Já dizia Albert Einstein: “A ciência sem a religião
é paralítica. A religião sem a ciência é cega”. O que motivava os cientistas de
outrora? O que desejavam? Queriam, na verdade, desvendar o universo de Deus!
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Cientistas como Isaac Newton, Johannes Kepler e G.
W. Leibniz viam na pesquisa uma maneira de entender o divino. O paleontólogo e
jesuíta Teilhard de Chardin procurou a vida toda unir ciência e religião.
Em suas palavras: “O Universo, considerado em seu conjunto, tem um fim e não
pode errar de direção, nem parar no caminho”. Para ele, o cosmos está se
dirigindo ao encontro com Deus no Final dos Tempos. Não vivemos num universo
dominado pelo acaso.
Segundo a mecânica quântica, todas as partículas
estão interligadas, formando uma unidade. Aqui temos o acaso científico sendo
desafiado! Essa é uma visão mística e religiosa. “Quer queiramos, quer não,
estamos todos ligados a tudo o que nos circunda, com todas as fibras de nosso
ser”. Palavras do jesuíta que queria unir, e não separar.
Atualmente, físicos como Amit Goswami e Menas
Kafatos procuram unir ciência e espiritualidade e até mesmo o físico brasileiro
Marcelo Gleiser está caminhando nesse sentido. C. G. Jung, ao contrário de
Freud, legitimava o impulso religioso do homem. Para Jung, existe dentro de nós
uma imagem de Deus e Santo Agostinho dizia algo parecido. “O Reino de
Deus está dentro de vós”, falava Jesus.
O Papa João Paulo II, uma vez por ano, reunia no
Vaticano os maiores astrofísicos e filósofos do mundo com o objetivo de
discutir questões como a origem do universo. Jung conversou muito com o Prêmio
Nobel de Física Wolfgang Pauli. Eles aproximaram a psicologia e a física
quântica que nos mostra a nossa espiritualidade. Segundo a mesma física, a
consciência humana tem participação ativa na construção da própria
realidade. Ao olharmos para uma partícula como o elétron, mudamos o seu
comportamento.
Joseph Campbell dizia que os mitos universais
apontam para aquilo que vai além: apontam para o transcendente. Outrora, os
homens elaboravam histórias para poder entender e explicar esse universo
maravilhoso e aterrador.
Então surgiu a ciência empírica. Gradualmente os
cientistas foram deixando de lado a religião até banirem completamente Deus.
Mas agora muitos deles já estão percebendo que não é possível explicar o
universo abandonando completamente a hipótese Deus. Toda disputa entre ciência
e religião não terá futuro se dependermos da nova ciência espiritualista que
está surgindo. Precisamos urgentemente unir os conhecimentos humanos.
Antonio Alleoni
Corrêa de Godoy - físico, teólogo e autor do livro “A canção do planeta
prometido
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