Quando diagnosticado precocemente,
tumor de Wilms pode ter mais de 90% de chances de cura 
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O Dia Mundial do Rim, celebrado em 12 de março, chama
a atenção para a importância da saúde renal em todas as fases da vida e para
doenças que podem afetar também o público infantojuvenil, como o tumor de
Wilms, também conhecido como nefroblastoma, o câncer renal mais comum na
infância.
A doença representa cerca de 90% dos tumores renais pediátricos e
ocorre, principalmente, em crianças entre 2 e 5 anos de idade. O tumor se
desenvolve a partir de células embrionárias do rim que não completam o processo
normal de maturação e continuam a se multiplicar após o nascimento.
“O tumor de Wilms é raro, mas é o câncer renal mais comum na
infância. Muitas vezes, os pais percebem o primeiro sinal durante atividades do
dia a dia, como o banho ou ao vestir a criança, quando notam um aumento do
volume abdominal ou um caroço na barriga”, explica Dr.ª Monica Cypriano,
oncologista pediátrica e diretora clínica do Hospital do GRAACC.
Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), quando o
diagnóstico é feito precocemente e o tratamento ocorre em centros
especializados em oncologia pediátrica, como o GRAACC, as chances de cura podem
ultrapassar 90%, especialmente nos casos em que o tumor está localizado apenas
no rim.
O diagnóstico costuma ser realizado por meio de exames de imagem,
como ultrassonografia, tomografia computadorizada ou ressonância magnética do
abdômen. Esses exames permitem identificar a presença do tumor e avaliar se
houve comprometimento de outras estruturas.
O tratamento pode envolver cirurgia, quimioterapia e, em alguns
casos, radioterapia, dependendo do estágio da doença e das características do
tumor. “O tratamento do câncer infantil evoluiu muito nas últimas décadas. Com
diagnóstico precoce e atendimento em centros especializados, conseguimos oferecer
terapias eficazes e aumentar significativamente as chances de cura”, afirma
Dr.ª Monica.
O tumor de Wilms ocorre em aproximadamente uma a cada 10 mil
crianças com menos de 15 anos de idade e a média de diagnóstico costuma ocorrer
por volta dos três a quatro anos. Por isso, é fundamental que pais e
responsáveis estejam atentos a alterações persistentes no corpo da criança e
procurem avaliação médica sempre que houver suspeita. Entre os sinais que
merecem atenção estão aumento ou endurecimento da barriga, presença de nódulo
ou massa abdominal, dor abdominal, febre sem causa aparente, perda de apetite,
náuseas e vômitos, presença de sangue na urina e pressão arterial elevada.
“No câncer infantojuvenil, o diagnóstico precoce faz toda a
diferença. Quanto mais cedo a doença é identificada e o tratamento iniciado,
maiores são as chances de alcançarmos bons resultados e garantir qualidade de
vida no futuro”, conclui Dr.ª Monica Cypriano.
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