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quarta-feira, 25 de março de 2026

Brasil segue entre países com maior carga de tuberculose; amplia acesso a diagnóstico mais rápido

País registra mais de 85 mil¹ novos casos no último ano; exames disponíveis no SUS reduzem tempo de confirmação para cerca de 10 dias

 

A tuberculose permanece como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. No Brasil, dados do Boletim Epidemiológico de Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, indicam que o país registrou 85.936 novos casos da doença em 2024, se mantendo entre as nações com alta carga de tuberculose¹. 

O relatório também aponta a recuperação dos indicadores de diagnóstico após os impactos da pandemia de COVID-19, com ampliação da cobertura de detecção dos casos. Segundo estimativas recentes, o Brasil alcançou aproximadamente 88% a 89%² de detecção dos casos estimados, um avanço relevante em relação aos anos anteriores e considerado estratégico para a redução da transmissão e da mortalidade associada à doença. 

A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, transmitida principalmente por via respiratória, por meio de gotículas eliminadas pela tosse, fala ou espirro de pessoas com a doença ativa. Com o início do tratamento adequado, o risco de transmissão reduz progressivamente, geralmente após as primeiras semanas. 

“Embora seja uma doença prevenível e com altas taxas de cura, o sucesso no controle da tuberculose depende diretamente do diagnóstico precoce e da adesão completa ao tratamento”, explica Glais Libanori, Gerente Mercado Clínico da BD. “A interrupção do tratamento pode levar a complicações clínicas e ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos”. 

A especialista ressalta ainda que a tuberculose não é transmitida por objetos compartilhados, como copos, talheres ou roupas, já que os bacilos depositados nessas superfícies dificilmente se dispersam no ar em quantidade suficiente para causar infecção².

 

Acesso ao diagnóstico pelo SUS

Entre os métodos laboratoriais disponíveis, a cultura em meio líquido realizada nos instrumentos BD BACTECTM MGIT™, considerada padrão-ouro por apresentar taxa de detecção 17% mais alta que a cultura sólida, segundo dados técnicos consolidados³. 

Entre os métodos laboratoriais disponíveis para o diagnóstico da tuberculose, a cultura microbiológica, em meio sólido ou líquido, é considerada o padrão-ouro, por permitir a identificação do Mycobacterium tuberculosis e a realização do teste de sensibilidade aos medicamentos. 

Estudos técnicos demonstram que a cultura em meio líquido automatizada apresenta maior sensibilidade e maior taxa de recuperação de micobactérias quando comparada à cultura sólida, além de reduzir o tempo para detecção4. Esses sistemas estão entre as tecnologias adotadas pelos LACENs no Brasil, em conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde.

 

Fatores de risco e prevenção

A tuberculose é causada principalmente pela bactéria Mycobacterium tuberculosis, podendo, em casos menos frequentes, envolver outras micobactérias. A forma pulmonar é a mais comum, mas a doença também pode acometer outros órgãos. Os principais fatores associados ao maior risco de adoecimento incluem desnutrição, infecção pelo HIV, diabetes, tabagismo e uso nocivo de álcool. A vacina BCG, aplicada na infância, permanece indicada para a prevenção das formas graves da doença, especialmente em crianças.





Referências

¹ Brasil lidera cobertura de serviços de saúde, incluindo tratamento da tuberculose, aponta OMS. Ministério da Saúde. Disponível em Link

² Boletim Epidemiológico - Tuberculose 2025. Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Disponível em Link

³Relatório Consulta Pública. Cultura líquida. Conitec. Disposível em Link

4 Ministério da Saúde amplia opções de tratamento para Tuberculose. Ministério da Saúde. Disponível em Link


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