Além das dicas de segurança, especialista
da companhia prevê o futuro da ferramenta no Brasil e em países parceiros
O Pix já é aceito como meio de pagamento para brasileiros em alguns países, como Argentina, França e Paraguai. Isso só é possível porque ele utiliza o padrão ISO 20022, o mesmo da rede Swift, que permite a integração com sistemas internacionais de pagamento. Apesar da segurança e rastreabilidade que o Pix oferece no Brasil, as transações no exterior exigem atenção especial. Os cuidados básicos são semelhantes ao de uma transação doméstica, mas podem se tornar mais complexos diante de barreiras de idioma e diferenças culturais.
Para ajudar os usuários a se prepararem, Thiago Zaninotti, CTO
da Celcoin, infratech financeira líder de mercado, compartilha dicas para
realizar transferências internacionais via Pix com mais segurança.
1. Cheque a idoneidade de todos os participantes
O primeiro passo é verificar se as
entidades ou empresas estrangeiras envolvidas na operação são reconhecidas e
confiáveis e checar se a instituição mantém as mesmas características de
segurança e funcionalidade que o Pix oferece no Brasil.
2.
Fique de olho no identificador único da transação
Conhecido como end2end, o
identificador da transação é um número único que garante a rastreabilidade
daquele envio no Banco Central.
3. Peça a devolução ou estorno de forma imediata
Em caso de erro, agir imediatamente é
essencial. O usuário deve entrar em contato com a instituição financeira assim
que perceber o problema, já que a liquidez e a velocidade do Pix permitem que
os valores sejam transferidos quase instantaneamente. A resposta rápida aumenta
as chances de recuperação, especialmente por meio do Mecanismo Especial de
Devolução (ferramenta que permite que as instituições financeiras da vítima
bloqueiem o valor da transação e o devolvam para a conta da vítima)
4. Comunicação constante
É ideal que o usuário tenha um canal de comunicação claro para contatar o provedor da transação, o que facilita a solicitação de estorno ou reembolso em caso de erro. Antes de realizar qualquer transação, conheça quais são os canais de atendimento dos provedores e, se for o caso, tire dúvidas antes de enviar dinheiro via Pix.
Apesar da necessidade de atenção, Zaninotti ressalta que o Pix
está em constante evolução. Por ser um sistema de pagamento instantâneo operado
diretamente pelo Banco Central, ele se diferencia de modelos adotados em outros
países. “Talvez por isso a expansão internacional, especialmente na América
Latina, ainda enfrente desafios. Em muitos casos, o controle das operações está
nas mãos de associações bancárias ou câmaras de liquidação, que têm pouco
incentivo para criar soluções de pagamento instantâneo”, conclui o CTO da
Celcoin.
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