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terça-feira, 15 de setembro de 2026

Platô do emagrecimento: por que o corpo “trava” e o que fazer para continuar evoluindo

Biomédica esteta Dra. Gardênia Vivian explica por que a balança nem sempre acompanha as mudanças do corpo e destaca a importância de avaliar composição corporal, medidas e gordura localizada durante o processo

 

O paciente mantém uma rotina de alimentação equilibrada, continua treinando e, ainda assim, percebe que a balança deixa de mudar por semanas. Esse período, conhecido como platô do emagrecimento, é comum durante processos de perda de peso e pode gerar frustração justamente em quem sente que está fazendo tudo “certo”. 

Para a biomédica esteta Dra. Gardênia Vivian, o primeiro ponto é entender que a ausência de mudança na balança não significa necessariamente ausência de evolução. 

“O peso é apenas uma das formas de acompanhar um processo. O corpo pode estar mudando em medidas, percentual de gordura e composição corporal mesmo quando a balança praticamente não se altera. Por isso, antes de achar que nada mais está funcionando, precisamos olhar o paciente como um todo”, explica.
 

Por que o corpo pode parar de responder da mesma forma? 

Ao longo de um processo de perda de peso, o organismo passa por adaptações. Um corpo mais leve possui necessidades energéticas diferentes e fatores como sono, estresse, rotina, composição corporal, alterações hormonais e preservação de massa muscular também podem interferir na evolução. 

Por isso, segundo Gardênia, identificar a causa da estagnação exige uma avaliação individualizada e, quando necessário, acompanhamento multidisciplinar. 

“Não existe uma única explicação para todos os pacientes. E esse é justamente o problema das soluções prontas. Cada corpo tem um histórico, uma rotina e uma resposta diferente. Antes de mudar tudo, é preciso entender o que está acontecendo com aquele paciente.”
 

Fazer mais nem sempre significa ter mais resultado 

Diante da estagnação, é comum que algumas pessoas tentem compensar aumentando excessivamente os exercícios ou restringindo ainda mais a alimentação.

Além de não necessariamente resolver o problema, mudanças desse tipo, quando realizadas sem acompanhamento adequado, podem comprometer a adesão ao processo e a preservação da massa muscular.

Para Gardênia, esse é um dos momentos em que a estratégia precisa falar mais alto do que a ansiedade. “O paciente entra no desespero de achar que precisa comer cada vez menos ou treinar cada vez mais. Nem sempre esse é o caminho. Dependendo do caso, é necessário reavaliar a estratégia com os profissionais responsáveis pelo acompanhamento, e não simplesmente radicalizar.”
 

A balança não conta toda a história 

Um dos pontos que mais geram confusão durante o emagrecimento é utilizar somente o peso como parâmetro de resultado. Mudanças no percentual de gordura, massa muscular, circunferências e contorno corporal podem acontecer sem grandes alterações no número apresentado pela balança. 

“Eu vejo isso diariamente na clínica. Muitas vezes o paciente chega frustrado porque o peso não mudou como gostaria, mas, quando avaliamos medidas, fotografias e composição corporal, existe uma transformação acontecendo”, afirma Gardênia. 

Por isso, a especialista defende que o acompanhamento da evolução seja feito por diferentes parâmetros, e não exclusivamente pelo peso.
 

E quando o peso diminui, mas algumas regiões continuam incomodando? 

Existe ainda outra situação bastante comum: o paciente emagrece, muda hábitos e melhora a composição corporal, mas determinadas regiões permanecem com acúmulos de gordura localizada, flacidez ou dificuldade de definição. 

É nesse momento, segundo Gardênia, que é importante diferenciar emagrecimento de contorno corporal. 

“Uma coisa é perder peso. Outra é tratar aquilo que continua incomodando esteticamente depois dessa perda. Abdômen, flancos, braços, costas e parte interna das coxas são exemplos de regiões que podem não acompanhar exatamente da forma que o paciente imaginava.” 

Nesses casos, procedimentos estéticos podem ser utilizados como ferramentas complementares, desde que exista indicação após avaliação individual. 

E existe um princípio que Gardênia faz questão de reforçar aos seus pacientes:

“Duas pessoas podem fazer exatamente o mesmo protocolo e ter respostas completamente diferentes. O procedimento é uma ferramenta. O resultado também depende daquilo que o paciente faz fora da clínica.”
 

MetaSlim nasceu dessa necessidade 

Foi observando justamente essa dificuldade recorrente no consultório que Dra. Gardênia desenvolveu, em 2023, o MetaSlim, método de contorno corporal voltado à individualização do tratamento. 

O protocolo pode associar diferentes estratégias de acordo com a avaliação e a necessidade de cada paciente, com foco em queixas como gordura localizada, flacidez e dificuldade de definição corporal. 

Desde sua criação, o método já fez parte do tratamento de mais de 3 mil pacientes, segundo dados da clínica. 

“O MetaSlim não nasceu para substituir alimentação, exercício ou acompanhamento de outros profissionais. Ele nasceu porque eu percebia pacientes fazendo a parte deles e ainda insatisfeitos com regiões específicas do corpo. Meu objetivo sempre foi olhar para aquela queixa e construir uma estratégia individualizada”, explica Gardênia. 

A indicação e o número de sessões variam de acordo com cada caso e são definidos após avaliação. O protocolo não é indicado para gestantes, lactantes e pacientes que apresentem contraindicações identificadas durante a consulta.


Procedimento e hábitos precisam caminhar juntos

Para a biomédica, um dos principais aprendizados de sua experiência com tratamentos corporais é que nenhum procedimento deve ser encarado isoladamente.

“Não adianta buscar um procedimento e continuar com um estilo de vida completamente incompatível com o resultado que você deseja. Eu sempre falo para os meus pacientes que existe uma parte que eu consigo fazer dentro da clínica e existe uma parte que depende deles.”

Essa visão também mudou a maneira como Gardênia passou a conduzir seus tratamentos: menos foco em procedimentos isolados e mais atenção à construção de um plano que considere objetivo, rotina e características individuais.
 

O platô não precisa ser sinônimo de desistência 

A estagnação pode ser frustrante, mas não deve ser interpretada automaticamente como fracasso. 

Quando o processo deixa de evoluir como esperado, o caminho é entender o que mudou, revisar os parâmetros utilizados para avaliar o resultado e, quando necessário, ajustar a estratégia com os profissionais responsáveis por cada área.

“O corpo não responde de forma linear. Existem fases em que a evolução é muito evidente e outras em que precisamos parar, avaliar e ajustar. O maior erro é transformar algumas semanas de estagnação em motivo para abandonar tudo o que já foi construído”, conclui Dra. Gardênia Vivian. 

 

Dra. Gardênia Vivian - biomédica esteta e atua há mais de 8 anos na estética avançada, com foco em harmonização facial, bioestimulação de colágeno e contorno corporal. É fundadora da Gardenia Vivian Clinic e criadora do MetaSlim, método desenvolvido a partir de sua experiência clínica com pacientes que buscavam melhorar gordura localizada, flacidez e definição corporal de forma individualizada.

 

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