Atitudes imediatas podem ser decisivas para preservar a estrutura natural do dente e evitar tratamentos mais complexos no futuro
Você
já mordeu algo mais duro e sentiu aquele “estalinho” estranho no dente? Segundo
dados da Organização Mundial da Saúde, problemas bucais estão entre as
condições de saúde mais comuns no mundo, e traumas dentários fazem parte dessa
estatística, especialmente entre jovens e adultos ativos. O que muita gente não
sabe é que, em caso de fratura, os primeiros minutos podem fazer toda a diferença
para salvar o dente.
“Do
ponto de vista clínico, as fraturas dentárias podem envolver desde o esmalte
até estruturas mais profundas, como dentina, polpa e raiz. Quando há
comprometimento da polpa, existe risco de contaminação bacteriana, inflamação e
necrose do tecido interno”, explica o dentista Dr. Paulo Yanase, da Oral Sin.
Segundo ele, o tempo entre o trauma e o atendimento profissional influencia
diretamente no prognóstico. “Os primeiros minutos após a fratura são decisivos
para aumentar as chances de preservar o dente natural.”
Mas
afinal, o que fazer imediatamente quando o dente quebra ou lasca? Veja os
principais cuidados na hora do acidente:
1-Controle o sangramento
corretamente: utilize uma gaze limpa e faça compressão leve por alguns minutos.
Evite enxaguar de forma vigorosa, pois isso pode deslocar coágulos importantes
para a cicatrização inicial.
2- Guarde o fragmento do dente da
forma adequada: se houver um pedaço quebrado, coloque-o em soro fisiológico ou
leite. Esses líquidos ajudam a manter a hidratação da estrutura dentária até a
avaliação profissional, aumentando as chances de reaproveitamento.
3- Proteja o dente afetado: evite
mastigar do lado lesionado e dê preferência a alimentos macios e frios até o
atendimento. O calor pode intensificar a sensibilidade se houver exposição da
dentina.
4- Não tente “resolver” em casa: lixar
o dente, usar cola instantânea ou qualquer substância caseira pode causar danos
irreversíveis à estrutura dental e dificultar o tratamento posterior.
Adiar
o tratamento, mesmo quando não há dor, pode abrir caminho para complicações.
“Uma pequena fratura pode permitir a entrada de bactérias e evoluir para
infecção da polpa, exigindo tratamento de canal. Em situações mais graves, pode
haver comprometimento ósseo e até perda do dente. Nosso foco sempre é preservar
a estrutura natural, seja com restaurações, reconstruções ou outros recursos
modernos. Quanto mais cedo o paciente procura ajuda, mais conservador tende a
ser o tratamento”, finaliza o Dr.

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