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sexta-feira, 10 de julho de 2026

Dias frios exigem cuidados com a saúde íntima feminina

Especialista alerta que hábitos comuns do inverno podem comprometer o equilíbrio da saúde íntima feminina e orienta sobre os cuidados que ajudam a proteger a região nos dias frios.

 

Com a chegada das temperaturas mais baixas, alguns hábitos comuns do inverno podem impactar diretamente a saúde íntima feminina. Embora muitas vezes passem despercebidos, fatores podem desequilibrar a proteção natural da vagina e causar desconfortos ao longo da estação.

Segundo a Dra. Madalena Oliveira, médica e professora da pós-graduação em Ginecologia da Afya Vitória, a região possui uma microbiota natural responsável por proteger o organismo contra fungos e bactérias. Para que essa proteção funcione adequadamente, é importante manter hábitos de higiene equilibrados e evitar excessos. “A vagina possui uma microbiota protetora que depende de um pH adequado e de cuidados corretos para permanecer saudável. O problema é que muitos fatores do dia a dia podem interferir nesse equilíbrio, como o uso inadequado de cremes vaginais, produtos muito agressivos, roupas abafadas e até determinados hábitos de higiene”, explica.

A especialista da Afya ressalta que, durante o inverno, é comum que as mulheres permaneçam mais tempo com roupas justas ou tecidos que dificultam a ventilação da região íntima. Isso aumenta a umidade local e cria um ambiente mais favorável para a proliferação de fungos e bactérias. “Peças sintéticas, roupas muito apertadas e ficar muito tempo com roupas úmidas ou abafadas podem favorecer infecções como a candidíase, além de aumentar irritações e desconfortos”, afirma.

Outro ponto de atenção é o excesso de cuidados íntimos, que muitas vezes pode causar o efeito contrário ao esperado. “Existe uma ideia de que higiene em excesso significa mais proteção, mas isso nem sempre é verdade. O uso frequente de sabonetes fortes, duchas íntimas e produtos perfumados pode alterar o pH vaginal e comprometer essa barreira natural de defesa”, alerta a ginecologista.

A médica também explica que banhos muito quentes merecem atenção, mas não são os únicos vilões da estação. “A água excessivamente quente pode ressecar e sensibilizar a pele da vulva, assim como acontece em outras regiões do corpo. Por isso, o ideal é manter banhos mornos e rápidos, preservando a hidratação natural da pele e o equilíbrio da região íntima”, orienta.


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