Campanha
internacional chama atenção para a importância do diagnóstico precoce.
Oftalmologista explica por que muitas pessoas só descobrem o glaucoma quando a
visão já foi comprometida e como proteger a saúde dos olhos
Entre
os dias 9 e 15 de março, a Semana Mundial do Glaucoma mobiliza especialistas em
todo o mundo para alertar sobre uma das principais causas de cegueira
irreversível. Conhecida como “cegueira silenciosa”, a doença costuma evoluir
lentamente e, na maioria das vezes, sem sintomas perceptíveis no início.
Segundo
Dr. Hallim Féres Neto Oftalmologista, membro do Conselho Brasileiro de
Oftalmologia e diretor da Prisma Visão, o glaucoma afeta o nervo óptico,
responsável por levar as informações visuais do olho ao cérebro.
“O
nervo óptico funciona como um cabo que conecta o olho ao cérebro. Quando ele é
danificado, essas informações deixam de chegar corretamente e a visão começa a
ser comprometida. É uma doença progressiva e, na maioria das vezes, está
associada ao aumento da pressão intraocular”, explica.
Estima-se que mais
de 70 milhões de pessoas no mundo tenham glaucoma, e muitas sequer sabem que
convivem com a doença.
O
especialista explica que o problema costuma avançar sem sinais claros. “A perda
visual geralmente começa pela visão periférica, nas laterais do campo visual, e
acontece de forma lenta. Como o cérebro se adapta a essa mudança gradual, muitas
pessoas demoram a perceber. Quando os sintomas aparecem, o dano ao nervo óptico
já pode ser significativo”, afirma.
Alguns
fatores aumentam o risco de desenvolver glaucoma, como idade acima de 40 anos,
histórico familiar da doença, pressão intraocular elevada, uso prolongado de
corticoides, miopia elevada e doenças como diabetes.
O
diagnóstico é feito durante a consulta oftalmológica com a combinação de exames
como tonometria (medição da pressão ocular), avaliação do nervo óptico,
campimetria visual e tomografia de coerência óptica (OCT).
O
diagnóstico precoce é a principal forma de evitar a perda da visão. “Na maioria
dos casos, quando o glaucoma é identificado cedo e tratado corretamente,
conseguimos controlar a progressão da doença e preservar a visão”, destaca o
médico.
Algumas atitudes ajudam a proteger a saúde dos olhos:
-Realizar consultas oftalmológicas periódicas, principalmente após os 40 anos
-Informar ao médico se há casos de glaucoma na família
-Evitar o uso prolongado de corticoides sem orientação médica
-Manter acompanhamento regular se já houver diagnóstico da doença
“O glaucoma pode evoluir sem dar sinais. Por isso, o exame oftalmológico regular é a melhor forma de evitar que a doença seja descoberta apenas em fases avançadas”, conclui o especialista.
Dr. Hallim Feres Neto @drhallim - CRM-SP 117.127 | RQE 60732 - Oftalmologista Membro do Conselho Brasileiro de Oftalmologia
Instagram: drhallim
Portal: https://www.drhallim.com.br
Nenhum comentário:
Postar um comentário