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quinta-feira, 10 de novembro de 2022

PREVENÇÃO À RETINOPATIA DIABÉTICA

Oftalmologistas promovem mutirões contra doença que pode causa de cegueira 

Ações compõem atividades previstas para novembro, mês dedicado à luta contra o diabetes. Além dos atendimentos, será realizada uma maratona de conscientização na internet, com conteúdo educativo, debates e participação de celebridades. A organização é do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

 

Os brasileiros poderão se beneficiar de uma série de mutirões de atendimento gratuito com objetivo de estimular o diagnóstico e o tratamento precoces da retinopatia diabética, doença vinculada ao diabetes considerada uma das principais causas de cegueira evitável no mundo. Todo o trabalho conta com a coordenação em nível nacional do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), em parceria com outras sociedades médicas. 

Ações já foram confirmadas em 12 estados do País (Bahia; Espírito Santo; Ceará; Goiás; Maranhão; Mato Grosso; Mato Grosso do Sul; Minas Gerais; Pernambuco; Rio de Janeiro; Santa Catarina e São Paulo), seguindo calendários definidos localmente. Os interessados devem estar atentos aos critérios e fluxos definidos pelas equipes de trabalho em cada município participante.
 

Confira abaixo as ações já confirmadas na sua região (lista em ordem alfabética) 

Os médicos oftalmologistas voluntários, inclusive os alunos de programas de residência, terão o apoio de lideranças regionais. As ações presenciais de atendimento ocorrerão de forma descentralizada, onde grupos organizados em diversos municípios assumem esquemas próprios, levando em conta as particularidades de cada região. Na maioria das ações, os interessados terão acesso gratuito a exames para diagnosticar de forma precoce a retinopatia diabética. 

Por se tratar de uma doença multifatorial, alguns grupos oferecerão, além de exames oftalmológicos, outras aferições relacionadas às condições de saúde da pessoa diabética, como avaliações cardiológicas, nutricionais e testes laboratoriais. Confira abaixo o mapa dos estados participantes. 


Conscientização - Para o oftalmologista Jorge Rocha, coordenador da campanha em 2022, as ações de novembro cumprem um importante papel na conscientização da população acerca dos cuidados precoces contra a retinopatia diabética. “Já é de conhecimento de todos que a diabetes pode causar cegueira, no entanto, a grande população diabética ainda precisa entender os riscos e a importância do cuidado precoce junto ao profissional oftalmologista”, declara. 

O diabetes é uma doença grave e silenciosa, que exige a vigilância contínua dos pacientes e dos profissionais da saúde. A Federação Internacional de Diabetes (IDF, em inglês) vem ao longo dos anos estimulando debates e a mobilização de todos em torno desse problema. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), uma em cada 11 pessoas no mundo convive com diabetes. 

No Brasil, em um intervalo de 10 anos, houve aumento de 60% no diagnóstico da doença. Segundo Cristiano Caixeta Umbelino, presidente do CBO, “com as ações de novembro também queremos revelar deficiências no atendimento da pessoa com diabetes, assim como também ressaltar a importância do autocuidado, como forma prevenir, diagnosticar e tratar a doença”.
 

24h pelo Diabetes -- Além dos atendimentos efetivos a milhares de brasileiros promovidos nos mutirões em diversos municípios do país, o CBO realizará também uma maratona de atividades on-line no dia 26 de novembro (sábado). O projeto 24h pelo Diabetes faz parte dos esforços de conscientização sobre a doença e será transmitido no canal oficial do CBO no YouTube e em outras plataformas digitais. 

Por meio dessa ação, o CBO oferecerá à população, de forma gratuita, uma série de conteúdos educativos sobre a retinopatia diabética. Serão entrevistas, debates, palestras e reportagens que apresentarão cuidados com a doença, ajudarão a identificar sinais e sintomas e orientarão os interessados sobre o que fazer em caso de suspeita. Confira mais detalhes da programação no site oficial da campanha (link abaixo) e nas redes sociais do CBO. 
 

Retinopatia diabética -- O olho é um dos órgãos mais ameaçados pelo descontrole dos índices de glicemia no sangue. A retinopatia diabética é um problema que afeta os pequenos vasos da retina, região do olho que atua na formação das imagens que são transmitidas ao cérebro. Dessa forma, o problema se torna uma ameaça direta à condição de visão do paciente, podendo levar à cegueira se não tratado a tempo com o médico oftalmologista. 

O surgimento ou agravamento da doença pode ser prevenido por meio do controle contínuo dos níveis de glicose no sangue. No entanto, é essencial que sejam feitos exames oftalmológicos regulares, uma vez que as fases iniciais da doença não apresentam sintomas sensíveis ao paciente. O presidente do CBO considera que fazer um acompanhamento periódico com o profissional oftalmologista vai garantir que, se necessário, tratamentos adequados sejam iniciados o mais cedo possível, aumentando as chances de reversão e controle sobre a doença.

 

CALENDÁRIO DE ATIVIDADES DO NOVEMBRO AZUL POR ORDEM ALFABÉTICA DAS LOCALIDADES
 

APARECIDA DE GOIÂNIA - GO

05, 12, 14, 15, 16, 17, 18, 19 e 26/11 - Hospital de Olhos de Aparecida (Av. Abel Ribeiro, S/n - Centro). No mutirão, que acontece das 7h às 13h, serão realizadas aferições de pressão arterial, exames de glicemia (HGT), de acuidade visual e retinografia, além de orientações oftalmológicas gerais e encaminhamento ao retinólogo quando necessário. Particularmente no dia 26, ocorrerá o evento ‘Dia D’, com consultas com retinólogo, realização de procedimentos a laser e injeção intravítrea, além de encaminhamentos à endocrinologistas, cardiologistas, angiologistas e demais especialidades necessárias. Os pacientes que serão atendidos foram previamente triados pela Secretaria Municipal de Saúde. Mais informações podem ser consultadas através do email adm@hoa.com.br.
 

BELO HORIZONTE - MG

5/11 - MG Olhos (Rua Carangola, 44 - Santo Antônio). Mutirão de atendimento para exame de fundo de olho, avaliação do rim, exames nutricionais e de pé diabético. Serão atendidos 80 pacientes com retinopatia diabética que estão na fila do Sistema Único de Saúde. Além disso, estarão presentes oftalmologistas, nutricionistas e fisioterapeutas para orientar e tirar dúvidas do público. Mais informações nos emails imprensa@comvocecomunicacao.com.br e producao@comvocecomunicacao.com.br.
 

BLUMENAU - SC

19/11 - Setor 3 da Vila Germânica. Serão realizadas, das 7h às 12h, avaliações de fundo de olho e avaliação do pé diabético em todos os pacientes, além de exames de creatinina capilar em pacientes com algum grau de retinopatia diabética. Serão avaliadas 1000 pessoas pré-agendadas pela Secretaria de Saúde de Blumenau e ofertadas, ainda, outras 500 vagas para atendimento espontâneo. Mais informações podem ser consultadas no perfil da ação no Instagram: Link.
 

CAMPO GRANDE - MS

Durante o mês de novembro ocorrerá a implantação oficial do projeto piloto de telemedicina, através da coleta de retinografias em Unidades Básicas de Saúde (UBS). O projeto tem o objetivo de selecionar pacientes da Rede Municipal de Campo Grande e do Estado do Mato Grosso do Sul para atendimento presencial especializado em retinopatia diabética. As UBS escolhidas foram selecionadas pelo critério de maior número de pacientes diabéticos cadastrados, além de possuirem corpo de atendimento formado por enfermeiras e médicos residentes de saúde das famílias. Esses profissionais foram capacitados para a coleta das imagens nos últimos meses pela equipe de médicos do Hospital São Julião. Além de priorizar o atendimento mais urgente, o programa também visa informar e conscientizar os pacientes diabéticos dos riscos da retinopatia e da importância do controle clínico e exame periódico, através de orientações da equipe e materiais informativos presentes nestas e em várias outras UBS.
 

CATALÃO -- GO

10/11 -- Clínica Oftalmed. Os atendimentos terão início às 08h e seguirão até o limite de 200 pacientes. Além de atendimentos oftalmológicos para rastreio da retinopatia diabética, serão oferecidas orientações por cardiologistas, endocrinologistas, neurologistas, nefrologistas, nutricionistas e podólogos. Mais informações podem ser buscadas no perfil Link.
 

COROATÁ - MA

19/11 - Hospital de Olhos. Das 8h às 13h, serão realizados de exames do fundo do olho, aferição da pressão arterial, teste de glicemia, avaliação do pé diabético e orientações nutricionais. Serão avaliados 510 pacientes previamente triados de 17 Unidades Básicas de Saúde.
 

CUIABÁ - MT

03/12 - Clínica Integrada da UNIVAG (Av. Dom Orlando Chaves, 2655 - Cristo Rei). O Mutirão do Diabetes na capital mato-grossense irá atender, das 8h às 12h, pacientes diabéticos para exames de fundo de olho. O público será triados dos ambulatórios universitários, mas também ocorrerão atendimentos espontâneos. Mais informações podem ser consultadas no telefone (65) 3688-6133.
 

FEIRA DE SANTANA - BA

12/11 - CLIHON - Hospital de Olhos de Feira de Santana (Rua Barão do Rio Branco, 892 - Centro). No mutirão, que acontecerá das 7h às 11h, serão realizados exames oftalmológicos para rastreio da retinopatia diabética, além de encaminhamentos para cirurgias de catarata, glaucoma e vitrectomia. Também serão oferecidos outros serviços relacionados à saúde da pessoa com diabetes, como aferição de pressão arterial e de glicemia capilar. Os organizadores prepararam uma ação multidisciplinar com profissionais de diversas áreas. Os pacientes que comparecem ao evento terão acesso a orientações com nutricionistas, endocrinologistas, psicólogos, fisioterapeutas e educadores físicos, além de advogados para esclarecimentos acerca dos direitos voltados às pessoas nessa condição. O atendimento será por demanda espontânea. Mais informações em: Link / (75) 2102-2021 e 2102-2000.
 

FLORIANÓPOLIS - SC

05/11 - Sesc Prainha (Travessa Siryaco Atherino, 100 - Centro). Mutirão de atendimento aos pacientes com diabetes previamente triados e por demanda espontânea, com atenção especial nas áreas de cardiologia, podologia e realização de exames oftalmológicos, das 9h às 13h. O público também será orientado em relação a nutrição, odontologia, educação física e contará com a participação da Associação dos Diabéticos da Grande Florianópolis (ADIFLOR).
 

FORTALEZA -- CE

18 e 19/11 -- Hospital Geral de Fortaleza. Serão realizados exames de fotocoagulação a laser, avaliações do pé diabético, nutricionais e com endocrinologistas, além de retinografias coloridas. O atendimento será ofertado a pacientes previamente agendados.
 

ITABUNA - BA

06/11 - Com a 7ª edição da Pedalada Azul, a ampla programação em Itabuna teve início no último dia 6/11. O passeio ciclístico buscou conscientizar sobre a prevenção à diabetes através da prática de exercícios físicos;
 

17/11 - Terceira Via Hall. Serão realizados exames do pé diabético e do fundo de olho. No mesmo dia, serão avaliados cerca de mil pacientes pediátricos - uma parte previamente triada pela Secretaria Municipal de Saúde, e outra parte por demanda espontânea até completar a meta do dia. O mutirão será uma grande feira multidisciplinar educativa, aberta à população interessada em orientações e serviços relacionados à diabetes;
 

18/11 - Hospital Beira Rio. Serão atendidos os pacientes diagnosticados com retinopatia diabética grave, ou pé diabético com sinais de gravidade na etapa anterior, realizada no Terceira Via Hall. Esses pacientes irão realizar exames laboratoriais como os de glicemia, creatinina, hemoglobina glicada, colesterol, proteinúria e microalbuminúria. Os pacientes triados para esta segunda fase realizarão exames de retina com oftalmologistas, fotocoagulações a laser, avaliações cardiológicas, eletrocardiogramas, ecocardiogramas e exames com nefrologistas;
 

27/11 - Praça Rio Cachoeira - Aulões de atividades físicas, zumba e dança direcionadas às famílias para incentivar a prática de exercícios e conscientizar sobre os riscos do sedentarismo, às 7h. Mais informações em: Link.
 

ITAPETINGA - BA

14/11 - CEOQ Hospital de Olhos (Rua J.J. Seabra, 54). Serão realizados, a partir das 8h, exames de tonometria, fundoscopia, mapeamento de retina e retinografia a cores. O público a ser atendido na ação de Itapetinga será previamente triado em evento parceiro da ação, onde serão selecionados pacientes diabéticos para rastreio da retinopatia diabética. Mais informações em: Link.
 

JOINVILLE - SC

19/11 - Ginásio do Sesc (Rua Itaiópolis, 470 - América). Mutirão de exames de glicemia, pressão arterial, índice de massa corpórea (IMC), pé diabético e fundo de olho, das 8h às 12h. Serão avaliados pacientes previamente triados nas Unidades Básicas de Saúde e também acontecerão atendimentos espontâneos. A expectativa é de que mais de 600 pessoas sejam examinadas. Mais informações em: Link.
 

PAÇO DO LUMIAR - MA

15/11 - Clínica Olhar Saúde Unidade Anjo da Guarda (Av. 13, 05 - quadra 157 - Maiobão). Atendimento oftalmológico com exame de fundo de olho e palestras educativas de orientação sobre diabetes. Cerca de 250 pacientes serão atendidos. O público foi previamente triado pela Universidade Federal do Maranhão.
 

PINHEIRO - MA

15/11 - Centro de Especialidades Medicas de Pinheiro (Rua Viriato Costa, Pinheiro). Atendimento oftalmológico com exame de fundo de olho e palestras educativas de orientação sobre diabetes. Cerca de 250 pacientes serão atendidos. O público foi previamente triado pela Universidade Federal do Maranhão.
 

SÃO GONÇALO - RJ

04/12 - Hospital de Olhos de Niterói - Unidade São Gonçalo (Rua Dr. Nilo Peçanha, 110). Mutirão de atendimentos para realização de procedimentos como fotocoagulação a laser e injeções intravítreas de antiangiogênicos em pacientes com diabetes, das 8h às 14h. Estimativa de até mil atendimentos espontâneos.
 

SÃO LUÍS - MA

06/11 - Clínica Olhar Saúde Unidade Anjo da Guarda (Av. Moçambique, 4 - Anjo da Guarda). Atendimento oftalmológico com exame de fundo de olho e palestras educativas de orientação sobre diabetes. Cerca de 250 pacientes serão atendidos. O público foi previamente triado pela Universidade Federal do Maranhão.
 

19/11 - Parque do Bom Menino (Av. Alexandre de Moura, s/n - Centro). Mutirão de atendimentos para exames do fundo do olho, aferições de pressão arterial, testes de glicemia, bioimpedância, avaliações nutricionais, aulas de alongamento, danças, atividades esportivas e recreativas, das 8h às 12h. A ação pretende atender mais de 500 pessoas e tem como público alvo os portadores de diabetes e pessoas com histórico familiar de diabetes. Mais informações em: (98) 21074077 / 98 992284470 / leiane.camara@hro.med.br.
 

SÃO PAULO - SP

16 e 17/11 - Hospital Público do Servidor do Estado de São Paulo (Av. Ibirapuera, 981). Avaliação de pacientes do hospital pelas equipes de nefrologia, endocrinologia e oftalmologia, além de educação para equipe médica e da área de saúde multidisciplinar, das 8h às 17h. Mais informações em: Link;
 

21 a 26/11 - Associação Nacional de Atenção ao Diabetes (Rua Eça de Queiroz, 198). A campanha promoverá mapeamento precoce do diabetes, prevenção das complicações, detecção, educação e encaminhamentos, das 9h às 16h. Na oportunidade, o público poderá realizar avaliação nos olhos, boca, pés, glicemia, pressão arterial, colesterol, vascular, entre outros. Mais informações em: Link
 

VITÓRIA - ES

26/11 - Ambulatório de Oftalmologia do Hospital Universitário Cassiano Antônio Moraes (Av. Mal. Campos, 1355 - Santos Dumont). Mutirão de triagem e atendimento para retinopatia diabética em pacientes diabéticos com o uso do retinógrafo portátil Eyer Phelcom e especialistas em retina da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES). Durante a ação, serão feitas aferições de pressão arterial e glicemia capilar, além da realização de laser e encaminhamentos para injeção de Anti VEGF, cirurgia de retina e de catarata, das 8h às 12h. O público foi previamente triado, aproximadamente 200 pacientes da rede pública.
 

VITÓRIA DA CONQUISTA - BA

26/11 - CEOQ Hospital de Olhos (Av. Otávio Santos, 497 - Recreio).Serão realizados exames de tonometria, fundoscopia, mapeamento de retina, retinografia a cores e glicemia capilar, às 8h. O público atendido será espontâneo, contudo, algumas entidades, como a Associação de Diabéticos, encaminharão pacientes. Mais informações em: Link.


Zolpidem: Como o remédio que virou moda entre os jovens pode levar à morte

Medicamento para insônia pode causar graves danos à saúde mental e física

 

 

O Zolpidem é um medicamento usado no tratamento de insônia, classificado como hipnótico, o remédio tem efeito indutor do sono, pelo seu forte efeito, seu uso é indicado por no máximo quatro semanas.


No entanto, recentemente o medicamento virou moda entre os jovens pelos seus efeitos alucinógenos e tem sido usado para fins recreativos e sem prescrição médica, o que não é indicado e pode gerar uma série de problemas de saúde e podendo levar à morte.



Para quê o Zolpidem é utilizado?


O Zolpidem é um remédio que atua diretamente no centro do sono no cérebro, o que causa uma sedação instantânea no indivíduo, função essa muito bem aproveitada em tratamentos de insônia, ele só pode ser comprado sob prescrição médica e há limite de tempo de uso devido aos seus fortes efeitos.


Além disso, ele pode ser usado para “restaurar a função cerebral em pacientes em estado vegetativo após lesão cerebral, especialmente para aqueles cujas lesões cerebrais são principalmente em áreas não-tronco cerebrais”, como conclui o estudo “Zolpidem desperta pacientes em estado vegetativo após lesão cerebral: avaliação quantitativa e indicações”, publicado pela National Library of Medicine.



Os riscos do uso descontrolado do Zolpidem


O consumo de Zolpidem só pode ser feito sob prescrição médica para que ele não afete funções importantes do organismo, no entanto, a fama sobre seus efeitos alucinógenos fez com que vários jovens começassem a usar a droga de forma recreativa, o que traz diversos riscos à saúde, como explica o Pós PhD em neurociências e biólogo, Dr. Fabiano de Abreu Rodrigues.


Os efeitos adversos mais frequentes associados ao zolpidem são náusea, dor de cabeça, tontura, sonolência, alucinação e perda de memória de curto prazo [...] Além disso, este medicamento pode causar visão dupla ou outros problemas de visão, ou lesões graves”.


Os efeitos colaterais a longo prazo do zolpidem podem incluir, comportamentos anormais relacionados ao sono, lesões relacionadas a acidentes ou quedas, câncer, risco de overdose, risco de transtorno por uso de substâncias (SUD) e morte”.



Cuidados com o uso do Zolpidem


Além de ser consumido apenas sob prescrição médica e respeitar o prazo máximo de utilização, existem alguns cuidados que devem ser tomados com o uso do Zolpidem, como deitar-se imediatamente após ingeri-lo e não ingerir outras substâncias como bebidas alcoólicas juntamente com ele.


Dr. Fabiano de Abreu ressalta a importância de tomar os devidos cuidados ao utilizar o medicamento e de não utilizá-lo com fins recreativos.


Todo medicamento deve ser tomado sob prescrição médica, o profissional de saúde determina o uso de medicamento quando não há um bom funcionamento/produção de certos neurotransmissores, de forma que possa organizar o organismo para uma melhor homeostase”.


Quando tomamos medicamentos sem necessidade, causamos uma perigosa disfunção podendo desorganizar essa produção acarretando em doenças e/ou riscos de morte seja em curto ou longo prazo. Assim como desencadear processos como demência, câncer, entre outros, todo medicamento causa dependência, principalmente quando não há necessidade de tomá-lo”. Destaca.

 

Dr. Fabiano de Abreu Agrela Rodrigues-  Pós-doutor e PhD em neurociências eleito membro da Sigma Xi, The Scientific Research Honor Society e Membro da Society for Neuroscience (USA), Mestre em Psicologia, Licenciado em Biologia e História; também Tecnólogo em Antropologia com várias formações nacionais e internacionais em Neurociências e Neuropsicologia. É diretor do Centro de Pesquisas e Análises Heráclito (CPAH), Cientista no Hospital Universitário Martin Dockweiler, Chefe do Departamento de Ciências e Tecnologia da Logos University International, Membro ativo da Redilat, membro-sócio da APBE - Associação Portuguesa de Biologia Evolutiva. Membro Mensa, Intertel e TNS.
http://lattes.cnpq.br/1428461891222558
https://www.cienciavitae.pt/portal/en/8316-38CC-0664
https://orcid.org/0000-0002-5487-5852


Os reflexos da vida fitness na saúde bucal

Excesso de açúcar e ácidos presentes em suplementos podem impactar no bem-estar da cavidade oral
 

A saúde oral de quem pratica atividades físicas deve receber tanta atenção quanto a musculatura e outras regiões que são diretamente ligadas ao rendimento. Isso porque complicações bucais podem comprometer não somente a região, mas também o desempenho durante treinos e competições.

De acordo com Marcela O´Neal, cirurgiã-dentista da GUM, marca especialista em produtos odontológicos, a dieta adotada por atletas é favorável ao surgimento de problemas associados à cavidade oral. “Eles consomem muitas calorias ao longo do dia, como barras de proteínas e suplementos esportivas, que são ácidos e possuem alto teor de açúcar. Esses alimentos aumentam a respiração bucal e a redução do fluxo de saliva, deixando a região seca e em condições ideais para o surgimento de bactérias”, afirma.

A especialista explica que tanto as cáries quanto a doença gengival podem causar ou fortalecer inflamações e infecções e levar à queda de rendimento durante as atividades. Sendo assim, uma alimentação rica em açucares e a higienização bucal inadequada afetam a qualidade do sorriso e, consequentemente, o funcionamento do restante do corpo.
Outro fator de risco, já que pode causar cáries, erosões dentárias, gengivite, periodontite e bruxismo é o estresse relacionado ao esporte. “Em períodos de irritação, o corpo humano libera hormônios que produzem um alto índice de adrenalina. Essa mudança pode causar o chamado efeito pró-inflamatório, fazendo com que o organismo potencialize o surgimento de doenças periodontais”, afirma.

Marcela destaca que a saúde bucal, assim como outras partes do programa de treinamento, como nutrição e fisioterapia, também precisa ser prioridade aos que buscam uma vida fitness. “O ideal é escovar os dentes duas vezes ao dia, por pelo menos dois minutos e fazer a higienização correta entre os dentes e a língua. Mastigar chicletes sem açúcar e enxaguar a região com água após as refeições quando a escovação não for possível também é uma opção”, finaliza.
Ademais, na Odontologia do Esporte há indicação de protetores bucais, cuja função é proteger os tecidos moles, como lábios e língua de lacerações; tecidos duros, como dentes de fraturas, avulsões e luxações; além dos ossos maxilomandibulares de fraturas, protegendo ainda a articulação temporomandibular. O uso do protetor deve ser supervisionado pelo cirurgião-dentista, que determinará o tempo de uso e o intervalo para a substituição.


A ciência que evolui para tornar a morte reversível

Há séculos a ciência tenta desvendar o que acontece depois da morte. Estudos com pacientes que viveram experiências de quase morte vêm avançando na busca por um respaldo científico. Enquanto ainda vivenciamos esse grande mistério, pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chegaram a um resultado curioso. Tais cientistas conseguiram reanimar tecidos e órgãos de animais, no caso porcos, mortos há mais de uma hora, que já não tinham atividade cerebral, cardíaca ou mesmo circulação sanguínea detectáveis. 

A morte encefálica define a morte de fato e acontece quando há perda completa e irreversível da função cerebral. Com as funções corticais e do tronco cerebral inativas, ocorre a parada dos batimentos cardíacos e por conseguinte a morte do corpo. Neste estágio, constatam-se lesões que eram consideradas irreversíveis e comprometimento definitivo de funções vitais.

Diante desse complexo processo, fica mais fácil compreender por que uma pesquisa em fase inicial envolvendo animais é algo importante para a ciência e merece a nossa atenção. Ao injetarem uma solução nos porcos já considerados mortos, os cientistas de Yale trouxeram novamente atividade a células de diferentes órgãos, como coração, rins, fígado e cérebro.

Imaginem como esse resultado preliminar pode revolucionar os transplantes de órgãos no futuro? O prazo entre a retirada do órgão do doador e o implante no receptor varia, mas é limitado. Um coração, por exemplo, só pode ser transplantado até quatro horas após o óbito do doador. Estamos falando de uma árdua luta contra o relógio que pode ser driblada com o avanço da ciência. Além do tempo, a técnica consequentemente amplia o número de doadores possíveis, beneficiando mais vidas de pessoas que precisam de um transplante para continuar vivendo.

Trata-se de uma descoberta ainda prematura, que requer muitos anos de estudo para chegar a uma conclusão e recomendação prática e segura em humanos, mas é uma possibilidade que surge respaldada por cientistas de uma instituição séria. Uma tecnologia, que, segundo os pesquisadores, também poderá ser aplicada para prevenir danos graves provocados por um ataque cardíaco devastador ou após um Acidente Vascular Cerebral grave.

Apesar de parecer pauta de filme de ficção científica e ainda estar longe de ser aplicada em humanos, o que está em jogo é a reversão da morte. Sábio, Shakespeare já dizia “que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia”. Será que a ciência tornará a morte reversível um dia? Acredito que ainda teremos um longo caminho a percorrer, mas o estudo dos cientistas de Yale pode desvendar enigmas e trazer uma revolução no impasse entre a vida e a morte. Há séculos a ciência tenta desvendar o que acontece depois da morte. Estudos com pacientes que viveram experiências de quase morte vêm avançando na busca por um respaldo científico. Enquanto ainda vivenciamos esse grande mistério, pesquisadores da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, chegaram a um resultado curioso. Tais cientistas conseguiram reanimar tecidos e órgãos de animais, no caso porcos, mortos há mais de uma hora, que já não tinham atividade cerebral, cardíaca ou mesmo circulação sanguínea detectáveis.

A morte encefálica define a morte de fato e acontece quando há perda completa e irreversível da função cerebral. Com as funções corticais e do tronco cerebral inativas, ocorre a parada dos batimentos cardíacos e por conseguinte a morte do corpo. Neste estágio, constatam-se lesões que eram consideradas irreversíveis e comprometimento definitivo de funções vitais.

Diante desse complexo processo, fica mais fácil compreender por que uma pesquisa em fase inicial envolvendo animais é algo importante para a ciência e merece a nossa atenção. Ao injetarem uma solução nos porcos já considerados mortos, os cientistas de Yale trouxeram novamente atividade a células de diferentes órgãos, como coração, rins, fígado e cérebro.

Imaginem como esse resultado preliminar pode revolucionar os transplantes de órgãos no futuro? O prazo entre a retirada do órgão do doador e o implante no receptor varia, mas é limitado. Um coração, por exemplo, só pode ser transplantado até quatro horas após o óbito do doador. Estamos falando de uma árdua luta contra o relógio que pode ser driblada com o avanço da ciência. Além do tempo, a técnica consequentemente amplia o número de doadores possíveis, beneficiando mais vidas de pessoas que precisam de um transplante para continuar vivendo.

Trata-se de uma descoberta ainda prematura, que requer muitos anos de estudo para chegar a uma conclusão e recomendação prática e segura em humanos, mas é uma possibilidade que surge respaldada por cientistas de uma instituição séria. Uma tecnologia, que, segundo os pesquisadores, também poderá ser aplicada para prevenir danos graves provocados por um ataque cardíaco devastador ou após um Acidente Vascular Cerebral grave.

Apesar de parecer pauta de filme de ficção científica e ainda estar longe de ser aplicada em humanos, o que está em jogo é a reversão da morte. Sábio, Shakespeare já dizia “que há mais coisas entre o céu e a terra do que pode imaginar a nossa vã filosofia”. Será que a ciência tornará a morte reversível um dia? Acredito que ainda teremos um longo caminho a percorrer, mas o estudo dos cientistas de Yale pode desvendar enigmas e trazer uma revolução no impasse entre a vida e a morte.

 

Marcelo Valadares - neurocirurgião, médico da Disciplina de Neurocirurgia da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Hospital Israelita Albert Einstein.


Perimenopausa e Menopausa: entenda os sintomas deste período na vida da mulher

Ginecologista Dra. Loreta Canivilo explica diferença, sintomas e tratamentos


Todas as mulheres que menstruam passam pelo processo natural de envelhecimento e vivenciam essa fase de transição entre o período fértil para o infértil. Entretanto, conhecer os sintomas para identificar a chegada dessa fase além de saber os principais sintomas e tratamentos é essencial para continuar com uma qualidade de vida durante todo processo.


O que é perimenopausa?

A perimenopausa é o que acontece com o corpo feminino quando está chegando a menopausa (última menstruação). A ginecologista obstetra Loreta Canivilo explica que: “A perimenopausa é um período de 5 a 7 anos que antecede a menopausa. Um fato marcando nessa fase da vida da mulher e a irregularidade no ciclo menstrual que pode ser precoce (duração do ciclo inferior a 23 dias) ou tardia (duração do ciclo maior a 40 dias) ”.


O que é menopausa?

A menopausa é a fase da vida da mulher em que ocorre a interrupção natural da menstruação, pois os hormônios femininos já não são mais produzidos pelos ovários. A especialista pontua que uma mulher entra na menopausa após a ausência consecutiva da menstruação por 12 meses. Situação que costuma ocorrer entre 45 e 55 anos, marcando assim, o fim da fase reprodutiva.


Sintomas

Alguns sintomas que a especialista cita que mulheres podem sentir nesse período da vida:

  • Alterações menstruais
  • Calor intenso e abrupto
  • Redução da libido
  • Sudorese noturna
  • Problemas para dormir
  • Mudanças de humor
  • Períodos de ansiedade e depressão
  • Diminuição da autoestima
  • Ganho de peso
  • Desaceleração do metabolismo
  • Diminuição do tamanho dos seios
  • Pele seca e cabelos mais finos
  • Secura vaginal
  • Diminuição da elasticidade da pele


Tratamento

Os tratamentos para passar por essa fase da vida são diversos, e varia de acordo com cada mulher. A médica Loreta Cavinilo evidencia que não existe jeito certa ou errado e sim, o que se enquadra melhor para cada paciente.

Se existe um quadro de sangramento em grande volume acarretado de cólicas e em um período curto, por exemplo, o recomendado é a Gestrinona, que bloqueia a menstruação. Uma outra abordagem é utilizar um anticoncepcional adequado para essa fase da vida da mulher.

Em contrapartida, uma outra possibilidade para quem não quer utilizar hormônio, é recorrer aos anti-inflamatórios que auxiliam na diminuição do ciclo, ou também, utilizar a progesterona natural, que auxilia na redução dos sintomas desse período e contribui no diagnóstico.


Qualidade de vida

Para manter a qualidade de vida mesmo neste período, Loreta dá algumas dicas fundamentais:

  • Beba bastante água;
  • Use roupas leves;
  • Pratique exercícios regularmente para fortalecer os músculos;
  • Evite o tabagismo e alcoolismo;
  • Opte por refeições mais leves e mais frequentes;
  • Tome sol e use protetor solar.

Estas medidas contribuirão para a melhoria do bem-estar e prevenção de doenças.

 

Dra. Loreta Canivilo - ginecologista, obstetra e ginecoindócrino, formada pela Faculdade de Medicina ABC.  A médica também é especialista em assuntos relacionados a reposição hormonal, estética íntima e tratamentos de doenças do útero e endométrio.

 

Pneumonia e DPOC estão entre as principais causas de morte por problemas respiratórios

Especialista do Hospital São Camilo SP alerta para riscos do consumo de cigarros e destaca comorbidades como principais agravantes de doenças pulmonares


A pandemia de Covid-19 chamou a atenção das autoridades de saúde do mundo todo para os efeitos agravados de quadros respiratórios e doenças pulmonares que impactam significativamente a qualidade de vida da população.

No mês de novembro, marcado pelo Dia Mundial da Pneumonia (12) e Dia Mundial da Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC (21), especialistas da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo alertam para os sinais dessas doenças e indicam quando procurar ajuda médica.

Segundo a pneumologista Milena Cerezoli, pneumonia é uma infecção nos pulmões que pode ser provocada por vírus, bactérias ou fungos. “O principal agente causador da infecção é a bactéria Streptococcus Pneumoniae”, explica.

A doença é considerada a principal causa de morte no mundo entre adultos e crianças. No Brasil, a pneumonia figura em terceiro lugar nas causas de morte, ficando atrás apenas do infarto agudo do miocárdio e do AVC, tendo entre suas principais vítimas pessoas acima de 65 anos.

A médica ressalta que pacientes com múltiplas comorbidades ou que apresentem evolução do quadro com sinais de gravidade que precisem de internação, como confusão mental, redução da pressão arterial, insuficiência respiratória, necessidade de suporte ventilatório, bem como alterações de outros órgãos e grande extensão do acometimento pulmonar, estão entre os maiores riscos de óbito pela doença. “A pneumonia é um quadro potencialmente grave, com risco maior nos extremos de idade, ou seja, abaixo dos 5 e acima dos 65 anos”, alerta.

Ela ainda destaca que nem sempre a tosse aparece como um sinal da pneumonia, portanto, é importante observar outros sintomas importantes. “Em idosos, por exemplo, muitas vezes os únicos sinais são prostração, mudança do estado mental (podem ficar mais sonolentos ou mesmo agitados, confusos), redução do apetite e perda da capacidade de andar subitamente, ficando acamado”, detalha.

Nos jovens, de acordo com a Dra. Milena, a doença se apresenta, habitualmente, associada à tosse com expectoração amarelada, febre, dor na região das costelas ou das costas.

Já no caso da DPOC, estimativas da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) apontam que a doença atinge em torno de 6 milhões de pessoas, sendo que dessas, apenas 12% são diagnosticadas. Conforme dados da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) pela metodologia Global Burden of Disease (GBD) – Brasil, a DPOC é a quinta causa de morte entre todas as idades.

A pneumologista frisa que o DPOC mais grave, com evolução para enfisema extenso, pode causar, além de limitação para pequenos esforços devido à extrema falta de ar, disfunção do coração e necessidade de oxigenoterapia contínua, aumentando o risco de doenças cardiovasculares; o DPOC também tem associação, principalmente, a diversos tipos de câncer (pulmão, boca, pescoço, estômago e bexiga, entre outros).

“Em todas as suas formas, a DPOC também está associada ao desenvolvimento de outras enfermidades, como tuberculose, infecções respiratórias, úlcera gastrintestinal, impotência sexual, infertilidade em mulheres e homens, osteoporose e catarata”, completa.

Ela ainda lembra que os portadores de DPOC têm maior risco de desenvolver infecção traqueobrônquica e pneumonia. Conforme explica a médica, um paciente com DPOC, após um quadro infeccioso pulmonar, apresenta mais chances de progressão futura da doença, trazendo mais sintomas como tosse, falta de ar e descompensações de outras comorbidades, como piora da insuficiência cardíaca, risco de infarto, Acidente Vascular Cerebral (AVC) e piora de lesões renais.



Prevenção e cuidados

O consumo de cigarros está diretamente ligado ao desenvolvimento de doenças pulmonares. Segundo a especialista, em qualquer dispositivo que gere fumaça (cigarro de palha, papel, eletrônico, vapers, cachimbo, charuto etc.), são liberadas substâncias nas formas gasosa e particulada.

“Essa complexa composição que contém milhões de substâncias químicas, misturadas aos gases liberados na combustão, penetra facilmente nas vias aéreas superiores, inferiores e nos alvéolos, provocando reações inflamatórias com repercussões locais e sistêmicas”, alerta.

Além disso, partículas ultrafinas e diversas substâncias podem passar diretamente para a corrente sanguínea, exercendo seus efeitos nocivos. “Alterações na coagulação, indução e progressão da aterosclerose, desequilíbrio autonômico com predomínio do Sistema Nervoso Autônomo Simpático e estresse oxidativo pulmonar induzidos pela fumaça do tabaco são fatores implicados na origem das doenças cardiovasculares e respiratórias”, detalha Dra. Milena.

Dessa forma, a orientação médica é não fumar, independentemente se o paciente já tem ou não uma doença pulmonar instalada, além disso, praticar atividade física regular, manter uma dieta equilibrada e uma boa noite de sono manterão o bom equilíbrio da imunidade e combaterá infecções e evolução com outras doenças pulmonares.

A pneumologista do Hospital São Camilo SP ainda destaca a importância de estar em dia com a vacinação contra Influenza, Covid-19, Pneumocócica e Coqueluche. Aos portadores de doenças pulmonares, o uso adequado de medicações inalatórias também reduzirá o risco de infecções das vias respiratórias em geral.

Por fim, a especialista recomenda a avaliação de um médico pneumologista como ação preventiva fundamental a todos que tenham história atual ou pregressa de tabagismo e àqueles que apresentem sintomas respiratórios como tosse, falta de ar ou chiado no peito, ou que tenham infecções respiratórias recorrentes.


Hospital São Camilo

@hospitalsaocamilosp

Novembro roxo: bebês prematuros têm acesso a calendário especial de vacinação por meio dos CRIE

Os Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE) são aliados dos pais de prematuros e são fundamentais para imunização dos bebês

 

O nascimento prematuro de um bebê é sempre delicado, normalmente inesperado, e pode trazer um mundo de dúvidas e receios. No Brasil, mais de 300 mil nascimentos acontecem anualmente antes do esperado e, quando o assunto é imunização, é preciso atentar-se, já que dependendo do período da gestação, a criança nasce com poucos anticorpos maternos, essenciais na proteção contra várias infecções.1  

Com o acompanhamento médico, prematuros devem ser vacinados de acordo com o calendário vacinal, que, inclusive, é diferenciado dos bebês nascidos a termo, como por exemplo a BCG, que só é aplicada em recém-nascidos com mais de 2 quilos.2,3

Segundo a neonatologista, Dra. Lilian Sadeck, os bebês que nascem prematuramente são mais suscetíveis às infecções. “Os anticorpos maternos passam da mãe para o feto a partir da 30ª, 32ª semana e vão aumentando progressivamente. Sendo assim, aqueles que nascem antes das 34 semanas contam com menos proteção biológica. Além disso, algumas destas crianças não conseguem receber o aleitamento materno e se tornam ainda mais vulneráveis”, explica a especialista.

 O motivo que mais se destaca na explicação sobre o atraso na administração das vacinas de rotina é provavelmente a preocupação e falta de conhecimento sobre a segurança e possíveis eventos adversos em bebês prematuros.4 Porém é importante esclarecer que existe um calendário de imunização exclusivo para prematuros1, indicado pela Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), de modo a garantir maior proteção de forma personalizada para as necessidades deste bebê.

Com exceção da Meningogócica B, todas as demais - BCG ID, Anticorpo monoclonal específico contra o VSR (Virus Sincicial Respiratorio) , Hepatite B, Rotavírus, Tríplice bacteriana (difteria, tétano, coqueluche), Haemophilus influenzae b, Poliomielite inativada (VIP), Pneumocócica conjugada, Meningocócicas conjugadas ACWY ou C, Influenza, Febre amarela, hepatite B, tríplice viral e antitetânica - estão disponíveis no Sistema Público de Saúde (SUS), através dos Centros de Referência de Imunobiológicos Especiais (CRIE).1

“Criado a partir do princípio da equidade, os CRIE foram idealizados para atender pessoas com necessidades especiais e específicas, incluindo atualmente os bebês prematuros extremos - nascidos antes de 31 semanas ou com menos de 1kg -, que precisam de um calendário vacinal personalizado para protegê-los de forma mais adequada. Criado em 1993 e com 52 unidades em todo o Brasil, sendo que cada estado deve contar com pelo menos um, é no CRIE que as mães contam com atendimento exclusivo e humanizado para ela e para o bebê e onde todas as vacinas são aplicadas com orientação e cuidado”, afirma a Dra. Sonia Faria, infectologista pediatra e médica do CRIE de Santa Catarina.
 

Além disso, desde janeiro de 2021, o programa ampliou a disponibilidade de vacinas combinadas acelulares, que podem ser uma ferramenta essencial para combater baixas coberturas vacinais e proporcionar mais conforto no momento da vacinação, uma vez que em uma única picada, o paciente recebe proteção contra mais doenças.5 

Mãe de duas crianças prematuras e voluntária da ONG Prematuridade.com, Suellen Martins, conta que ser mãe de prematuros mudou sua vida completamente: “é uma experiência muito difícil e me fez perceber o quanto estes pais precisam de suporte emocional, de saúde, jurídico… Mesmo sendo da área da saúde, descobri os CRIE apenas na minha primeira gestação, junto da descoberta da ONG. Um me ajudou a cuidar da vida da minha filha, com orientações médicas, medicamentos, vacinação; e outro com suporte jurídico, acolhimento, apoio”.

Denise Suguitani, fundadora e diretora executiva da ONG Prematuridade.com, se orgulha da organização e explica como se dá o apoio à causa dos prematuros: “Temos um conselho científico interdisciplinar na área de neonatologia que nos suporta em campanhas de sensibilização sobre causas e consequências do parto prematuro e na capacitação de profissionais de saúde. Acolhemos e apoiamos famílias de bebês prematuros, falando, com prioridade sobre os CRIE e vacinação; e também atuamos junto aos poderes para desenvolvimento de políticas públicas, sempre em busca de direitos. Até aqui já tivemos muitas conquistas, mas precisamos de mais”.



Sanofi 

 

Referências

1. Sociedade Brasileira de Pediatria. Calendário vacinal do bebê prematuro. Disponível em: Link. Acesso em outubro de 2022.
2. Australian Government Department of Health. Vaccination for preterm infants. Disponível em: Link. Acesso em outubro de 2022.
3. Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Vacinação em Pretermos. Disponível em:Link Acesso em outubro de 2022.
4. Gagneur A, Pinquier D, Quach C. Immunization of preterm infants. Hum Vaccin Immunother. 2015;11(11):2556-2563. doi:10.1080/21645515.2015.1074358.
5. Brasil. Ministério da Saúde. Secretaria de Vigilância em Saúde. Departamento de Imunização e Doenças Transmissíveis. Coordenação Geral do Programa Nacional de Imunizações. Informe Técnico. Vacina Penta Acelular (Adsorvida Difteria, Tétano, Pertussis (acelular), Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada) e Haemophilus influenzae b (conjugada) -- DTPa/VIP/Hib e Vacina Hexa Acelular (Adsorvida Difteria, Tétano, Pertussis (acelular), Poliomielite 1, 2 e 3 (inativada), Haemophilus influenzae tipo B (conjugada) e Hepatite B (recombinante) -- DTPa/VIP/Hib/HB. Disponível em: Link. Acesso em outubro de 2022.

 

Hipertensão emocional: os riscos da pressão alta aliada ao estresse


O estresse repentino é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto

 

De acordo com estudo realizado pela American Heart Association, a taxa de mortes por pressão alta aumentou 13% na última década. O Brasil aparece em sexto lugar neste ranking, que abrange dados de 190 países. Fatores psicológicos, estresse, ansiedade e certos traços de personalidade são apontados como os principais desencadeadores da doença. 

Segundo o Ministério da Saúde, desde 2013, os episódios de infarto entre adultos com até 30 anos subiram 13%. O estresse repentino, que provoca o fechamento de uma artéria coronária, é tido como a causa de cerca de 15% dos casos de infarto. 

“Além de hereditariedade, genética e estilo de vida, a pressão alta tem causas emocionais profundas. O estresse aumenta o ritmo cardíaco, acelera a respiração, libera adrenalina, noradrenalina e cortisol, colocando o corpo em estado de alerta, o que, até certo ponto, é normal e benéfico para o organismo, que fica pronto para a ação. Uma sobrecarga desses hormônios, porém, é extremamente prejudicial para a saúde”, explica Claudia Chang, pós-doutora em endocrinologia e metabologia pela USP, membro da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) e coordenadora e professora da pós-graduação em Endocrinologia do Instituto Superior de Medicina (ISMD).

 

Os perigos da relação entre estresse e pressão alta

O estresse se desenvolve em diferentes fases. O primeiro estágio inclui o estado de alerta, e isso acontece sempre que nos deparamos com qualquer situação que nos tire de uma zona segura, incluindo imprevistos e exposição repetitiva a ambientes e situações de tensão. Trata-se de uma reação natural: o cérebro interpreta algo como perigo e nos prepara para os comportamentos de luta ou fuga. 

“Na fase de alerta, o corpo aumenta a produção de adrenalina e cortisol, neurotransmissores que nos deixam mais ligados, enérgicos e preparados para a ação. Se o ativador do estresse desaparecer, o indivíduo retorna ao seu estado normal, sem prejuízos”, diz Claudia Chang. 

No entanto, se o evento estressor persistir, seja no contexto real ou na sua mente em forma de preocupações, essas substâncias podem ter efeitos diversos no organismo. “A pessoa passa para um nível mais alto de estresse: a fase de resistência. Nesse estágio, os sintomas começam a se agravar e surge um intenso cansaço físico e mental”. 

Caso os estímulos estressores continuem presentes, a pessoa entra em uma zona de risco: a fase de quase exaustão. “Diante de níveis elevados e persistentes de estresse, há um risco aumentado para pessoas hipertensas, que ficam mais propensas a serem acometidas por acidente vascular cerebral (AVC), infarto e outras doenças cardiovasculares”, completa Claudia Chang.

 

Como evitar que o estresse afete a pressão arterial

Além do acompanhamento médico regular, há formas simples de diminuir os efeitos do estresse na pressão alta:

 

Atividade física

A prática regular de exercícios físicos é recomendada como tratamento auxiliar em quase todos os quadros de saúde. Ela melhora o funcionamento dos sistemas respiratório e circulatório, reduzindo uma série de problemas, inclusive a pressão alta e o sedentarismo, responsável por 54% do risco de morte por infarto. 

“O hábito reduz a pressão sanguínea e mantém os níveis normalizados durante e após a prática de atividades. Entretanto, antes de calçar o tênis e ir ao parque, é fundamental consultar um especialista e passar por uma avaliação, que indicará a melhor modalidade de exercício e o nível de intensidade adequado”, alerta a endocrinologista.

 

Atenção ao peso

Jamais use a comida como válvula de escape para controlar as emoções. A manutenção do peso é fundamental para evitar problemas cardíacos. Vale lembrar que a circunferência abdominal não deve passar de 102 cm para os homens e 88 cm para as mulheres.

 

Evite o fumo e o álcool

Usar o cigarro e o álcool como meio de aliviar o estresse pode se virar contra você. As substâncias químicas presentes no tabaco provocam o estreitamento das artérias, aumentando a frequência cardíaca e a pressão arterial. Em relação às bebidas alcoólicas, não exagere: o etanol danifica as células musculares do coração e ainda está associado ao desenvolvimento de arritmias.

 

Monitoramento da pressão

Pensar em alternativas para reduzir o estresse e combater a pressão alta é uma medida valiosa para a saúde. Mas, para ver os efeitos dos bons hábitos é imprescindível monitorar a pressão diariamente — e isso nunca foi tão prático como é agora. 

Com um monitor de pressão arterial você pode verificar qualquer alteração em casa, sem precisar se deslocar até uma farmácia ou posto de saúde. Vale lembrar que os medidores são recursos necessários para o controle diário de pessoas hipertensas, mas o acompanhamento médico regular não deve ser interrompido.

 

Saúde emocional

Segundo Monica Machado, psicóloga, fundadora da Clínica Ame.C e pós-graduada em Psicanálise e Saúde Mental pelo Instituto de Ensino e Pesquisa do Hospital Albert Einstein; a forma como vemos o mundo e respondemos aos conflitos têm grande influência na saúde mental. Prova disso é que quanto mais pensamos em um determinado problema, mais nosso corpo responde com sintomas de estresse. 

“Uma maneira de amenizar o estresse é desenvolver formas saudáveis de lidar com as próprias emoções. Nesse sentido, a psicoterapia surge como uma aliada para o autoconhecimento, o autocontrole e a inteligência emocional”.

 

Lazer e descanso

Antes que o corpo sinalize o esgotamento por meio de problemas de saúde, é essencial reorganizar a agenda e ganhar tempo para descansar e realizar atividades prazerosas. 

“Vale dizer que o cotidiano atribulado não é desculpa para não seguir as dicas citadas e cultivar um estilo de vida saudável, mantendo uma alimentação equilibrada e sem excessos, e evitando hábitos nocivos, como privação de sono e consumo constante de álcool”, finaliza Monica Machado.

 

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