Diretor
da rede Prepara IA compartilha orientações práticas para aproveitar o potencial
da inteligência artificial com mais produtividade e senso crítico
A
inteligência artificial deixou de ser um recurso restrito a laboratórios ou
filmes de ficção científica para se tornar parte da rotina de milhões de
pessoas. Entre as ferramentas mais populares está o ChatGPT, assistente virtual
capaz de responder perguntas, produzir textos e ajudar na organização de
tarefas. No Brasil, o interesse pela tecnologia cresce rapidamente. Um
relatório da OpenAI divulgado recentemente aponta que o país é o terceiro que
mais utiliza a plataforma no mundo, com cerca de 140 milhões de mensagens
enviadas por dia.
De
acordo com o levantamento, o uso da ferramenta está concentrado principalmente
em atividades de comunicação, que representam 20% das interações. Em seguida
aparecem aplicações relacionadas a aprendizado e capacitação com 15%, além de
tarefas como programação, análise de dados e cálculos matemáticos, responsáveis
por 6% do uso. Outro estudo, da Semrush, também aponta o Brasil entre os
líderes globais no acesso à ferramenta, evidenciando o avanço da inteligência
artificial na rotina de estudos, trabalho e criação de conteúdo.
Para
Leonardo Andreoli, diretor nacional da Prepara IA, rede de ensino
profissionalizante pertencente ao Grupo MoveEdu, o principal desafio agora é
aprender a usar esse recurso de forma estratégica no dia a dia. “A inteligência
artificial pode aumentar muito a produtividade e apoiar o aprendizado, mas o
usuário precisa saber como direcionar as perguntas e, principalmente,
interpretar as respostas com senso crítico”, afirma.
Segundo
o especialista, o ChatGPT funciona a partir de um modelo de linguagem capaz de
interpretar comandos em texto e gerar respostas de forma conversacional,
simulando um diálogo com o usuário. A ferramenta pode ser utilizada tanto em
uma versão gratuita quanto em planos pagos, que oferecem respostas mais
aprofundadas e maior estabilidade para quem utiliza a IA com frequência no trabalho
ou nos estudos. Apesar da praticidade, Andreoli alerta que a tecnologia deve
ser vista como apoio, e não como substituição ao conhecimento humano. “A
inteligência artificial ajuda a organizar ideias, acelerar processos e
esclarecer dúvidas, mas é essencial verificar as informações e usar o conteúdo
gerado como ponto de partida para desenvolver o próprio raciocínio”, explica.
Como usar o ChatGPT para estudar
Entre
as aplicações mais úteis está o apoio ao aprendizado. De acordo com Andreoli,
estudantes podem usar a ferramenta para organizar conteúdos, revisar matérias e
aprofundar conceitos de forma mais dinâmica. Além disso, explorar outras
ferramentas de inteligência artificial voltadas à educação também pode ampliar
as possibilidades de aprendizado com tecnologia. Crie resumos e mapas mentais.
Para isso, peça para o ChatGPT resumir textos ou transformar conteúdos em mapas
mentais. Você também pode simular perguntas de prova, solicitando questões
objetivas, dissertativas ou quizzes sobre qualquer disciplina. Para quem deseja
desvendar conceitos difíceis, a dica é utilizar comandos como “explique isso
como se eu tivesse 10 anos”. Já para organizar os estudos, peça um cronograma
personalizado com base no tempo disponível e nas prioridades.
Como usar o ChatGPT no trabalho
No
ambiente profissional, a inteligência artificial pode trazer ganhos importantes
de produtividade, principalmente em tarefas operacionais e de organização de
informações. Você pode utilizar, por exemplo, para escrever e-mails mais rápido,
informando o objetivo e o tom desejado para que a ferramenta estruture o texto.
Além disso, é possível criar apresentações e relatórios, organizando dados em
tópicos, montando estruturas de slides ou transformando informações complexas
em linguagem mais acessível. A ferramenta também ajuda a gerar ideias para
projetos, já que a IA pode ser usada como um “brainstorm infinito” para
campanhas, nomes e soluções criativas. Outra vantagem está em automatizar
pequenas tarefas, como criar respostas padrão, resumos de reuniões ou roteiros
de atendimento.
O
especialista cita ainda casos práticos do uso da ferramenta no dia a dia
corporativo. “Já vimos situações em que um estagiário de marketing conseguiu
montar uma pesquisa de concorrência e estruturar o esboço de uma campanha de
divulgação em menos de uma hora usando a ferramenta”, relata.
Como usar o ChatGPT para criar
conteúdo
Profissionais
de comunicação, marketing e criadores digitais também podem se beneficiar do
uso da inteligência artificial na produção de conteúdo. Entre as alternativas,
você pode montar roteiros para vídeos e reels, descrevendo tema, público e
duração para receber sugestões de falas e estrutura. Também há como estruturar
posts para blog, organizando a introdução, os tópicos principais e a conclusão
com sugestões de SEO. O ChatGPT também pode ajudar a criar legendas atrativas,
com ideias alinhadas ao tom da marca ou ao objetivo da publicação, além de pautas
e títulos por meio de ideias a partir de tendências e datas comemorativas.
Cuidados e limites no uso da
inteligência artificial
Apesar
das vantagens, Leonardo Andreoli reforça que o uso da tecnologia exige atenção
e senso crítico. Segundo ele, é fundamental verificar sempre as informações
geradas pela ferramenta, já que o ChatGPT pode cometer erros, e confirmar dados
em fontes confiáveis. O especialista também destaca a importância de analisar
possíveis vieses nas respostas, uma vez que a inteligência artificial reflete
conteúdos disponíveis na internet. Ou seja, a ferramenta deve ser utilizada
como apoio, e não como atalho, servindo como base para desenvolver ideias
próprias. Avaliar a coerência das respostas também é essencial, pois nem tudo
que parece correto necessariamente está preciso. Outro ponto de atenção é a
proteção de dados: o usuário deve evitar compartilhar informações pessoais ou
confidenciais na plataforma.
Além
disso, a recomendação é evitar a dependência da tecnologia, mantendo a autonomia
intelectual e recorrendo ao apoio humano em temas sensíveis, já que a
inteligência artificial não possui julgamento ou empatia. Ler os termos de uso
da ferramenta e complementar o conteúdo com outras fontes de conhecimento, como
livros, artigos e sites especializados, também faz parte de um uso responsável.
Por fim, o diretor nacional da Prepara IA ressalta que fazer perguntas claras e
específicas é um dos principais fatores para obter respostas mais precisas e
úteis da ferramenta.
Para Andreoli, a inteligência artificial
deve ser encarada como uma aliada para ampliar a produtividade e estimular
novas formas de aprendizado. “Quanto mais claro e específico for o comando,
melhor tende a ser a resposta da inteligência artificial. O segredo está em
usar a tecnologia com consciência, criatividade e protagonismo, aproveitando
seu potencial sem abrir mão do pensamento crítico”, conclui.
Prepara IA
Nenhum comentário:
Postar um comentário