Índice da Dor
Haleon 5 aponta que 58% das mulheres sentiram que sua dor não foi reconhecida;
no Brasil, 74% relatam discriminação - um dos índices mais altos entre os 18
países pesquisados
A dor afeta 91% das pessoas ao redor do mundo. Mas o que
determina se essa dor será levada a sério depende, em grande parte, de quem a
sente. O Índice da Dor Haleon 5 (HPI 5), estudo global conduzido pela Haleon
com mais de 18 mil pessoas em 18 países, revela que a experiência feminina de
dor continua marcada por desigualdades profundas - no consultório, no trabalho
e nas relações cotidianas. Em sua quinta edição, o estudo investigou
especificamente as barreiras de inclusão em saúde que afetam o acesso a um
cuidado eficaz, com recortes por gênero, raça, geração e orientação sexual.
Os dados são inequívocos: enquanto 49% dos homens relatam ter tido sua dor tratada de forma diferente, descredenciada ou discriminada, esse número sobe para 58% entre as mulheres - uma diferença de 9 pontos percentuais que reflete padrões estruturais, não coincidências.
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91% das pessoas sentiram dor no último ano |
58% das mulheres relatam dor não reconhecida |
53% das mulheres sentem-se estigmatizadas pela dor |
74% das brasileiras relatam discriminação pela dor |
O HPI 5 revela que 39% das pessoas consideram a dor um tabu do qual preferem
não falar - e essa proporção é ainda maior entre mulheres jovens. A dor
menstrual, em especial, é percebida como socialmente reprimida, um assunto
evitado mesmo em conversas com profissionais de saúde. 32% das pessoas com dor
temem ser julgadas caso falem sobre o que sentem. Entre as mulheres, a solidão
associada à dor - mensurada pela escala UCLA, validada academicamente - atinge
34%. Ao todo, 42% dos respondentes globais sentem solidão regularmente quando
estão com dor, 53% se isolam de situações sociais e 37% afirmam sentir que
ninguém realmente as entende.
"A dor que não pode ser dita torna-se uma dor que não pode ser tratada."
Viés e discriminação: o cenário global e o dado brasileiro
O HPI 5 documenta que mulheres, pessoas negras e a comunidade LGBTQIA+ são os
grupos mais afetados pelo endurecimento das atitudes sociais em relação à dor -
exatamente os grupos que já enfrentam exclusão em outras esferas da vida.
Globalmente, 53% das mulheres relatam ter se sentido estigmatizadas por causa
de sua dor (vs. 45% dos homens). No ambiente de trabalho, 47% das mulheres
reportaram experiências de discriminação relacionadas à dor. O Brasil
ocupa posição de destaque preocupante neste mapeamento: 74% das mulheres
brasileiras afirmam ter tido sua dor tratada de forma diferente, descredenciada
ou discriminada - um dos índices mais elevados entre os 18 países analisados,
ao lado de Índia e Arábia Saudita. Esse dado reforça a urgência de abordagens
mais conscientes, empáticas e inclusivas no cuidado à saúde no país.
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69% desejam que médicos sejam mais bem treinados sobre
diferenças individuais na dor |
62% desejam que farmacêuticos sejam melhor treinados sobre
a dor individual |
68% afirmam que combater viés com maior empatia faria
diferença real |
O que funciona: representatividade, escuta e letramento em saúde
O HPI 5 não apenas mapeia o problema - ele aponta caminhos. Quando perguntados
o que faria uma diferença real em sua experiência de dor, os respondentes indicaram
três frentes prioritárias:
Ampliar o acesso ao cuidado - citado por 72%
Combater viés e preconceito com maior empatia - citado
por 68%
Fortalecer o letramento em saúde - citado por 57%
Mais da metade das mulheres relatam se sentir mais bem compreendidas
quando atendidas por profissionais do mesmo gênero, e 7 em cada 10 relatam
maior segurança ao conversar com quem compartilha aspectos de sua identidade.
Não são preferências subjetivas: são estratégias com impacto mensurável em
desfechos clínicos, que o programa #ListenToPain da Haleon vem traduzindo em
ferramentas práticas para profissionais de saúde em todo o mundo.
O letramento em saúde completa o quadro: quando a
informação é clara e acessível, as mulheres ganham autonomia para nomear seus
sintomas, buscar ajuda com mais confiança e tomar decisões mais informadas
sobre o próprio corpo.
“A chegada do Dia Internacional da Mulher se aproxima é
uma oportunidade para lembrar que ainda existem dimensões da saúde feminina que
seguem pouco reconhecidas. Essa realidade é evidenciada pelos dados do Índice
de Dor da Haleon, que mostram como a dor relatada por muitas mulheres ainda é
frequentemente subestimada. Reconhecer esse cenário é o primeiro passo para
transformál-o. Em seguida, precisamos avançar em três frentes: ampliar a
empatia nos atendimentos, garantir informação verdadeiramente acessível e
construir ambientes que acolham e validem a experiência feminina. Sendo uma
empresa cujo propósito é entregar a melhor saúde diária com humanidade, e isso
começa por conversar sobre dor sem tabu, promovendo um cuidado mais humano, eficaz
e verdadeiramente inclusivo,” conclui Mariana Lucena, diretora de Assuntos
Corporativos da Haleon na América Latina.
Referências
Edelman Data x Intelligence (DXI). Haleon Pain Index 5: Global Main Study Report. Haleon, 2023. Disponível em: https://www.haleon.com/our-impact/pain-index
Haleon. Global Snapshot - Haleon Pain Index 5. Setembro de 2023.
Haleon. Press Release: New global study discovers people in pain feel more socially excluded than ever. 28 de setembro de 2023. Disponível em: https://www.haleon.com/news/press-releases/esg/2023/new-global-study-discovers-people-in-pain-feel-more-socially-excluded-than-ever
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