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Assim como os seres
humanos, os cachorros e gatos precisam de cuidados específicos quando ficam
idosos, principalmente porque, muitas vezes, passam a ter algum tipo de
problema de saúde, segundo uma pesquisa da Cobasi, empresa
pioneira no Brasil no conceito de megaloja com produtos para pets, casa e jardim.
De acordo com o estudo 41% dos cães com idade avançada convivem com
doenças crônicas. Entre os gatos na terceira idade, o índice
também chama atenção: 34% apresentam problemas de saúde contínuos.
O estudo “Hábitos de
cuidados com pets idosos”, realizado neste ano, ouviu 527 tutores brasileiros,
sendo 82,16% responsáveis por cães idosos e 17,84% por gatos na fase sênior. O
objetivo foi entender como o cuidado com esses animais tem acontecido no país.
Principais doenças e diagnóstico
Entre os cães idosos, a pesquisa
aponta que artrite e artrose lideram os diagnósticos, afetando 19% dos animais,
seguidas por problemas cardíacos (17%). Também aparecem neoplasias (9%),
alterações oculares (8%), problemas dentários (6%), inflamação intestinal (5%),
Hipotireoidismo/Hipertireoidismo (5%), além de doença renal (5%).
O levantamento ainda revela que, em
63% dos casos, as doenças foram identificadas apenas após o surgimento de
sintomas, enquanto 34% dos casos foram detectados por meio de exames
preventivos, dado que reforça a importância do acompanhamento veterinário
regular na fase sênior.
A pesquisa mostra que no caso dos
felinos, a doença renal é a mais recorrente, representando 44% dos casos. Em
seguida aparecem inflamação intestinal (19%), artrite e artrose (9%),
Hipotireoidismo/Hipertireoidismo (5%) e diabetes (5%). Assim como ocorre com os
cães, a maioria dos diagnósticos (63%) acontece após o surgimento de sintomas,
enquanto 38% são identificados em exames preventivos.
Diante desse contexto, 49% dos cães idosos
fazem uso de medicação contínua ou suplementação. Entre os gatos, o índice
chega a 32%. Na geriatria veterinária, o foco não está apenas no tratamento de
doenças já instaladas, mas no controle de processos degenerativos e na redução
do risco de descompensações clínicas, garantindo mais estabilidade e conforto
ao animal.
“Hoje, muitos pets vivem mais tempo e,
com isso, é natural que desenvolvam doenças crônicas, como problemas articulares,
cardíacos ou renais. Por isso, os tutores precisam redobrar a atenção com
acompanhamento veterinário regular, alimentação adequada e adaptações na
rotina. O cuidado na fase sênior não é apenas uma questão de bem-estar, mas de
qualidade e longevidade”, afirma Daniela Bochi, Gerente de Marketing da Cobasi.
Mudanças de comportamento
O envelhecimento também traz
transformações perceptíveis no comportamento. Segundo o levantamento, 73% dos
tutores de cães idosos afirmam ter notado alterações, principalmente redução de
energia e mudanças no padrão de sono. No caso dos gatos, 71% dos responsáveis
relataram transformações, como menor disposição e maior dependência do tutor.
Essas mudanças impactam diretamente a dinâmica da casa e exigem ajustes na rotina
para preservar conforto, segurança e qualidade de vida.
Alimentação adequada
A alimentação é outro ponto central na
fase sênior. Com o avanço da idade, o metabolismo desacelera, há alterações na
absorção de nutrientes e aumentam as demandas relacionadas à saúde articular,
cognitiva e imunológica. Ainda assim, apenas 52% dos tutores de cães e 46% dos
responsáveis por gatos afirmam sempre optar por ração específica para pets
idosos.
“As formulações sêniores são
desenvolvidas com densidade energética ajustada, proteínas de alta
digestibilidade para preservação de massa muscular, níveis controlados de
fósforo e sódio para suporte renal e cardiovascular, além de nutrientes
funcionais, como ômega 3, antioxidantes e condroprotetores. Não se trata apenas
de reduzir calorias, mas de oferecer um perfil nutricional adequado às
necessidades da fase”, explica Bochi.
Adaptações dentro de casa
O ambiente doméstico também passa por mudanças.
Entre os tutores de cães idosos, 34% afirmam ter realizado adaptações
estruturais para facilitar a mobilidade e reduzir riscos de acidentes. Já entre
os responsáveis por gatos, 19% precisaram reorganizar espaços, principalmente
para limitar o acesso a locais altos ou tornar o ambiente mais seguro.
“Mudanças, mesmo pequenas, fazem
diferença para animais que já apresentam maior desgaste articular, perda de
massa muscular e, em muitos casos, redução da acuidade visual e da coordenação
motora. Evitar pisos escorregadios, quedas ou esforço excessivo é essencial
para prevenir dores e lesões nessa fase da vida”, diz a executiva.
Preparação
emocional
Além dos cuidados físicos, a pesquisa
evidencia o impacto emocional do envelhecimento dos pets na vida dos tutores.
Apenas 25,4% dos entrevistados se consideram emocionalmente preparados para
essa etapa. A maior parte, 49,1%, afirma estar parcialmente pronta, enquanto
25,4% reconhecem não estar psicologicamente preparados para lidar com o avanço
da idade dos animais.
“Sabemos que essa é uma fase delicada,
que envolve apego, medo da perda e mudanças na dinâmica familiar. Falar sobre
envelhecimento de forma aberta e responsável ajuda a fortalecer vínculos e
permite que o tutor ofereça mais qualidade de vida, conforto e dignidade ao pet
na fase sênior”, conclui a Gerente de Marketing da Cobasi.

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