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quarta-feira, 11 de março de 2026

Estudo revela que medo da doença de Alzheimer é alto, mas importância do diagnóstico no momento certo ainda é subestimada no Brasil

  • Pesquisa encomendada pela Lilly e realizada pelo Datafolha mostraque metade dos brasileiros teme que um familiar receba diagnóstico da doença de Alzheimer, mas apenas 35% colocam a doença entre as prioridades quando o assunto é diagnóstico na fase inicial da doença.
     
  • Quatro em cada dez convivem com algum familiarou amigo com a doença.
     


Uma pesquisa abrangente realizada pelo Datafolha em dezembro de 2025, com mais de dois mil entrevistados em todo o Brasil, revela um cenário complexo da percepção da doença de Alzheimer no país. O estudo aponta que, embora a doença gere grande preocupação, ainda há lacunas significativas no conhecimento sobre suas possibilidades de tratamento e a importância do diagnóstico no momento correto. No entanto, os resultados também indicam possíveis caminhos para fortalecer o conhecimento e o planejamento do cuidado, transformando apreensão em ação.

A pesquisa Datafolha destaca que a doença de Alzheimer é a segundacondição, dentre quatro doençasgraves avaliadas na pesquisa, que as pessoas mais têm medo de um familiar receber o diagnóstico, perdendo apenas para o câncer e à frente de AIDS e Parkinson. Contudo, quando se questiona a importância do diagnóstico precoce, ocupa a terceira posição (35%), ficando atrás do câncer (94%) e AIDS (57%). Essa disparidade sugere uma necessidade urgente de maior conscientização sobre os benefícios da detecção no momento correto e dos benefícios clínicos das intervenções farmacológicas e não farmacológicas.


A complexidade da doença e a importância da intervenção precoce

A doença de Alzheimer é uma condição neurodegenerativa progressiva que afeta o sistema nervoso central, levando à morte de neurônios, especialmente em áreas cruciais para a linguagem, raciocínio e memória. Isso resulta em um comprometimento gradual das funções cognitivas, impactando a capacidade de lembrar, pensar, se comunicar e realizar atividades cotidianasi.

A prevenção e o diagnóstico no momento certo são pilaresessenciais no manejo dadoença, porque os fatores de estilo de vida e os cuidadoscom a saúde mental desempenham um papel crucial. Estudos científicos recentes demonstram consistentemente que o isolamento social e a solidão, por exemplo, não são apenas fatores de risco para a mortalidade geral, mas também possuem uma correlação direta com a saúde cognitiva, associados a uma maior carga amiloide cortical em idososii, um marcador biológico da fisiopatologia da doença de Alzheimeriii.

"A saúde do nosso cérebro não deve ser um tabu, nem ser ignorada, mas sim uma parte integrante do nosso cuidado geral. A consulta com o neurologista deveria fazer parte da rotina, assim como fazemos o checkup cardiológico", afirma Luiz André Magno, Diretor Médico Sênior da Lilly do Brasil.

O Relatório da Comissão Lancetsobre Prevenção, Intervenção e Cuidados com a Demênciaiv destaca que intervenções direcionadas a múltiplos fatoresde risco, como sedentarismo, obesidade e isolamento social, podem modificara trajetória da doença. "Intervenções não farmacológicas, como manter-se socialmente ativo, praticarexercícios físicos e ter uma alimentação saudável, são poderosas ferramentas preventivas", complementa Luiz André. Os primeiros sintomas da doença de Alzheimer, como lapsos de memória e dificuldade para planejar tarefas, frequentemente são confundidos com estresse ou envelhecimento normalv, o que atrasa o reconhecimento e favorece a progressão da doença.


Desafios na busca por diagnóstico e a relevância de novas terapias

Apesar de 94% dos entrevistados afirmarem que procurariam um médico se um familiar ou amigo apresentasse queixas de perdade memória e dificuldade para se planejar e fazer tarefas, a realidade da busca por auxílio é mais complexa. Menos da metade (46%) já discutiu o tema da memória e raciocínio com um médico ou realizou algum teste cognitivo. Dentre esses, 11% o fizeram há mais de 5 anos, enquanto 54% nunca discutiram o tema ou fizeram exames.

Entre os 41% dos brasileiros que conhecem alguém com doença de Alzheimer, 60% admitem que houve uma demora significativa em procurar um especialista após os primeiros sintomasde confusão e perda de memória. Esse percentual é maior entre homens (66%), pessoas com ensino fundamental (70%) ou médio (64%), na classe DE (73%) e em moradores de cidades do interior (64%). Além disso, 88% concordam que as pessoas geralmente só procuram um médico depois de sintomas graves,como repetir as mesmas perguntas e não conseguir fazer tarefas básicas do dia a dia. A demora é ainda mais evidente: entre aqueles que convivem com a doença, 45% levaram mais de 30 dias para agendar a consulta médica, e outros 27% não souberam precisar o tempo.

Essa hesitação é, em parte, impulsionada pelo medo: 87% dos entrevistados concordam que o diagnóstico da doença de Alzheimer causa muito medo e ansiedade, e 60% acreditam que saber da doença pode atrapalhar a qualidade de vida. Entrequem já convive com a doença, 90% concordam que perceber os sintomas gera muito medo do diagnóstico, e 80% sentiramtristeza e ansiedade, sem saber o que fazer. No entanto, é importante ressaltar que 93% dos que convivem com a doença também concordam que o diagnóstico ajudou as pessoaspróximas a se planejar e se adaptaraos cuidados. Além disso, 86% da população geral acreditam que receber um diagnóstico precoce de doença de Alzheimer ajudaria nas decisões sobre tratamento, cuidados e planejamento futuro.

Em contraste com a percepção popular de ineficácia, a ciência tem avançado. Luiz André Magno destaca que, além das abordagens não farmacológicas, "a ciência avança com novas terapias medicamentosas que, quando aplicadas no momento certo nas fases iniciais da doença, podem oferecer melhor qualidade de vida”.

Um exemplo é o Kisunla® (donanemabe), da Lilly, aprovadoe comercializado no Brasil desde 2025. Este tratamento demonstrou benefício crescente e sustentado ao longo de três anos no tratamento da doença de Alzheimer na fase inicial dos sintomas, reduzindo significativamente a progressão do declínio cognitivo e funcionalvi vii.

O diferencial do Kisunla® reside na sua capacidade de remover as placasbeta-amiloides acumuladas no cérebro, com um regime de dosagem por tempo limitado – os pacientes são tratados até que a depuração de placas amiloides seja alcançada, com duração máximade 18 meses, e manutenção de benefícios a longo prazoviii. O tratamento nos estágios sintomáticos iniciais pode contribuir para a preservação da cognição e capacidade funcional, uma vez que a desaceleração da progressão da demênciaestá associada à redução ou adiamento de sintomas psicológicos e comportamentais característicos da doença de Alzheimer, como ansiedade, irritabilidade e depressão, comuns em pacientes diagnosticadosix x xi


Oportunidades para o futuro do cuidado

Os resultados da pesquisa Datafolha são um convite à ação. Eles sublinham a necessidade de campanhas de conscientização que não apenasinformem sobre os sinais da doença de Alzheimer, mas que também desmistifiquem os tratamentos, destacando sua capacidade de gerenciar os sintomas, planejar o futuro e melhorar a qualidade de vida. Transformar o medo em conhecimento e a inação em proatividade é crucial para incentivar o diagnóstico precoce e o acesso oportuno a cuidados. A abordagem à longevidade saudável, conforme enfatizado pela OMSxii, passa por um entendimento abrangente dos fatores de risco e pela promoção de ambientes que favoreçam o bem-estar físico,mental e social. Isso inclui o acesso a informações claras,serviços de saúde de qualidade e uma cultura que valorize a conexão humana em todas as fases da vida.

A Lilly, por sua vez, apoia que a saúdedo cérebro se torne tão importante quanto o bem-estar físico, mental e social para uma longevidade saudável, e investe continuamente em pesquisa clínicapara que medicamentos inovadores, como o Kisunla®, cheguem aos pacientes com segurançaxiii xiv.


Metodologia da Pesquisa "Percepções sobre o Alzheimer no Brasil"

Este estudo quantitativo foi realizado entre 01 e 02 de dezembro de 2025, por meio de 2.002 entrevistas pessoais em pontos de fluxo populacional em todo o Brasil. O objetivo foi mapear a percepção da população brasileira com 16 anos ou mais sobre a doençade Alzheimer, abrangendo desde o medo da doençaaté a compreensão sobre diagnóstico, tratamento e impacto na vida dos pacientes e suas famílias. O desenho amostralfoi elaborado com base em informações do Censo IBGE 2022xv, e a amostra é representativa da população brasileira com 16 anos ou mais (160,1milhões de habitantes). Para leitura do total da amostra, os dados foram ponderados de acordo com a distribuição da população brasileira, com ajuste nas variáveis região,tipo de município, sexo, idade, classe econômica e escolaridade, utilizando dados do Censo IBGE 2022 e da ABEPxvi. A margem de erro máxima é de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.

 



Lilly
Lilly do Brasil
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Referências:


i ORGANIZAÇÃO MUNDIALDA SAÚDE. World Report on Ageingand Health. Geneva: WHO, 2015. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.



ii WILSON, R. S. et al. Loneliness and cortical amyloidburden in older adults. JAMA Psychiatry,

Chicago, v. 77, n. 4, p. 419-425, 2020.Disponível

em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


iii FRATIGLIONI, L. et al. An activeand socially integrated lifestyle in late life mightprotect against dementia. Lancet Neurology, London, v. 3, n. 12, p. 743-753, 2004. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


iv LIVINGSTON, G. et al. Dementia prevention, intervention, and care: 2020 report of the Lancet Commission. The Lancet, London, v. 396, n. 10248, p. 413-446, 2020. Disponível

em: Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


v JACK, C. R. Jr. et al. Tracking pathophysiological processes in Alzheimer’s disease: an updated hypothetical model of dynamicbiomarkers. The Lancet Neurology, London, v. 12, n. 2,

p. 207-216,2013. Disponível em: Link. Acesso em: 19

dez. 2025.


vi ZIMMER, J. A. et al. Donanemab in early symptomatic Alzheimer's disease: results from the TRAILBLAZER-ALZ 2 long-term extension. J Prev Alzheimers Dis, Paris,2025. v. 12, n. 1, p. 100446. doi: 10.1016/j.tjpad.2025.100446.


vii SIMS, J. R. et al. Donanemabin Early Symptomatic Alzheimer’s Disease: The

TRAILBLAZER-ALZ 2 Randomized ClinicalTrial. JAMA, Chicago, v. 330, n. 6, p. 512-527, 2023. DOI: 10.1001/jama.2023.13239. Disponível

em:Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


viii MATTKE, S.; OZAWA, T.; HANSON, M. Implications of Treatment Durationand Intensity on the Value of Alzheimer’s Treatments. In: CLINICAL TRIALS ON ALZHEIMER’S DISEASE

(CTAD), 2023, Boston. Alzheimer's & Dementia:The Journal of the Alzheimer's Association, Boston, v. 19, supl. 10, p. e07127,2023. DOI: 10.1002/alz.07127. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.

ix BRODATY, H. et al. Determinants of behavioral and psychological symptomsof dementia: A scoping review of the evidence. PLoS One, San Francisco, v. 14, n. 6, p. e0218102, 2019.

Disponívelem: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


x CEREJEIRA, J.; LAGARTO,L.; MUKAETOVA-LADINSKA, E. B. Behavioral and Psychological Symptoms of Dementia. Frontiers in Neurology, Lausanne, v. 3, p. 73, 2012. DOI:

10.3389/fneur.2012.00073. Disponível

em: Link.Acesso em: 19 dez. 2025.


xi SZCZYGIEŁ, M.; BŁACHUT, M.; MAZUREK, J. Treatment of behavioral and psychological symptoms of dementia: a systematic review. Psychiatr Pol, Lodz, v. 50, n. 5, p. 987-1002, 2016. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xii ORGANIZAÇÃO MUNDIALDA SAÚDE. World Report on Ageing and Health. Geneva:WHO, 2015. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xiii ELI LILLY. A Study of Donanemab(LY3002813) in Participants With Early Alzheimer’s Disease (TRAILBLAZER-ALZ 2). ClinicalTrials.gov, 2024. Disponível

em: Link.Acesso em:5 ago. 2024.


xiv ELI LILLY AND COMPANY.Informações corporativas e de pesquisae desenvolvimento. [S. l.]: Eli Lilly and Company, 2025. Disponível em: Link. Acesso em: 19 dez. 2025.


xv IBGE. Censo Demográfico 2022. [S. l.]: IBGE, 2022.


xvi ABEP. Associação Brasileira de Empresasde Pesquisa. [S. l.]: ABEP.


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