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quarta-feira, 11 de março de 2026

Mês da Mulher reforça alerta: cuidado com o câncer de mama deve ser prioridade o ano todo

Especialista destaca a importância do diagnóstico precoce, do tratamento adequado no câncer de mama inicial e da atenção contínua para reduzir as chances de recidiva

 

O Mês da Mulher é tradicionalmente marcado por debates sobre direitos, equidade e autocuidado, mas quando o assunto é saúde feminina, a atenção não pode se limitar a uma campanha pontual. Em todas as fases da vida, é essencial que as mulheres mantenham uma rotina de cuidados que inclua consultas regulares, exames preventivos e acompanhamento médico contínuo.

Nesse cenário, o câncer de mama ganha destaque por ser uma das principais condições que afetam a população feminina, tornando fundamental a atenção aos sinais e sintomas, a realização de exames de rastreamento conforme orientação médica e o seguimento adequado após o tratamento, etapa indispensável para reduzir as chances de recidiva da doença.[i]

O câncer de mama é o tipo de câncer mais incidente entre as mulheres no Brasil, excluindo os tumores de pele não melanoma, com previsão de pelo menos 78 mil casos por ano[ii]. Embora os avanços no diagnóstico e no tratamento tenham aumentado significativamente as taxas de sobrevida1, identificar o câncer de mama precocemente é importante para que as taxas de recorrência da doença sejam cada vez menores [iii].

“Receber o diagnóstico em estágio inicial costuma trazer esperança, já que as chances de controle são maiores 1. Ainda assim, é fundamental que a paciente compreenda que o cuidado não termina com a cirurgia ou com o término da quimioterapia. Mesmo após as etapas iniciais do tratamento, o cuidado continua, seja no acompanhamento ou na terapia complementar. Cada paciente deve ser acompanhada de forma individualizada, tendo em mente os seus objetivos, cuidado com efeitos colaterais e acompanhamento conforme seu risco de recorrência3. Conhecer profundamente o tipo de câncer e entender as opções de terapia adjuvante específicas é uma parte fundamental da jornada de cuidado”, explica Dra. Laura Testa, chefe do grupo de Oncologia Mamária e pesquisadora do ICESP, Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (CRM 124982).

A recidiva pode ocorrer de forma local, regional ou à distância (metastática), e o risco está relacionado a fatores como subtipo tumoral, presença de receptores hormonais, envolvimento de linfonodos[iv] e adesão ao tratamento adjuvante (complementar). Por isso, estratégias terapêuticas individualizadas e acompanhamento regular são fundamentais para reduzir as chances de retorno da doença 3.

Além do tratamento adequado, o especialista destaca a importância do letramento em saúde. “Quando a mulher entende seu diagnóstico, participa das decisões terapêuticas e mantém acompanhamento periódico, ela se torna protagonista do próprio cuidado. Nesse sentido, a informação de qualidade é uma aliada poderosa na prevenção da recidiva”, afirma a especialista.

O acesso à mamografia, a realização de exames clínicos regulares e a atenção a sinais e sintomas suspeitos continuam sendo pilares do diagnóstico precoce2. Paralelamente, é fundamental ampliar o diálogo sobre o período pós-tratamento, fase frequentemente marcada por inseguranças e dúvidas 3.

Durante o Mês da Mulher, campanhas de conscientização ganham força, mas a mensagem central precisa permanecer ao longo de todo o calendário: a saúde feminina não pode ser sazonal. O investimento em políticas públicas, ampliação do acesso ao diagnóstico e ao tratamento de qualidade e promoção de informações baseadas em evidências científicas, são ações essenciais para transformar o cenário da doença no Brasil.

“Cuidar da saúde da mulher é um compromisso contínuo. Quando falamos em câncer de mama, estamos falando de oportunidade de tratar no momento certo, de reduzir riscos e de oferecer mais esperança e qualidade de vida. E isso exige acompanhamento contínuo, não apenas em março ou em outubro3”, reforça a especialista.

Ao ampliar a conversa sobre prevenção, tratamento e risco de recidiva, o Mês da Mulher se consolida como uma etapa dentro de uma jornada para uma agenda permanente de cuidado, informação e protagonismo feminino na saúde.

Porque, quando uma mulher tem saúde, ela tem força para transformar caminhos, mover realidades e seguir adiante com seus planos, seus sonhos e tudo aquilo que escolhe construir. E nada é mais poderoso do que uma mulher plenamente capaz de viver o seu próprio caminho.

   

Novartis 
www.novartis.com.



Referências bibliográficas

[i] Breast Cancer. Organização Mundial de Saúde. Disponível em: https://www.who.int/news-room/fact-sheets/detail/breast-cancer Acesso em: 23/02/2026.

[ii] Estatística. Câncer de Mama. Instituto Nacional do Câncer. Disponível em: https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/tipos/mama Acesso em: 23/02/2026.

[iii] Instituto Oncoguia. Por que o câncer volta? Disponível em: https://www.oncoguia.org.br/conteudo/por-que-o-cancer-volta/17689/697/ Acesso em: 23/02/2026.

[iv] Instituto Vencer o Câncer. Recaída do câncer de mama. Disponível em: https://vencerocancer.org.br/cancer/recaida-do-cancer-de-mama/ Acesso em: 23/02/2026.


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