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quarta-feira, 25 de maio de 2022

7 obras de ficção científica para ler ou ouvir no Dia do Orgulho Nerd

Aplicativo Skeelo traz seleção para entrar de cabeça no mundo geek em 25 de maio


O famoso Dia da Toalha, também conhecido como Dia do Orgulho Nerd, é comemorado no dia 25 de maio. A celebração, que começou em homenagem ao autor de O Guia do Mochileiro das Galáxias, Douglas Adams, em 2001, agora é conhecida como uma data de celebração e visibilidade daqueles que respiram cultura geek.

A data tem como objetivo pegar esta palavra, ‘nerd’, e retirar dela o contexto negativo que carregou por muito tempo, permitindo que a comunidade demonstre seus interesses sem o medo do julgamento e com orgulho.

Como disse o famoso autor John Green: “Quando as pessoas chamam alguém de nerd, estão dizendo principalmente ‘você gosta de coisas’, o que não é um bom insulto de modo algum. Tipo, você é entusiasmado demais sobre o milagre da consciência humana.”

O sucesso e fama que o conteúdo geek tem conquistado nos últimos anos, principalmente no cinema, também abriu diversidade para esta comunidade numa velocidade surpreendente, que inclui homens ou mulheres de diferentes faixas etárias e monetárias, de orientações sexuais variadas, assim como raças, etnias e credos. Além disto, a disposição dos criadores deste conteúdo de se tornarem cada vez mais inclusivas a um público antes sem representatividade, contribui para que mais fãs participem da comemoração.

Voltando ao começo de tudo, aos livros nos quais muitas das obras de ficção científica são baseadas, algumas chegando até a indicações do Oscar, o aplicativo Skeelo recomenda 7 títulos disponíveis na plataforma, dignos do Dia da Toalha:

 

  1. Duna, de Frank Herbert


Disponível em audiobook, narrado por Regis Salvarani e Yael Pecarovich, ‘Duna’ é uma estonteante mistura de aventura e misticismo, ecologia e política, este romance ganhador dos prêmios Hugo, Nebula e do Oscar, por meio de sua adaptação ao cinema, deu início a uma das mais épicas histórias de toda a ficção científica. Duna é um triunfo da imaginação, que influencia a literatura para sempre. Essa edição inédita, com introdução de Neil Gaiman, apresenta ao leitor o universo fantástico criado por Herbert.

 

  1. Viagem ao centro da Terra, de Júlio Verne

A obra mais famosa de um dos pais da ficção científica, conta como após a descoberta de um criptograma que revela a entrada para o núcleo da Terra, o professor de Mineralogia e geógrafo Otto Lidenbrock, acompanhado do sobrinho Axel e do caçador Hans, entram na cratera de um vulcão e partem para uma jornada rumo ao desconhecido.

 

  1. 2001: Uma Odisseia no Espaço, de Arthur C. Clarke


Berço de uma das cenas mais icônicas do cinema, que rendeu ao diretor Stanley Kubrick um Oscar, um Hugo e três BAFTAS, a clássica obra de Clarke conta sobre a descoberta de um monólito soterrado na Lua, que deixa os cientistas perplexos. Para investigar esse mistério, a Terra envia ao espaço uma equipe altamente treinada e HAL 9000, uma inteligência artificial responsável pelo funcionamento da nave e pela segurança dos tripulantes. Porém, o surgimento de pequenas falhas levanta a suspeita de que há algo errado com a missão.

 

  1. Frankenstein, de Mary Shelley


Considerada a primeira obra de ficção científica da história, assim como a primeira obra do gênero criada por uma mulher, ‘Frankenstein’ faz sucesso arrebatador desde 1818, e é uma das grandes fontes responsáveis pelo gênero do terror gótico. A história, que conta o êxito do cientista Victor Frankenstein em recriar o milagre da vida, suscita entre seus leitores uma questão que reside no imaginário da humanidade desde suas origens: quão humano pode ser um monstro e quão monstro pode ser um humano?

 

  1. Planeta dos macacos, de Pierre Boulle


Responsável pela primeira saga de ficção científica do cinema, o clássico de Boulle mostra uma tripulação de cientistas que desbrava o espaço e descobre uma terrível verdade: no mundo em que pousaram, os seres humanos não passam de bestas selvagens a serviço da espécie dominante: os macacos. Desde as primeiras páginas até o desfecho surpreendente – ainda mais impactante do que a famosa cena que encerra o filme de 1968 –, “O planeta dos macacos” é um romance de tirar o fôlego, com boa dose de inquietação e sarcasmo.

 

  1. A guerra dos mundos, de H. G. Wells



Publicada originalmente em 1897 no periódico britânico Pearson’s Magazine, é considerada por especialistas a obra fundamental da ficção científica. Wells, com uma premissa bem à frente de seu tempo, conta a invasão do nosso planeta por alienígenas detentores de uma tecnologia muito superior, que estão dispostos a conquistar a Terra e nos escravizar, iniciando uma guerra sem precedentes entre marcianos e terráqueos. Um amontoado de máquinas trípedes – comandadas por marcianos – passou a marchar sobre os arredores de Londres, exterminando humanos através de raios de calor e liberação de substâncias venenosas. O livro serviu como base para múltiplas adaptações para teatro, rádio, televisão e cinema e, apesar de ter sido uma das primeiras obras do autor enquanto romancista, já deixa evidente seu talento singular.

 

  1. O Melhor de H.P. Lovecraft, H. P. Lovecraft



Referência para os apaixonados pelo gênero do horror e mistério, Lovecraft influenciou uma geração inteira de escritores, cineastas, músicos e diversos artistas. Suas histórias são de fazer arrepiar e transbordam o lado mais sombrio e brilhante da literatura, numa combinação de horror cósmico e ficção científica. A coletânea de luxo trazida aos leitores pela Editora Excelsior, traz em edição inédita os cinco principais contos do mestre do horror do século XX: “O chamado de Cthulhu”, “A sombra em Innsmouth”, “Dagon”, “A cor vinda do espaço” e “Cão de caça”.

 

Skeelo 

 https://skeelo.app/


FGTS para quitar dívidas habitacionais só poderá ser usado até 31 de dezembro

Resolução pode beneficiar cerca de 40 mil famílias brasileiras que estão em atraso com as parcelas da casa própria

 

A Resolução 1.032/2022 do Conselho Curador do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) é uma alternativa para as cerca de 40 mil famílias brasileiras que estão com dívidas no financiamento imobiliário. Publicada no Diário Oficial da União recentemente, a medida entrou em vigor no dia 2 de maio e passou a permitir que o Fundo de Garantida por Tempo de Serviço (FGTS) seja utilizado para amortizar dívidas do crédito imobiliário. 

Mas o vice-presidente comercial da Lyx, Paulo Kucher, salienta que os interessados precisam se apressar, pois essa possibilidade é só até 31 de dezembro deste ano. Ele destaca, ainda, que o recurso poderá ser aplicado para a maioria das modalidades de financiamento de crédito imobiliário, inclusive para quem faz parte do programa Casa Verde e Amarela. 

 

INADIMPLÊNCIA

O índice de inadimplência das famílias brasileiras tem crescido nos últimos anos. De acordo com dados divulgados pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), o endividamento atingiu nível recorde em abril. O levantamento apontou que cerca de 77,7% das famílias estão endividadas. A Resolução 1.032/2022 permite amortizar até 12 parcelas do crédito imobiliário.

Kucher explica que essa foi uma alternativa encontrada pelo Governo Federal para amenizar os impactos provocados pela pandemia Covid 19 no orçamento doméstico. “Foram quase dois anos de muitas dificuldades para milhares de famílias brasileiras, onde a prioridade era garantir o básico: alimentação e os insumos necessários como água e energia. Com isso, muitas famílias que tinham imóveis financiados acabaram atrasando as parcelas e hoje correm o risco de perder suas casas porque não tiveram condições de manter o pagamento em dia”, analisa. 

O vice-presidente da Lyx pontua ainda que essa é uma medida para combater o déficit habitacional no Brasil. De acordo com dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), essa marca chega a 8 milhões de moradias no país atualmente. “É uma alternativa para conter esse cenário, que já é bastante preocupante. Precisamos de mais alternativas de moradias populares no Brasil”, alerta Kucher. 

A Confederação Nacional do Sistema Financeiro (Consif) mostrou ao Conselho Curador do FGTS que cinco milhões de mutuários têm atualmente contratos de financiamentos imobiliários. Destes, 80 mil estão em situação de inadimplência grave, com mais de três prestações em atraso.

 

PROTOCOLO

Para abater as parcelas em atraso, o mutuário precisa procurar a instituição bancária onde fez o financiamento e solicitar a utilização do seu FGTS para abater até 80% de cada prestação, até o limite de 12 prestações em atraso. 

Para isso é preciso seguir alguns critérios. O trabalhador precisa ter três anos de trabalho sob o regime do FGTS, ininterruptos ou não. Não é necessário estar com contrato de trabalho ativo. O mutuário não pode possuir outro imóvel no município onde trabalha ou tem residência. Ele também não pode ter outro financiamento ativo no Sistema Financeiro de Habitação (SFH). O valor de avaliação do imóvel deve ser de até R$ 1,5 milhão. 

Kucker cita o exemplo de um trabalhador que tenha R$10 mil depositados no FGTS. Nesse caso, o valor disponível para pagar o financiamento imobiliário será R$8 mil. “Se a dívida de um ano for R$ 16 mil, o FGTS poderá ser usado para pagar seis parcelas”, esclarece.


Tecnologia otimiza geração de energia renovável a partir de bagaço de malte pela indústria cervejeira

Grupo da Unicamp propõe tratar o resíduo sólido gerado na produção de cerveja com ultrassom, antes de submetê-lo ao processo de digestão por microrganismos. Estratégia aumenta a obtenção de metano, que pode ser empregado na própria indústria para gerar eletricidade e calor. Resíduo final ainda serve de fertilizante agrícola (reator para pré-tratamento do bagaço de malte; foto: Biotar/FEA-Unicamp)        

 

Um trabalho de quatro cientistas do Brasil e dois dos Estados Unidos demonstrou detalhadamente o ganho em energia elétrica e térmica obtido quando bagaço de malte, resíduo abundante na indústria cervejeira, é tratado com ultrassom antes de passar por digestão anaeróbia – processo microbiológico que envolve consumo de matéria orgânica e produção de metano.

O pré-tratamento gerou biogás com 56% de metano, 27% mais do que o obtido sem a aplicação do ultrassom. Após ser purificado em metano, o biogás pode ser usado como biocombustível veicular com pegada de carbono muito baixa quando comparada à de fontes fósseis convencionais. Além disso, com a queima do metano em cogeradores é possível produzir eletricidade e calor para a utilização pela própria indústria cervejeira. Já o resíduo final do processo resulta em biofertilizantes, que podem ser aplicados para substituir os fertilizantes minerais. Os detalhes da metodologia foram descritos no Journal of Cleaner Production.

O processo inovador foi desenvolvido no Laboratório de Bioengenharia e Tratamento de Águas e Resíduos (Biotar) da Faculdade de Engenharia de Alimentos da Universidade Estadual de Campinas (FEA-Unicamp). A líder do grupo de pesquisa, Tânia Forster-Carneiro, coordena um projeto apoiado pela FAPESP.

Ela explica que, atualmente, as indústrias de alimentos possuem estação de tratamento de águas residuárias, algo determinado por lei. Porém, nem sempre existe o tratamento de resíduos sólidos orgânicos que, geralmente, são enviados para aterros controlados/sanitários ou, alternativamente, destinados à ração animal. “As pesquisas que visam a valorização de resíduos sólidos orgânicos são valiosas para a indústria e também para a sociedade. Nesse artigo, especificamente, aplicamos um pré-tratamento de ultrassom – uma tecnologia ainda incipiente, usualmente aplicada em escala laboratorial – e com isso obtivemos maior produção de metano. Os resultados foram muito bons”, comemora a pesquisadora.

pós-doutoranda Luz Selene Buller e o doutorando William Sganzerla, ambos bolsistas da FAPESP, participam do grupo de pesquisa.

Sganzerla explica que os resíduos da indústria cervejeira são lignocelulósicos (compostos por lignina, celulose e hemicelulose) e, portanto, a parede celular é de difícil acessibilidade para os microrganismos que participam da digestão anaeróbia. “Ao alimentar um reator de digestão anaeróbia com matéria-prima lignocelulósica, o rendimento da produção de metano será baixo, visto que os microrganismos não irão consumir essa biomassa. Por isso é necessário aplicar um pré-tratamento para melhorar a degradação da biomassa.”

O trabalho também avaliou as rotas de recuperação de energia em todo o processo, concluindo que a eletricidade produzida pelo biogás compensou 80% da necessária para o pré-tratamento com ultrassom e para a digestão anaeróbia; gerando ainda um excedente 50% superior em energia térmica em comparação com o excedente de calor que seria obtido no processo sem aplicação do ultrassom.

“A barreira tecnológica é aplicar um pré-tratamento sustentável que consuma pouca energia. Um pré-tratamento com alto consumo energético não é viável para aplicações em escala industrial. Assim, a eletricidade gerada pela combustão do biogás será utilizada para o ultrassom. Já o calor produzido pode ser utilizado na indústria para os diversos processos que necessitam de energia térmica. Tudo isso segue os princípios de economia circular para a produção de alimentos com baixa emissão de carbono”, detalha Sganzerla.

Buller ressalta que a reciclagem de nutrientes e a geração local de energia de fontes renováveis são relevantes estratégias para o desenvolvimento sustentável e a descarbonização da produção de alimentos.


Cálculos detalhados

Segundo Forster-Carneiro, um fator determinante para que o artigo chamasse a atenção da comunidade acadêmica foi o nível de detalhamento nas medições do trabalho. “Nós fizemos todos os cálculos do balanço de massa e energia de todos os fluxos de entrada e saída. Mostramos, em detalhes, que para cada tonelada de bagaço de malte é possível produzir 0,23 megawatt-hora em energia elétrica.”

O estudo também apresenta o potencial de mitigação de gases de efeito estufa a partir da geração de energia renovável. A cientista conta que, há mais de cinco anos, tem trabalhado em colaboração com Michael Timko, docente do Worcester Polytechnic Institute (Massachusetts, Estados Unidos), também especialista em valorização de resíduos e coautor do artigo. “O trabalho ficou ótimo, pois poucas são as pesquisas que detalham os cálculos de produção de energia a partir do metano.”

Este experimento, entre outros, surgiu da boa relação da FEA-Unicamp com a indústria cervejeira, refletida em visitas técnicas e doação dos resíduos sólidos. Essa unidade cervejeira produz de 120 a 250 toneladas de bagaço de malte por semana. “Atualmente a fábrica não faz revalorização desse resíduo, simplesmente fazem a doação para alimentação animal. Entretanto, eles poderiam tratar o bagaço ao mesmo tempo em que produzem energia”, diz Forster-Carneiro.

Nesse contexto, Sganzerla ressalta os efeitos iminentes da Política Nacional de Resíduos Sólidos (Lei 12.305, de 2010). “Vai chegar o momento em que todas as indústrias deverão, obrigatoriamente, tratar os resíduos que geram. E vão precisar lançar mão das tecnologias disponíveis. Tecnicamente já é possível fazer. Em nosso estudo, apontamos diversas possibilidades. Hoje não há indústrias que façam esse tipo de tratamento em larga escala porque, por mais que a tecnologia de digestão anaeróbia exista e seja viável para resíduos líquidos e sólidos, para resíduos sólidos e lignocelulósicos estudos mais aprofundados ainda são requeridos.”


Rico em nutrientes

O Brasil está entre os cinco maiores produtores de cerveja do mundo. Em 2019 foram fabricados 14 bilhões de litros da bebida, aponta o artigo. A produção de 100 litros de cerveja gera aproximadamente 20 quilos de bagaço de malte. Assim, cerca de 2,8 milhões de toneladas de bagaço de malte são gerados anualmente no Brasil. A equipe de Forster-Carneiro já obteve em 2020 uma patente da aplicação desse resíduo orgânico em reatores anaeróbios aplicável à própria estação de tratamento de águas residuárias da indústria cervejeira.

Em artigo anteriormente publicado no Journal of Cleaner Production, em março de 2021, Forster-Carneiro, Sganzerla, Buller e Solange Mussatto, do Departamento de Biotecnologia e Biomedicina da Universidade Técnica da Dinamarca, fazem uma detalhada avaliação das vantagens econômicas da valorização de resíduos, incluindo a geração de fertilizantes.

“O processo de digestão anaeróbia trata resíduo com alta carga orgânica, consequentemente gera nutrientes e, dentro do reator, sobra um biodigerido – fração sólida basicamente composta por material lignocelulósico tratado e rico em nitrogênio, fósforo, potássio e outros minerais. No caso do bagaço de malte, existe muito nitrogênio e a quantidade de proteína vai ser alta, viabilizando o uso desse resíduo como biofertilizante, podendo substituir o uso de NPK [fertilizante composto por nitrogênio, fósforo e potássio] mineral”, explica Sganzerla.

A equipe de Forster-Carneiro também vem pesquisando o pré-tratamento hidrotérmico do bagaço de malte. “Colocamos o resíduo em um reator que, em certas condições de temperatura e pressão, hidrolisa a biomassa [promove a quebra das moléculas] produzindo um hidrolisado [líquido] com nutrientes solúveis, o que é muito benéfico para os processos fermentativos, mas esse processo ainda requer estudos mais aprofundados para proporcionarmos uma solução eficiente e sustentável para o tratamento de resíduos lignocelulósicos”, diz Sganzerla.

O artigo Ultrasonic pretreatment of brewers’ spent grains for anaerobic digestion: Biogas production for a sustainable industrial development pode ser lido em: www.sciencedirect.com/science/article/abs/pii/S0959652622014135?via%3Dihub.

 

 

Ricardo Muniz

Agência FAPESP 

https://agencia.fapesp.br/tecnologia-otimiza-geracao-de-energia-renovavel-a-partir-de-bagaco-de-malte-pela-industria-cervejeira/38702/


De cada 100 produtos, 11 estão em falta nos supermercados

Índice de ruptura de abril, de 10,8%, é maior do que o da média histórica (8%). Para a Neogrid, que fez o estudo, indústria e varejo precisam ser mais parceiros e evitar guerra nas negociações

 

Em abril, de cada cem produtos que o consumidor buscou nos supermercados, 11 não foram encontrados.

Este número já foi maior em janeiro deste ano (12). Mas, ainda assim, o dado de abril é superior ao da média histórica do setor (8).

O levantamento é da Neogrid, empresa de tecnologia que presta serviços para o varejo, em consulta a cerca de 20 mil supermercados espalhados pelo país.

A escalada da inflação é o principal motivo apontado pela Neogrid ao divulgar o índice de ruptura dos supermercados no mês passado, de 10,8%.

“A inflação mexe com a cadeia de abastecimento. As negociações entre a indústria e o varejo demoram mais, resultando em falta de produtos”, diz Robson Munhoz, diretor da empresa.

A guerra na Ucrânia, que causou a interrupção da produção de vários produtos, como o trigo, diz ele, também provocou a redução na oferta de vários produtos, com impacto nas gôndolas.

O aumento do volume de produtos em promoção e a cautela nas compras por parte dos lojistas são outros dois motivos que explicam a ruptura acima da média histórica.

Desde janeiro do ano passado, o maior índice de ruptura registrado pelo Neogrid foi em maio de 2020, de 12,5%.

Antes disso, o maior índice tinha sido identificado em maio de 2018, durante a greve dos caminhoneiros, quando cerca de 15 produtos, de cada cem, estavam em falta.

Qualquer que seja o número, diz Munhoz, vale dizer que o ideal para um supermercado é ter índice zero de ruptura, isto é, não ter falta de qualquer produto nas gôndolas.

“É péssimo para o varejista quando um cliente entra e não encontra o produto que precisa. Ele corre o risco de o consumidor trocar de vez a loja por outra mais próxima.”


HARMONIA E CONFIANÇA

A solução para situações como essa de inflação alta e falta de produto, na avaliação de Munhoz, é a melhora nas parcerias entre a indústria e o varejo.

“Não adianta partir para a guerra nas negociações. A lição que fica é a colaboração, a confiança, para que todos da cadeia ganhem.”

Não interessa nem para a indústria nem para o varejo, diz ele, a falta de produtos nas lojas.

Para Munhoz, o que pode mudar esta situação é o comércio passar para a indústria as informações sobre estoques.

Desta forma, a indústria ajuda o lojista na cadeia de abastecimento, de acordo com ele, avisando quando um produto está com estoque quase zerado na loja.

Este é um assunto sempre discutido entre indústria e varejo. Num momento como este de escalada da inflação fica ainda mais difícil falar em abrir as informações sobre estoques.

O argumento dos lojistas é que, se a indústria tem informações de que o estoque de um determinado produto está chegando ao fim, ela ganha mais poder na negociação.

“Este estereótipo de guerra precisa acabar de vez entre a indústria e o varejo”, afirma.


ESTOQUES   

Ainda de acordo com a Neogrid, em abril, o volume médio de estoques nos supermercados atingiu o menor patamar desde janeiro de 2020.

No mês passado, o volume médio de estoque nas lojas era aproximadamente 9% menor do que o de abril do ano passado e quase 16% menor do que o de abril de 2020.  

Para Munhoz, este dado reflete o duro cenário que mescla a dificuldade de importação de insumos da China, onde parte está em lockdown, e a disparada da inflação.

Cenário que provocou aumento nos preços de insumos, como o diesel, que é fundamental no transporte de mercadorias da indústria para o varejo, de acordo com ele.

 


Fátima Fernandes

https://dcomercio.com.br/publicacao/s/de-cada-100-produtos-11-estao-em-falta-nos-supermercados

 

Mais de três quartos das organizações globais acreditam que serão invadidas em 2022

Trabalho remoto e infraestrutura em nuvem são os principais riscos cibernéticos para as organizações

 

A Trend Micro, líder mundial em soluções de cibersegurança, anunciou as descobertas da versão mais recente do Índice Global de Risco Cibernético (Cyber Risk Index - CRI), que é calculado pelo Instituto Ponemon e mede a lacuna entre a atual postura de segurança das organizações e a probabilidade de elas serem atacadas. O índice global, definido em - 0,04, é considerado de risco elevado. A América Latina apresentou o maior risco em comparação com as outras três regiões analisadas, com CRI de - 0,20.


O levantamento revelou que
76% das organizações globais acreditam que serão atacadas, com sucesso, nos próximos 12 meses, sendo que 25% afirmaram que isso é "muito provável" de ocorrer, com percepção ainda maior (34%) entre as empresas norte-americanas. Foram ouvidos mais de 3.400 CISOs e gerentes de TI na América do Norte, Europa, América Latina e Ásia-Pacífico.


"Para criar uma estratégia eficaz de cibersegurança, as organizações devem dominar a arte da gestão de riscos. Então, relatórios como o CRI podem ser um grande recurso para destacar as áreas de maior preocupação", disse Jon Clay, vice-presidente de Inteligência de Ameaças da Trend Micro. "À medida que persistem as ameaças ao trabalho remoto e à infraestrutura digital, as organizações devem adotar uma abordagem baseada em plataforma para otimizar a segurança, minimizando a necessidade de expansão da área", explica.

O relatório CRI realiza perguntas pontuais com o objetivo de medir a distância entre a preparação dos entrevistados para o ataque e a probabilidade de serem atacados*. Neste último levantamento, 84% afirmaram ter sofrido um ou mais ataques cibernéticos bem-sucedidos, nos últimos 12 meses, com mais de um terço (35%) admitindo que experimentaram sete ou mais invasões.



As ameaças com as quais eles mais se preocupam são o ransomware, phishing/engenharia social e o de negação de serviço (DoS), sendo as consequências negativas da violação o roubo ou a danificação dos equipamentos, custo com especialistas externos e a rotatividade de clientes.

Quando se trata de infraestrutura de TI, as organizações estão mais preocupadas com funcionários remotos, computação em nuvem (com uma pontuação de "alto risco", de 7,75 / 10 para a América do Norte) e aplicativos de terceiros. As organizações dos EUA colocam a pontuação de risco de computação em nuvem em 9,87/ 10.

Isso destaca o desafio contínuo das empresas em garantir os investimentos digitais que fizeram durante a pandemia. Tais esforços foram necessários para apoiar o trabalho remoto, impulsionar a eficiência e agilidade dos negócios e entender o aumento da superfície de ataque corporativo.

"As organizações enfrentam desafios de segurança todos os dias, desde vulnerabilidades de softwares, violações de dados, até ataques de ransomware e muito mais", disse Larry Ponemon, presidente e fundador do Instituto Ponemon. "A pesquisa semestral tem sido um tremendo trunfo na avaliação do cenário de risco cibernético, em rápida evolução, ajudando as organizações a melhorar a prontidão de segurança e orientando o planejamento estratégico".

Os níveis mais altos de risco foram em torno das seguintes afirmações:

  • A função de segurança de TI da minha organização oferece suporte à segurança no ambiente DevOps;
  • O líder de segurança de TI da minha organização (CISO) tem autoridade e recursos suficientes para alcançar uma postura de segurança forte;
  • A função de segurança de TI da minha organização aplica, rigorosamente, os atos de não conformidade, de acordo com as políticas de segurança, procedimentos operacionais padrão e requisitos externos.

Isso indica, claramente, que mais recursos devem ser investidos em pessoas, processos e tecnologia, para melhorar a preparação e reduzir os níveis globais de risco.

Para ver o relatório completo CRI 2022, clique AQUI.

* O índice é baseado em uma escala numérica de -10 a 10, com -10 representando o maior nível de risco. Neste relatório, o CRI dos EUA ficou em -0,18 contra -0,01 para a América do Norte e -0,04 para o global, indicando um maior nível de risco. Isso foi impulsionado pelo aumento das ameaças cibernéticas nos EUA.



Trend Micro
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Maio Amarelo: Adote um comportamento seguro no trânsito

Opinião


Acidentes de trânsito
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A segurança no trânsito depende de uma série de fatores. Em especial os aspectos que envolvem o comportamento humano, no momento em que cada um fizer a sua parte dirigindo com cautela e respeito às normas de trânsito, não há dúvidas de que conseguiremos reduzir as estatísticas que, infelizmente, são preocupantes. 

No cenário de pandemia, houve redução de vítimas fatais e feridos no trânsito. Porém, havia um cenário de exceção com expressiva redução de circulação de carros nas ruas. Nas estradas federais, o índice de acidentes caiu 28% entre 11 de março e 12 de abril de 2020 (um dos ápices da pandemia), na comparação com o mesmo período de 2019. Agora, com a retomada das atividades, a situação volta a preocupar. Por isso, a Associação Médica do Rio Grande do Sul, aproveita o Maio Amarelo para chamar a atenção a respeito da importância da adoção de medidas de segurança no trânsito.

De acordo com dados do Observatório Nacional de Segurança Viária, idealizador do Movimento Maio Amarelo, são três mil vidas perdidas por dia nas estradas e ruas e a nona maior causa de mortes no mundo. Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade; o segundo, na faixa de 5 a 14 anos; e o terceiro, na faixa de 30 a 44 anos. 

O problema também tem impactos econômicos. Internações hospitalares afetam sobretudo as emergências sobrecarregando estruturas já deficitárias. De acordo com dados levantados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM) em 2019, na última década cerca de R$ 3 bilhões foram gastos pelo Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento de vítimas graves de acidentes de trânsito no Brasil.

Os acidentes de trânsito podem, portanto, ser considerados um problema de saúde pública. É preciso que as autoridades de trânsito mantenham-se rigorosas e que a população seja consciente. A perda de um ente querido provoca profunda dor e sofrimento nas famílias. Diferentemente de doenças genéticas ou intercorrências que temos ao longo da vida, esta é uma situação evitável. Com conscientização, responsabilidade e prudência, milhares de vidas podem ser poupadas.

 

Gerson Junqueira Jr. - Presidente da AMRIGS


Estado de São Paulo registra mais de 213 mil novas empresas após a retomada econômica

Setor de Educação apresenta 12,8% mais empresas abertas desde agosto

 

A Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), órgão vinculado à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, registrou mais de 213 mil novas empresas desde o início da retomada econômica em agosto do ano passado, após o período mais agudo da pandemia. O número corresponde até abril deste ano. Em comparativo ao mesmo período dos anos anteriores, agosto de 2020 a abril de 2021, quando foram registradas 200.691 constituições, o atual momento apresenta um crescimento de 6,19% de novos CNPJs em atividade.

Saúde, educação e comunicação foram alguns dos segmentos que mais abriram empresas. Somente na área da Educação, nos últimos oito meses, foram registradas a abertura de 6.462 empreendimentos contra 5.726, entre agosto de 2020 e abril de 2021, um aumento de 12,8%.

A subsecretária do Ensino Técnico e Profissionalizante da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Natalia Vido, destaca a ação conjunta do setor, que sofreu com o fechamento de escolas, para essa retomada expressiva. “O aumento registrado nas aberturas de empresas de educação soma ações importantes para esse objetivo comum. O jovem que estuda e aprende novas competências é o jovem preparado para o futuro”, disse.

Além disso, ela também diz acreditar que esse período mostrou a importância de novas metodologias educacionais, como o uso de tecnologia para aprendizagem e a convivência entre os estudantes. Natalia reforça: “a recuperação da aprendizagem e os avanços em longo prazo para apoiar a juventude são necessariamente um esforço conjunto, que envolve diferentes atores mais a sociedade”.

Outro segmento que também teve impacto nos números positivos durante essa retomada após a flexibilização foi o setor de Tecnologia. Rafael Andery, subsecretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, destaca que a pandemia avançou no uso de novas tecnologias: “Um dos reflexos da pandemia da Covid-19 foi a aceleração na transformação digital das empresas. Isso abriu espaço para aqueles negócios que buscam desenvolver e ofertar soluções tecnológicas inovadoras e eficientes”. 

O subsecretário reforçou que as novas tecnologias serão fundamentais para que organizações e empresas mantenham-se competitivas nos próximos anos.

Em 2021, a JUCESP obteve recorde de abertura de empresas, com 288.502 novos CNPJs constituídos no estado de São Paulo. Esse foi o maior número dentre todos os anos da série histórica realizada pela Autarquia desde 1998.

 

Sobre a Secretaria de Desenvolvimento Econômico

A Secretaria de Desenvolvimento Econômico exerce papel fundamental para atrair investimentos ao Estado, fomentar o empreendedorismo com foco na geração de emprego e renda e incentivar a inovação tecnológica. Além disso, oferece qualificação profissional para atender as demandas atuais e futuras do mercado de trabalho. Entre os principais programas da pasta destacam-se o Bolsa Trabalho, Bolsa Empreendedor, IdeiaGov, Banco do Povo, Empreenda Rápido e Minha Chance.   

No total, são 11 órgãos vinculados à secretaria, como o Centro Paula Souza, Instituto de Pesquisas Tecnológicos (IPT), Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (IPEN), Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) e Universidade de São Paulo (USP).

terça-feira, 24 de maio de 2022

Dia Nacional da Adoção

Shutterstock/Divulgação PremieRpet®)
Pets resgatados precisam de cuidados especiais, inclusive com a alimentação 


Resgatar um pet possibilita oferecer abrigo, alimentação adequada, acompanhamento veterinário e muito carinho e amor

 

Resgatar e adotar um cão ou gato possibilita oferecer cuidados que ele talvez nunca tenha recebido até então, como abrigo, alimentação adequada, acompanhamento veterinário e, principalmente, muito carinho e amor. 

Mas essa iniciativa exige muita responsabilidade, paciência e dedicação. “O primeiro passo é levar seu novo amigo a um médico-veterinário para verificar seu estado de saúde e realizar todos os exames necessários”, afirma Flavio Silva, médico-veterinário, mestre em nutrição de cães e gatos e supervisor de capacitação técnico-científica da PremieRpet®. 

É importante também providenciar o alimento que será oferecido ao pet. “Uma alimentação completa e balanceada faz toda a diferença na vida dos cães e gatos resgatados. A boa nutrição proporciona saúde e bem-estar para que os pets tenham uma vida mais longa e prazerosa junto aos seus tutores”, garante Flavio.

 

O especialista dá dicas sobre os cuidados na alimentação de animais resgatados: 

🔸 É importante contar com a orientação de um médico-veterinário para indicar a alimentação mais adequada para a faixa etária, o porte, o nível de atividade física, bem como as condições fisiológicas e corporais de cada pet.

🔸 Quando um cão ou gato é recolhido das ruas, o primeiro pensamento pode ser encher o comedouro para saciar sua fome. Mas, atenção: essa não é a prática mais recomendada, já que o animal muitas vezes não está acostumado a receber um grande volume de alimento de uma única vez. O ideal é oferecer alimento e água em pequenas porções ao longo do dia.

🔸 Se o animal estiver abaixo do peso, a nutrição adequada promoverá aos poucos ganho de peso e massa muscular, deixando-o cada vez mais ativo e saudável. Importante: não dê suplementos vitamínicos, minerais ou energéticos sem orientação do veterinário.

🔸 Não alimente o pet com refeições para humanos. As necessidades alimentares de cães e gatos são diferentes das pessoas e eles precisam de alimento específico para suprir sua demanda de vitaminas, gorduras, carboidratos, proteínas e fibras. Além disso, muitos dos ingredientes utilizados para humanos podem ser tóxicos ao animal, como o alho e a cebola.

Flavio Silva reforça que os alimentos de alta qualidade, e nas quantidades certas, proporcionam a cães e gatos uma boa nutrição ao longo de toda a vida. “Tutores que têm o cuidado de oferecer alimentos completos e balanceados para seus pets, como os das categorias super premium, sem dúvida estão garantindo a eles uma vida mais saudável e feliz”, finaliza.

 

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