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terça-feira, 23 de julho de 2024

Doenças respiratórias: otorrinolaringologista explica como se prevenir das principais complicações potencializadas pela chegada do inverno

Com a chegada da estação mais fria do ano, é possível observar um aumento considerável no número de doenças no trato respiratório. Gripes e resfriados tornam-se mais frequentes devido à queda da temperatura, associada ao clima seco e à baixa umidade, característicos do inverno. 

Dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia apontam que cerca de 20% dos brasileiros sofrem com algum tipo de doença respiratória agravada pelo frio, a exemplo das gripes e resfriados, crises de asma, rinite alérgica, bronquite, sinusite e pneumonia.


O aumento significativo das síndromes respiratórias impacta diretamente a qualidade de vida de muitas pessoas. Segundo a otorrinolaringologista Rayza Gaspar, do Hospital Mater Dei Premium Goiânia, diversas condições tornam-se mais prevalentes durante essa estação, exacerbadas pelas características climáticas e comportamentais típicas do período.



Por que as síndromes respiratórias são mais frequentes no inverno? 


Durante o inverno, o ar frio e seco se combina com a poluição aumentada, devido à inversão térmica, mantendo a poeira em suspensão e facilitando seu contato com a mucosa nasal. Este cenário é ideal para a sobrevivência de vírus e bactérias, elevando a incidência de doenças infecciosas. Além disso, a tendência das pessoas de permanecerem em ambientes fechados e aglomerados contribui para a disseminação de patógenos.


As doenças alérgicas, como rinite e asma, e as infecciosas, como gripes, resfriados, bronquiolites e pneumonias, encontram um terreno fértil para sua proliferação. "Essas mudanças no comportamento e na qualidade do ar propiciam exacerbação de doenças alérgicas e aumentam a proliferação de doenças infecciosas", explica Rayza.



Impacto do clima frio e seco no sistema respiratório


O ar frio e seco do inverno resseca as vias respiratórias, reduzindo a umidade local e a produção de muco, que contém enzimas e anticorpos essenciais para a defesa imunológica. A poluição e a poeira em suspensão aumentam o contato de agentes alérgicos e patológicos com a mucosa nasal, agravando os sintomas respiratórios. "Além deste fator mecânico, o ar frio e seco resseca as vias respiratórias, reduzindo, assim, a umidade local e a produção de muco", acrescenta a especialista.



Medidas preventivas para reduzir riscos


Adotar medidas preventivas é imprescindível para reduzir o risco de desenvolver síndromes respiratórias no inverno. A Dra. Rayza Gaspar recomenda a ingestão de muitos líquidos e uma alimentação saudável. A lavagem nasal com soro fisiológico também é indicada para hidratar a mucosa. 


A médica acrescenta que evitar ambientes fechados e aglomerados, lavar as mãos frequentemente e usar álcool em gel são medidas eficazes. Manter a circulação de ar nos ambientes, controlar a temperatura (entre 22 e 25 graus) e realizar limpeza diária dos ambientes com pano úmido ajudam a manter o ar mais agradável e menos propício à proliferação de patógenos.


A limpeza frequente de cortinas e tapetes, o combate ao mofo e o uso correto de ar-condicionado, mantendo filtros limpos e umidade controlada (entre 50% e 80%), são outras recomendações importantes. A vacinação contra influenza, COVID-19 e pneumocócica também é uma medida preventiva eficaz.



Diferenciando resfriado, gripe e pneumonia


Entender a diferença entre resfriado comum, gripe e pneumonia é fundamental para buscar o tratamento adequado. “O resfriado comum, causado por vírus como rinovírus, adenovírus e vírus sincicial respiratório, apresenta sintomas mais brandos, como secreção nasal abundante, obstrução nasal, dor de garganta, espirros e tosse. Esses sintomas geralmente melhoram em cerca de 10 dias”, explica a otorrinolaringologista.


Já a gripe tende a apresentar sintomas mais intensos, com maior acometimento geral e mal-estar. “Geralmente apresenta calafrios, febre, mialgia, cefaleia, dor de garganta e secreção nasal, além de tosse e vermelhidão na face”, diz a médica.


Por sua vez, a pneumonia é um quadro mais grave, que pode ocorrer isoladamente ou como uma complicação de quadro gripal. Rayza esclarece que a doença se apresenta com tosse produtiva e febre (nem sempre presente em adultos mais velhos), além de secreção espessa, com coloração alterada, e aumento da frequência respiratória. Pode apresentar ainda falta de ar e dor no peito. Em casos sugestivos de pneumonia, pode ser necessária a realização de uma radiografia de tórax para diagnóstico e avaliação da extensão.


Outras doenças comuns, após infecções virais e crises alérgicas, são as sinusites e as otites. “As sinusites bacterianas são diferentes das rinossinusites virais, porém se manifestam com sintomas muito semelhantes. Elas também apresentam secreção nasal abundante, obstrução nasal e tosse, não costumam provocar dor de garganta, podem apresentar febre e, geralmente, duram mais de 10 dias (ou uma piora dos sintomas nasais ocorre após 10 dias de um resfriado ou gripe). O diagnóstico é clínico, baseado em sinais e sintomas, e não é necessária a realização de radiografia dos seios da face. Tal exame não consegue diferenciar sinusite viral de bacteriana e não deve ser utilizado na definição do tratamento do paciente”, orienta a especialista.



Vacinação e prevenção


A vacinação é fundamental na prevenção de doenças respiratórias infecciosas, pois ajuda o organismo a se defender, caso seja exposto aos agentes causadores. As principais vacinas disponíveis para prevenção de doenças respiratórias incluem a gripe, COVID-19 e pneumococo, e podem ser realizadas em campanhas anuais ou indicadas por um médico.



Cuidados específicos para pessoas com doenças respiratórias crônicas


A médica afirma que, para pessoas com doenças respiratórias crônicas, como asma e DPOC, os cuidados no inverno são ainda mais essenciais. Além das medidas gerais de prevenção, é importante enfatizar a vacinação, a lavagem nasal com soro fisiológico e evitar aglomerações. Deve-se manter as medicações de rotina e, durante esta época do ano, pode ser necessário tratamento preventivo ou otimização do tratamento habitual.



Hora de se priorizar! 10 leituras para inspirar o autocuidado

Pexels

Conheça livros que vão ajudar a driblar os dias caóticos e te motivar a cuidar mais da saúde física, mental e espiritual


Tirar um tempo para si não pode ser artigo de luxo. Com a rotina estressante e as intensas demandas diárias, às vezes parece difícil encontrar um momento ideal para prestar atenção no bem-estar. Mas a verdade é que pequenas mudanças podem fazer a diferença na saúde física e mental, como simples exercícios físicos diários, pequenas mudanças na maneira de pensar, e fortalecer a espiritualidade.

Neste 24 de julho é celebrado o Dia Internacional do Autocuidado e, para dar um norte a quem deseja sair da zona de conforto a partir de hoje, selecionamos dez livros que servem como verdadeiros estímulos para engajar as pessoas na promoção do próprio bem-estar.

Escolha uma ou mais opções de leitura e dê o primeiro passo para cuidar de si!

 


Felicidade na prática


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 Latitude

Fundadora da Sociedade de Pessoas Felizes e Especialista em Psicologia Positiva, Pamela Gail Johnson desvenda nas páginas desta obra os mistérios da alegria em meio aos desafios cotidianos. Com quatro princípios transformadores de que a felicidade é pessoal, gerenciável e acessível mesmo nos momentos mais difíceis, a autora oferece um guia prático para cultivar o autocuidado e a alegria autêntica.

(Autora: Pamela Gail Johnson | Onde encontrar: Amazon) 

 

De volta ao começo: uma jornada pelo envelhecimento

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Latitude

Conhecido como SeuNeyzinho nas redes sociais, Ney Messias Jr. mostra que é possível tornar o processo natural da velhice em uma experiência prazerosa. A partir de vivências pessoais, o autor instiga a prática do autoconhecimento e explica como manter o bem-estar físico, emocional, social e financeiro, com uma abordagem integrativa em prol de uma maturidade consciente. As dicas do livro são embasadas em insights científicos do escritor, que também é especialista em gerontologia, professor de Educação Física e instrutor de Mindfulness.

(Autor: Ney Messias Jr. | Onde encontrar: Amazon)

 

 

O ciclo original

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 Citadel Grupo Editorial

Este livro é um convite à busca do equilíbrio e da saúde perdidos. O organismo dos seres humanos evoluiu ao longo de milênios para se adaptar às mudanças do planeta – mas isso mudou abruptamente, porque a Terra foi transformada em um local inóspito para as pessoas. A medicina moderna, muitas vezes, virou as costas para essa questão, concentrando-se em manter os doentes vivos, em vez de abordar as raízes dos problemas de saúde. Mergulhe nesta narrativa que retoma às origens da humanidade em busca de equilíbrio.

(Autor: Fernando Bastos | Onde encontrar: Amazon) 

 

Creatina e Envelhecimento

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 Marco Machado

Como tornar o envelhecimento um processo saudável? Um dos principais pesquisadores sobre creatina no mundo, o professor e profissional da Educação Física, Marco Machado, reuniu em um livro resultados de duas décadas de estudos para guiar quem busca mais qualidade de vida. Na obra, ele detalha os inúmeros benefícios do composto de aminoácidos na saúde física e cognitiva.

(Autor: Marco Machado | Onde encontrar: Amazon) 

 

A lógica da infelicidade

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 Paula Toyneti Benalia

Para ajudar as pessoas a viverem com mais propósito e significado, a psicóloga Paula Toyneti Benalia convida a refletir sobre o que traz infelicidade a partir de um plano de viagem. Ela orienta o leitor a estabelecer metas e sonhos e, neste processo, externalizar sentimentos bons ou ruins. Seja uma roadtrip, um mochilão ou aventura a bordo de um navio, basta escolher o roteiro da jornada, cujo destino final é encontrar a felicidade.

(Autora: Paula Toyneti Benalia | Onde encontrar: Amazon)

  


Acasos, cascas e camadas


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 Lorena Nery

Uma leitura para as mulheres que desejam alimentar a alma com versos e se conectar com o íntimo feminino. Os poemas de Lorena Nery retratam a jornada de uma mulher que encontrou a verdadeira essência ao se libertar das amarras sociais. A partir dos percalços e das lições do amadurecimento, a autora incentiva as leitoras a buscarem autenticidade e coragem para viver de um jeito leve e feliz.

(Autora: Lorena Nery | Onde encontrar: Amazon)

 

 

Vivemos mais! Vivemos bem?

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 Papiros 7 Mares

No livro "Vivemos mais! Vivemos bem? Por uma vida plena", Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios discutem a importância do autocuidado na maturidade e abordam temas como a relação com o tempo, planejamento para o futuro e qualidade de vida. Eles também ressaltam o impacto do etarismo e destacam a necessidade de valorizar as experiências. A reflexão proposta incentiva práticas de autocuidado que promovem bem-estar, autonomia e uma vida significativa na terceira idade.

(Autores: Mario Sergio Cortella e Terezinha Azerêdo Rios | Editora: Papiros 7 Mares | Onde encontrar: Amazon)

 

 

Desafia-te

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Stephany M. Feldberg

Se tudo parece perdido no casamento, com a família ou no trabalho, quem sabe alimentar a espiritualidade não seja um bom caminho? Para ajudar mulheres a se conectarem com Deus em momentos desafiadores, Stephany M. Feldberg reúne uma coletânea de preces em um desafio de 30 dias. As orações, baseadas em versículos bíblicos, foram usadas por ela nas mais diversas circunstâncias da vida e mostram o impacto positivo da manifestação divina.

(Autora: Stephany M. Feldberg | Onde encontrar: Amazon)

 

 

Prospere com inteligência emocional no mundo em desordem

Divulgação / Matrix Editora

Numa era marcada por rápidos avanços tecnológicos, em meio a um mundo conturbado, a inteligência emocional nunca foi tão relevante. O autor explora uma metodologia ímpar, fundamentada na vanguarda das ciências comportamentais e ancorada na Teoria das Emoções Construídas, que transcende as compreensões tradicionais e oferece uma abordagem profunda, inédita e empiricamente validada.

(Autor: Carlos Aldan de Araujo | Onde encontrar: Amazon)

 

Ensaios de A a Z para mentes inquietas

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Clécio Branco

Este é um clamor para nosso tempo, em que se banalizou o pensamento, o amor, a literatura, a religião e as artes. Uma possibilidade de buscar saídas para o modo de vida fadado à exaustão das relações humanas e ao excesso de positividade que inventa a felicidade perpétua. Não se trata de fórmulas para seguir: são pedaços de ideias colhidas de muitos lugares, da natureza à cultura.

(Autor: Clécio Branco | Onde encontrar: Amazon)

 

27 de julho é o Dia Mundial de Conscientização e Combate ao Câncer de Cabeça e Pescoço

Dados do Instituto Nacional do Câncer mostram que tumores de boca e laringe somam mais de 20 mil novos casos por ano no Brasil


Desde 2017, a campanha Julho Verde chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. A iniciativa tem o propósito de conscientizar a população sobre o problema, disseminando informações sobre prevenção e detecção precoce desses tumores. O objetivo é alcançar tanto o público em geral quanto os profissionais da saúde, que muitas vezes têm dificuldade em reconhecer os sinais da doença.

O câncer de cabeça e pescoço, abrangendo uma ampla gama de locais, incluindo cavidade oral, faringe, laringe, seios paranasais, fossas nasais, glândulas salivares, tireoide e a pele da região, é uma preocupação crescente na oncologia. A detecção precoce desses tumores é vital, pois muitos apresentam sinais clínicos visíveis ou sintomas perceptíveis. “No caso dos tumores intraorais e orofaríngeos, feridas na boca que não cicatrizam, dor ao comer (odinofagia) e dificuldade para engolir (disfagia) são alertas importantes. Da mesma forma, uma dor de ouvido persistente (otalgia) pode indicar a presença de um tumor nessas áreas”, explica a cirurgiã de cabeça e pescoço do Hospital Mater Dei Santa Genoveva, Veruska Tavares Terra Martins da Silva.

A médica esclarece que os tumores de laringe podem ser sinalizados por alterações na voz e rouquidão persistente por mais de 15 dias, enquanto nódulos cervicais podem ser o primeiro indício de um tumor na boca, nasofaringe, hipofaringe ou laringe, representando metástases. Tumores na tireoide, por outro lado, geralmente não apresentam sintomas até que cresçam o suficiente para causar compressão, sendo frequentemente diagnosticados durante exames físicos de rotina. “Lesões irregulares na pele da região da cabeça e pescoço, que não cicatrizam, também são sinais de alerta para possíveis tumores cutâneos. A conscientização e o reconhecimento desses sinais são essenciais para um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz”, alerta Veruska.

Dados do Instituto Nacional do Câncer mostram que tumores de boca e laringe somam mais de 20.000 novos casos por ano, sendo o terceiro mais comum entre os homens no Brasil (atrás apenas do câncer de próstata e pulmão). Trata-se de um tipo de câncer com significativa mortalidade no país, especialmente porque a maioria dos pacientes já apresenta doença avançada, quando o diagnóstico é feito. 

Os principais fatores de risco relacionados a esse tipo de câncer são o tabagismo e o etilismo, mas estima-se que 85% desses tumores estejam ligados ao ato de fumar cigarros.  “Outros fatores incluem infecção pelo vírus HPV, traumas bucais crônicos causados por prótese mal adaptada, e exposição solar sem proteção adequada durante anos”, complementa Veruska.

Os sintomas vão depender da localização do tumor primário, podendo se apresentar como rouquidão persistente, aparecimento de feridas na língua (que não cicatrizam), nódulos ou massas no pescoço, dor ou dificuldade para engolir, sangramento persistente no nariz, entre outros. “O diagnóstico precoce é a principal arma para uma resposta completa ao tratamento contra o câncer em geral. No caso dos tumores de cabeça e pescoço, diminui a necessidade de grandes cirurgias e sequelas consequentes a procedimentos, que podem gerar mutilações físicas (estéticas) e funcionais. Tumores pequenos podem ser curados com cirurgias minimamente invasivas e não precisam de tratamento adjuvante”, informa a cirurgiã. 

Para a Dra. Veruska, o atendimento primário, seja pelo médico clínico geral e ou pelo dentista, é o mais importante para iniciar todo o processo de diagnóstico da doença. “Uma forma de alertar esses profissionais quanto à suspeita e necessidade de agir rápido são as campanhas públicas e orientação aos sinais de alerta. As campanhas contra tabagismo, por exemplo, orientam sobre o maior risco da doença em pacientes tabagistas e a necessidade de avaliação de rotina no exame físico, incluindo sempre o pescoço e cavidade oral, mesmo em pacientes assintomáticos”, afirma. 

Ainda de acordo com a médica, a cirurgia, sempre que possível, é o tratamento mais recomendado. Já a Radioterapia e a Quimioterapia podem ser indicadas como tratamento inicial ou adjuvante, após a cirurgia. Para os tumores de tireoide, além da cirurgia, pode ser indicado também, como tratamento complementar, o iodo radioativo. 


Pão de forma x bafômetro: o risco de fake new

Ingestão de alimento que contém álcool pode ser prejudicial para crianças e para portadores de comorbidades, mas não para o teste com etilômetro. Artigo do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) garante contraprova ao motorista, que em questão de minutos pode repetir o teste e desfazer um eventual resultado positivo detectado antes


“Se comer, não dirija”: já virou meme o recente estudo da Pró-Teste - Associação Brasileira de Defesa do Consumidor que apontou a presença de etanol no pão de forma industrializado, devido ao conservante anti-mofo borrifado com álcool sobre o produto para que ele dure mais nas gôndolas e prateleiras. O assunto, porém, é sério: algumas marcas chegam a apresentar volumes de etanol que, pela ingestão, poderiam levar à alcoolemia, a concentração de álcool no sangue resultante do consumo de bebidas. Vendidos em supermercados, armazéns e mercearias, esses produtos podem representar risco à saúde de crianças e de consumidores que possuam problemas hepáticos, entre outras condições. Já para quem está ao volante e é confrontado com o etilômetro, o famoso bafômetro, não há qualquer prejuízo, ao contrário do que tem se propagado. Aqui, o único risco é de desinformação, como deixam claro especialistas em medicina, nutrologia e trânsito. 

Em primeiro lugar, é importante ressaltar que a pesquisa da Pró-Teste não fez qualquer experimento com o aparelho usado para medir a alcoolemia em motoristas. Qualquer relação entre a ingestão de pão de forma e o teste positivo no etilômetro é uma inferência, como o próprio estudo diz: “Poderíamos inferir que a contribuição de massa em gramas de álcool de 2 fatias da amostra analisada das marcas (...) poderia incorrer em riscos a motoristas em testes de bafômetros”. 

De fato, quem acabou de comer um sanduíche de pão de forma pode ter um resultado positivo no teste, se confrontado com um etilômetro em uma Operação Direção Segura Integrada (ODSI), ação de educação e fiscalização que o Departamento Estadual de Trânsito de São Paulo (Detran-SP) realiza para conscientizar motoristas e evitar acidentes. A pesquisa mostra que, no caso de três marcas atuantes no mercado, duas fatias reúnem mais álcool do que o tolerado pelo equipamento. Mas se trata de um “falso positivo”, que também pode acontecer com o consumo de bombons de licor, vinagres, enxaguantes bucais e outros produtos com álcool. Volátil, de fácil evaporação, esse etanol é eliminado pelo organismo em questão de minutos. Assim, ao repetir o exame, possibilidade que o artigo 306 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) assegura como direito à contraprova, o condutor testará negativo. 

“Quando a gente ingere alimentos com etanol, a nossa cavidade bucal fica repleta de álcool. Esse álcool, no entanto, é dissipado a partir da interação com o ar, e deixa de ser detectado em dez, no máximo 15 minutos”, diz Alysson Coimbra, médico do tráfego e membro do Observatório Nacional de Segurança Viária, organização sem fins lucrativos, reconhecida pelo Ministério da Justiça por sua atuação pela redução de sinistros e pela defesa da vida no trânsito. “Se você comeu pão em casa, não se preocupe. Até tirar o carro da garagem e ser parado por uma autoridade de trânsito, já terá passado o tempo necessário para que o álcool evapore.” 

A médica nutróloga Eline de Almeida Soriano, professora dos cursos de pós-graduação e diretora da Associação Brasileira de Nutrologia (Abran), ratifica a orientação dada por Alysson. Segundo ela, o álcool que fica na boca e nas vias respiratórias por alguns minutos, depois do consumo de alimentos ou produtos com álcool, é residual e superficial, e, além do ar, a própria saliva ajuda a dissipá-lo.  

“O bafômetro mede a concentração de etanol presente no ar exalado dos pulmões, que reflete a quantidade de álcool no sangue. Se, por algum motivo, há detecção inicial de etanol no bafômetro após o consumo de pão de forma, ela seria tão pequena que logo se dissiparia, não resultando em uma leitura positiva em um teste posterior. Isso ocorre porque o álcool do pão de forma não permanece na boca ou nas vias respiratórias de forma significativa”, afirma Eline. 

A nutróloga também afasta a ideia de que alguém que se disponha a devorar um pacote de pão de forma possa ficar embriagado. “O corpo humano metaboliza pequenas quantidades de álcool muito rapidamente. A quantidade de 1,69 g de etanol, encontrada em duas fatias de uma determinada marca, é logo metabolizada pelo fígado, impedindo a acumulação de álcool no sangue em níveis que causariam embriaguez”, diz. “Para efeito de comparação, uma cerveja de 350 ml contém aproximadamente 14 g de álcool e não causa alterações profundas da cognição.”

 

Álcool no pão: de onde vem

Os pães de forma que compramos em supermercados e outros estabelecimentos comerciais são produtos multiprocessados, que passam por diversos processos industriais até chegar à nossa mesa. Um desses processos, feito antes da embalagem do produto, é borrifá-lo com conservantes anti-mofo, como o propionato de cálcio, capazes de ampliar o prazo de validade do produto e evitar que ele estrague pelo caminho. Em um país quente como o Brasil, pesquisas mostram que a perda de mercadorias por motivos como mofo chega a 10% da produção total. 

É aí que o álcool volta a entrar na história – afinal, vale lembrar que pães produzem etanol naturalmente durante a fermentação da massa, e que esse álcool evapora quase completamente quando o produto vai ao forno. Para que sejam aplicados sobre o pão, os conservantes anti-mofo são antes diluídos em álcool. A mistura é, então, aspergida sobre os produtos. 

De acordo com o estudo da Pró-Teste, “o álcool usado para a diluição do conservante deve ser evaporado até o consumo em si do pão, mas, se houver um abuso na quantidade do anti-mofo ou em sua diluição, isso pode não ocorrer e ocasionar em um pão com um teor de etanol muito elevado”. 

Para José Heverardo da Costa Montal, diretor da Associação Brasileira de Medicina de Tráfego (Abramet), a discussão em torno do pão de forma industrializado deve jogar luzes sobre outra questão: a necessidade de regulamentar as informações contidas em embalagens de alimentos passíveis de sofrer processo de fermentação na sua fabricação.

“Este é um ponto que me parece fulcral e que deve merecer atenção por parte da sociedade e do Estado. Está nos planos da Abramet aprofundar estudos sobre o tema”, diz.

 

ODSI: o direito à contraprova

A combinação de álcool e volante pode ser fatal. Por isso, autoridades do sistema de trânsito realizam operações, em todo o país, para conscientizar os motoristas da importância de dirigir com sobriedade.  

Chamadas popularmente de blitz, as operações preventivas realizadas em São Paulo pelo Departamento Estadual de Trânsito (Detran-SP), órgão vinculado à Secretaria de Gestão e Governo Digital (SGGD), têm o nome de Operação Direção Segura Integrada (ODSI) e são realizadas em parceria com as polícias Militar, Civil e Técnico-Científica. 

Na rua em diversas dessas ações, o coordenador da ODSI na capital, Marcelo Reis, percebe, no diálogo com os condutores, que a operação é bem compreendida pela população. Ele teme que notícias falsas a respeito do teste do bafômetro prejudiquem a leitura que é feita da ODSI pelo cidadão. 

“Desinformações sobre o teste do etilômetro podem desvirtuar a maneira como a população entende a ODSI, vista como uma ação positiva, que existe para criar consciência e prevenir acidentes”, diz Marcelo. “Exceto por alguns casos de motoristas que são flagrados alcoolizados e autuados, e por isso respondem mal, a reação à nossa abordagem é sempre a melhor possível. As pessoas compreendem o nosso papel em defesa da segurança no trânsito.”  

Marcelo conta que o rito da ODSI é parar o veículo, abordar o motorista e então convidá-lo a soprar o bafômetro. Se o teste der negativo, o condutor é liberado. Se der positivo, o motorista deve encostar o carro e aguardar para a realização de um exame com a Polícia Militar – quando é obtido o novo resultado.  

O condutor também pode se recusar a soprar o etilômetro, isso é inclusive previsto em lei. Vale lembrar que tanto dirigir sob efeito de álcool - quando o teste do etilômetro aponta o índice de até 0,33 mg de álcool por litro de ar expelido – quanto recusar-se a soprar o bafômetro são consideradas infrações gravíssimas, segundo os artigos 165 e 165-A do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), respectivamente.  

Em ambos os casos, o valor da multa é de R$ 2.934,70 e o condutor responde a processo de suspensão da carteira de habilitação. Se houver reincidência no período de 12 meses, a multa é aplicada em dobro, ou seja, no valor de R$ 5.869,40. No caso da autuação por direção sob efeito de álcool, quando há nova ocorrência durante o período de suspensão da CNH, além da multa em dobro, o motorista responderá ainda a processo administrativo que poderá culminar na cassação do seu direito de dirigir, se forem esgotados todos os meios de defesa. Neste último caso, ele terá de reiniciar todo o processo de habilitação para voltar a dirigir - e somente após transcorrido o prazo de 24 meses depois da cassação.

Já os casos de embriaguez ao volante, quando os motoristas apresentam índice a partir de 0,34 miligramas de álcool por litro de ar expelido no teste do etilômetro, são considerados crimes de trânsito.  Os motoristas flagrados nessa situação são conduzidos ao distrito policial. Se condenados, além da multa de R$ 2.934,70 e da suspensão da CNH, eles poderão cumprir de seis meses a três anos de prisão, conforme prevê a Lei Seca, também conhecida como “tolerância zero”.

 

BOLETIM DAS RODOVIAS

Motorista encontra lentidão nas principais rodovias concedidas nesta tarde, no sentido capital


A ARTESP - Agência de Transporte do Estado de São Paulo informa as condições de tráfego nas principais rodovias que dão acesso ao litoral paulista e ao interior do Estado de São Paulo no início da tarde desta terça-feira (23). 

 

Sistema Anchieta-Imigrantes (SAI)

Tráfego normal, sem congestionamento.

 

Sistema Anhanguera-Bandeirantes

A Rodovia Anhanguera (SP-330), no sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento. Já no sentido capital, o tráfego é lento do km 12 ao km 11+360. Na Rodovia dos Bandeirantes (SP-348), sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento. Já no sentido capital, o motorista encontra lentidão do km 16 ao km 13+360.

 

Sistema Castello Branco-Raposo Tavares

A Rodovia Raposo Tavares (SP-270), em ambos os sentidos, o tráfego é normal, sem congestionamento.Já na Rodovia Castello Branco (SP-280), sentido capital, o motorista encontra lentidão do km 15 ao km 13+700 e no sentido interior, o tráfego é normal, sem congestionamento. 

 

Rodovia Ayrton Senna/Carvalho Pinto

O corredor, sentido capital, apresenta tráfego lento do km 22 ao km 13 e no sentido interior, o tráfego normal, sem congestionamento.

 

Rodovia dos Tamoios

Tráfego normal, sem congestionamento.


Pequenas empresas podem conquistar o topo do Google com estratégias poderosas de Link Building

Estar bem posicionado no Google é essencial para o sucesso online, e investir em Link Building pode ser a chave para alcançar esse objetivo



 

A tendência de compras online tem aumentado significativamente nos últimos anos, deixando o mercado digital mais competitivo do que antes. Para pequenas empresas, se destacar entre os concorrentes e garantir um lugar de destaque no Google é fundamental para o crescimento e sucesso dos negócios. A visibilidade na internet pode transformar a trajetória de uma empresa, tornando-a mais acessível aos consumidores que estão a um clique de distância das informações que desejam, inclusive produtos e serviços. 


O Google, principal mecanismo de busca, desempenha um papel importante nesse processo. A maioria dos consumidores tende a não passar da primeira página de resultados ao procurar por produtos ou serviços, pois os primeiros resultados geralmente refletem maior confiabilidade e relevância. Portanto, estar bem posicionado nos resultados de busca pode ser determinante para aumentar a visibilidade, atrair novos clientes e, consequentemente, elevar as vendas e o sucesso dos negócios.



O algoritmo a seu favor


Mas, como alcançar esse objetivo? Uma das estratégias mais eficazes para melhorar o posicionamento no Google é o Link Building. Trata-se de um conjunto de técnicas de SEO (Search Engine Optimization), que visa aumentar a quantidade e a qualidade dos links que apontam para o seu site. Esses links, chamados de backlinks, são fundamentais para a reputação e a relevância do site, já que o Google os considera como votos de confiança de outros sites.


De acordo com Wellington Glogovchan, co-fundador da agência Do Follow, "investir em Link Building é como construir uma ponte que conecta seu negócio aos consumidores. Por meio de estratégias bem planejadas, conseguimos aumentar a autoridade do site, tornando-o mais relevante aos olhos do Google e, consequentemente, melhor posicionado nos resultados de busca".



Links de qualidade x quantidade


O Link Building não é apenas sobre quantidade, mas principalmente sobre qualidade. É essencial que os backlinks venham de sites confiáveis e relevantes para o seu segmento de mercado. Uma agência especializada em Link Building pode fazer toda a diferença, elaborando uma estratégia personalizada e eficaz para cada negócio. 


"Uma agência especializada em link building e SEO tem o conhecimento e as ferramentas necessárias para identificar as melhores oportunidades de backlinks e implementar ações que realmente fazem a diferença", destaca Glogovchan.


Além disso, o Link Building é uma peça chave dentro de uma estratégia de SEO mais ampla. Quando combinado com outros elementos de SEO, como a otimização de conteúdo e o uso de palavras-chave, o Link Building potencializa os resultados, ajudando as pequenas empresas a conquistarem seu espaço no competitivo mercado online.


Para pequenas empresas que buscam se destacar e alcançar o sucesso online, investir em estratégias de Link Building é um passo fundamental, não sendo mais uma opção e sim uma necessidade para empresas que buscam prosperar em um mercado onde a visibilidade e a autoridade online são os pilares do sucesso empresarial moderno.  



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