A.C.Camargo destaca sinais de alerta e avanços no tratamento que ampliam as perspectivas de cura e qualidade de vida de crianças e adolescentes
São Paulo, setembro de 2026 – Setembro é marcado pela cor dourada, campanha de conscientização sobre o câncer infantojuvenil que reforça a importância do diagnóstico precoce e do tratamento especializado. No Brasil, são estimados 7.560 novos casos de câncer infantojuvenil por ano no triênio 2026-2028, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA). Entre os tipos mais comuns estão as leucemias, os tumores do sistema nervoso central e os linfomas, além de tumores sólidos, como neuroblastoma e sarcomas.
Atualmente, cerca de 80% das crianças e adolescentes com câncer
podem ser curados quando a doença é diagnosticada precocemente e o tratamento é
realizado adequadamente. Por isso, a atenção aos sinais e sintomas e a busca
por avaliação médica são fundamentais. Febre prolongada sem causa aparente,
palidez, sangramentos, manchas roxas, dores persistentes, alterações neurológicas,
aumento do volume abdominal e presença de massas ou ínguas estão entre os
sinais que merecem atenção.
“O câncer infantil pode apresentar sinais muito semelhantes aos de
doenças comuns da infância, o que pode dificultar a identificação. Por isso, é
importante que pais e responsáveis estejam atentos à persistência dos sintomas
e procurem avaliação médica quando houver algo diferente do habitual. Quanto
mais cedo identificamos a doença, maiores são as possibilidades de oferecer um
tratamento adequado e com melhores resultados”, explica a Dra. Viviane
Sonaglio, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo
Cancer Center.
Cardio-oncologia pediátrica
Entre as áreas que integram esse cuidado está a cardio-oncologia
pediátrica, voltada ao acompanhamento de possíveis impactos de determinados
tratamentos sobre o coração. Alguns medicamentos utilizados contra o câncer e a
radioterapia em regiões próximas ao órgão podem provocar alterações
cardiovasculares durante ou até mesmo anos após o tratamento.
Na infância, esse acompanhamento exige atenção especial, já que o
coração ainda está em processo de crescimento e desenvolvimento. A avaliação
cardio-oncológica deve ser realizada antes, durante e após o tratamento, com
exames definidos de acordo com o diagnóstico, a idade e as terapias utilizadas.
“Quando tratamos uma criança com câncer, precisamos considerar
também o coração que ainda está em desenvolvimento. Alguns tratamentos podem
afetar o funcionamento do músculo cardíaco e, por isso, a avaliação
individualizada antes, durante e depois da terapia é fundamental para
identificar precocemente qualquer alteração e permitir uma intervenção
adequada, contribuindo para um tratamento mais seguro”, explica a Dra. Verônica
Santos, cardio-oncologista pediátrica do A.C.Camargo Cancer Center.
Dessa forma, o cuidado oncológico pediátrico acompanha toda a
jornada do paciente, desde a identificação dos primeiros sinais e o tratamento
do câncer até o acompanhamento de sua saúde e qualidade de vida após a doença.
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