Especialista
têxtil da 5àsec explica quais cuidados ajudam a preservar casacos, tricôs e
outras peças que ficarão meses sem uso
Imagem gerada por Inteligência Artificial
A
chegada da primavera, em 22 de setembro, trouxe uma mudança que vai além das
temperaturas. Aos poucos, casacos, jaquetas, tricôs, cobertores e outras peças
típicas do inverno deixam de fazer parte da rotina e dão lugar a roupas mais
leves. A reorganização do armário, comum nesta época do ano, também exige
alguns cuidados para que os itens permaneçam conservados durante os próximos
meses. O período prolongado sem uso pode favorecer o surgimento de odores,
manchas, mofo e até alterações no formato das peças quando o armazenamento não
é feito adequadamente. E um dos principais cuidados começa antes mesmo de
colocá-las no fundo do guarda-roupa.
Segundo
Marinês Cassiano, especialista têxtil da 5àsec, maior rede de lavanderias
especializadas do Brasil, a aparência nem sempre indica que uma roupa está
realmente limpa. “Mesmo quando não identificamos uma mancha, a peça pode ter
resíduos de suor, oleosidade corporal, perfume, poluição ou alimentos. Quando
permanece guardada dessa maneira por vários meses, essas sujidades podem se
fixar nas fibras e se tornar mais difíceis de remover posteriormente. Por isso,
o ideal é realizar a higienização antes do armazenamento”, explica.
Dessa
forma, a especialista reforça algumas recomendações importantes para a chegada
da nova estação.
Limpeza vem antes da organização: A
recomendação vale até para aquele casaco usado poucas vezes durante o inverno. Dependendo
do tipo de resíduo presente no tecido, uma marca que não é percebida no momento
pode se tornar mais evidente ao longo dos meses. O processo de higienização
deve sempre considerar a composição da peça e as orientações da etiqueta,
principalmente quando se trata de materiais que demandam cuidados específicos,
como lã, couro e camurça. Nesse caso, uma recomendação é levar até uma
lavanderia especializada, como a 5àsec, que poderá dar o tratamento mais
adequado ao tipo de fibra. Outro ponto importante antes de armazenar qualquer
item, garanta que esteja completamente seco, reduzindo as condições favoráveis
para o aparecimento de mofo e odores.
Cada tecido pede um cuidado: A forma
como as roupas são acomodadas também faz diferença. Tricôs e peças de lã, por
exemplo, podem sofrer deformações quando ficam meses pendurados devido ao
próprio peso do tecido. Nesses casos, o armazenamento dobrado pode ajudar a
preservar melhor o formato original. Com casacos estruturados, a lógica é
diferente. Cabides adequados ao tamanho e ao peso da roupa ajudam a sustentar a
peça sem provocar marcas nos ombros. Para itens que permanecerão pendurados
durante toda a estação, capas apropriadas também podem oferecer proteção contra
poeira, sempre em TNT.
Atenção ao local onde as peças vão
ficar: Antes de reorganizar o guarda-roupa, também é recomendável
aproveitar o espaço vazio para fazer uma limpeza nas prateleiras, gavetas e
cabideiros, além de observar possíveis pontos de umidade. Guardar peças
higienizadas em um ambiente úmido pode comprometer todo o cuidado realizado
anteriormente. Para aquelas pessoas que têm espaço reduzido e preferem
armazenar em outro local, em períodos prolongados, embalagens plásticas
totalmente fechadas também merecem atenção, já que podem dificultar a
circulação de ar e favorecer a retenção de umidade. O ideal é priorizar
soluções apropriadas para armazenamento de roupas, como sacos de TNT, e manter
os itens em um ambiente limpo, seco e protegido da exposição direta ao sol. A
cada três meses é recomendado tirar as peças para arejar.
Cobertores também entram na troca
de estação: A reorganização não precisa ficar restrita às roupas. Conforme
as temperaturas aumentam, cobertores, mantas, edredons e outros itens mais
pesados também costumam sair de circulação. Antes de guardá-los, a orientação é
realizar a higienização completa, principalmente porque o volume e as
diferentes camadas desses artigos podem favorecer a retenção de umidade. A
troca de estação ainda abre espaço para fazer o movimento contrário: revisar as
roupas de primavera e verão que ficaram guardadas durante os meses mais frios.
Caso apresentem odor característico de armazenamento, poeira ou alguma marca, a
recomendação é higienizá-las antes de retornarem à rotina.
“Reservar
um momento para cuidar das peças na troca de estação contribui para prolongar a
vida útil dos tecidos e evita surpresas quando elas forem utilizadas novamente.
É uma manutenção preventiva que ajuda a conservar tanto as roupas que estão
sendo guardadas quanto aquelas que voltam ao uso”, finaliza Marinês.
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