Campanha chama atenção para sintomas que costumam ser subestimados e para o avanço da doença entre adultos jovens
Sangue
nas fezes, mudança no funcionamento do intestino, cansaço persistente. Sintomas
que muita gente associa a “algo passageiro” podem, na verdade, ser sinais de
câncer colorretal, tipo de tumor que mais cresce entre pessoas com menos de 50
anos.
Durante
o Março Azul, campanha de conscientização sobre a doença, especialista reforça
que a idade não exclui risco.
“A
doença deixou de ser restrita a faixas etárias mais avançadas. Hoje, atendemos
cada vez mais pacientes jovens, com menos de 50 anos, inclusive sem fatores de
risco clássicos, o que exige maior atenção aos sintomas e à história familiar”,
explica Maria Ignez Braghiroli, médica da Oncologia D’Or, da Rede D'Or, e
especialista em tumores do trato digestivo.
Dados
do Instituto Nacional de Câncer (INCA) apontam que o Brasil deve registrar
cerca de 54 mil novos casos de câncer colorretal por ano até 2028. E, entre os
mais jovens, o diagnóstico muitas vezes ocorre em fases mais avançadas.
Mudanças
no estilo de vida ajudam a explicar esse cenário, como alimentação rica em
ultraprocessados, sedentarismo, excesso de peso, consumo de álcool e tabagismo.
6 sinais de alerta do câncer colorretal
Fique
atento se você apresentar:
1. Sangue nas
fezes ou sangramento pelo ânus
Mesmo que seja esporádico, o sintoma precisa ser investigado.
2. Mudança
persistente do hábito intestinal
Diarreia ou prisão de ventre que não melhoram, fezes mais finas ou alteração no
ritmo habitual.
3. Dor ou
desconforto abdominal frequente
Cólicas, sensação de inchaço ou dor contínua sem causa aparente.
4. Sensação
de evacuação incompleta
A impressão constante de que o intestino não esvaziou totalmente.
5. Perda de
peso sem explicação
Emagrecimento involuntário é sempre um sinal de alerta.
6. Fraqueza,
cansaço excessivo e anemia
Podem indicar perda crônica de sangue pelo intestino.
“Sangramento
intestinal, alteração do hábito intestinal e anemia não devem ser normalizados,
independentemente da idade. A investigação precoce faz toda a diferença no
prognóstico”, reforça a oncologista.
Prevenção
O
câncer colorretal está entre os tumores mais preveníveis. Cerca de 90% dos
casos se desenvolvem a partir de pólipos benignos, que podem ser identificados
e removidos durante a colonoscopia.
As
sociedades médicas recomendam iniciar o rastreamento a partir dos 45 anos para
pessoas sem fatores de risco, e antes disso para quem tem histórico familiar.
Além
disso, hábitos saudáveis reduzem significativamente o risco: alimentação rica em
fibras, prática regular de atividade física, controle do peso, não fumar e
evitar o consumo excessivo de álcool.
No
Março Azul, o recado é direto: ignorar sintomas pode atrasar o diagnóstico. “E,
quando se trata de câncer colorretal, tempo faz diferença”, alerta a médica.

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