Nova terapia amplia as alternativas
para pacientes adultos com câncer colorretal metastático que já passaram pelas
principais opções disponíveis, em uma fase da doença em que as possibilidades de
tratamento se tornam cada vez mais limitadas1
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o fruquintinibe para o tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático previamente tratados com medicamentos quimioterápicos e outras terapias-alvo¹. O registro amplia as possibilidades terapêuticas em uma etapa avançada da doença, marcada pela progressão após diferentes linhas de tratamento. Trata-se de uma nova opção e a primeira terapia-alvo em mais de uma década, para adultos com câncer colorretal metastático previamente tratados, independentemente do status de biomarcadores de mutação tumoral ou de terapias anteriores.2-6. A aprovação também representa um novo marco para a oncologia gastrointestinal no Brasil, ao introduzir uma terapia-alvo oral já aprovada em importantes mercados internacionais, incluindo Estados Unidos, Japão, China e União Europeia7,8.
O câncer colorretal está entre os tumores mais incidentes no país. Segundo a Estimativa 2026 do Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados 53.810 novos casos de câncer de cólon e reto por ano no Brasil no triênio 2026–20289. Apesar dos avanços observados nas últimas décadas, uma parcela dos pacientes evolui para a doença metastática, estágio em que o câncer se dissemina para outros órgãos e o controle da doença e de sua progressão passam a ser objetivos importantes do tratamento. No câncer colorretal metastático, pacientes podem passar por sucessivas linhas de tratamento e, à medida que avançam nessas linhas, o tempo mediano sem progressão da doença tende a diminuir, passando de 10,9 meses na primeira linha para cerca de 3,1 meses na terceira ⁵.
A aprovação da Anvisa foi fundamentada nos resultados dos estudos de fase III FRESCO e FRESCO-22,10. No estudo FRESCO, realizado com pacientes adultos com câncer colorretal metastático previamente tratados, a mediana de sobrevida global foi de 9,3 meses entre aqueles que receberam fruquintinibe associado ao melhor tratamento de suporte disponível, em comparação com 6,6 meses no grupo placebo associado ao melhor tratamento de suporte. O resultado correspondeu a uma redução de 35% no risco de morte2.
O estudo também demonstrou maior controle da doença: 62,2% dos pacientes tratados com fruquintinibe alcançaram resposta ou estabilização da doença, em comparação com 12,3% no grupo placebo². Em relação à sobrevida livre de progressão, a mediana foi de 3,7 meses com fruquintinibe e de 1,8 mês com placebo, correspondendo a uma redução de 74% no risco de progressão da doença ou morte².
Os resultados foram reforçados pelo FRESCO-2, estudo internacional de fase III publicado no The Lancet, que avaliou uma população mais intensamente pré-tratada e refratária. Entre os 691 participantes, 73% já haviam recebido mais de três linhas de tratamento para a doença metastática. Nesse grupo, a mediana de sobrevida global foi de 7,4 meses com fruquintinibe, antes 4,8 meses com placebo, com redução de 34% no risco de morte. A sobrevida livre de progressão foi de 3,7 meses versus 1,8 mês, respectivamente, representando redução de 68% no risco de progressão ou morte¹⁰.
Em conjunto, os estudos demonstraram benefício consistente em sobrevida e controle da doença em diferentes populações de pacientes previamente tratados com outros medicamentos quimioterápicos. Os dados de segurança também mostraram um perfil conhecido e manejável, sem novos sinais de segurança identificados nos estudos. Os eventos adversos mais comuns (incidência ≥20%) após o tratamento com fruquintinibe, incluíram hipertensão, reações cutâneas nas mãos e pés, proteinúria, disfonia, dor abdominal, diarreia e astenia²˒¹⁰.
“Pacientes com câncer colorretal metastático que apresentam progressão da doença após as terapias disponíveis enfrentam um cenário particularmente desafiador. A aprovação do fruquintinibe amplia as possibilidades terapêuticas em um momento da jornada em que historicamente havia poucas alternativas de tratamento, oferecendo uma nova opção baseada em evidências clínicas robustas”, afirma Dra. Maria Ignez Braghiroli, oncologista e participante das principais instituições nacionais.
O
fruquintinibe é uma terapia-alvo oral desenvolvida para atuar de forma seletiva
sobre os receptores VEGFR-1, VEGFR-2 e VEGFR-3, proteínas envolvidas na
formação de vasos sanguíneos processo que contribui para o crescimento tumoral
⁵,⁶. Sua administração por via oral, livre do regime de
quimioterapia, representa uma alternativa de tratamento aos pacientes
elegíveis, conforme avaliação e orientação médica. Ao inibir esse processo, o
fruquintinibe pode contribuir para retardar a progressão da doença em pacientes
previamente tratados.
O câncer colorretal no Brasil
Projeções da Agência Internacional para Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), indicam que os casos globais de câncer colorretal poderão ultrapassar 3 milhões por ano até 2040, enquanto as mortes associadas à doença podem superar 1,6 milhão de casos anuais¹¹. Esse cenário reforça a importância do diagnóstico precoce, do acompanhamento médico e da ampliação contínua das opções terapêuticas.
Os sinais do câncer colorretal podem incluir alterações persistentes do hábito intestinal, presença de sangue nas fezes, dor abdominal recorrente, fadiga, anemia e perda de peso sem causa aparente¹² . Especialistas reforçam que a atenção a esses sinais e sintomas e a busca por avaliação médica são fundamentais para ampliar as chances de diagnóstico precoce e tratamento adequado.
“A aprovação do fruquintinibe representa um marco importante para a oncologia no Brasil e reforça o compromisso da Takeda em buscar soluções para condições médicas que ainda contam com opções terapêuticas limitadas. Este avanço reflete nossa dedicação à ciência e à inovação e reafirma nosso propósito de transformar o conhecimento científico em novas possibilidades de cuidado para pessoas com câncer. Ao trazer uma alternativa para pacientes adultos com câncer colorretal metastático previamente tratados, contribuímos para ampliar as perspectivas de tratamento em uma etapa particularmente desafiadora da jornada oncológica”, afirma Dra. Vivian Lee, Diretora Médica da Takeda Brasil.
Com a aprovação da Anvisa, o Brasil passa a integrar o grupo de 53 países que aprovaram o fruquintinibe como opção para o tratamento de pacientes adultos com câncer colorretal metastático previamente tratado.
Takeda
www.takeda.com
Nenhum comentário:
Postar um comentário