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domingo, 22 de março de 2026

Busca por terapia de casal cresce 30,7% e indica nova fase nos relacionamentos

Levantamento da Doctoralia revela alta nos agendamentos entre 2024 e 2025 e aponta mudança de comportamento: casais estão buscando apoio psicológico antes de considerar a separação, em um cenário de queda nos divórcios no Brasil
 

Enquanto o número de divórcios caiu no Brasil em 2024, após três anos consecutivos de alta, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um outro movimento chama atenção: mais casais estão buscando ajuda profissional para fortalecer a relação antes de optar pela separação. 

Um levantamento da Doctoralia, plataforma de saúde digital que tem a missão de ajudar as pessoas a viverem vidas mais longas e saudáveis por meio da conexão genuína entre pacientes e profissionais de saúde, os agendamentos realizados no Brasil mostram que a busca por terapia de casal cresceu 30,7% entre 2024 e 2025. Em 2024, foram contabilizados 20.807 agendamentos, com oscilações ao longo do ano e pico em junho, quando houve 2.558 consultas. Já em 2025, o número saltou para 27.191 agendamentos - todos os meses superaram a marca de 2 mil atendimentos, com maior volume em setembro (2.813). 

Além do aumento expressivo no total de consultas, outro dado chama atenção: a constância da procura ao longo de 2025. Diferentemente do ano anterior, quando houve variações mais acentuadas, o último ano apresentou demanda estável, sugerindo que a terapia de casal deixou de ser buscada apenas em momentos de crise e passou a integrar a rotina de cuidado emocional de muitos relacionamentos. 

Para o psicólogo Ivani Bastos Irineu, especialista em terapia de casal disponível na Doctoralia, o aumento reflete uma mudança de mentalidade. “Os casais estão procurando ajuda não apenas quando a relação já está em crise, mas também como forma de prevenção e amadurecimento. A terapia deixou de ser vista como último recurso e passou a ser entendida como um investimento na qualidade da relação”, afirma. 

Segundo o especialista, a maior abertura para falar sobre saúde mental e relacionamento tem contribuído para esse movimento. “Existe menos estigma em procurar ajuda psicológica. Muitos casais chegam ao consultório antes que o conflito se torne insustentável. Eles querem melhorar a comunicação, alinhar expectativas e reorganizar acordos”, finaliza o especialista.

 

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