Biomédica esteta Dra. Gardênia Vivian explica por que a balança nem sempre acompanha as mudanças do corpo e destaca a importância de avaliar composição corporal, medidas e gordura localizada durante o processo
O paciente mantém uma rotina de alimentação equilibrada, continua
treinando e, ainda assim, percebe que a balança deixa de mudar por semanas.
Esse período, conhecido como platô do emagrecimento, é comum durante processos
de perda de peso e pode gerar frustração justamente em quem sente que está
fazendo tudo “certo”.
Para a biomédica esteta Dra. Gardênia Vivian, o primeiro ponto é entender
que a ausência de mudança na balança não significa necessariamente ausência de
evolução.
“O peso é apenas uma das formas de acompanhar um processo. O corpo
pode estar mudando em medidas, percentual de gordura e composição corporal
mesmo quando a balança praticamente não se altera. Por isso, antes de achar que
nada mais está funcionando, precisamos olhar o paciente como um todo”, explica.
Por que o corpo pode parar de responder da mesma forma?
Ao longo de um processo de perda de peso, o organismo passa por
adaptações. Um corpo mais leve possui necessidades energéticas diferentes e
fatores como sono, estresse, rotina, composição corporal, alterações hormonais
e preservação de massa muscular também podem interferir na evolução.
Por isso, segundo Gardênia, identificar a causa da estagnação
exige uma avaliação individualizada e, quando necessário, acompanhamento
multidisciplinar.
“Não existe uma única explicação para todos os pacientes. E esse é
justamente o problema das soluções prontas. Cada corpo tem um histórico, uma
rotina e uma resposta diferente. Antes de mudar tudo, é preciso entender o que
está acontecendo com aquele paciente.”
Fazer mais nem sempre significa ter mais resultado
Diante da estagnação, é comum que algumas pessoas tentem compensar
aumentando excessivamente os exercícios ou restringindo ainda mais a
alimentação.
Além de não necessariamente resolver o problema,
mudanças desse tipo, quando realizadas sem acompanhamento adequado, podem
comprometer a adesão ao processo e a preservação da massa muscular.
Para Gardênia, esse é um dos momentos em que a
estratégia precisa falar mais alto do que a ansiedade. “O paciente entra no
desespero de achar que precisa comer cada vez menos ou treinar cada vez mais.
Nem sempre esse é o caminho. Dependendo do caso, é necessário reavaliar a
estratégia com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento, e não
simplesmente radicalizar.”
A balança não conta toda a história
Um dos pontos que mais geram confusão durante o emagrecimento é
utilizar somente o peso como parâmetro de resultado. Mudanças no percentual de
gordura, massa muscular, circunferências e contorno corporal podem acontecer
sem grandes alterações no número apresentado pela balança.
“Eu vejo isso diariamente na clínica. Muitas vezes o paciente
chega frustrado porque o peso não mudou como gostaria, mas, quando avaliamos
medidas, fotografias e composição corporal, existe uma transformação
acontecendo”, afirma Gardênia.
Por isso, a especialista defende que o acompanhamento da evolução
seja feito por diferentes parâmetros, e não exclusivamente pelo peso.
E quando o peso diminui, mas algumas regiões continuam
incomodando?
Existe ainda outra situação bastante comum: o paciente emagrece,
muda hábitos e melhora a composição corporal, mas determinadas regiões
permanecem com acúmulos de gordura localizada, flacidez ou dificuldade de
definição.
É nesse momento, segundo Gardênia, que é importante diferenciar
emagrecimento de contorno corporal.
“Uma coisa é perder peso. Outra é tratar aquilo que continua
incomodando esteticamente depois dessa perda. Abdômen, flancos, braços, costas
e parte interna das coxas são exemplos de regiões que podem não acompanhar
exatamente da forma que o paciente imaginava.”
Nesses casos, procedimentos estéticos podem ser utilizados como
ferramentas complementares, desde que exista indicação após avaliação
individual.
E existe um princípio que Gardênia faz questão de reforçar aos
seus pacientes:
“Duas pessoas podem fazer exatamente o mesmo protocolo e ter
respostas completamente diferentes. O procedimento é uma ferramenta. O
resultado também depende daquilo que o paciente faz fora da clínica.”
MetaSlim nasceu dessa necessidade
Foi observando justamente essa dificuldade recorrente no
consultório que Dra. Gardênia desenvolveu, em 2023, o MetaSlim, método de
contorno corporal voltado à individualização do tratamento.
O protocolo pode associar diferentes estratégias de acordo com a
avaliação e a necessidade de cada paciente, com foco em queixas como gordura
localizada, flacidez e dificuldade de definição corporal.
Desde sua criação, o método já fez parte do tratamento de mais de
3 mil pacientes, segundo dados da clínica.
“O MetaSlim não nasceu para substituir alimentação, exercício ou
acompanhamento de outros profissionais. Ele nasceu porque eu percebia pacientes
fazendo a parte deles e ainda insatisfeitos com regiões específicas do corpo.
Meu objetivo sempre foi olhar para aquela queixa e construir uma estratégia
individualizada”, explica Gardênia.
A indicação e o número de sessões variam de acordo com cada caso e são definidos após avaliação. O protocolo não é indicado para gestantes, lactantes e pacientes que apresentem contraindicações identificadas durante a consulta.
Procedimento e hábitos precisam caminhar juntos
Para a biomédica, um dos principais aprendizados de sua experiência com tratamentos corporais é que nenhum procedimento deve ser encarado isoladamente.
“Não adianta buscar um procedimento e continuar com um estilo de vida completamente incompatível com o resultado que você deseja. Eu sempre falo para os meus pacientes que existe uma parte que eu consigo fazer dentro da clínica e existe uma parte que depende deles.”
Essa visão também mudou a maneira como Gardênia
passou a conduzir seus tratamentos: menos foco em procedimentos isolados e mais
atenção à construção de um plano que considere objetivo, rotina e
características individuais.
O platô não precisa ser sinônimo de desistência
A estagnação pode ser frustrante, mas não deve ser interpretada
automaticamente como fracasso.
Quando o processo deixa de evoluir como esperado, o caminho é entender o que mudou, revisar os parâmetros utilizados para avaliar o resultado e, quando necessário, ajustar a estratégia com os profissionais responsáveis por cada área.
“O corpo não responde de forma linear. Existem fases em que a evolução é muito evidente e outras em que precisamos parar, avaliar e ajustar. O maior erro é transformar algumas semanas de estagnação em motivo para abandonar tudo o que já foi construído”, conclui Dra. Gardênia Vivian.
Dra. Gardênia Vivian - biomédica esteta e atua há mais de 8 anos na estética avançada, com foco em harmonização facial, bioestimulação de colágeno e contorno corporal. É fundadora da Gardenia Vivian Clinic e criadora do MetaSlim, método desenvolvido a partir de sua experiência clínica com pacientes que buscavam melhorar gordura localizada, flacidez e definição corporal de forma individualizada.
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