncer. – Rio de Janeiro: INCA, 2022. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros/estimativa

3 – Cavagna RO, Escremim de Paula F, Berardinelli GN, Bonatelli M, Santana I, Albino da Silva EC, Teixeira GR, Zaniolo BG, Mourão Dias J, Ferreira da Silva FA, Baston Silva CE, Guimarães MGB, Barone CP, Jacinto AA, Noleto da Nóbrega Oliveira RE, Miziara JE, De Marchi P, Molina-Vila MA, Leal LF, Reis RM. Molecular profile of driver genes in lung adenocarcinomas of Brazilian patients who have never smoked: implications for targeted therapies. Oncologist. 2024 Jun 29:oyae129. Disponível em: https://academic.oup.com/oncolo/advance-article/doi/10.1093/oncolo/oyae129/7701821

4 – National Cancer Institute. Cancer Stat Facts: Lung and Bronchus Cancer. Disponível em https://seer.cancer.gov/statfacts/html/lungb.html

 

Seu sorriso está envelhecendo mais que sua idade. Isso é possível

Quando pensamos em envelhecimento, rugas e cabelos brancos vêm à mente imediatamente. Mas e o sorriso? Pode um sorriso envelhecer mais rápido que o resto do corpo? Infelizmente, a resposta é sim. Dentes com aspectos de envelhecimento precoce são uma realidade, e entender por que isso acontece é fundamental para prevenir e reverter esses sinais.

 

Por que os dentes envelhecem precocemente? 

A dentista Patrícia Galli, explica que o envelhecimento precoce dos dentes pode ser atribuído a diversos fatores, que vão além do simples passar dos anos. Aqui estão algumas das principais razões:

 

Erosão ácida: Bebidas ácidas como refrigerantes, sucos de frutas cítricas e vinhos podem desgastar o esmalte dos dentes, levando à sensibilidade e à aparência desgastada.
 

Má higiene bucal: Falta de cuidados adequados, como escovação e uso do fio dental, podem resultar em cáries e doenças gengivais, que comprometem a saúde dos dentes e gengivas, acelerando o processo de envelhecimento.
 

Bruxismo: O hábito de ranger os dentes, frequentemente durante o sono, pode causar desgaste significativo, fraturas e até mesmo a retração gengival.
 

Consumo de tabaco: Fumar não apenas mancha os dentes, mas também afeta negativamente a saúde bucal em geral, aumentando o risco de doenças gengivais e perda óssea.
 

Dietas desequilibradas: A falta de nutrientes essenciais como cálcio e vitamina D podem enfraquecer os dentes e ossos da mandíbula e maxila, levando ao envelhecimento precoce.
 

Ausência parcial de dentes: Causa desequilíbrio oclusal, movimentação dos outros dentes, maior desgaste dental, e diminuição vertical da face resultando em envelhecimento facial.

 

Como cuidar, reverter e prevenir o envelhecimento dental
 

A boa notícia é que há medidas eficazes para cuidar, reverter e prevenir o envelhecimento dos dentes. Aqui estão algumas estratégias recomendadas:

 

Cuidados Diários

 

Higiene bucal: Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia com uma pasta dental fluorada, use fio dental diariamente e considere o uso de enxaguantes bucais antibacterianos.

 

Escovas e técnica adequadas: Utilize uma escova de dentes de cerdas macias e substitua-a a cada três meses. A técnica de escovação também é crucial – movimentos suaves e circulares são mais eficazes e menos prejudiciais ao esmalte e gengivas.


Consultas regulares ao dentista

 

Check-ups regulares: Visitas ao dentista a cada seis meses são essenciais para a detecção precoce de problemas e para a realização de limpezas profissionais.

 

Tratamentos preventivos: Aplicação de selantes dentais e tratamentos com flúor podem fortalecer o esmalte e prevenir cáries.

 

Alimentação saudável

 

Dieta balanceada: Inclua alimentos ricos em cálcio (leite, queijo, iogurte) e vitamina D (peixes gordurosos, ovos) para fortalecer dentes e ossos.
 

Limite de açúcares e ácidos: Reduza o consumo de alimentos e bebidas açucaradas e ácidas, que podem danificar o esmalte dental.
 


Tratamentos estéticos e funcionais

 

Facetas dentais: Podem corrigir imperfeições como desgastes, manchas e desalinhamentos, proporcionando um aspecto mais jovem ao sorriso.

 

Clareamento dental: Procedimentos de clareamento supervisionados por dentistas podem remover manchas e devolver a luminosidade natural dos dentes.
 

Correção de bruxismo: O uso de placas miorrelaxantes pode proteger os dentes dos danos causados pelo bruxismo.
 

Correção da dimensão vertical devolvendo a anatomia dos dentes desgastados através de reabilitação dental com resinas, implantes, cerâmica, etc.
 

“Lembre-se, um sorriso saudável e jovem é reflexo de uma boa saúde bucal e geral. Cuidar dos dentes não é apenas uma questão estética, mas de bem-estar e qualidade de vida. Agende sua próxima consulta odontológica e invista no seu sorriso – ele é um dos seus maiores patrimônios.”. Finaliza a dentista Patrícia Galli.


DRA PATRICIA GALLI –CIRURGIÃ DENTISTA- CROSP 45002

 

Testes genéticos são aliados na melhora da performance esportiva de atletas profissionais

Tecnologia pode fornecer informações como risco de lesões, desempenho para correr mais rápido e saltar mais longe e desempenho em atividades de aceleração e velocidade
 

Para otimizar o desempenho das equipes de atletas profissionais, testes genéticos podem ser grandes aliados na fase de preparação física e emocional desses profissionais. Esses testes analisam o DNA para fornecer informações personalizadas sobre características que podem influenciar na resposta a exercícios físicos, no metabolismo e risco de lesões. 

"Os testes genéticos nos disponibilizam informações que não conseguimos detectar em outros exames para o mapeamento físico dos atletas. Com esses dados, é possível entender cada esportista de forma personalizada e direcionar os planos de treinamento de maneira mais eficaz, reduzindo o risco de lesões, por exemplo", afirma Carlos Barreto, fisioterapeuta da Seleção Brasileira de Skate. 

Entre as características analisadas pelos testes estão: resistência física, danos musculares induzidos pela prática de atividade física, densidade óssea, risco de obesidade, ganho de massa e força muscular, capacidade cardiorrespiratória e outros. “Mesmo os resultados aparecendo com uma linguagem simplificada, para aproveitar melhor os resultados de maneira prática, é necessário que um profissional capacitado faça a tradução dos dados e ajude a aplicar as mudanças e adaptações necessárias”, ressalta Carlos. 

A integração desses testes no treinamento pode ser feita com o auxílio de profissionais de diversas áreas, como nutricionistas, treinadores e médicos que podem utilizar essas informações para criar programas de nutrição personalizados, ajustar cargas de treino e monitorar a recuperação dos atletas de maneira mais precisa. 

Essa abordagem inovadora na medicina esportiva também é respaldada pela Genera, laboratório líder em testes genéticos direto ao consumidor no Brasil. A empresa criou um painel de resultados com novas características genéticas que podem influenciar na performance esportiva de qualquer pessoa que pratica atividades físicas. “Ao realizar o teste genético, o consumidor poderá ter acesso ao Painel Esporte e obter informações sobre risco de lesões de tornozelo e joelho, predisposição para redução da pressão arterial em reposta à prática de atividades físicas, desempenho para correr mais rápido e saltar mais longe, desempenho em atividades de aceleração e velocidade, entre outros” afirma Ricardo Di Lazzaro, doutor em genética e cofundador da Genera. 

Ricardo reforça ainda que a aplicação de testes genéticos na preparação física representa um avanço significativo na medicina esportiva. “Com essa abordagem, pode-se levar não só os atletas brasileiros profissionais a novos patamares de excelência, como também qualquer pessoa que queira ter um treino esportivo mais individualizado, personalizado e eficiente, com apoio de multiprofissionais de saúde”, destaca ele. 

O laboratório apoiou recentemente a produção do documentário “Na Raça – O DNA do Atleta Brasileiro”, da NSports. O documentário traz uma análise aprofundada sobre as raízes genéticas e culturais que moldam o talento e a determinação de dez atletas olímpicos brasileiros, e tenta mostrar como a miscigenação brasileira contribui para a formação de talentos esportivos, em diferentes aspectos. 

Características do Painel Esporte:

  • Redução da pressão arterial em resposta à prática de atividades físicas
  • Lesões no ligamento cruzado
  • Lesões de tornozelo e joelho
  • Lesões de ombro
  • Eficiência da contração muscular em resposta à prática de atividades físicas
  • Desempenho para correr mais rápido e saltar mais longe
  • Desempenho em atividades físicas de aceleração e velocidade
  • Distúrbios musculares

 

Genera


Especialista explica como transformar produtos e serviços em objetos de desejo através de estratégias sofisticadas e personalizadas

A sofisticação se manifesta na qualidade do atendimento e na capacidade de criar conexões e experiências memoráveis

 

A sofisticação de uma marca transcende a simples estética e o preço. Envolve a criação de uma experiência sensorial completa e personalizada para o cliente, onde cada interação se torna um momento de exclusividade. No aspecto do produto, isso se traduz em materiais de alta qualidade, design refinado e detalhes cuidadosamente elaborados, que demonstram o compromisso da marca com a excelência. 

A elegância se manifesta logo no atendimento, que deve ser impecável, atencioso e personalizado em todos os pontos de contato com o cliente. Isso inclui desde a embalagem até o acompanhamento pós-venda, garantindo que o cliente se sinta valorizado e especial em cada etapa.  

Tatiana Mika, especialista em sofisticação de marcas que traz em sua história profissional a atuação em mercados exigentes, como em Tóquio e Estados Unidos, lembra que a verdadeira elegância e sofisticação residem na simplicidade e no valor agregado, e não apenas no preço elevado. “Um produto sofisticado justifica seu preço pelo que oferece ao consumidor, e na forma como são entregues e percebidos pelo cliente, refletindo o padrão elevado de qualidade e atenção aos detalhes”, revela. 

No segmento de serviços, onde a tangibilidade é um desafio, a sofisticação ocorre na qualidade do atendimento e na capacidade de criar experiências memoráveis. “Isso pode incluir desde um ambiente acolhedor e confortável, até um atendimento personalizado e atencioso, que respeite as necessidades, desejos e particularidades de cada demanda. Atender com excelência, carinho e cuidado, fazendo com que o seu cliente se sinta único, são ações que contribuem para aumentar ainda mais essa percepção”, aponta a especialista. 

Sofisticação também é saber se conectar e fazer parcerias estratégicas. Para as marcas ou serviços que desejam se conectar de forma efetiva com outros mercados, é essencial entender a cultura local para decifrar os diferentes perfis de consumidores. E as marcas de luxo bem-sucedidas estão atentas à importância desse movimento.  

Um exemplo bem-sucedido desta tendência é a recente parceria entre a marca Havaianas, referência em sandálias para praia no Brasil, com a renomada Dolce & Gabbana. Ao se associarem, uniram a casualidade e a simplicidade à sofisticação, para expansão de público. A grife italiana ao se associar com uma marca tão presente na cultura do brasileiro, conseguiu criar um vínculo emocional com os consumidores locais, apostando na paixão pelas praias. 

“A jogada estratégica foi a de penetrar mais profundamente no nosso potente mercado consumidor, fazendo com que a marca se aproxime ainda mais do coração das pessoas”, destaca.  

Ao oferecer produtos que combinam qualidade e prestígio, a marca consegue criar um valor percebido que vai além do preço, tornando suas peças ainda mais desejáveis. “Essa estratégia, além de fortalecer a presença da Dolce & Gabbana no Brasil, reforça a imagem de uma marca que entende e se conecta com as preferências e os estilos de vida de seus consumidores, em qualquer lugar do mundo”, ressalta. 

Tatiana Mika separou cinco conselhos que podem ajudar quem está em busca de transformar seus produtos em itens mais sofisticados. 

Elegância na apresentação: Mesmo itens simples, como chocolates ou pipocas, podem ser transformados em experiências sofisticadas quando apresentados de maneira elegante e personalizada;
 

Detalhes na embalagem: Invista em embalagens que se tornem um verdadeiro símbolo de desejo. Elas devem comunicar claramente a qualidade superior e a exclusividade do produto, tornando a experiência de unboxing memorável e que esteja alinhada com os valores da sua marca.
 

Contar uma história: Um elemento essencial da sofisticação é a capacidade de contar uma história significativa com cada produto. Crie uma narrativa inspiradora, que ressoe com os valores e aspirações dos consumidores;
 

Foco na qualidade: A sofisticação não é sobre ostentação, mas sim sobre elegância, e pode ser alcançada sem grandes investimentos, focando na qualidade e no capricho em cada detalhe.
 

Entendimento do cliente: Compreender as necessidades e desejos dos seus clientes é fundamental. Atenda-os de uma maneira que supere suas expectativas, proporcionando um serviço personalizado e exclusivo.

 

Tatiana Mika - influente mentora de marcas e pioneira na integração entre sofisticação e desenvolvimento pessoal. Formada em Administração Hoteleira, com avançados estudos em Branding pela ESPM e empreendedorismo pela Fundação Getúlio Vargas, a especialista se destaca no mercado por sua habilidade singular em transformar negócios em marcas de desejo. Com rica experiência internacional em Tóquio e Los Angeles, além de ter estudado com um dos mais renomados especialistas em Branding do mundo, ela oferece uma perspectiva global única em suas mentorias. Seu enfoque holístico, apoiado por profundas competências em PNL, permite que ela eleve significativamente o potencial de suas clientes, impactando não apenas seus negócios, mas também suas vidas pessoais e familiares. Como líder em mentorias de sofisticação de marcas, Tatiana é reconhecida por criar ambientes de aprendizado que funcionam como verdadeiros catalisadores para a mudança, capacitando mulheres empreendedoras a projetarem suas marcas com autenticidade, simplicidade e elegância. Ela se dedica a respeitar e celebrar a individualidade de cada mulher, guiando empreendedoras a se destacarem em um mercado competitivo, enquanto permanecem fiéis aos seus valores e essência.
Para mais informações, visite o site ou o Instagram.


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