Segundo o dermatologista Dr. Lourenço Azevedo, os bioestimuladores de colágeno possuem um papel fundamental no desenvolvimento de firmeza e qualidade da pele
De acordo com dados do Ministério da Saúde, seis em
cada dez brasileiros estão acima do peso, e a obesidade mais que dobrou desde
2006.O cenário ajuda a explicar a busca por medicamentos injetáveis para
emagrecimento, à base de semaglutida e tirzepatida, como Ozempic, Saxenda e
Mounjaro. Somente em 2025, segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, esse
mercado movimentou cerca de R$ 9 bilhões em importações. Diante desse
fenômeno, especialistas alertam para os impactos sistêmicos do emagrecimento
acelerado. Na dermatologia, a preocupação recai sobre as alterações estruturais
da pele decorrentes da perda rápida de gordura corporal.
Segundo o dermatologista Dr. Lourenço Azevedo (CRM
166.292/SP), quando o emagrecimento ocorre de forma acelerada, há repercussões
importantes na qualidade e na sustentação da pele. “Do ponto de vista
fisiológico, a redução dos coxins adiposos superficiais e profundos altera o
suporte estrutural da face e do corpo. Observamos flacidez, mudança no contorno
facial, ressecamento e aumento da sensibilidade. Além disso, o emagrecimento
rápido pode impactar a matriz extracelular e a qualidade dérmica, especialmente
quando não há acompanhamento adequado”, explica o especialista.
O médico destaca que o cuidado com a pele deve ser
parte integrante do tratamento. “Emagrecer é um processo metabólico e
sistêmico. A pele não pode ser tratada como algo secundário. Ela acompanha
essas mudanças e precisa ser assistida de forma planejada”, ressalta.
Entre as abordagens possíveis, Dr. Lourenço explica
que os bioestimuladores de colágeno podem ser indicados após avaliação
individualizada, especialmente em casos de perda significativa de sustentação
dérmica. “Essas substâncias estimulam a produção gradual de colágeno,
contribuindo para melhora da firmeza e da qualidade da pele ao longo do tempo.”
Além disso, tecnologias baseadas em estímulo
térmico controlado, como lasers fracionados não ablativos, podem induzir
remodelação de colágeno em diferentes profundidades teciduais. “Protocolos personalizados
permitem atuar tanto no rosto quanto no corpo, sempre respeitando o ritmo do
emagrecimento e as características de cada paciente”, complementa.
O skincare também assume papel estratégico durante
esse período. Segundo o dermatologista, manter a barreira cutânea íntegra é
fundamental para reduzir o ressecamento, preservar o viço e melhorar o conforto
da pele. “A rotina não precisa ser complexa, mas deve ser bem orientada:
limpeza suave, hidratação adequada, ativos reparadores e proteção solar diária.
Esse cuidado contínuo favorece a adaptação da pele às mudanças corporais.”
Para o especialista, os melhores resultados surgem
da integração entre acompanhamento médico, tecnologias adequadas e rotina
domiciliar consistente. “O objetivo não é apenas emagrecer, mas preservar
saúde, qualidade tecidual e harmonia estética. Quando o tratamento é conduzido
de forma equilibrada, é possível alcançar resultados naturais e sustentáveis.”

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