Levantamento da Doctoralia revela alta nos
agendamentos entre 2024 e 2025 e aponta mudança de comportamento: casais estão
buscando apoio psicológico antes de considerar a separação, em um cenário de
queda nos divórcios no Brasil
Enquanto o número
de divórcios caiu no Brasil em 2024, após três anos consecutivos de alta,
segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um
outro movimento chama atenção: mais casais estão buscando ajuda profissional
para fortalecer a relação antes de optar pela separação.
Um levantamento da
Doctoralia, plataforma de saúde digital que tem a missão de
ajudar as pessoas a viverem vidas mais longas e saudáveis por meio da conexão
genuína entre pacientes e profissionais de saúde, os agendamentos realizados no
Brasil mostram que a busca por terapia de casal cresceu 30,7% entre 2024 e
2025. Em 2024, foram contabilizados 20.807 agendamentos, com oscilações ao
longo do ano e pico em junho, quando houve 2.558 consultas. Já em 2025, o
número saltou para 27.191 agendamentos - todos os meses superaram a marca de 2
mil atendimentos, com maior volume em setembro (2.813).
Além do aumento
expressivo no total de consultas, outro dado chama atenção: a constância da
procura ao longo de 2025. Diferentemente do ano anterior, quando houve
variações mais acentuadas, o último ano apresentou demanda estável, sugerindo
que a terapia de casal deixou de ser buscada apenas em momentos de crise e
passou a integrar a rotina de cuidado emocional de muitos relacionamentos.
Para o psicólogo Ivani Bastos Irineu, especialista em terapia de casal disponível na
Doctoralia, o aumento reflete uma mudança de mentalidade. “Os casais estão
procurando ajuda não apenas quando a relação já está em crise, mas também como
forma de prevenção e amadurecimento. A terapia deixou de ser vista como último
recurso e passou a ser entendida como um investimento na qualidade da relação”,
afirma.
Segundo o especialista,
a maior abertura para falar sobre saúde mental e relacionamento tem contribuído
para esse movimento. “Existe menos estigma em procurar ajuda psicológica.
Muitos casais chegam ao consultório antes que o conflito se torne
insustentável. Eles querem melhorar a comunicação, alinhar expectativas e
reorganizar acordos”, finaliza o especialista.
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