Check-up veterinário, vacinação em dia
e atenção ao transporte ajudam a preservar a saúde e o bem-estar dos animais
durante as férias
Com a aproximação das férias, muitas famílias já começam a
organizar as viagens. Quando os animais de estimação fazem parte dos planos,
porém, a preparação exige alguns cuidados extras. Além de definir o destino e o
transporte, é importante programar consultas veterinárias, atualizar vacinas e
adotar medidas preventivas para garantir uma viagem tranquila e segura para os
pets.
Para a professora de Medicina Veterinária da Universidade Veiga de
Almeida (UVA) Carolina Aben Athar, esse planejamento deve começar com
antecedência, principalmente quando o destino inclui regiões litorâneas ou
quando o período fora de casa será mais longo.
Segundo a especialista, viajar com animais envolve não apenas
organização logística, mas também planejamento financeiro.
Um passo indispensável é realizar uma avaliação clínica antes da
partida. A professora recomenda que o tutor leve o animal ao veterinário para
um check-up completo. “Animais idosos e braquicefálicos - como buldogues, pugs
e gatos persas - costumam precisar de exames mais detalhados. O atestado de
saúde, exigido em algumas situações, tem validade média de dez dias. A
vacinação também deve estar rigorosamente em dia e aplicada com, no mínimo, 30
dias de antecedência, para garantir a proteção adequada”, afirma.
Entre as preocupações está a prevenção da dirofilariose, conhecida
popularmente como verme do coração, doença transmitida por mosquitos e mais
frequente em áreas de praia. “A prevenção deve ser feita com um vermífugo
específico, pelo menos 15 dias antes da viagem”, orienta a especialista.
Durante o deslocamento, a segurança também merece atenção. O
transporte deve ser feito em caixa apropriada ou com cinto de segurança
específico para pets. Manter o veículo em temperatura agradável e realizar
paradas a cada duas ou três horas para oferecer água também faz parte dos
cuidados. “Jamais se deve deixar o animal sozinho dentro do carro com o veículo
desligado, pois isso pode causar hipertermia, quando o pet não consegue trocar
calor com o ambiente”, alerta a professora da UVA.
Quando a opção é deixar o animal em casa, as recomendações variam
conforme a espécie. Os gatos, por exemplo, costumam sofrer mais com mudanças de
ambiente e, por isso, o ideal é que permaneçam em casa. Alterações bruscas na
rotina podem provocar estresse intenso, perda de apetite e até favorecer o
surgimento da síndrome de Pandora, uma cistite idiopática associada ao
estresse. Nesses casos, a orientação é contar com uma pessoa de confiança para
visitar o animal diariamente, garantindo alimentação e água fresca.
Para os cães, além da possibilidade de um cuidador, os hotéis
especializados também podem ser uma alternativa. Antes de contratar o serviço,
porém, é importante conhecer o local, avaliar a estrutura, entender a rotina de
cuidados e verificar a experiência da equipe responsável. “O importante é
garantir que o animal fique em um ambiente seguro, confortável e com atenção adequada”, conclui
a médica-veterinária.
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