Especialistas do A.C.Camargo reforçam a
importância de falar sobre a leucemia, que representa 30% dos tumores infantis globais
No dia de conscientização sobre o câncer infantil, o
A.C.Camargo Cancer Center destaca alguns dados que mesclam alerta e esperança.
Afinal, de acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer já é a
primeira causa de morte por doença entre crianças e adolescentes de 1 a 19 anos
no Brasil. Neste contexto, o levantamento realizado no Cancer Center ganha
ainda mais relevância, uma vez que observamos que a leucemia já representa
cerca de 30% de todos os tumores infantis tratados pela Instituição entre 2000
e 2023.
“O câncer infantojuvenil costuma evoluir rapidamente pela biologia
tumoral, mas a resposta ao tratamento oncológico é melhor, alcançando até 80%
de chances de cura quando diagnosticado precocemente”, afirma a Dra. Viviane
Sonaglio, líder do Centro de Referência em Tumores Pediátricos do A.C.Camargo.
“Esses resultados refletem o impacto positivo da nossa abordagem
multidisciplinar e altamente personalizada, com protocolos terapêuticos
atualizados e infraestrutura dedicada ao cuidado oncológico pediátrico
integral, que vai do diagnóstico à reabilitação do paciente e retorno às
atividades da vida cotidiana”.
A leucemia na infância
A Leucemia Linfoblástica Aguda (LLA) é o tipo mais comum na infância, com maior frequência entre 2 e 5 anos e estimativa de 3.000 novos casos anuais no país. No A.C.Camargo, a análise do Registro Hospitalar de Câncer mostra que, entre 2000 e 2023, mais de 114 mil casos de leucemia foram registrados, com uma parcela significativa na faixa pediátrica.
“Se observarmos uma distribuição por faixa etária e sexo, nota-se
que, no sexo masculino, 12% dos casos de neoplasias hematológicas ocorreram em
crianças e adolescentes. Enquanto no feminino, cerca de 10% dos casos ocorrem
nessa faixa de idade. Por essa razão, é importante ficar atento aos sintomas
que podem servir de alerta para buscar um especialista. Estar atento aos sinais
pode ser a melhor forma de chegar a um diagnóstico ainda nos estágios iniciais
do câncer”, explica o Dr. Jayr Schmidt Filho, líder do Centro de Referência em
Neoplasias Hematológicas do A.C.Camargo.
De acordo com análise do Observatório do Câncer: Tumores
Pediátricos, as sobrevidas das leucemias pediátricas apresentam taxas de 69,7%
e 69,5%, entre 2000 e 2019. Em comparativo destes dois anos, o Cancer Center
reconhece que a sobrevida global em 5 anos melhorou de 56,3% em 2000 para 80,0%
em 2019.
Sinais de alerta: fundamentais para o diagnóstico precoce
A oncologista pediátrica explica que os sintomas iniciais da leucemia frequentemente se assemelham a doenças comuns da infância, o que pode atrasar a procura por atendimento especializado. Segundo ela, é essencial ficar atento a sinais persistentes, como aparecimento de ínguas, manchas roxas pelo corpo, sangramentos, febre sem causa aparente, dores de cabeça, dores ósseas, vômitos, palidez, alterações na visão, inchaço abdominal e cansaço excessivo.
A origem da leucemia ainda é desafiadora, mas os especialistas ressaltam que a hereditariedade, embora possa ocorrer em casos mais individualizados, não é uma regra para o desenvolvimento da doença. Também vale destacar que, assim como diversos tipos de tumores da infância, a leucemia não é uma condição que tenha um protocolo de prevenção, o que torna ainda mais fundamental para melhorar as chances de um prognóstico positivo, que pais e pacientes estejam atentos aos sinais de alerta.
Para conhecer o material completo disponibilizado pelo A.C.Camargo
Cancer Center, confira o Observatório do Câncer: Tumores Pediátricos nesse link e o Observatório do Câncer: Neoplasias Hematológicas nesse link.
A.C.CAMARGO CANCER CENTER
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