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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Dia Mundial das Leguminosas reacendeu debate sobre segurança dos alimentos e uso de agrotóxicos

Fiscalização em produtos como feijão, soja, lentilha e amendoim ganhou destaque neste 10 de fevereiro, com foco na saúde do consumidor

 

Celebrado neste 10 de fevereiro, o Dia Mundial das Leguminosas colocou em evidência não apenas o valor nutricional desses alimentos, base da dieta brasileira, mas também um tema essencial à saúde pública: o controle do uso de agrotóxicos e contaminantes na produção agrícola. 

No Brasil, o monitoramento da presença de resíduos de agrotóxicos e outros contaminantes ocorre por meio do Plano Nacional de Controle de Resíduos e Contaminantes (PNCRC Vegetal), do Ministério da Agricultura e Pecuária. O programa realiza coleta sistemática de amostras em diferentes regiões do país, análises laboratoriais e ações de fiscalização e orientação ao produtor para garantir a qualidade sanitária dos alimentos.

Nesse processo, os Auditores Fiscais Federais Agropecuários atuam desde a fiscalização de insumos até o acompanhamento da produção, buscando evitar que práticas inadequadas cheguem ao consumidor. Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical), Janus Pablo Macedo, a fiscalização técnica é essencial para reduzir riscos sanitários, ambientais e econômicos associados ao uso inadequado de agrotóxicos. 

Para o auditor fiscal federal agropecuário Oscar Rosa, o desafio é proporcional à dimensão do setor agrícola brasileiro. “O Brasil é um país continental, com grande produção agrícola e uso significativo de agrotóxicos. Por isso, os planos nacionais de monitoramento são fundamentais para garantir a segurança e a qualidade dos alimentos”, afirma. 

Ele ressalta que os riscos não se restringem ao uso excessivo de agrotóxicos. Segundo o auditor, a etapa pós-colheita também exige atenção rigorosa. “Produtos mal armazenados podem favorecer a proliferação de fungos que produzem micotoxinas, algumas com potencial cancerígeno. Por isso, a fiscalização acompanha toda a cadeia produtiva, não apenas o campo, para evitar que alimentos contaminados cheguem ao consumidor”, explica. 

Além da proteção à saúde pública, a fiscalização influencia diretamente a imagem da produção agrícola brasileira. Irregularidades podem gerar barreiras comerciais, questionamentos sanitários e prejuízos à competitividade em mercados cada vez mais exigentes quanto à rastreabilidade e à segurança dos alimentos. 

No caso das leguminosas, como feijão, soja, lentilha, ervilha e amendoim, o debate ganha relevância adicional. Além de fonte importante de proteína vegetal, essas culturas contribuem para a saúde do solo ao favorecer a fixação de nitrogênio, o que melhora a fertilidade e a sustentabilidade da produção agrícola. 

O recado dos especialistas é direto: alimento saudável não é apenas nutritivo. Precisa ser seguro, e isso depende de fiscalização contínua ao longo de toda a cadeia produtiva.


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