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domingo, 27 de setembro de 2026

Fez Lipo HD e voltou a engordar? Abdômen definido não protege contra acúmulo de gordura visceral

Créditos: @revionclinic
 @drleandrofaustino
 @dradanimincis
 CO Assessoria
“A cirurgia pode desenhar o abdômen, mas não substitui aquilo que o exercício faz pelo organismo”, afirma Dr. Leandro Faustino

 

Técnicas como a Lipo HD ajudaram a popularizar um resultado antes associado principalmente a longos períodos de treino: abdômen marcado, linhas musculares aparentes e maior definição corporal. A cirurgia consegue realçar esses contornos ao retirar gordura de pontos estratégicos, mas existe uma diferença importante entre parecer definido e estar metabolicamente protegido. Se houver reganho de peso, o organismo continua capaz de acumular gordura, inclusive no compartimento visceral, localizado ao redor dos órgãos.

Segundo o cirurgião plástico Dr. Leandro Faustino (CRM139079 / RQE77583), da Revion International Clinic, em São Paulo, a Lipo HD atua principalmente sobre a gordura subcutânea e pode evidenciar o desenho muscular que já existe por baixo da pele, mas não cria condicionamento, não aumenta massa muscular e não altera, por si só, a capacidade do corpo de armazenar gordura. “A cirurgia consegue melhorar muito a definição visual do abdômen, mas não entrega os efeitos fisiológicos de uma rotina de exercícios. O paciente pode ter uma aparência atlética e, ainda assim, voltar a ganhar peso se os hábitos mudarem”, explica.

O ponto de atenção aparece quando o resultado visual passa a ser interpretado como algo permanente. A retirada de gordura localizada não impede que o excesso de energia volte a ser armazenado em outras áreas. Um estudo realizado com mulheres submetidas à lipoaspiração abdominal observou aumento de cerca de 10% da gordura visceral entre aquelas que não fizeram treinamento físico após o procedimento, enquanto esse crescimento não apareceu no grupo que manteve uma rotina de exercícios.

A diferença é relevante porque gordura visível e gordura visceral não são a mesma coisa. A subcutânea interfere principalmente no contorno corporal e é justamente aquela manipulada pela lipoaspiração. Já a visceral se acumula mais profundamente no abdômen e está associada a maior risco cardiometabólico. Isso significa que alguém pode conservar parte da definição externa conquistada com a cirurgia e, ao mesmo tempo, voltar a acumular gordura de uma forma menos evidente no espelho.

Para a médica que atua no setor de nutrologia Daniela Mincis (CRM207807), da Revion International Clinic, a Lipo HD não deve ser vista como um atalho capaz de substituir aquilo que uma rotina ativa produz no organismo. “É possível desenhar o abdômen cirurgicamente, mas não existe cirurgia que torne o paciente imune ao ganho de peso. A estética pode reproduzir visualmente parte de um corpo definido, mas exercício, alimentação e manutenção do peso continuam sendo fundamentais para sustentar esse resultado no longo prazo”, conclui.


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