Com avanço histórico na eliminação da transmissão do HIV: de mãe para bebê, a testagem contínua e o acompanhamento no pré-natal ainda seguem sendo essenciais
O Brasil alcançou um marco histórico ao eliminar a transmissão
vertical do HIV, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a
gestação, parto ou amamentação, e registrar a menor taxa de mortalidade
relacionada à infecção dos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde, o
avanço é resultado de políticas públicas consolidadas, ampliação do acesso ao
diagnóstico, tratamento acessível pelo SUS e fortalecimento do pré-natal.
No mês da mulher, o Projeto Criança A.M.A.R. reforça que a
manutenção desse resultado depende diretamente do protagonismo feminino no
cuidado com a própria saúde. A testagem regular, o início precoce do tratamento
e o acompanhamento contínuo antes, durante e após a gestação são determinantes
para que o HIV não seja transmitido ao bebê.
“O Brasil avançou muito, mas a prevenção da transmissão vertical
exige vigilância permanente. A mulher precisa ser acompanhada não apenas no
pré-natal, mas também no pós-parto. O diagnóstico precoce e a adesão ao
tratamento garantem que o bebê nasça sem o vírus”, destaca Adriana Galvão
Ferrazini, presidente do PCA.m.a.r
Há 34 anos, o Projeto Criança A.M.A.R. atua no acolhimento e acompanhamento
de crianças e adolescentes que vivem com HIV e de suas famílias. Além da
assistência social e psicossocial, a instituição reforça a importância da
informação, da testagem e da adesão ao tratamento como pilares da prevenção.
Muitas das crianças acompanhadas pela organização nasceram em um contexto em
que o acesso ao diagnóstico e aos medicamentos ainda era limitado, realidade
que mudou graças ao fortalecimento do SUS e das políticas de prevenção.
Atualmente, o trabalho do PCA.m.a.r vai além do acompanhamento de
crianças que vivem com HIV: a instituição também orienta mães e responsáveis
sobre a importância do pré-natal adequado, da testagem contínua e do cuidado
integral, contribuindo para que novos casos de transmissão vertical não
ocorram.
Para o PCA.m.a.r, celebrar o Dia da Mulher é também reconhecer a
mulher como agente central na proteção da vida. “Quando a mulher é cuidada,
informada e acompanhada, toda a família é protegida. Prevenir a transmissão
vertical é uma conquista coletiva, mas começa com o acesso da mulher à saúde”,
finaliza Adriana.
Mais sobre o PCA.m.a.r.
Há 34 anos, o então Projeto Criança Aids nasceu para acolher
crianças e adolescentes vivendo com HIV em um cenário de desinformação e
estigma. Em 2025, passou a se chamar Projeto Criança A.M.A.R. para refletir com
mais fidelidade sua missão de cuidado, acolhimento e dignidade.
A instituição mantém sua atuação centrada no apoio psicossocial,
educativo e assistencial, com distribuição de alimentos, roupas e itens de
higiene, acompanhamento por psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos,
articulação com hospitais e Centros de Referência, além de rodas de conversa,
atividades culturais e oficinas.
A mudança de nome não altera CNPJ ou razão social, mas reforça o
compromisso com a proteção emocional das crianças e o apoio às famílias no
processo de revelação do diagnóstico.
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