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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Gravidez na adolescência aumenta risco de prematuridade e reforça necessidade de políticas públicas de prevenção

Frederik
ONG Prematuridade.com alerta para impactos sociais, econômicos e na saúde materno-infantil; dados mostram que uma em cada 23 adolescentes se torna mãe todos os anos no Brasil 


A gravidez na adolescência segue sendo um importante desafio de saúde pública no Brasil, com impactos diretos na saúde materna e neonatal, especialmente no aumento do risco de partos prematuros. Dados de um
estudo sobre maternidade na adolescência no Brasil feito por pesquisadores do Centro Internacional de Equidade em Saúde da Universidade Federal de Pelotas (ICEH/UFPel) apontam que, a cada ano, uma em cada 23 adolescentes brasileiras se torna mãe, realidade que evidencia desigualdades sociais, dificuldades de acesso à informação e fragilidades no cuidado integral à saúde de meninas e jovens. 

Já a taxa nacional de fecundidade entre adolescentes é de 43,6 nascimentos por mil jovens, quase o dobro da média observada em países de renda média alta e muito superior à de países parceiros do BRICS, onde a taxa máxima é de 16,3 por mil. O dado reforça a necessidade de fortalecer políticas públicas de prevenção, educação e cuidado integral. 

A gestação na adolescência está associada a um risco significativamente maior de complicações maternas e neonatais: além de aumentar a probabilidade de parto prematuro e baixo peso ao nascer, adolescentes apresentam maior risco de mortalidade, especialmente entre meninas mais jovens, e filhos com taxas de mortalidade infantil mais altas do que aqueles de mães adultas. Dados do Sistema de Informações de Nascidos Vivos (SINASC) e de organismos de saúde indicam que, no Brasil, filhos de mães adolescentes têm maior probabilidade de óbitos no primeiro ano de vida e que gestantes adolescentes menores de 15 anos têm até cinco vezes mais risco de morte relacionada à gravidez ou parto do que mulheres com 20 anos ou mais. Para a ONG Prematuridade.com, o enfrentamento da gravidez na adolescência passa, necessariamente, por políticas públicas eficazes de prevenção, educação sexual, planejamento reprodutivo, acesso a métodos contraceptivos e garantia de acompanhamento adequado às adolescentes que engravidam. 

“A adolescência é um período de intensas transformações físicas, emocionais e sociais. Quando a gravidez ocorre nessa fase, os riscos para a mãe e para o bebê aumentam significativamente, especialmente em relação à prematuridade”, destaca a diretora da ONG Prematuridade.com, Denise Suguitani. 

Estudos indicam que adolescentes grávidas, sobretudo em contextos de maior vulnerabilidade social, tendem a iniciar o pré-natal mais tardiamente e a enfrentar barreiras no acesso a serviços de saúde de qualidade, fatores que contribuem para desfechos desfavoráveis, como o parto prematuro e o baixo peso ao nascer. Além dos impactos clínicos, a prematuridade gera custos elevados ao sistema de saúde e consequências de longo prazo para o desenvolvimento das crianças. 

A ONG Prematuridade.com atua nacionalmente na defesa dos direitos das gestantes, dos bebês prematuros e de suas famílias, acompanhando de perto a formulação de políticas públicas e promovendo ações de conscientização sobre os fatores de risco associados à prematuridade. A organização reforça que a prevenção da gravidez na adolescência deve caminhar junto com o acolhimento e o cuidado integral das adolescentes que já estão grávidas, garantindo acompanhamento pré-natal adequado, informação qualificada e suporte social. 

“É fundamental olhar para a gravidez na adolescência não apenas como um evento individual, mas como um fenômeno social que exige respostas estruturadas do Estado e da sociedade. Investir em prevenção, educação e cuidado é também uma forma de reduzir a prematuridad, salvar vidas e proteger o futuro de milhares de crianças”, reforça Denise.

 

Associação Brasileira de Pais, Familiares, Amigos e Cuidadores de Bebês Prematuros – ONG Prematuridade.com


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