País registra mais de 85 mil¹ novos casos no último ano; exames disponíveis no SUS reduzem tempo de confirmação para cerca de 10 dias
A tuberculose permanece como um dos principais desafios de saúde pública no Brasil e no mundo. No Brasil, dados do Boletim Epidemiológico de Tuberculose 2025, do Ministério da Saúde, indicam que o país registrou 85.936 novos casos da doença em 2024, se mantendo entre as nações com alta carga de tuberculose¹.
O relatório também aponta a recuperação dos indicadores de diagnóstico após os impactos da pandemia de COVID-19, com ampliação da cobertura de detecção dos casos. Segundo estimativas recentes, o Brasil alcançou aproximadamente 88% a 89%² de detecção dos casos estimados, um avanço relevante em relação aos anos anteriores e considerado estratégico para a redução da transmissão e da mortalidade associada à doença.
A tuberculose é uma doença infectocontagiosa, transmitida principalmente por via respiratória, por meio de gotículas eliminadas pela tosse, fala ou espirro de pessoas com a doença ativa. Com o início do tratamento adequado, o risco de transmissão reduz progressivamente, geralmente após as primeiras semanas.
“Embora seja uma doença prevenível e com altas taxas de cura, o sucesso no controle da tuberculose depende diretamente do diagnóstico precoce e da adesão completa ao tratamento”, explica Glais Libanori, Gerente Mercado Clínico da BD. “A interrupção do tratamento pode levar a complicações clínicas e ao desenvolvimento de resistência aos medicamentos”.
A
especialista ressalta ainda que a tuberculose não é transmitida por objetos
compartilhados, como copos, talheres ou roupas, já que os bacilos depositados
nessas superfícies dificilmente se dispersam no ar em quantidade suficiente
para causar infecção².
Acesso ao diagnóstico pelo SUS
Entre
os métodos laboratoriais disponíveis, a cultura em meio líquido realizada nos
instrumentos BD BACTECTM MGIT™, considerada padrão-ouro por apresentar taxa de
detecção 17% mais alta que a cultura sólida, segundo dados técnicos
consolidados³.
Entre
os métodos laboratoriais disponíveis para o diagnóstico da tuberculose, a
cultura microbiológica, em meio sólido ou líquido, é considerada o padrão-ouro,
por permitir a identificação do Mycobacterium tuberculosis e a
realização do teste de sensibilidade aos medicamentos.
Estudos
técnicos demonstram que a cultura em meio líquido automatizada apresenta maior
sensibilidade e maior taxa de recuperação de micobactérias quando comparada à
cultura sólida, além de reduzir o tempo para detecção4. Esses
sistemas estão entre as tecnologias adotadas pelos LACENs no Brasil, em
conformidade com as diretrizes do Ministério da Saúde.
Fatores de risco e prevenção
A
tuberculose é causada principalmente pela bactéria Mycobacterium
tuberculosis, podendo, em casos menos frequentes, envolver outras
micobactérias. A forma pulmonar é a mais comum, mas a doença também pode
acometer outros órgãos. Os principais fatores associados ao maior risco de
adoecimento incluem desnutrição, infecção pelo HIV, diabetes, tabagismo e uso
nocivo de álcool. A vacina BCG, aplicada na infância, permanece indicada para a
prevenção das formas graves da doença, especialmente em crianças.
Referências
¹ Brasil lidera cobertura de serviços de saúde, incluindo tratamento da tuberculose, aponta OMS. Ministério da Saúde. Disponível em Link
² Boletim Epidemiológico - Tuberculose 2025. Departamento de HIV, Aids, Tuberculose, Hepatites Virais e Infecções Sexualmente Transmissíveis. Disponível em Link
³Relatório Consulta Pública. Cultura líquida. Conitec. Disposível em Link
4 Ministério da Saúde amplia opções de tratamento para Tuberculose. Ministério da Saúde. Disponível em Link
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