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segunda-feira, 31 de agosto de 2026

Cigarro, charuto e dispositivos eletrônicos: entenda os riscos e por que nunca é tarde para parar de fumar

Pneumologista explica os impactos das diferentes formas
 de consumo e orienta como abandonar o hábito. Magnific.
Pneumologista explica os impactos das diferentes formas de consumo e orienta como abandonar o hábito

 

O cigarro pode acompanhar uma pessoa durante décadas, mas o tempo de consumo não deve ser encarado como motivo para desistir de parar. Abandonar o tabagismo traz benefícios à saúde e interrompe a exposição contínua a substâncias relacionadas a doenças cardiovasculares, respiratórias e diferentes tipos de câncer.

 

O alerta ganha relevância diante do cenário observado no país. Segundo o Vigitel 2024, do Ministério da Saúde, 11,5% dos adultos entrevistados nas capitais brasileiras e no Distrito Federal declararam ser fumantes. Quando o levantamento considera conjuntamente quem fuma cigarros convencionais ou utiliza dispositivos eletrônicos para fumar, o percentual chega a 13,1% da população adulta dessas regiões.

 

Os dados mostram que esse consumo também permanece presente nas faixas etárias mais avançadas: entre pessoas de 55 a 64 anos, 12,4% declararam fumar cigarros ou utilizar dispositivos eletrônicos; entre aquelas com 65 anos ou mais, o índice foi de 10,6%.

 

No Dia Nacional de Combate ao Fumo, celebrado em 29 de agosto, o pneumologista e superintendente nacional de Práticas Assistenciais da MedSênior, Cristiano Nascimento, destaca que parar de fumar traz benefícios à saúde em qualquer idade. 

 

“Existe a ideia equivocada de que, depois de décadas fumando, parar já não fará tanta diferença. Mas nunca é tarde para parar de fumar. Não devemos olhar apenas para os anos em que a pessoa fumou, mas também para os que ainda têm pela frente. Interromper a exposição às substâncias tóxicas do tabaco contribui para preservar a saúde, a capacidade funcional e a qualidade de vida”, explica o médico.

 


Tabagismo vai além do câncer de pulmão

 

Embora o câncer de pulmão seja uma das doenças mais associadas ao cigarro, os efeitos do tabagismo atingem diferentes partes do organismo. O consumo de produtos derivados do tabaco está relacionado a doenças cardiovasculares e respiratórias e a diferentes tipos de câncer, incluindo tumores de boca e garganta.

 

Entre as doenças respiratórias associadas ao hábito está a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), condição que causa limitação persistente do fluxo de ar e pode envolver alterações das vias aéreas e dos alvéolos, como o enfisema. Falta de ar, tosse persistente, chiado no peito e dificuldade para realizar atividades cotidianas estão entre os sinais de alerta.

 

“Em muitos casos, a pessoa adapta a rotina às limitações respiratórias sem perceber a progressão do problema. Passa a evitar escadas, reduz caminhadas ou faz mais pausas. Especialmente após os 50 anos, é importante não atribuir automaticamente a falta de ar e a redução da disposição ao envelhecimento. Sintomas persistentes precisam ser investigados”, alerta o pneumologista.

 

Charuto e dispositivos eletrônicos também oferecem riscos

 

O fato de o charuto ser consumido de maneira diferente do cigarro convencional não o torna uma opção segura. Mesmo sem tragar a fumaça, há exposição à nicotina e a substâncias tóxicas e cancerígenas. O consumo também está associado a cânceres de boca, língua, garganta e esôfago.

 

Os dispositivos eletrônicos para fumar também oferecem riscos à saúde. Eles podem utilizar líquidos com ou sem nicotina, mas os aerossóis produzidos podem conter substâncias tóxicas e potencialmente prejudiciais ao organismo. No Brasil, a fabricação, importação, comercialização, distribuição, armazenamento, transporte e propaganda desses produtos são proibidos pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

“É importante combater a percepção de que o cigarro eletrônico é inofensivo. Mesmo os dispositivos sem nicotina podem expor o organismo a substâncias nocivas presentes nos aerossóis. Para quem deseja parar de fumar, o mais indicado é buscar estratégias reconhecidas para o tratamento da dependência, preferencialmente com orientação profissional”, explica.

 

O organismo começa a sentir os benefícios

 

De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (INCA), os benefícios de abandonar o cigarro começam pouco tempo após a interrupção do consumo e continuam ao longo dos anos:

- Após 20 minutos: pressão sanguínea e pulsação retornam aos níveis normais;


- Após 8 horas: o nível de oxigênio no sangue se normaliza;


- Após 3 semanas: respiração e circulação apresentam melhora;


- Após 1 ano: o risco de morte por infarto do miocárdio é reduzido pela metade.

 


Quero parar de fumar. Por onde começar?

 

A dependência da nicotina envolve aspectos físicos e comportamentais e, por isso, parar de fumar nem sempre depende apenas de força de vontade. O tratamento pode combinar acompanhamento comportamental e, quando indicado, o uso de medicamentos, de acordo com a avaliação de um profissional de saúde. Algumas medidas também podem ajudar:

 

- Estabeleça uma data para parar de fumar;


- Identifique os gatilhos associados à vontade de fumar;


- Retire cigarros, charutos, cinzeiros e isqueiros do ambiente;


- Mude pequenas rotinas nos momentos anteriormente associados ao cigarro;


- Conte com familiares e amigos como rede de apoio;


- Procure acompanhamento profissional para avaliar o grau de dependência e definir a estratégia de tratamento mais adequada.

 

“Parar de fumar é um processo e cada pessoa pode percorrê-lo de uma forma diferente. Algumas conseguem interromper o consumo de uma vez, enquanto outras precisam de acompanhamento e tratamento. Uma tentativa que não deu certo não deve ser encarada como motivo para desistir”, reforça o especialista.

 

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Dia Mundial dos Cuidados Paliativos reforça urgência do acesso ao controle da dor

Brasil se une à mobilização mundial que defende o acesso universal aos cuidados paliativos e destaca o controle adequado da dor como parte essencial da assistência

 

O controle da dor como parte essencial dos cuidados paliativos será o foco do Dia Mundial dos Cuidados Paliativos (World Hospice and Palliative Care Day – WHPCD), celebrado em 10 de outubro. A mobilização internacional, organizada pela Worldwide Hospice and Palliative Care Alliance (WHPCA), conta com o apoio da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), das Estaduais e Distrital, e busca chamar a atenção de governos, profissionais de saúde e sociedade para a necessidade de garantir dignidade, conforto e assistência adequada às pessoas que vivem com doenças graves. 

A data reforça uma questão central da assistência em saúde: o acesso ao controle da dor não deve ser restrito aos últimos momentos de vida. Os cuidados paliativos podem ser oferecidos desde o diagnóstico de uma doença grave, de forma integrada ao tratamento, com o objetivo de aliviar o sofrimento e preservar a qualidade de vida dos pacientes e de suas famílias. 

Para o presidente da Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), Dr. João Batista Garcia, especialista em dor, o enfrentamento adequado desse sintoma deve ser tratado como uma prioridade assistencial. 

“A dor não pode ser encarada como uma consequência inevitável de uma doença grave. O cuidado paliativo busca justamente reconhecer e tratar o sofrimento de forma integral, e o controle da dor é uma das dimensões mais importantes desse cuidado. Aliviar a dor significa preservar autonomia, dignidade e qualidade de vida, permitindo que o paciente participe das decisões sobre seu próprio tratamento”, afirma o médico. 

A mobilização mundial também chama atenção para a necessidade de políticas públicas capazes de ampliar o acesso aos cuidados paliativos. A Assembleia Mundial da Saúde, órgão de governança da Organização Mundial da Saúde (OMS), aprovou uma resolução que orienta os países a fortalecerem os cuidados paliativos como componente do cuidado integral ao longo de toda a vida. 

O modelo de saúde pública desenvolvido pela OMS para os cuidados paliativos contempla diferentes frentes, entre elas políticas públicas, educação dos profissionais, disponibilidade de medicamentos, participação das comunidades, pesquisa e implementação dos serviços. Apesar dos avanços, ainda existem importantes barreiras para que esses componentes estejam disponíveis de maneira ampla e equitativa.

 

Uma necessidade mundial 

Dados da Comissão Lancet de Cuidados Paliativos e Alívio da Dor estimam que mais de 73 milhões de pessoas necessitem de cuidados paliativos todos os anos. Desse total, 67% são adultos com mais de 50 anos e pelo menos 14% são crianças. A maior parte das pessoas que necessita desse tipo de assistência ainda não está no último ano de vida, o que reforça a importância de ampliar a compreensão de que cuidados paliativos não são sinônimo de cuidados exclusivamente de fim de vida. 

“Quando falamos em cuidados paliativos, estamos falando em cuidado ativo e especializado para pessoas que enfrentam doenças graves e seus familiares. O objetivo é aliviar sintomas, controlar a dor e outros sofrimentos e ajudar o paciente a viver da melhor maneira possível durante o curso da doença. Isso exige uma equipe preparada e uma rede de atenção capaz de oferecer esse cuidado no momento adequado”, destaca Dr. João Batista Garcia. 

Apesar da dimensão dessa necessidade, os cuidados paliativos ainda não estão disponíveis para a maioria das pessoas que deles necessitam, especialmente nos países de baixa e média renda. A ampliação do acesso é, portanto, um dos principais desafios para os sistemas de saúde. 

No Brasil, Academias Estaduais e a Academia Distrital de Cuidados Paliativos promovem, em diferentes cidades, ações e eventos destinados a ampliar a conscientização sobre o tema, compartilhar experiências e fortalecer a discussão sobre políticas e práticas de cuidado.

 

Acesso aos cuidados paliativos é direito à saúde

O Dia Mundial dos Cuidados Paliativos é celebrado anualmente no segundo sábado de outubro e representa uma mobilização internacional em defesa da ampliação do acesso a esse modelo de assistência. A iniciativa reúne instituições, profissionais de saúde, pacientes, familiares e comunidades em torno de uma mesma mensagem: ninguém deveria enfrentar uma doença grave ou o fim da vida sem acesso a cuidados capazes de aliviar o sofrimento e preservar sua dignidade. 

A WHPCA reúne mais de 500 organizações em mais de 100 países e atua para acelerar o acesso universal a cuidados paliativos de qualidade. 

No Brasil, a Academia Nacional de Cuidados Paliativos (ANCP), fundada em 2005, é a principal entidade científica e multiprofissional dedicada ao desenvolvimento, ensino e implementação dos cuidados paliativos. A entidade atua na representação dos profissionais da área, na promoção da educação e da pesquisa e na articulação de políticas públicas voltadas à garantia de uma assistência integral e humanizada. 

Para a ANCP, ampliar o acesso aos cuidados paliativos significa também fortalecer o direito à saúde e assegurar que pessoas com doenças graves tenham suas necessidades físicas, emocionais, sociais e espirituais reconhecidas e cuidadas ao longo de toda a trajetória da doença.

 

Dependência de vape: veja os sinais de alerta e como buscar ajuda

Vontade de usar ao acordar, ansiedade sem o dispositivo e dificuldade para parar podem indicar dependência de nicotina


A vontade de usar o vape logo ao acordar, o incômodo ao permanecer em locais onde o consumo é proibido e a preocupação quando o dispositivo está acabando são sinais de que o uso pode ter deixado de ser ocasional. A dependência de nicotina pode se instalar rapidamente, e não existe um período de experimentação considerado seguro. Segundo a professora Rafaella Carvalho, especialista em Fisioterapia Respiratória do Centro Universitário de Brasília (CEUB), é difícil estabelecer quantas vezes uma pessoa precisará usar o cigarro eletrônico até se tornar dependente.

“Isso varia de organismo para organismo e depende de fatores como frequência de consumo e concentração de nicotina. Por isso, não existe um número de usos que possa ser considerado seguro”, explica.
Quais são os sinais de dependência?Alguns comportamentos devem acender o alerta:

  • vontade intensa de usar o vape ao acordar;
  • dificuldade de ficar sem o dispositivo por períodos prolongados;
  • irritação, ansiedade ou alterações de humor quando não pode usá-lo;
  • dificuldade de concentração ou de relaxar sem o vape;
  • preocupação quando o aparelho ou o líquido estão acabando;
  • aumento progressivo da frequência de consumo;
  • tentativas frustradas de reduzir ou interromper o uso.

    “Esses sinais indicam uma provável dependência química e não devem ser tratados apenas como falta de força de vontade”, afirma Rafaella. A especialista também chama atenção para o uso combinado de diferentes produtos. Depois que a dependência se estabelece, o jovem pode procurar outras fontes de nicotina, como o cigarro convencional, para suprir a necessidade.
     

Quais sintomas físicos exigem atenção?

Além dos sinais comportamentais, algumas alterações respiratórias podem indicar que o uso do vape já está prejudicando a saúde. É recomendado procurar avaliação profissional diante de sintomas como: 

  • falta de ar;
  • tosse persistente;
  • chiado no peito;
  • dor ou desconforto ao respirar profundamente;
  • ansaço desproporcional em atividades leves;
  • sensação constante de fadiga.

Mãos ou lábios arroxeados ou azulados e dificuldade intensa para respirar exigem atendimento imediato, pois podem indicar comprometimento da oxigenação. “Esses sintomas precisam ser avaliados por um profissional de saúde, principalmente quando surgem ou se intensificam após o uso do vape”, orienta a professora.



O que fazer para parar de usar vape?

Quem percebe perda de controle sobre o consumo deve buscar acompanhamento profissional. O tratamento dependerá do nível de dependência, dos sintomas e das condições clínicas de cada pessoa. O acompanhamento psicológico pode ajudar a identificar gatilhos, como ansiedade, estresse e pressão social, além de desenvolver estratégias para lidar com a vontade de usar o dispositivo.

Uma avaliação médica também pode investigar alterações provocadas pelo vape e indicar o tratamento mais adequado. Na presença de comprometimento pulmonar, a fisioterapia respiratória pode integrar o cuidado, com técnicas voltadas à recuperação da função pulmonar, à melhora do padrão respiratório e à desobstrução das vias aéreas. “Buscar ajuda profissional não significa que a pessoa fracassou ao tentar parar. A dependência de nicotina é uma condição que pode exigir acompanhamento e tratamento”, finaliza a docente do CEUB.
 

5 passos diante da suspeita de dependência

  • Observe a frequência e os gatilhos: identifique quando e por que surge a vontade de usar o vape.
  • Não minimize os sinais: irritação, ansiedade e dificuldade de ficar sem o dispositivo podem indicar abstinência.
  • Converse sem julgamento: broncas podem afastar o jovem e dificultar o pedido de ajuda.
  • Procure avaliação profissional: sintomas respiratórios persistentes devem ser investigados.
  • Busque apoio para interromper o consumo: acompanhamento médico e psicológico pode aumentar as chances de sucesso.

 

Centro Universitário de Brasília – CEUB

 

O que a balança não mostra: alimentação ajuda a preservar força, autonomia e independência

No Dia do Nutricionista, especialista explica por que o cuidado
 nutricional deve acompanhar diferentes momentos da vida.
 Divulgação MedSênior


No Dia do Nutricionista, especialista explica por que o cuidado nutricional não se resume ao emagrecimento e deve acompanhar diferentes momentos da vida 

 

O peso corporal é apenas uma das informações avaliadas em uma consulta com o nutricionista. Há aspectos importantes que a balança não consegue mostrar, como perda de massa muscular, deficiência de nutrientes, redução da força e dificuldades que podem afetar a recuperação ou a capacidade de realizar atividades cotidianas. 

Essa avaliação ganha ainda mais relevância com o avanço da idade. Dados do Ministério da Saúde indicam que aproximadamente 12% das pessoas idosas estão abaixo do peso adequado, enquanto mais da metade apresenta excesso de peso. Embora diferentes, os dois cenários exigem atenção, pois podem estar associados a desequilíbrios nutricionais e a impactos sobre a saúde e a autonomia. 

Celebrado em 31 de agosto, o Dia do Nutricionista reforça a importância de ampliar o olhar sobre o trabalho desse profissional. Sua atuação abrange desde a prevenção e o acompanhamento de condições crônicas até o cuidado durante internações e a recuperação após a alta hospitalar. 

Segundo Giselli Prucoli, nutricionista da MedSênior, uma alimentação adequada não deve ser tratada apenas como uma estratégia para perder peso, mas como parte do cuidado contínuo com a saúde.  

“O nutricionista não atua apenas quando existe uma condição de saúde ou quando o objetivo é emagrecer. A alimentação influencia diferentes processos do organismo e pode contribuir para a prevenção, o controle de condições já existentes e a preservação da capacidade funcional. Por isso, o plano alimentar precisa considerar a rotina, as preferências, o estado de saúde e os objetivos de cada pessoa”, explica.

 

Comer bem também significa preservar a autonomia 

Ao longo do envelhecimento, o organismo passa por transformações que alteram suas necessidades nutricionais. Mudanças no apetite, no paladar, na mastigação, na absorção de nutrientes e na composição corporal podem exigir adaptações na alimentação, mesmo quando o peso aparentemente permanece estável. 

A atenção à ingestão de proteínas, vitaminas, minerais, fibras e líquidos ajuda a preservar a massa muscular, a força, a saúde óssea e a disposição. Também contribui para prevenir a desnutrição e a sarcopenia, caracterizada pela perda progressiva de massa e força muscular. 

Sem acompanhamento, essas alterações podem passar despercebidas até começarem a interferir na rotina, aumentando a dificuldade para caminhar, levantar-se de uma cadeira, subir escadas ou realizar tarefas sem ajuda. 

“Envelhecer com saúde está diretamente relacionado à possibilidade de continuar fazendo escolhas e realizando as atividades do dia a dia com independência. A alimentação adequada ajuda a manter a força, o equilíbrio e a disposição necessários para isso”, destaca Giselli.
 

Quando procurar um nutricionista? 

Não é necessário esperar que uma alteração apareça nos exames ou que o peso mude de forma significativa para buscar orientação. 

O acompanhamento nutricional pode ser adotado preventivamente e revisto sempre que houver mudanças na rotina, no estado de saúde, no apetite ou na capacidade funcional. 

A avaliação profissional pode ajudar a:

- Prevenir ou controlar condições crônicas, como diabetes, hipertensão e colesterol elevado;
- Identificar perda de peso ou de massa muscular;
- Adaptar a alimentação às mudanças do envelhecimento;
- Adequar o consumo de proteínas, fibras, vitaminas, minerais e líquidos;
- Atender a necessidades alimentares específicas;
- Recuperar o estado nutricional depois de uma internação;
- Ppreservar a força, a autonomia e a qualidade de vida.

 

Mais do que definir o que deve ou não estar no prato, o nutricionista busca transformar a alimentação em uma estratégia possível de ser incorporada à rotina. Afinal, o cuidado nutricional não começa nem termina na balança: ele também pode ser percebido na força para caminhar, na recuperação após um procedimento e na independência para seguir realizando as atividades de todos os dias.


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SOMP: consenso internacional muda nome e compreensão de uma das condições mais comuns entre as mulheres

A nova nomenclatura reconhece que a Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina (SOMP) vai muito além dos ovários e pode mudar o caminho até o diagnóstico 

 

Uma das condições ginecológicas mais prevalentes do mundo ganhou um novo nome e, com ele, uma compreensão muito mais ampla e precisa do que ela realmente é. Desde maio de 2026, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) passou a se chamar oficialmente Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina (SOMP), correspondência em português do termo internacional Polyendocrine Metabolic Ovarian Syndrome (PMOS).  

A mudança foi consolidada em consenso global publicado na revista The Lancet, resultado de um processo que durou 14 anos, reuniu 56 organizações científicas, clínicas e de pacientes e contou com mais de 14 mil respostas de profissionais e pessoas diagnosticadas. 

Para o Dr. Alexandre Rossi, ginecologista responsável pelo Ambulatório de Ginecologia Geral do Hospital e Maternidade Leonor Mendes de Barros, em São Paulo, a atualização é muito mais do que uma troca de sigla. “A mudança de SOP para SOMP é um marco. Durante décadas, o nome antigo induzia médicos e pacientes à ideia de que a síndrome era um problema de ovários e de cistos. Na prática, estamos falando de uma condição metabólica e endócrina complexa, que exige um olhar muito mais abrangente no diagnóstico e no tratamento”, afirma.

 

Por que o problema? 

A Síndrome dos Ovários Policísticos afeta entre 8% e 13% das mulheres em idade reprodutiva, o equivalente a mais de 170 milhões de pessoas no mundo. Apesar da prevalência expressiva, estima-se que até 70% das mulheres com a condição permaneçam sem diagnóstico. E o nome da síndrome era parte do problema. 

O termo “ovários policísticos” criava duas distorções importantes. A primeira: sugeria que a condição estava restrita aos ovários, quando na realidade envolve alterações endocrinológicas e metabólicas de amplo espectro, como hiperandrogenismo, resistência à insulina, dislipidemia, risco cardiovascular aumentado e alterações neuroendrócrinas. A segunda: implicava a presença de cistos ovarianos patológicos, quando o que se observa ao ultrassom são pequenos folículos antrais acumulados, e não cistos. Isso gerava tanto sobrediagnóstico quanto subdiagnóstico, além de um impacto psicossocial negativo nas pacientes. 

“Muitas pacientes chegavam ao consultório convictas de que não podiam ter a síndrome porque o ultrassom não mostrava cistos. Outras, recebiam um diagnóstico equivocado baseado apenas no aspecto ovariano, sem investigar os critérios clínicos e laboratoriais necessários. O novo nome resolve essa ambiguidade e isso tem impacto real na vida das mulheres”, explica o Dr. Alexandre.

 

O que muda com a SOMP? 

A nova nomenclatura, Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina, foi escolhida após um processo rigoroso, que avaliou acurácia clínica, aceitabilidade cultural e clareza de comunicação para diferentes públicos. O nome carrega três conceitos fundamentais: a origem ovariana da condição, o componente metabólico central e o envolvimento de múltiplos eixos endocrinológicos. 

Além da nomenclatura, o consenso trouxe atualizações clínicas relevantes. Uma das mais significativas diz respeito ao diagnóstico: o hormônio antimulleriano (AMH), dosado por exame de sangue, passa a ser reconhecido como alternativa válida ao ultrassom para confirmação diagnóstica em mulheres adultas. Essa mudança tem impacto prático real: a coleta de sangue é mais acessível, menos invasiva e reduz o risco de sobrediagnóstico baseado apenas em imagem. 

O consenso também reforça que a SOMP deve ser compreendida como uma condição crônica e multissistêmica, com impactos que vão da saúde reprodutiva ao risco cardiovascular e metabólico de longo prazo, passando pela saúde mental.  

“A SOMP não é apenas um problema de irregularidade menstrual ou de dificuldade para engravidar. É uma condição que, sem diagnóstico e acompanhamento adequados, pode evoluir para diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e outras complicações metabólicas. Reconhecer isso no próprio nome da síndrome é um passo fundamental”, afirma o Dr. Alexandre Rossi.

 

Quem tem SOMP e como reconhecer 

A SOMP afeta mulheres em idade reprodutiva, com prevalência estimada entre 8% e 13% e de 6,3% a 8,5% entre adolescentes. Os sinais mais comuns incluem irregularidade menstrual persistente, acne resistente a tratamentos, aumento de pelos em regiões corporais típicas de padrão masculino, queda de cabelo com distribuição central, dificuldade para engravidar, ganho de peso, especialmente abdominal, e alterações de humor e ansiedade. 

O diagnóstico segue baseado nos critérios de Rotterdam, que exigem a presença de pelo menos dois dos três achados: hiperandrogenismo clínico ou laboratorial, disfunção ovulatória e morfologia ovariana policística ao ultrassom ou AMH elevado.  

O Dr. Alexandre Rossi reforça que o diagnóstico é clínico e laboratorial, não se resumindo a um exame de imagem.  

“Não ter cistos no ultrassom não descarta a SOMP, assim como ter ovários com aspecto policístico no ultrassom não confirma o diagnóstico sozinho. A avaliação precisa ser clínica, laboratorial e individualizada”. 

A nova perspectiva reforça a centralidade das mudanças de estilo de vida, alimentação anti-inflamatória, atividade física regular, gestão do estresse e sono adequado como pilares do tratamento.  

“A SOMP não tem cura, mas tem controle. O controle efetivo passa por um plano terapêutico que vai além da prescrição do anticoncepcional, que é uma ferramenta importante, mas não é a única nem sempre a mais adequada para cada paciente. O acompanhamento ginecológico regular, com avaliação metabólica periódica, é indispensável”, conclui o Dr. Alexandre Rossi.


Beleza que respira: por que a rinoplastia moderna une estética e função

O otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abrão em
 procedimento cirúrgico: a rinoplastia moderna integra a correção de
desvios estruturais e conchas nasais ao refinamento estético
da face em um único planejamento anatômico.
Divulgação

Muito além da estética de fotografia: investigamos o impacto do clima seco nas vias aéreas e a abordagem cirúrgica que entrega beleza por fora e função por dentro


 

Com a chegada dos meses de estiagem e a queda brusca da umidade relativa do ar, o desconforto respiratório passa a fazer parte da rotina. A sensação persistente de nariz entupido e o ressecamento das vias aéreas levam milhares de pessoas a recorrerem automaticamente aos frascos de descongestionantes nasais em busca de alívio rápido. No entanto, o que parece um gesto inofensivo de autocuidado pode desencadear um ciclo silencioso de dependência tecidual e mascarar alterações estruturais que exigem avaliação médica especializada. 

A conversa contemporânea sobre bem-estar e beleza facial superou a busca por padrões artificiais de fotografia. Hoje, o verdadeiro luxo reside na saúde funcional e na harmonia anatômica. Investigamos como o clima seco afeta a respiração, quais são os limites do uso de medicamentos tópicos e de que maneira a cirurgia nasal moderna consegue integrar a correção funcional à estética em um único planejamento cirúrgico.

 

O perigo do alívio imediato: soro fisiológico não é descongestionante

A confusão cotidiana mais frequente durante o período de seca é tratar vasoconstritores como se fossem soro fisiológico. As duas formulações atuam de maneiras completamente distintas na mucosa nasal. 

A solução salina isotônica (cloreto de sódio a 0,9%) age por hidratação física e limpeza mecânica, removendo secreções e impurezas sem interferir no calibre vascular. Já os descongestionantes contêm substâncias vasoconstritoras sintéticas que contraem rapidamente os vasos sanguíneos da mucosa, reduzindo o volume dos cornetos nasais (a popular “carne esponjosa”) e liberando a passagem de ar em poucos minutos. 

O problema surge quando o uso pontual se transforma em hábito diário. 

“Com o uso prolongado e indiscriminado, o paciente passa a apresentar o chamado efeito rebote: quando o efeito da medicação termina, a mucosa volta a congestionar e o nariz entope novamente. Cria-se o ciclo da rinite medicamentosa. O descongestionante pode abrir o nariz em minutos, mas não necessariamente trata a causa do nariz entupido”, explica o médico otorrinolaringologista e cirurgião cérvico-facial Dr. Vitor Abrão, mestre pela Universidade de São Paulo (USP).

 

Os sinais da rinite medicamentosa e o alerta anatômico

A dependência do medicamento costuma manifestar sinais claros na rotina: o frasco passa a acompanhar a pessoa no bolso ou na mesa de cabeceira, a aplicação torna-se mandatória para conseguir dormir e a frequência de uso aumenta progressivamente. 

Mais do que o vício farmacológico na mucosa, o uso crônico de vasoconstritores costuma mascarar problemas pré-existentes. Quando a dificuldade respiratória é constante, predomina em um dos lados do nariz, prejudica o sono ou obriga a respiração pela boca, a causa pode ser anatômica — como um desvio de septo pronunciado, hipertrofia de conchas nasais ou alterações da válvula nasal. 

“O descongestionante não corrige anatomia. Se existe um desvio importante do septo, pingar vasoconstritor repetidamente produz apenas alívio temporário, mas não elimina a obstrução física. Precisamos parar de perguntar apenas qual remédio usar e começar a investigar por que aquele nariz não está respirando”, ressalta o especialista.

 

Nariz integrado: bonito por fora, funcional por dentro

A visão contemporânea da cirurgia facial estabelece que o nariz não é apenas uma estrutura estética central na face, mas sim um órgão respiratório complexo. As mesmas cartilagens e estruturas ósseas que definem o contorno, o dorso e a projeção da ponta nasal participam ativamente da manutenção da passagem aérea. 

Diretrizes médicas internacionais recomendam que todo paciente interessado em procedimentos estéticos passe por uma avaliação funcional detalhada antes da cirurgia. Quando existem queixas associadas, a rinoplastia combinada permite alinhar o refinamento visual da face à correção de desvios e à redução do volume excessivo das conchas nasais em um único tempo cirúrgico. 

“Em vez de pensar em uma cirurgia estética e uma funcional como dois narizes diferentes, planejamos um único nariz. Um bom resultado precisa ser bonito por fora e funcional por dentro, garantindo que o paciente passe por uma única anestesia e uma recuperação unificada”, pontua o Dr. Vitor Abrão.

 

Ganhos reais na qualidade de vida

Muitas pessoas convivem com a respiração oral e a má qualidade do sono há tanto tempo que deixam de perceber o impacto desse quadro na rotina. No pós-operatório da cirurgia combinada, o restabelecimento da via aérea nasal proporciona benefícios diretos: 

  • Sono mais reparador: redução de despertares noturnos e da sensação incômoda de acordar com a boca ressecada. 
  • Rendimento físico: melhora na oxigenação durante a prática de exercícios e atividades diárias. 
  • Liberdade terapêutica: interrupção do ciclo contínuo de dependência de frascos descongestionantes para conseguir respirar. 

O especialista reforça que a cirurgia nasal tem como meta exclusiva devolver a respiração adequada, não devendo ser vendida como solução isolada para quadros multifatoriais complexos, como apneia obstrutiva do sono.

 

Guia de autocuidado seguro durante o clima seco

Para proteger as vias aéreas sem colocar a saúde da mucosa em risco, algumas medidas clínicas simples devem orientar a rotina durante a estiagem: 

  • Hidratação salina contínua: utilize sprays de soro fisiológico estéril várias vezes ao dia para umidificar a mucosa e remover partículas e alérgenos. 
  • Ingestão hídrica: aumente o consumo diário de água para manter a hidratação tecidual do organismo. 
  • Controle ambiental: utilize umidificadores no quarto durante a noite (mantendo a higienização rigorosa do aparelho contra fungos) e evite exposição direta a ar-condicionado excessivo, fumaça ou poeira. 
  • Avaliação médica: caso a obstrução persista, ocorram sangramentos frequentes ou haja necessidade de uso diário de medicamentos vasoconstritores, consulte um otorrinolaringologista. “A seca pode piorar os sintomas, mas nem todo nariz entupido durante a estiagem é culpa apenas do clima”.

  

Dr. Vitor Abraão - médico otorrinolaringologista, cirurgião cérvico-facial e mestre pela Universidade de São Paulo (USP). Com ampla atuação em cirurgia da face e rinoplastia de alta precisão, seu trabalho alia rigor anatômico e planejamento personalizado para unir equilíbrio estético, função respiratória e naturalidade.


Vacinas: quando é seguro e quando é preciso esperar?

Coadministrar imunizantes é seguro em diversas situações, mas algumas combinações exigem atenção aos intervalos

 

O avanço do sarampo nas Américas e as recentes decisões do governo dos Estados Unidos sobre a vacinação infantil trouxeram novamente à discussão a administração simultânea de imunizantes. A Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) já havia emitido um alerta diante do aumento dos casos de sarampo na região, que registrou 47.026 casos confirmados e 48 mortes pela doença entre as semanas epidemiológicas 1 e 29 de 2026, encerradas em 25 de julho.¹ Diante desse cenário, surge uma dúvida: diferentes vacinas podem ser tomadas juntas com segurança ou há combinações que precisam ser separadas?

Nos Estados Unidos, a discussão recentemente ganhou um novo capítulo, quando a Casa Branca publicou a Executive Order 14420. O documento defende a substituição da vacina MMR, equivalente à tríplice viral (SCR) usada no Brasil, por aplicações separadas contra sarampo, caxumba e rubéola quando produtos monovalentes estiverem disponíveis. A ordem também recomenda, na maior medida possível, que vacinas infantis sejam administradas em consultas separadas.²

A decisão norte-americana não altera as recomendações brasileiras. As evidências científicas mostram que diferentes tipos de imunizantes podem ser administrados em conjunto com segurança quando essa coadministração está prevista nas recomendações. Vacinas inativadas, recombinantes, conjugadas e polissacarídicas podem ser administradas na mesma visita em diversas situações. Algumas combinações envolvendo vacinas vivas atenuadas, porém, exigem atenção aos intervalos.³

Quando há indicação para mais de um imunizante, cada vacina é administrada separadamente, com seringa própria e em pontos distintos do corpo. Já as vacinas combinadas são desenvolvidas e licenciadas para reunir diferentes componentes em uma única aplicação, como a própria tríplice viral.³

“Receber diferentes vacinas em uma mesma visita não sobrecarrega o sistema imunológico. As combinações recomendadas são avaliadas em estudos que verificam tanto a segurança quanto a resposta produzida para cada doença”, explica Maria Isabel de Moraes-Pinto, infectologista e coordenadora em vacinas da Dasa, líder em medicina diagnóstica no Brasil.


Quais vacinas podem ser aplicadas juntas?

Dependendo da idade, do histórico vacinal e das condições clínicas, uma mesma visita pode incluir imunizantes contra influenza, hepatites A e B, HPV, doença pneumocócica e herpes-zóster.3

Há evidências clínicas para combinações específicas. Um ensaio randomizado avaliou a aplicação simultânea da vacina HPV-16/18 com uma vacina combinada contra hepatites A e B e encontrou respostas imunológicas não inferiores às observadas quando os produtos foram administrados separadamente. ⁴

A vacina recombinante herpes zóster também foi estudada junto às vacinas pneumocócica polissacarídica 23-valente e pneumocócica conjugada 13-valente em adultos com 50 anos ou mais. Nos estudos, a coadministração preservou a resposta imunológica esperada para as combinações avaliadas. ⁵
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“É possível receber diferentes vacinas em uma mesma visita. Elas são aplicadas separadamente, muitas vezes em braços diferentes ou em pontos distintos do mesmo membro, respeitando a via e o local indicados para cada imunizante”, afirma Alberto Chebabo, infectologista no Bronstein e Sérgio Franco, no Rio de Janeiro.


Quando é preciso esperar?

A principal atenção envolve vacinas vivas atenuadas. Elas podem ser aplicadas no mesmo dia, mas, quando duas vacinas desse grupo não são administradas simultaneamente, a regra geral é aguardar 28 dias.3 O intervalo está relacionado à possibilidade de interferência na resposta imunológica, e não à necessidade de o organismo “descansar”.

No Brasil, há uma orientação específica para crianças menores de 2 anos. Em situações de rotina, a vacina febre amarela e a tríplice viral ou tetraviral não devem ser administradas simultaneamente e recomenda-se intervalo mínimo de 30 dias entre elas. ⁷ Um ensaio randomizado brasileiro identificou possível interferência na resposta imunológica quando essas vacinas foram aplicadas no mesmo dia nessa faixa etária.⁸

“Os intervalos existem porque algumas combinações podem interferir na resposta esperada, e não porque o organismo precise se recuperar de uma vacina para receber outra. Por isso, é importante seguir o esquema indicado para cada idade e condição de saúde”, afirma Maria Isabel.


E o nirsevimabe?

O nirsevimabe, comercializado como Beyfortus, não é uma vacina, mas um anticorpo monoclonal que fornece proteção passiva contra o vírus sincicial respiratório (VSR). As vacinas, por sua vez, estimulam o organismo a produzir sua própria resposta imune. ⁹
“Vacinas estimulam o organismo a desenvolver uma resposta imunológica. Anticorpos monoclonais, como o nirsevimabe, fornecem proteção passiva. São mecanismos diferentes e cada produto tem suas próprias recomendações de uso”, explica Annelise Correa Wengerkievicz Lopes, diretora médica da Dasa e responsável técnica do laboratório Santa Luzia. A administração do nirsevimabe junto às vacinas de rotina deve seguir as recomendações específicas para a idade da criança. Para gestantes e adultos mais velhos, as vacinas VSR também possuem indicações próprias.

Para quem está com a carteira de vacinação atrasada, criar intervalos sem indicação pode prolongar o período sem proteção. Quando diferentes vacinas estão indicadas e não existe uma recomendação específica para separá-las, a coadministração pode permitir a atualização da proteção em uma mesma visita. 3

 

 

Referências

1. PAN AMERICAN HEALTH ORGANIZATION. Situation Report No. 8: Measles in the Region of the Americas. Washington, 31 jul. 2026.
2. THE WHITE HOUSE. Delivering Gold Standard Childhood Vaccine Recommendations for Americans. Executive Order 14420. Washington, 10 ago. 2026.
3. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. Instrução Normativa que instrui o Calendário Nacional de Vacinação – 2026. Brasília: Ministério da Saúde, 2026.
4. PEDERSEN, C. et al. Randomized trial: immunogenicity and safety of coadministered human papillomavirus-16/18 AS04-adjuvanted vaccine and combined hepatitis A and B vaccine in girls. Journal of Adolescent Health, v. 50, n. 1, p. 38–46, 2012. DOI: 10.1016/j.jadohealth.2011.10.009.
5. MARÉCHAL, C. et al. Immunogenicity and safety of the adjuvanted recombinant zoster vaccine co-administered with the 23-valent pneumococcal polysaccharide vaccine in adults ≥50 years of age. Vaccine, 2018. DOI: 10.1016/j.vaccine.2018.05.110.
6. MIN, J. Y. et al. The adjuvanted recombinant zoster vaccine co-administered with the 13-valent pneumococcal conjugate vaccine in adults aged ≥50 years. Journal of Infection, 2022. DOI: 10.1016/j.jinf.2021.12.033.
7. BRASIL. MINISTÉRIO DA SAÚDE. FAQ: prevenção e vacinação contra febre amarela. Brasília: Ministério da Saúde.
8. NASCIMENTO SILVA, J. R. et al. Mutual interference on the immune response to yellow fever vaccine and a combined vaccine against measles, mumps and rubella. Vaccine, 2011. DOI: 10.1016/j.vaccine.2011.05.019.
9. DRYSDALE, S. B. et al. Nirsevimab for prevention of hospitalizations due to RSV in infants. New England Journal of Medicine, 2023. DOI: 10.1056/NEJMoa2309189.


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