Celebrada em todo o mundo, a Páscoa Judaica começa ao pôr do sol
de 1º de abril e termina na noite de 9 de abril em 2026
Uma das celebrações mais importantes do calendário judaico, o Pessach (Páscoa Judaica) relembra a libertação do povo hebreu da escravidão no Egito e representa um momento de profunda reflexão espiritual, fortalecimento da fé e transmissão das tradições judaicas entre as gerações.
Em 2026, a festividade tem início ao pôr do sol de 1º de abril, com o tradicional jantar ritual conhecido como Seder de Pessach (a refeição cerimonial que segue uma ordem específica de leituras, orações e alimentos simbólicos) e se estende até a noite de 9 de abril, totalizando oito dias de celebração.
Segundo o rabino Eliahu Hasky, Pessach é muito mais do que uma lembrança histórica: trata-se de um momento de reconexão com valores fundamentais da tradição judaica. “Pessach é a celebração da liberdade. Não apenas da libertação física do Egito, mas também da libertação espiritual e moral que cada geração precisa buscar”, afirma.
Durante o Seder, que ocorre nas duas primeiras noites da festividade, as famílias se reúnem em torno de uma mesa preparada com alimentos simbólicos e seguem a leitura da Hagadá, texto que narra a saída do Egito e orienta os rituais da cerimônia.
Entre os alimentos tradicionais está o matzá, pão sem fermento que recorda a pressa com que os hebreus deixaram o Egito, sem tempo para que a massa fermentasse. Também fazem parte da mesa alimentos como ervas amargas, que simbolizam o sofrimento da escravidão, o charosset, que lembra a argamassa que os judeus usavam na construção, e outros elementos que representam os desafios e os milagres que marcaram a libertação do povo judeu.
Durante os oito dias de Pessach, alimentos fermentados são retirados das casas judaicas e não são consumidos, reforçando a memória histórica e espiritual da saída do Egito.
Outro momento tradicional que antecede a festa é o jejum dos primogênitos, realizado em lembrança de que os primogênitos judeus foram poupados durante a última das dez pragas que atingiram o Egito.
De acordo com o rabino
Eliahu Hasky, a festividade também tem um forte caráter educativo e familiar.
“Uma das partes mais bonitas do Pessach é a participação das crianças, que
fazem perguntas e ajudam a contar a história da libertação. Isso garante que a
memória, a fé e os valores do povo judeu continuem vivos em cada geração”,
explica.
O rabino também observa que a mensagem de Pessach ganha ainda mais significado em tempos de tensão no cenário internacional, especialmente diante das ameaças e conflitos envolvendo Israel. Para ele, há um paralelo simbólico entre os desafios enfrentados hoje e a história narrada na festividade.
“Assim como no relato bíblico, quando o povo judeu enfrentou forças poderosas que tentavam impedir sua liberdade, também hoje vemos ameaças à segurança e à existência de Israel. A história de Pessach nos ensina que a fé, a união e a determinação podem superar até os maiores desafios”, afirma o rabino Eliahu Hasky.
Ele acrescenta que a narrativa do Êxodo continua sendo uma fonte de inspiração para o presente. “Pessach nos lembra que, mesmo diante de adversidades e conflitos, o povo judeu sempre encontrou força espiritual para seguir em frente e preservar sua identidade e sua liberdade”, destaca.
Ele complementa dizendo que Pessach é uma celebração que atravessa séculos e continua extremamente atual. “É um convite para refletirmos sobre a liberdade, a fé e a responsabilidade de cada geração em manter vivos esses valores”, conclui o rabino Eliahu Hasky.
Rabino Eliahu Hasky - um dos rabinos mais respeitados do Brasil e até do mundo, com dezenas de milhões de visualizações on line e milhares de alunos em diversos países. É também um influenciador digital. Formado em Jerusalém por grandes mestres da Cabalá, atuou por mais de oito anos como educador em prestigiadas instituições de ensino judaico em Israel. Atualmente, é rabino da mais tradicional sinagoga da cidade do Rio de Janeiro, a Sinagoga de Copacabana. É CEO da organização internacional “Torah com você”, pela qual transmite os valores eternos do judaísmo com amor, acolhimento, modernidade e profundidade. Seu Instagram é: @rabinoeliahuhasky
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