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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Vai passar o Carnaval na natureza? Veja dicas para reduzir o impacto ambiental da sua viagem

Natureza e folia. Como viajar com responsabilidade ecológica.
Foto: Isadora Sá
PlanetaEXO lista 5 práticas essenciais para aproveitar o feriado sem poluir praias, trilhas e matas; guia ensina a montar “kit desperdício zero” e a usar o “banheiro no mato” sem degradar o ambiente


Fugir da agitação das grandes cidades para buscar refúgio na natureza é uma tendência crescente no Carnaval. No entanto, o aumento repentino de visitantes em parques nacionais, praias isoladas e áreas de proteção ambiental exige cuidados redobrados. O PlanetaEXO, plataforma que conecta viajantes a experiências de ecoturismo , preparou um guia prático para ajudar o turista a aproveitar o feriado sem comprometer a biodiversidade local. 

O segredo para reduzir o impacto ambiental está em conscientizar as pessoas a não levar os hábitos da cidade para a floresta. "O Carnaval é um momento de celebração, mas muitas vezes a 'mentalidade de festa' gera excesso de lixo e poluição sonora em santuários ecológicos. Queremos mostrar que é possível vivenciar a natureza de forma intensa, mas deixando apenas pegadas", afirma Lucas Ribeiro, fundador do PlanetaEXO.

Confira as 5 dicas de ouro do guia montado pelo PlanetaEXO para um Carnaval de mínimo impacto:
 

1. Na Mala: O princípio da reutilização

A redução de lixo começa no planejamento. A recomendação é montar um "kit desperdício zero": ecobags para compras, garrafa de água reutilizável (evitando dezenas de garrafas plásticas) e cosméticos sólidos (xampus e sabonetes em barra), que eliminam embalagens. A escolha do protetor solar também importa: dê preferência a opções naturais, veganas ou biodegradáveis. Essas fórmulas costumam ser livres de componentes químicos agressivos, evitando a contaminação da água de rios e mares.

Mala consciente. Leve itens duráveis e
 evite embalagens plásticas.
 Divulgação

2. Hospedagem consciente

Seja em campings ou em pousadas, a recomendação é agir como se os recursos fossem finitos — porque muitas vezes são. Isso inclui não solicitar a troca diária de toalhas e lençóis e economizar água e energia, sistemas que costumam ficar sobrecarregados com a lotação do feriado.


3. Respeito à vida selvagem

A interação forçada com animais é um dos maiores problemas do turismo de massa. Não alimente a fauna local (isso adoece os animais e muda seus hábitos de caça) e mantenha-se estritamente nas trilhas demarcadas para evitar a erosão do solo e proteger a flora nativa. Quando estiver na praia, lembre-se de que qualquer resíduo plástico deixado na areia ou na água pode provocar a morte de animais marinhos, como tartarugas. 


4. Gestão de resíduos e a regra do vidro

O volume de descartáveis triplica no Carnaval. A orientação é aplicar a técnica do "volta comigo". Todo resíduo gerado deve voltar com o turista, já que lixeiras de parques e praias costumam transbordar e o vento espalha o lixo. Além disso, o vidro é um grande vilão. Garrafas de vidro são proibidas em trilhas e rios pelo alto risco de acidentes graves e contaminação a longo prazo.

Alimentar a fauna silvestre prejudica a saúde e altera os instintos
 naturais de sobrevivência dos animais.
Foto: Marcelo Bonifácio


5. Conduta sanitária (banheiro no mato)

Para quem vai acampar ou fazer trilhas longas sem infraestrutura, é preciso ficar atento à etiqueta sanitária. A regra é manter uma distância mínima de 60 metros de qualquer curso d'água e trazer de volta todo o papel higiênico utilizado (em sacos do tipo ziplock), evitando a contaminação visual e biológica do local. “Ao montar esse guia para o Carnaval nós, do PlanetaEXO, queremos contribuir para difundir o conceito de etiqueta sanitária, ainda desconhecido por muitos viajantes. Por falta de informação e de planejamento, as pessoas poluem os biomas sem nem se dar conta”, alerta Lucas Ribeiro.


PlanetaEXO
www.planetaexo.com


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