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quarta-feira, 30 de junho de 2021

8 em cada 10 brasileiros querem fazer viagens sustentáveis no futuro

Relatório de Viagens Sustentáveis da Booking.com mostra preocupações e comprometimento dos brasileiros com a sustentabilidade, tanto no dia a dia quanto durante as viagens


A pandemia foi o ponto de virada para que os viajantes se comprometessem com a sustentabilidade, com 78% dos brasileiros querendo fazer mais viagens sustentáveis no futuro. É o que aponta uma nova pesquisa* da Booking.com, que ouviu mais de 29.000 viajantes em 30 países. 

Segundo o Relatório de Viagens Sustentáveis da Booking.com para o ano de 2021, os viajantes estão cada vez mais conscientes. Inclusive, o Brasil é o terceiro país que mais acredita que as pessoas precisam agir agora para salvar o planeta para as gerações futuras (85%), atrás apenas do Quênia (88%) e da Tailândia (87%). Dentre os brasileiros que responderam à pesquisa, quase metade (47%) admitiu que a pandemia mudou sua postura e fez com que colocassem em prática mudanças positivas no dia a dia. Em casa, por exemplo, passou a ser prioridade para essas pessoas reciclar o lixo (53%) e reduzir o desperdício de comida (50%). 

A pesquisa mostrou que o comprometimento com a sustentabilidade na vida cotidiana está em sintonia com a maneira que as pessoas pretendem viajar no futuro. Neste sentido, os brasileiros são a segunda nacionalidade que mais quer reduzir o desperdício, de maneira geral (91%), empatados com os croatas e atrás apenas dos tailandeses (94%). Para isso, 9 em cada 10 viajantes do país (89%) pretendem reduzir seu consumo de energia (por exemplo, desligando as luzes e o ar-condicionado quando não estiverem no quarto), e 85% querem usar meios de transporte mais ecológicos, como transporte público e bicicletas (além de simplesmente caminhar), em vez de táxis ou carros alugados. 

O respeito pela comunidade local também se mostrou muito importante: 76% dos brasileiros querem ter experiências autênticas em suas viagens, enquanto, para 94% dos viajantes do país, compreender outras culturas e preservar o patrimônio cultural é essencial. Além disso, 92% dos brasileiros querem garantir que o impacto econômico do setor de viagens seja distribuído de maneira igualitária em todos os níveis da sociedade. Nesta questão, aliás, os brasileiros ocupam a primeira posição, empatados com os quenianos. Assim, 76% dos viajantes brasileiros estão dispostos a abrir mão de atrações e destinos populares, para não contribuírem com a superlotação e fazerem sua parte para distribuírem os benefícios positivos do turismo entre outros destinos e comunidades menos visitados. 

 

* Pesquisa encomendada pela Booking.com e realizada com 29.349 entrevistados em 30 países. Para participar, todos deveriam ter mais de 18 anos, terem viajado pelo menos uma vez nos últimos 12 meses e estarem planejando uma viagem em 2021, e serem responsáveis pela decisão ou estarem envolvidos no processo de tomada de decisão da viagem. A pesquisa foi feita on-line e ocorreu em março de 2021. 


 

Booking.com 


Estudo revela queda drástica na população de insetos aquáticos na bacia do rio Paraná

Trabalho conduzido ao longo de 20 anos sugere que o problema está relacionado com a construção de mais de 150 barragens nos afluentes que abastecem o sistema (libélula adulta emergindo do estado de ninfa; foto: Alexandre Castagna/Wikimedia Commons)

                 

Pesquisa realizada ao longo de 20 anos na bacia do rio Paraná revela uma queda drástica no número de insetos aquáticos da região – considerada bem preservada e distante dos impactos negativos da agropecuária e de centros urbanos.

O trabalho foi sistematizado por Gustavo Romero, professor do Instituto de Biologia da Universidade Estadual de Campinas (IB-Unicamp). E publicado no periódico Biology Letters, da Royal Society, em uma edição especial sobre declínio dos insetos.

“Nosso estudo contabilizou dados levantados sazonalmente ao longo de 20 anos. E verificamos um decréscimo de milhares para dezenas de indivíduos por metro quadrado”, revela Romero à Agência FAPESP.

O declínio ultrarrápido das populações de insetos é um fenômeno global, ressalta o pesquisador. Estudos têm contabilizado o fenômeno, correlacionando-o às atividades humanas. Uma meta-análise publicada em 2020 na revista Science, por exemplo, apontou queda no número de insetos terrestres, mas indicou aumento nas populações de insetos aquáticos. Esse artigo foi posteriormente contestado, pois os autores basearam suas conclusões em uma amostragem muito restrita, cobrindo apenas 7% dos ambientes aquáticos, localizados quase que exclusivamente nos Estados Unidos e na Europa.

O levantamento coordenado por Romero cobriu uma área de cerca de 40 quilômetros quadrados, extensamente ocupada por lagoas, rios, canais e remansos. Segundo o pesquisador, a grande causa do declínio das populações de insetos na bacia do Paraná foi a construção de mais de 150 barragens nos afluentes que abastecem esse sistema, que drena grande parte da região centro-sul da América do Sul e abriga numerosos hábitats de água doce.

A pesquisa recebeu apoio da FAPESP por meio de dois auxílios concedidos a Romero (18/12225-0 e 19/08474-8), além de bolsa de pós-doutorado concedida a Pablo Antiqueira, que integrou a equipe.

“O forte declínio observado afetou não apenas as espécies mais suscetíveis, mas todas as ordens e famílias de insetos aquáticos existentes na região. Tais animais vivem em ambiente aquático até chegar à fase adulta, quando migram para o ambiente terrestre. Isso inclui libélulas e besouros aquáticos, para mencionar apenas os mais conhecidos”, conta Romero.

Pelo fato de alguns insetos, como o Aedes aegypti, serem transmissores de doenças como dengue, zika e febre amarela, existe a ideia equivocada de que todos os insetos são nocivos para os humanos. Mas isso não é verdade. “Os insetos que estão sendo dizimados na bacia do rio Paraná são extremamente úteis, devido aos serviços ecossistêmicos que prestam, como polinização, controle biológico de pragas agrícolas ou de insetos transmissores de doenças, decomposição de matéria orgânica e ciclagem de nutrientes”, enfatiza Romero.


Consequência das barragens

Segundo o pesquisador, as barragens acarretaram três tipos de impactos. Em primeiro lugar, deixaram a água muito mais transparente, porque as partículas em suspensão decantam no fundo dos reservatórios antes do fluxo passar pelos desaguadouros. Sem poderem se camuflar por meio da turbidez, os insetos que vivem a jusante das barragens ficaram muito mais expostos à pressão de predação por peixes insetívoros.

O segundo impacto foi causado pela introdução de peixes exóticos nos reservatórios com o objetivo de promover a pescaria esportiva. Esses peixes, como o tucunaré, trazido da bacia amazônica, são onívoros, isto é, alimentam-se de tudo, inclusive de peixes nativos e de insetos.

O terceiro impacto detectado foi o desbalanceamento estequiométrico dos nutrientes da água, que modificou os percentuais relativos de nitrogênio e fósforo. “Como as algas que proliferam nos reservatórios fixam o nitrogênio da atmosfera e o transferem para a água e parte do fósforo se deposita no fundo das represas, a água que escoa pelos desaguadouros fica pobre em fósforo e proporcionalmente mais rica em nitrogênio. Com isso, tem sua qualidade nutricional alterada, afetando os animais que dependem de uma quantidade balanceada desses nutrientes”, explica Romero.

A bacia do rio Paraná estende-se por sete Estados brasileiros. A classificação tecnicamente mais precisa para ela é a de “sub-bacia”. Pois, juntamente com as sub-bacias dos rios Paraguai e Uruguai, integra a grande bacia do Prata – uma das três principais da América do Sul. As outras duas são as do Amazonas e do São Francisco. As transformações ecossistêmicas na sub-bacia do Paraná constituem, portanto, algo extremamente relevante em escala continental. E a contagem de insetos aquáticos mostra como a ação humana está impactando a região, mesmo quando não há pesticidas agrícolas e esgoto sendo despejados na água.

Existem cerca de 5,5 milhões de espécies de insetos, 80% das quais ainda não foram descritas pela ciência. Essa enorme população de animais, a mais numerosa do planeta, está sendo rapidamente reduzida pela ação humana, caracterizando o que alguns pesquisadores já estão chamando de “apocalipse dos insetos”.

O artigo Pervasive decline of subtropical aquatic insects over 20 years driven by water transparency, non-native fish and stoichiometric imbalance pode ser acessado em: https://royalsocietypublishing.org/doi/10.1098/rsbl.2021.0137. E um artigo comentando o estudo, escrito por um dos integrantes da equipe, pode ser lido no periódico The Conversationhttps://theconversation.com/insect-population-collapse-new-evidence-links-it-to-dams-162626.
 

 

José Tadeu Arantes

Agência FAPESP

https://agencia.fapesp.br/estudo-revela-queda-drastica-na-populacao-de-insetos-aquaticos-na-bacia-do-rio-parana/36227/


terça-feira, 29 de junho de 2021

Perda auditiva na infância pode afetar desenvolvimento escolar e social da criança. Saiba quais sinais observar

Fonoaudióloga da Audiba explica por que surdez altera processo de aprendizado e como diagnóstico precoce e tratamento adequado podem ajudar na redução dos danos


Problemas auditivos não escolhem idade. Podem acontecer com adultos na meia idade, com idosos e também com crianças ainda na primeira infância. E nesses casos, a negligência ou a falta de informação podem resultar em consequências graves. Às vezes, irreversíveis.

A boa notícia é que existem possibilidades de tratamento da surdez que pode acometer os pequenos. Feito logo após o nascimento do bebê, o teste da orelhinha mede os estímulos sonoros recebidos pela criança de maneira rápida e indolor. Desde 2010, a realização do exame se tornou obrigatório por lei em todas as maternidades do país, inclusive nas do SUS (Sistema Único de Saúde).

"A perda auditiva prejudica a aquisição e o desenvolvimento de linguagem, uma vez que a criança é privada de ouvir sons", explica Marcia Bonetti, fonoaudióloga e técnica responsável da Audiba, empresa de aparelhos auditivos de Curitiba, no Paraná. "Com o atraso na fala, a expressão oral e a escrita também ficam comprometidas, tornando comuns as trocas fonêmicas, dificuldades em formar sílabas e frases", informa.

Marcia acrescenta que o comprometimento pode prejudicar, como consequência, o desenvolvimento escolar e social da criança. Uma criança que não ouve direito e, por consequência, se desenvolve com problemas na fala pode, por exemplo, preferir o isolamento a passar pelo constrangimento de ser mal entendido por outras crianças, ou até virar motivo de piada.

Origens do problema

A surdez pode ter origens diversas. Algumas doenças, se afetarem a gestante e não houver tratamento adequado, podem resultar em problemas auditivos para o bebê. Meningite, rubéola, diabetes, pressão alta, toxoplasmose, sífilis e herpes são algumas delas. A surdez com origem nessas doenças é chamada de surdez de percepção ou neurossensorial, porque resulta de uma lesão nas células nervosas e sensoriais que levam o estímulo sonoro da cóclea (parte auditiva do ouvido interno) ao cérebro. São raros os tratamentos para problemas que atingem a cóclea ou o nervo auditivo.

Já a surdez por condução é a que se baseia no bloqueio da passagem do som da orelha externa até a interna, que pode ocorrer pelo rompimento do tímpano, excesso de cera, infecção dos ossículos da orelha média ou algum material estranho no canal auditivo. Medicamentos e cirurgia podem reverter o problema.

A surdez central ocorre com o processo natural de envelhecimento. O sistema auditivo sofre desgaste com o passar dos anos, assim como outros órgãos do corpo humano. O modo como o ouvido é tratado ao longo da vida tem influência real nesse processo. Neste caso, a adaptação a um aparelho auditivo pode conter a progressão do problema, mantendo o córtex cerebral ativo ao continuar recebendo estímulo sonoro. "Na maioria das vezes, os problemas auditivos são possíveis tratamentos com medicamentos, cirurgia ou uso de aparelho auditivo", reforça Marcia.

E nesses casos, é fundamental que a criança passe por um exame, detectado qualquer sinal de um eventual problema auditivo e, uma vez confirmado, seja acompanhado pela empresa ou profissional que faz a adaptação ao uso da prótese. "O acompanhamento é fundamental para que a adaptação seja bem sucedida", esclarece Marcia. "É preciso acompanhar o paciente para fazer os ajustes necessários de acordo com os exames, para saber se a resposta é positiva em relação à prótese, para a higienização adequada, para o acompanhamento da pessoa que está fazendo uso do aparelho", detalha.

Cinco sinais de que uma criança pode ter problemas auditivos:

• Assiste a TV em um volume mais alto que o normal;

• Pede, com frequência, para que algo dito a ela seja repetido;

• Queda no rendimento escolar, ou ainda relato de professor quanto à dificuldade em ouvir o que é dito em sala de aula ou pelos colegas;

• Desatenção em boa parte do tempo;

• Olhar com muita atenção da criança aos pais enquanto eles falam, como se ela precisasse também do estímulo visual (leitura labial) para compreender o que está sendo dito.

Assim, pais precisam estar atentos ao comportamento da criança já nos primeiros meses de vida. E procurar atendimento médico especializado caso notem esses ou outros sinais nos filhos, que podem também reclamar de forma mais direta sobre algum problema na audição.



Audiba

www.audiba.com.br

 

Acidentes com queimaduras podem gerar mais de 5 mil vítimas anuais

Sociedade Bras. Cirurgia Plástica alerta para os tipos de queimaduras mais frequentes no país

 

A chegada do frio, associada a hábitos populares ligados aos festejos juninos, tendem a elevar o número de acidentes e vítimas de queimaduras, segundo alerta a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBCP). A média de óbitos decorrentes desse tipo de ocorrência ultrapassa 5 mil vítimas anuais* – o equivalente a mais de 13 perdas diárias. A SBCP aponta que as principais causas de queimaduras são por fogo causado por álcool, escaldo (líquidos aquecidos) e por contato. A entidade acrescenta ainda que a maior utilização de álcool 70%, em decorrência de cuidados sanitários preventivos contra a Covid-19, e crescimento no uso de fogão à lenha por famílias mais pobres podem ampliar os riscos de acidentes.

 

Em função da crise sanitária deflagrada pela pandemia de Covid-19, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou a comercialização de álcool 70% para fins antissépticas ou desinfetantes (por meio das RDC 350 e RDC 422). Por apresentar característica inflamável, a maior circulação e utilização do produto podem desencadear acidentes quando manuseado próximo ao fogo. Semelhante risco de queimadura por fogo pode ocorrer em razão das fogueiras típicas desse período do ano e também pela utilização de fogão à lenha por famílias com dificuldade de acesso a gás encanado ou de botijão.

 

O cirurgião plástico Dr. Luiz Philipe Molina Vana, regente do Capítulo de Queimaduras da SBCP, destaca que as queimaduras por escaldo são o tipo mais frequente em crianças. Elas ocorrem quando os pequenos alcançam ou manuseiam panelas com líquidos quentes – o que demanda maior atenção dos responsáveis em caso de crianças em casa, por conta do isolamento social. “Em caso de algum acidente, deve-se lavar a queimadura com água corrente, abundante e em temperatura ambiente. É fundamental não passar nada sobre a lesão, visto que alguns produtos podem aprofundar a queimadura ou demandar remoção para a devida avaliação médica, o que geraria ainda mais dor no paciente”. O médico salienta que toda queimadura precisa receber avaliação médica para a devida assistência. Ele explica que dependendo do local, profundidade ou extensão da queimadura, uma lesão aparentemente simples pode causar danos severos, como por exemplo, ao atingir regiões da boca, pálpebras, genitália, articulações e outras.

 

Outras queimaduras


Originadas pela temperatura e/ou tempo de contato a substâncias, elementos ou superfície geradora da lesão, as queimaduras podem se categorizar em primeiro, segundo ou terceiros graus, de acordo com sua extensão e profundidade – sendo a classificação inicial relacionada às mais superficiais e a última, as de maior severidade.

O Dr. Molina comenta que outros tipos de queimadura também são passíveis de grande número de lesões, sequelas e óbitos, ainda que se apresentem menos incidentes. É o caso das queimaduras por contato (que tendem a ocorrer em menor extensão do corpo, mas com maior profundidade), as químicas (comumente relacionadas a acidentes de trabalho), elétricas, por radiação e por frio. “Considerando ainda os acidentes domésticos, é muito importante atentar as queimaduras elétricas – que podem ocorrer ao acessar uma tomada ou mesmo por meio de linhas de pipa em contato com a rede de energia da região. A descarga elétrica tende a causar danos em todo o percurso do corpo por onde passa. Além disso, esse tipo de acidente pode gerar arritmia cardíaca. O que torna fundamental a imediata assistência e acompanhamento médico”.

 

Tratamento


O cirurgião plástico Dr. Molina explica que os tratamentos podem variar de acordo com o local e severidade da queimadura. Em caso de ocorrências superficiais, há o entendimento de dar suporte por meio da correta avaliação e realização de curativos. A assistência de lesões mais profundas comumente é realizada por meio de cirurgias de enxerto de pele. “O enxerto consiste na retirada de uma camada de pele fina e superficial do paciente para colocação na área afetada. O procedimento possibilita que o paciente tenha a menor quantidade possível de sequelas estéticas e funcionais”. Em casos de grande queimados (quando atinge mais de 20% de área corporal), pode-se empregar o transplante de pele (enxerto homógeno). A técnica consiste na realização de um curativo por meio de peles de doadores.

 

*Estimativa de estudo multicêntrico da Universidade de São Paulo, Universidade Federal de Santa Catarina, Universidade de Harvard e Sociedade Brasileira de Queimaduras.

 

Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica


Doenças de pele aumentam pelo estresse na pandemia

Estressores psicológicos são gatilhos para deflagração e piora de quadros cutâneos, que vão desde queda de cabelo até doenças mais graves conhecidas como psicodermatoses. Segundo estudos, as questões psicológicas durante a pandemia aumentaram 90% e os casos de estresse e ansiedade mais que dobrou.

O maior órgão do corpo é o que mais sente os efeitos da pandemia - a pele. A médica Dra. Adriana Vilarinho, dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) e da Academia Americana de Dermatologia (AAD), conta porque isso acontece e como reverter este quadro.

"O estresse vivido por este momento aumenta a inflamação e a liberação de uma série de hormônios (como o cortisol, adrenalina e derivados) que interferem em receptores e neurotransmissores em diversas regiões do corpo", explica. A pele é, não apenas um canal imediato de situações de estresse, como um alvo para algumas respostas ao estresse (os mediadores do estresse atuam nela, promovendo respostas inflamatórias e até imunológicas).

A pele e o sistema nervoso têm a mesma origem embrionária, e permanecem ligados por toda a nossa vida. Trata-se de um órgão sensorial que permite a sensação térmica, a capacidade sensitiva de tensão mecânica e a dor. "Se ficamos envergonhados ou emocionados nossa pele exprime essas emoções através da ruborização e dos arrepios. Enfim, tamanha é a complexidade das funções da pele em conexão com terminais nervosos que este tema vem trazendo novas descobertas científicas", sinaliza a médica.

O estresse aumenta a liberação de células inflamatórias, reduz a imunidade e aumenta o estado de alerta na pele, promovendo maior incidência de alergias, acne, dermatites, urticária. "Quando o grau de estresse é elevado ou cronificado, doenças mais sérias (como as autoimunes) podem se apropriar do momento e serem deflagradas, em indivíduos predispostos", explica.

Enquanto a acne aparece por aumento da oleosidade e inflamação dos poros, com infecção, gerando as tão conhecidas espinhas e cravos, as demais inflamações provocam outros sintomas a serem observados no contexto individual do paciente. A dermatite causa vermelhidão, coceiras e até mesmo bolhas. Outras condições pioradas podem ser a urticária, uma reação alérgica que pode aparecer por meio de vergões na pele. Temos recebido muitos casos de urticária generalizada, de difícil tratamento, em que é preciso "desligar" os fatores psicoemocionais envolvidos de forma pontual.

Para tratar e prevenir, a médica lembra que é importante manter uma rotina de cuidados específicos para cada tipo de pele, respeitando a sazonalidade (o inverno requer mais cuidados, e evitar água quente) e a individualidade do paciente. Atividades que promovem bem-estar e saúde, como a prática de exercícios físicos, meditações e técnicas respiratórias, também são grandes aliados para minimizar os efeitos do estresse.

Muitas vezes o paciente chega a tentar esses recursos, mas não consegue sozinho, ou possui recidivas sucessivas das alergias e outros problemas de pele, afetando drasticamente sua autoestima. Esse paciente necessita de um tratamento individualizado, e, por vezes, multifatorial.

 



Dra Adriana Vilarinho - Dermatologista, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia e da AAD - Academia Americana de Dermatologia. CREMESP 78.300/ RQE - SP 27.614 - • Graduada em Medicina e Residência Médica em Dermatologia pela Faculdade de Medicina do ABC - São Paulo. • Título de Especialista em Dermatologia pela Associação Médica Brasileira e Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). • Preceptora do Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina do ABC - 1993 a 2003. • Membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia - SBD - e regional de São Paulo. • Membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica - SBCD. • Membro da American Academy of Dermatology - AAD. • Autora do livro "Beleza à Flor da Pele" - Ed. Abril.

https://www.instagram.com/clinicaadrianavilarinho/?hl=pt-br

https://www.adrianavilarinho.com.br/


Médico explica consequências de diagnóstico tardio de mucopolissacaridoses

Credito:evgenyatamanenko / iStock
Com sintomas comuns a outras doenças, a MPS é de difícil diagnóstico

 

Sem sua inclusão no teste do pezinho ampliado, o diagnóstico da mucopolissacaridose tipo II , doença genética que faz parte do grupo de erros inatos do metabolismo, acaba sendo demorado e complexo, uma vez que ela se apresenta progressivamente, e há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias.

De acordo com o estudo qualitativo “Jornada do Paciente MPS II”, realizado pelo Instituto Inception Consultoria e Pesquisa, instituto de pesquisa focado na área da saúde, e pedido pela JCR Farmacêutica, cuidadores de pacientes com mucopolissacaridose (MPS) relatam que passou por mais de cinco médicos diferentes, incluindo pediatra, otorrinolaringologista, ortopedista, neurologista e cirurgião, até ser levantada a suspeita de uma doença rara e o diagnóstico ser realizado, usualmente pelo geneticista.

Esse percurso pode durar até quatro anos e, ao longo desse tempo, uma doença vai se agravando, a expectativa de vida do paciente que, sem tratamento, na maioria dos casos, não atinge a idade adulta.

Isso acontece porque, em cada uma das diferentes mucopolissacaridoses, a produção de uma das enzimas responsáveis pela degradação de específicos é afetada e o acúmulo dos mesmos no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações.

Dessa forma, quanto mais tempo se passa sem tratamento, piores são como consequências.

Demora no tratamento da mucopolissacaridose agrava quadros

O pediatra é o médico que tem contato com o bebê e pode perceber como as primeiras manifestações da doença, que muitas vezes acontecem já nos primeiros meses de vida. Ao se deparar com o problema, especialistas como otorrinolaringologista, ortopedista e cirurgião pediátrico são indicados para acompanharem as complicações da doença que aparecem na infância.

“Otites recorrentes que muitas vezes levam à colocação de drenos no tímpano, cirurgias para retirar adenoides e amígdalas, ou para corrigir hérnia umbilical ou inguinal, são alguns dos procedimentos comuns nos pacientes com MPS, geralmente realizados antes que o diagnóstico esteja disponível”, comenta o Prof. Roberto Giugliani, médico geneticista do HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

“Seria importante que, embora sejam ocorridos, esses procedimentos gerassem um questionamento sobre a possibilidade de MPS, especialmente quando mais de um deles presente num mesmo paciente, ou então associado a algum outro problema, como deficiência auditiva, restrição articular ou alteração na coluna ”, complementa Giugliani.

Como os médicos muitas vezes não têm informações sobre doenças raras , que são muitas vezes e pouco comum, demora-se até suspeitar da doença e encaminhar para um especialista.

Entre os problemas que ocorrem com os pacientes com MPS que não apresentam o tratamento adequado, incluem-se:

  • Limitações articulares;
  • Problemas respiratórios e cardíacos;
  • Aumento do fígado e baço;
  • Déficit neurológico.

Como mucopolissacaridoses (MPS)

Por ter sintomas comuns as outras patologias, o diagnóstico das mucopolissacaridoses acaba sendo demorado e complexo. Todas as manifestações físicas e neurológicas são provocadas pela falta ou deficiência de enzimas necessárias para atividades importantes para o organismo.

Um número das mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos. De acordo com a enzima que se encontra deficiente, as mucopolissacaridoses podem ser classificadas em 11 tipos diferentes.

No Brasil, o tipo II, conhecido como síndrome de Hunter, é o mais prevalente - são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos, com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente em pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente precocemente.

De acordo com os dados da Rede MPS Brasil, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com MPS tipo II em nosso país. O diagnóstico dessa doença ganhou um novo aliado com a aprovação e sanção do Projeto de Lei que visa a ampliar como doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho, realizado no âmbito do SUS.


Tratamento

A MPS não tem cura. No entanto, com um tratamento adequado, é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente.

Segundo o médico geneticista do HCPA e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr. Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE), com infusões semanais de enzima deficiente nesses pacientes, foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso, já que em dos pacientes com MPS II a doença afeta também o cérebro.

“Novos recursos terapêuticos, como os que utilizam enzimas que são capazes de chegar ao cérebro, ainda que tenham sido administrados no sangue, permitirão tratar como manifestações neurológicas. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente por meio do Teste do Pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS ”, explica o Dr. Giugliani.


Médico explica consequências de diagnóstico tardio de mucopolissacaridoses

Com sintomas comuns a outras doenças, a MPS é de difícil diagnóstico


Sem sua inclusão no teste do pezinho ampliado, o diagnóstico da mucopolissacaridose tipo II , doença genética que faz parte do grupo de erros inatos do metabolismo, acaba sendo demorado e complexo, uma vez que ela se apresenta progressivamente, e há múltiplos sintomas e muitos são comuns a outras patologias.

De acordo com o estudo qualitativo “Jornada do Paciente MPS II”, realizado pelo Instituto Inception Consultoria e Pesquisa, instituto de pesquisa focado na área da saúde, e pedido pela JCR Farmacêutica, cuidadores de pacientes com mucopolissacaridose (MPS) relatam que passou por mais de cinco médicos diferentes, incluindo pediatra, otorrinolaringologista, ortopedista, neurologista e cirurgião, até ser levantada a suspeita de uma doença rara e o diagnóstico ser realizado, usualmente pelo geneticista.

Esse percurso pode durar até quatro anos e, ao longo desse tempo, uma doença vai se agravando, a expectativa de vida do paciente que, sem tratamento, na maioria dos casos, não atinge a idade adulta.

Isso acontece porque, em cada uma das diferentes mucopolissacaridoses, a produção de uma das enzimas responsáveis pela degradação de específicos é afetada e o acúmulo dos mesmos no organismo do paciente, de forma progressiva, provoca diversas manifestações.

Dessa forma, quanto mais tempo se passa sem tratamento, piores são como consequências.

Demora no tratamento da mucopolissacaridose agrava quadros

O pediatra é o médico que tem contato com o bebê e pode perceber como as primeiras manifestações da doença, que muitas vezes acontecem já nos primeiros meses de vida. Ao se deparar com o problema, especialistas como otorrinolaringologista, ortopedista e cirurgião pediátrico são indicados para acompanharem as complicações da doença que aparecem na infância.

“Otites recorrentes que muitas vezes levam à colocação de drenos no tímpano, cirurgias para retirar adenoides e amígdalas, ou para corrigir hérnia umbilical ou inguinal, são alguns dos procedimentos comuns nos pacientes com MPS, geralmente realizados antes que o diagnóstico esteja disponível”, comenta o Prof. Roberto Giugliani, médico geneticista do HCPA - Hospital de Clínicas de Porto Alegre.

“Seria importante que, embora sejam ocorridos, esses procedimentos gerassem um questionamento sobre a possibilidade de MPS, especialmente quando mais de um deles presente num mesmo paciente, ou então associado a algum outro problema, como deficiência auditiva, restrição articular ou alteração na coluna ”, complementa Giugliani.

Como os médicos muitas vezes não têm informações sobre doenças raras , que são muitas vezes e pouco comum, demora-se até suspeitar da doença e encaminhar para um especialista.

Entre os problemas que ocorrem com os pacientes com MPS que não apresentam o tratamento adequado, incluem-se:

  • Limitações articulares;
  • Problemas respiratórios e cardíacos;
  • Aumento do fígado e baço;
  • Déficit neurológico.


Como mucopolissacaridoses (MPS)

Por ter sintomas comuns as outras patologias, o diagnóstico das mucopolissacaridoses acaba sendo demorado e complexo. Todas as manifestações físicas e neurológicas são provocadas pela falta ou deficiência de enzimas necessárias para atividades importantes para o organismo.

Um número das mucopolissacaridoses é de cerca de 1 para cada 20 mil nascidos vivos. De acordo com a enzima que se encontra deficiente, as mucopolissacaridoses podem ser classificadas em 11 tipos diferentes.

No Brasil, o tipo II, conhecido como síndrome de Hunter, é o mais prevalente - são 0,48 para cada 100.000 nascidos vivos, com uma média de 13 novos casos ao ano. Ocorrendo quase exclusivamente em pessoas do sexo masculino, a MPS II, sem o tratamento adequado, pode causar a morte do paciente precocemente.

De acordo com os dados da Rede MPS Brasil, entre os anos 1982 e 2019, foram diagnosticados 493 pacientes com MPS tipo II em nosso país. O diagnóstico dessa doença ganhou um novo aliado com a aprovação e sanção do Projeto de Lei que visa a ampliar como doenças que devem fazer parte do Teste do Pezinho, realizado no âmbito do SUS.


Tratamento

A MPS não tem cura. No entanto, com um tratamento adequado, é possível controlar a doença e aumentar a expectativa de vida do paciente.

Segundo o médico geneticista do HCPA e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Dr. Roberto Giugliani, a Terapia de Reposição Enzimática (TRE), com infusões semanais de enzima deficiente nesses pacientes, foi um importante avanço no tratamento das MPS, embora tenha algumas limitações, como o fato de não penetrar no sistema nervoso, já que em dos pacientes com MPS II a doença afeta também o cérebro.

“Novos recursos terapêuticos, como os que utilizam enzimas que são capazes de chegar ao cérebro, ainda que tenham sido administrados no sangue, permitirão tratar como manifestações neurológicas. A combinação dessas novas tecnologias de tratamento com o diagnóstico precoce, idealmente por meio do Teste do Pezinho, trará um ganho significativo na qualidade de vida dos pacientes com MPS ”, explica o Dr. Giugliani.


Cirurgia robótica: mais precisão e melhores resultados em procedimentos urológicos

Cirurgias robóticas já correspondem a mais de 15% do total ao redor do mundo. Brasil concentra apenas cerca de 1% dos dispositivos


A cirurgia robótica é uma abordagem para intervenções médicas que vem ganhando cada vez mais espaço mundialmente. Um estudo da Escola de Medicina da Universidade de Michigan, nos Estados Unidos, estima que os procedimentos assistidos por robôs já correspondem a mais de 15% do total mundial. Para o médico urologista Rodrigo Lima, membro da Singulari Medical Team, esse avanço é natural diante de seus benefícios. “Por ser minimamente invasiva e de menor duração, a cirurgia robótica permite que o paciente retome suas atividades diárias rapidamente”, explica.

 

Cirurgia robótica e seus benefícios

Seja pela falta de sintomas claros ou pela ausência de diagnóstico precoce, determinados quadros têm a intervenção cirúrgica como a melhor opção. Nesses casos, o reforço da cirurgia robótica vem trazendo mais tranquilidade para os pacientes que precisam se submeter à remoção de tecidos sem maiores traumas.

De fato, um levantamento realizado em conjunto por médicos de diferentes universidades e hospitais brasileiros constatou que 80% dos cirurgiões do País que já utilizam esse recurso afirmaram que a experiência com o suporte de robôs foi positiva e contribuiu para um aprimoramento de suas técnicas.

Para o urologista, esse ganho de precisão serve tanto para tranquilizar os pacientes como para melhorar o prognóstico de conservação de órgãos, como é o caso da remoção de tumores cancerígenos nos rins. “O que o robô acrescenta na urologia são vantagens como a fineza nos movimentos e câmera 3D com aumento de imagem. Isso resulta em um procedimento com maiores possibilidade de preservação do rim”, destaca.

 

Um robô cirurgião?

Diante do crescimento do uso da cirurgia robótica – números mostram que mais de 5.500 unidades do console patenteado pela principal empresa no mercado já estão em uso no mundo –, é importante entender como funciona essa abordagem. Não se trata de um robô capaz de operar um ser humano, mas de um equipamento de última geração controlado por um cirurgião.

Como explica Rodrigo, o médico responsável pelo procedimento opera por meio de um robô de quatro braços. Enquanto um deles guia uma pequena câmera 3D, os demais são usados para manusear os instrumentos cirúrgicos com precisão milimétrica. Além desse profissional, um segundo cirurgião participa do procedimento para qualquer eventualidade.

Por fim, enquanto boa parte dos usos da tecnologia no Brasil ainda sendo destinados a cirurgias urológicas, Rodrigo Lima aponta a importância de tornar esse tratamento mais conhecido e acessível. “Além de ser mais rápida, a cirurgia robótica tem menos sangramento, menos dor e menos complicação pós-operatória. Isso faz com que a intervenção seja menos traumática para o paciente”, conclui.


Vacinação Contra COVID-19 avança!

Opinião


Desde a aprovação dos primeiros imunizantes contra o coronavírus pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária - ANVISA, em 17/01/21, o Brasil já aplicou 95.568.867 doses de vacinas na população brasileira. O percentual de brasileiros totalmente imunizados contra a COVID-19 está em 11,92% da população do país. Já estão com as duas doses da vacina 25.191.955 pessoas, além de outras 51.235 que receberam o imunizante de dose única. Receberam ao menos uma dose da vacina 70.325.677 pessoas, o que corresponde a 33,21% da população.

A celeridade na vacinação aumentou no mês de junho. As dificuldades enfrentadas em maio decorrentes de entregas frustradas, problemas de produção e atrasos no recebimento de insumos para a fabricação dos imunizantes, foram superadas. Passamos a contar com a disponibilização de mais duas outras vacinas (Pfizer e Janssen) e houve a flexibilização da fila de vacinação com a liberação por faixa etária ao mesmo tempo em que o restante do grupo prioritário estava sendo imunizado.

Somente em um único dia (17), 2,2 milhões de doses de vacinas foram aplicadas em 24 horas. É o maior número desde o início da campanha de imunização contra o coronavírus no país. Um recorde diário que, sem dúvida, deve ser exaltado.

Mantendo previsibilidade e velocidade na disponibilização de vacinas e com capacidade instalada, segundo o Ministério da Saúde, de imunizar 2,4 milhões de brasileiros por dia, talvez possamos lograr êxito na previsão do Ministro Marcelo Queiroga de vacinarmos com a primeira dose todos os brasileiros acima de 18 anos até o final de setembro.

Nosso Estado tem apresentado números meritórios desde que foi iniciada a vacinação contra a Covid-19, imprimindo ritmo e transparência na distribuição dos imunizantes recebidos. Segundo estimativa do Governador Eduardo Leite, toda a população gaúcha acima de 18 anos será imunizada com a primeira dose até 20 de setembro.

Até o momento, o Rio Grande do Sul já aplicou 6.296.758 doses de vacinas. O percentual de gaúchos totalmente imunizados contra a COVID-19 está em 15,9% da população residente (20,1% da população vacinável). Já estão com as duas doses da vacina 1.793.358 pessoas, além de outras 8.168 que receberam o imunizante de dose única. Receberam ao menos uma dose da vacina 4.495.232 pessoas, o que corresponde a 39,7% da população residente (50,3% da população vacinável).

Lembramos que a importância da vacinação não está somente na proteção imunológica individual, mas sobretudo na sua aplicação de forma coletiva e na possibilidade de contenção da transmissibilidade da doença. É fundamental, também, reforçar a importância de receber as duas doses da vacina, quando preconizada, para a completa imunização.

Enquanto segue a vacinação, indubitavelmente nosso principal recurso medicamentoso contra o coronavírus, reiteramos a importância da manutenção dos protocolos protetivos individuais - usar máscaras, lavar as mãos, manter distanciamento social - sabidamente eficazes e imprescindíveis para assegurar menor risco de contágio.

 


Dr. Gerson Junqueira Jr. - Presidente Associação Médica do Rio Grande do Sul.


SENTE DOR NAS COSTAS? FISIOTERAPEUTA DÁ DICAS PARA PREVENIR E AMENIZÁ-LAS.

A dor nas costas, na maioria das vezes é o resultado de alguma atividade cotidiana realizada incorretamente, como sentar-se na mesma posição para trabalhar durante muitas horas, curvar-se para aspirar a casa ou carregar sacolas de compras. A boa notícia, de acordo com o fisioterapeuta Bernardo Sampaio, diretor clínico do ITC Vertebral e Instituto Trata, unidades de Guarulhos é que a prevenção das dores nas costas não é tão complicada, geralmente exigindo apenas alguns ajustes simples no dia a dia.  “Apenas um pequeno número de casos é causado por algo mais sério, como uma fratura, doença sistêmica, problemas na coluna e nesse caso o recomendável é procurar por um especialista.” – salienta.  

Para os sintomas de dor nas costas menos graves, a melhor maneira de manter tudo sob controle é permanecer ativo. “O exercício nos ajuda a relaxar os músculos e aumenta o fluxo sanguíneo no corpo.” – destaca Bernardo.  Por isso, o especialista  separou algumas dicas que podem te ajudar a se livrar dos sintomas das dores nas costas, veja:

 

1. Não fique aí deitado.

É tentador descansar até a dor diminuir, mas ficar na cama por um longo período de tempo pode piorar os sintomas da dor nas costas. Atividades simples são as melhores opções para se recuperar da dor. A caminhada, por exemplo, é uma excelente atividade para começar. Respeitando as regras de distanciamento social, você pode caminhar de 10 a 15 minutos ao menos uma vez ao dia, em um ritmo moderado.


2. Alongue-se.

Os alongamentos corretos ajudam a acalmar os espasmos lombares, por isso separei esses simples exercícios para as costas que você pode fazer pela manhã e à noite, de 8 a 10 vezes cada.

 

Alongamento: Em pé, coloque as duas mãos para trás como se as colocasse nos bolsos traseiros da calça jeans; olhe para cima e arqueie suas costas, alongando.

 

Flexões: Deite-se de barriga para baixo e coloque as mãos no chão como se estivesse começando uma flexão. Pressione apenas a parte superior do corpo para cima, permitindo que a parte inferior das costas vá para baixo, mantendo os quadris próximos ao chão. Segure por alguns segundos.

 

3. Não trabalhe com a dor.              

Evite realizar movimentos que causem ou piore as suas dores nas costas. Se durante o seu treino você sentir muita dor, concentre-se em movimentos mais simples.

 

4. Não pule o aquecimento.

Muitos problemas de dor nas costas ocorrem quando, de repente, colocamos pressão sobre a coluna sem aquecer. Por isso, antes de tentar atividades como exercícios de resistência faça alguns alongamentos simples.

 

5. Não ignore a dor.

A maioria dos sintomas de dor nas costas se curam em dias ou semanas, se você não agravá-los por algum motivo. Mas, se eles não passarem por conta própria, não ignore a dor e continue malhando ou seguindo com a vida normalmente. Isso pode causar ainda mais danos ao seu corpo.  Além disso, a atividade excessiva pode apenas reforçar os padrões de movimento que o ajudaram a desenvolver dores nas costas. Portanto, preste atenção no seu treino e nos exercícios para as costas que tem costumado a fazer. “É muito intenso? Os movimentos podem estar agravando seus problemas nas costas? a dor geralmente costuma desaparecer assim que esses problemas forem corrigidos, se não, consulte um especialista.” – finaliza o fisioterapeuta.

 

 

BERNARDO SAMPAIO - Fisioterapeuta pela PUC-Campinas (Crefito: 125.811-F), diretor clínico do ITC Vertebral e do Instituto Trata, unidades de Guarulhos, Bernardo Sampaio é também professor do curso de pós graduação em fisioterapia traumato-ortopédica do Instituto Imparare e do curso de fisioterapia do Centro Universitário ENIAC (Guarulhos) e também leciona como convidado nos cursos de pós-graduação na Santa Casa de São Paulo. Possui experiência em fisioterapia ortopédica, traumatologia e esporte; e especialização em fisioterapia músculo esquelética, aprimoramento em membro superior e oncologia ortopédica pela Santa Casa de São Paulo. Mestrando em ciências da saúde pela faculdade de ciências médicas da santa casa de são Paulo. Saiba mais em: www.institutotrata.com.br  e www.itcvertebral.com.br


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