“Não vejo o lipedema como uma doença, mas pessoas doentes com lipedema”, diz Dr. Fernando Amato
Reconstrução mamária — impulsionada pelo Projeto Mama Minha — e a conscientização sobre o lipedema, condição ainda subdiagnosticada no Brasil são dois temas que ganham relevância no mês internacional da mulher.
Idealizado pelo cirurgião plástico Dr. Fernando Amato, o Mama Minha nasceu com a missão
de atender mulheres com deformidades mamárias — muitas delas na fila do SUS por
anos — e oferecer reconstrução com foco em acolhimento e informação. O Mama
Minha já realizou mais de 120 cirurgias de reconstrução para mulheres que
aguardavam no Sistema Único de Saúde (SUS).
“A mama para a mulher tem um significado muito
importante. Quando a paciente tem a sua mama mutilada, ela se sente incompleta
e, com o Mama Minha, proporcionamos não só a reconstrução da mama como o
resgate da autoestima dessa mulher”, explica o cirurgião plástico Dr. Fernando
Amato.
Para viabilizar as cirurgias, a iniciativa
mobiliza doações, parcerias institucionais, recursos públicos e privados, além
do apoio de emendas parlamentares, entre elas da deputada federal Tabata
Amaral, e da colaboração da equipe de Cirurgia Plástica do Hospital São Paulo e
da Escola Paulista de Medicina. O atendimento é centrado na paciente, com
orientação sobre etapas, expectativas e cuidados no pós-operatório.
Lipedema: A condição
afeta predominantemente mulheres e se caracteriza pelo acúmulo desproporcional
de gordura, sobretudo em braços, coxas e pernas — frequentemente acompanhado de
dor, sensibilidade ao toque e hematomas fáceis. No Brasil, o lipedema segue
subdiagnosticado, sendo confundido com obesidade ou problemas circulatórios, o
que posterga intervenções eficazes.
“Não se trata apenas de excesso de peso, mas de
uma condição médica específica que causa distribuição anormal de gordura,
acompanhada de sintomas como dor, sensibilidade ao toque e facilidade para
desenvolver hematomas. Não vejo o lipedema como uma doença, mas pessoas doentes
com lipedema”, explica o cirurgião plástico Dr. Fernando Amato.
Entre os sintomas que ajudam a diferenciar o
lipedema de outras condições estão a sensibilidade e a dor ao toque nas áreas
afetadas, a presença recorrente de equimoses (“roxinhos”). “Pacientes com
lipedema frequentemente relatam sensibilidade e dor ao toque nas áreas
afetadas, surgimento de equimoses com facilidade, sensação de peso e cansaço
nas pernas, além de fadiga. Em casos mais avançados, pode até comprometer a
mobilidade”, destaca Dr. Amato.
O diagnóstico é primariamente clínico e a
avaliação depende de anamnese detalhada e exame físico minucioso. Exames de
imagem, como ultrassom e ressonância magnética, são complementares, auxiliando
no diagnóstico e no planejamento terapêutico. A cirurgia plástica não deve ser
a primeira opção de tratamento. A lipoaspiração é indicada para casos
selecionados após tentativa de tratamento clínico (como medidas de controle de
dor, fisioterapia, compressão, ajustes de estilo de vida).
“Somente depois de tentar o tratamento clínico e, de preferência apresentando alguma melhora, mesmo que parcial, deve ser indicada a lipoaspiração para o tratamento do lipedema. É preciso respeitar os limites de gordura a serem retirados durante a cirurgia, que devem ser entre 5% e 7% do peso corporal do paciente”, detalha o especialista Dr. Fernando Amato.
Dr. Fernando C. M. Amato – Graduação, Cirurgia Geral, Cirurgia Plástica e Mestrado pela Escola Paulista de Medicina (UNIFESP). Membro Titular pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, membro da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética (ISAPS) e da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS).
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