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quinta-feira, 5 de março de 2026

Protagonismo feminino é fundamental para manter o Brasil sem transmissão vertical do HIV

 

Com avanço histórico na eliminação da transmissão do HIV: de mãe para bebê, a testagem contínua e o acompanhamento no pré-natal ainda seguem sendo essenciais 

 

O Brasil alcançou um marco histórico ao eliminar a transmissão vertical do HIV, quando o vírus é transmitido da mãe para o bebê durante a gestação, parto ou amamentação, e registrar a menor taxa de mortalidade relacionada à infecção dos últimos anos. Segundo o Ministério da Saúde, o avanço é resultado de políticas públicas consolidadas, ampliação do acesso ao diagnóstico, tratamento acessível pelo SUS e fortalecimento do pré-natal.

No mês da mulher, o Projeto Criança A.M.A.R. reforça que a manutenção desse resultado depende diretamente do protagonismo feminino no cuidado com a própria saúde. A testagem regular, o início precoce do tratamento e o acompanhamento contínuo antes, durante e após a gestação são determinantes para que o HIV não seja transmitido ao bebê.

“O Brasil avançou muito, mas a prevenção da transmissão vertical exige vigilância permanente. A mulher precisa ser acompanhada não apenas no pré-natal, mas também no pós-parto. O diagnóstico precoce e a adesão ao tratamento garantem que o bebê nasça sem o vírus”, destaca Adriana Galvão Ferrazini, presidente do PCA.m.a.r

Há 34 anos, o Projeto Criança A.M.A.R. atua no acolhimento e acompanhamento de crianças e adolescentes que vivem com HIV e de suas famílias. Além da assistência social e psicossocial, a instituição reforça a importância da informação, da testagem e da adesão ao tratamento como pilares da prevenção. Muitas das crianças acompanhadas pela organização nasceram em um contexto em que o acesso ao diagnóstico e aos medicamentos ainda era limitado, realidade que mudou graças ao fortalecimento do SUS e das políticas de prevenção.

Atualmente, o trabalho do PCA.m.a.r vai além do acompanhamento de crianças que vivem com HIV: a instituição também orienta mães e responsáveis sobre a importância do pré-natal adequado, da testagem contínua e do cuidado integral, contribuindo para que novos casos de transmissão vertical não ocorram.

Para o PCA.m.a.r, celebrar o Dia da Mulher é também reconhecer a mulher como agente central na proteção da vida. “Quando a mulher é cuidada, informada e acompanhada, toda a família é protegida. Prevenir a transmissão vertical é uma conquista coletiva, mas começa com o acesso da mulher à saúde”, finaliza Adriana.


Mais sobre o PCA.m.a.r.

Há 34 anos, o então Projeto Criança Aids nasceu para acolher crianças e adolescentes vivendo com HIV em um cenário de desinformação e estigma. Em 2025, passou a se chamar Projeto Criança A.M.A.R. para refletir com mais fidelidade sua missão de cuidado, acolhimento e dignidade.

A instituição mantém sua atuação centrada no apoio psicossocial, educativo e assistencial, com distribuição de alimentos, roupas e itens de higiene, acompanhamento por psicólogos, assistentes sociais e psicopedagogos, articulação com hospitais e Centros de Referência, além de rodas de conversa, atividades culturais e oficinas.

A mudança de nome não altera CNPJ ou razão social, mas reforça o compromisso com a proteção emocional das crianças e o apoio às famílias no processo de revelação do diagnóstico.


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