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terça-feira, 24 de março de 2026

Mounjaro multidose é mais efetivo no tratamento de redução de peso na menopausa?

Versão multidose do Mounjaro aprovada pela Anvisa permite ajustes mais precisos facilitando o tratamento individualizado da obesidade, inclusive em mulheres na menopausa
 

A Anvisa aprovou o Mounjaro na versão KwikPen, que permite ajustes de dose por cliques. O formato pode ser uma estratégia mais eficiente no tratamento da obesidade, especialmente em mulheres na menopausa.

A Dra. Tassiane Alvarenga, Endocrinologista e Metabologista pela SBEM, explica os benefícios desse novo formato: "A KwikPen é mais uma oportunidade de individualizar o tratamento. Isso é essencial para pacientes que lidam com as complexidades da menopausa, onde não se trata apenas de perder peso, mas também de gerenciar questões como aumento de gordura visceral e risco cardiovascular."

A menopausa traz consigo alterações hormonais significativas que podem complicar a perda de peso. "Quando uma mulher na menopausa perde peso, o tratamento não deve ser considerado concluído. A flexibilidade de dosagem proporcionada pela KwikPen permite um manejo mais cuidadoso e gradual nesse período", explica a Dra. Tassiane.

Com essa nova estratégia, os profissionais de saúde têm a chance de ajustar as doses de forma precisa, adaptando-se à resposta individual de cada paciente. Essa personalização é crucial, pois não existe um protocolo único que funcione para todas as mulheres na menopausa.

"A medicação sozinha não é suficiente para o tratamento da obesidade. É fundamental que haja acompanhamento médico, estratégias nutricionais e atividade física. Cada mulher é única, e isso deve ser refletido em sua abordagem de tratamento", reforça a médica.

A aprovação da KwikPen abre novas possibilidades para o tratamento da obesidade em um público que muitas vezes enfrenta desafios adicionais. A nova versão do Mounjaro reforça uma mudança importante na medicina: sair de protocolos rígidos e caminhar para tratamentos cada vez mais personalizados.

“No fim, a gente precisa entender que não existe uma obesidade, assim como não existe uma menopausa. Cada mulher, cada organismo e cada trajetória exigem um cuidado único”, finaliza a endocrinologista.
  


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