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| Créditos: @revionclinic @drleandrofaustino @dradanimincis CO Assessoria |
Técnicas como a Lipo HD ajudaram a popularizar
um resultado antes associado principalmente a longos períodos de treino:
abdômen marcado, linhas musculares aparentes e maior definição corporal. A
cirurgia consegue realçar esses contornos ao retirar gordura de pontos
estratégicos, mas existe uma diferença importante entre parecer definido e
estar metabolicamente protegido. Se houver reganho de peso, o organismo
continua capaz de acumular gordura, inclusive no compartimento visceral,
localizado ao redor dos órgãos.
Segundo o cirurgião plástico Dr.
Leandro Faustino (CRM139079 / RQE77583), da Revion International Clinic, em São
Paulo, a Lipo HD atua principalmente sobre a gordura subcutânea e pode evidenciar
o desenho muscular que já existe por baixo da pele, mas não cria condicionamento,
não aumenta massa muscular e não altera, por si só, a capacidade do corpo de
armazenar gordura. “A cirurgia consegue melhorar muito a definição visual do
abdômen, mas não entrega os efeitos fisiológicos de uma rotina de exercícios. O
paciente pode ter uma aparência atlética e, ainda assim, voltar a ganhar peso
se os hábitos mudarem”, explica.
O ponto de atenção aparece quando
o resultado visual passa a ser interpretado como algo permanente. A retirada de
gordura localizada não impede que o excesso de energia volte a ser armazenado
em outras áreas. Um estudo realizado com mulheres submetidas à lipoaspiração
abdominal observou aumento de cerca de 10% da gordura visceral entre aquelas
que não fizeram treinamento físico após o procedimento, enquanto esse crescimento
não apareceu no grupo que manteve uma rotina de exercícios.
A diferença é relevante porque
gordura visível e gordura visceral não são a mesma coisa. A subcutânea
interfere principalmente no contorno corporal e é justamente aquela manipulada
pela lipoaspiração. Já a visceral se acumula mais profundamente no abdômen e
está associada a maior risco cardiometabólico. Isso significa que alguém pode
conservar parte da definição externa conquistada com a cirurgia e, ao mesmo
tempo, voltar a acumular gordura de uma forma menos evidente no espelho.
Para a médica que atua no setor de
nutrologia Daniela Mincis (CRM207807), da Revion International Clinic, a Lipo
HD não deve ser vista como um atalho capaz de substituir aquilo que uma rotina
ativa produz no organismo. “É possível desenhar o abdômen cirurgicamente, mas
não existe cirurgia que torne o paciente imune ao ganho de peso. A estética
pode reproduzir visualmente parte de um corpo definido, mas exercício,
alimentação e manutenção do peso continuam sendo fundamentais para sustentar esse resultado no longo
prazo”, conclui.

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