Unidade de negócios do Grupo Stefanini avança em automação com foco em agentes inteligentes com maior conexão entre tecnologia e estratégia de negócio
No mercado
atual, o termo “automação de software com IA” tornou-se comum, mas seu
significado prático varia muito. Para a Stefanini Technology, essa
automação não é apenas um recurso técnico, mas um novo modelo de entrega, onde
a inteligência artificial (IA) deixa de ser uma ferramenta auxiliar e passa a
operar como um time autônomo e colaborativo, reduzindo a dependência humana em
atividades operacionais e abrindo espaço para decisões mais estratégicas.
Em vez de seguir a lógica tradicional de desenvolvimento centrada no
programador, a Stefanini Technology, unidade de
negócios do Grupo Stefanini, está reposicionando suas ofertas para um modelo
baseado em IA multiagente, com foco direto em geração de valor para o negócio.
Estudo recente do Gartner já
prevê esse aumento significativo no uso de agentes em aplicações até 2026, com
40% das empresas utilizando-os para tarefas, mas a proposta Stefanini vai além.
Essa nova abordagem marca a transição alinhada a uma visão IA-First e é
inspirada em um paralelo claro com o avanço da indústria automotiva rumo ao
carro autônomo. Enquanto a maioria das empresas ainda opera com ferramentas de
IA que oferecem assistência parcial (como copilots ou geração de código via
prompt), a consultoria tech global já atua com estruturas de orquestração
inteligente, onde agentes autônomos executam etapas completas da esteira de
desenvolvimento — desde o entendimento de requisitos até a entrega e manutenção
do sistema — com envolvimento humano apenas nos pontos de validação e decisão
estratégica.
“Estamos
saindo da lógica do desenvolvedor como centro e colocando o foco onde ele deve
estar: no negócio. Hoje, temos agentes que fazem entrevistas com stakeholders,
analisam requisitos, propõem soluções e automatizam grande parte do processo. O
humano entra para guiar e validar — como um copiloto corporativo que define o
destino, mas deixa a IA dirigir”, destaca Marcus Piombo,
CEO Brasil do Grupo Stefanini.
No novo modelo adotado pela Stefanini Technology, a
centralidade do desenvolvedor dá lugar a uma arquitetura composta por
multiagentes de IA especializados, que assumem responsabilidades antes
exclusivamente humanas. Esses agentes realizam desde entrevistas automatizadas
com stakeholders e mapeamento de requisitos em linguagem natural, até a geração
de especificações técnicas, escrita e validação de código, além da atualização
contínua de documentações e pipelines de entrega.
Para que esse modelo transformador de uso da IA em aplicações saia do
laboratório e se torne realidade operacional, a Stefanini atua como ponte entre
a tecnologia e o negócio do cliente, conduzindo todo o processo de adoção de
Inteligência Artificial. A empresa mapeia oportunidades de geração de valor,
desenha modelos de governança e segurança, integra agentes de IA às ferramentas
e aos rituais das squads e conduz a mudança da forma de trabalhar — do discovery
ao delivery
e à sustentação. Dessa forma, a tecnologia acelerada por IA passa a operar um
novo sistema de engenharia, com mais previsibilidade, qualidade e foco em
resultados de negócio.
O diferencial da proposta está em orquestrar a IA em estruturas produtivas
reais, superando o estágio experimental e estabelecendo um novo modelo de
fábrica de software. Isso se traduz em ganhos de previsibilidade, menor
dependência de especialistas, escalabilidade de entrega e maior conexão com os
objetivos estratégicos de cada cliente.
O impacto prático desse modelo é mensurável. A Stefanini Technology
implementou uma matriz de indicadores para acompanhar o percentual de tarefas
automatizadas, o nível de engajamento humano e os ganhos em produtividade,
consistência e eficiência. Os testes conduzidos incluem casos de AMS
(Application Management Services), projetos greenfield, evolução de produtos e
modernização de aplicações legadas. Os resultados já se mostram expressivos: no
setor financeiro, por exemplo, foi possível alcançar até 70%
de automação em fluxos de sustentação, com redução significativa de retrabalho
e aceleração das entregas.
Além de bancos, outros setores estratégicos já colhem benefícios com o novo
modelo. Varejo e telecomunicações registram ganhos em velocidade e integração
de sistemas, enquanto a indústria — incluindo segmentos como petroquímica e
energia — avança na modernização de aplicações críticas, migrando de arquiteturas
legadas para estruturas mais ágeis, inteligentes e governáveis.
“O mercado fala muito de IA, mas ainda entrega automação fragmentada. O que
estamos propondo é um modelo completo, aonde a IA não apenas executa, mas
entende, analisa e aprende. E isso só é possível quando se estrutura a esteira
como um sistema autônomo, com integração de ponta a ponta e métricas para cada
etapa”, complementa Daniel Parra, diretor
de Novos Negócios para Brasil e Latam da Stefanini Technology.
O próximo passo da Stefanini Technology é consolidar
uma esteira totalmente automatizada e interoperável, integrada às demais
unidades do grupo, como Data & Analytics e Cybersecurity, e apta a entregar
valor recorrente com mínima intervenção manual. Com isso, a empresa caminha
para se tornar referência global em desenvolvimento de software autônomo
orientado a negócio, unindo inteligência artificial, engenharia e visão
estratégica.
Marcus Piombo, CEO Brasil do Grupo Stefanini
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