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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Carnaval: como se proteger de golpes financeiros na folia?

Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em investimentos, fornece dicas de como evitar cair em golpes no Carnaval

 

O Carnaval, conhecido pela alegria e pela celebração nas ruas, também se tornou um dos períodos mais sensíveis do ano quando o assunto é segurança financeira. Em meio a bloquinhos lotados, celulares constantemente em mãos e a natural distração da folia, investidores podem acabar expostos a golpes e prejuízos significativos. Segundo Jeff Patzlaff, planejador financeiro CFP® e especialista em investimentos, o cenário atual amplia ainda mais os riscos.

O Carnaval é uma tempestade perfeita para golpes. Temos aglomeração, distração, euforia e, muitas vezes, álcool. Em 2026, o celular não é só um telefone, ele tem boa parte da sua vida e seus dados financeiros. O perigo não é apenas perder o celular, mas sim o acesso aos aplicativos. Quadrilhas podem aproveitar o momento em que você está gravando um story no bloquinho, com o celular desbloqueado, para agir. A proteção é vital porque, em segundos, o estrago pode comprometer planos de anos”, afirma.

Segundo Jeff, a prevenção é a melhor estratégia para atravessar o Carnaval sem sustos no bolso. A seguir, veja dicas práticas do especialista para proteger suas finanças durante a folia.


Dica 1: proteja suas transações financeiras

Antes de realizar qualquer pagamento via Pix ou cartão, a recomendação é simples, mas fundamental: verifique tudo com calma. Conferir o valor da transação, confirmar o nome do recebedor e observar a maquininha são atitudes que ajudam a evitar cobranças erradas e golpes bastante comuns em eventos lotados.

“Se alguém te apressa, insiste para você pagar rápido ou tenta distrair enquanto digita o valor, desconfie. Golpistas usam a pressa como aliada”, explica Jeff Patzlaff. Ele também orienta evitar maquininhas danificadas, sem visor claro ou que pareçam improvisadas. Em caso de dúvida, o melhor é cancelar a compra e procurar outro meio de pagamento.


Dica 2: redobre a segurança do celular

O celular se tornou a principal ferramenta financeira do brasileiro e, por isso mesmo, o principal alvo dos criminosos. De acordo com Patzlaff, é indispensável reforçar as camadas de proteção antes de sair de casa.

“Configure senha forte, biometria, autenticação de dois fatores e, se possível, oculte os aplicativos de banco. Faça pagamentos por aproximação somente com o celular/relógio, usando as carteiras digitais como ApplePay e bloqueie o pagamento por aproximação do cartão. Lugar de cartão é em casa, na rua somente pelo wallet”, orienta. Outra recomendação importante é evitar clicar em links suspeitos e nunca usar aplicativos bancários conectados a redes públicas de Wi-Fi, comuns em áreas turísticas e eventos.

“Existem automações que podem ser feitas no celular que também ajudam a proteger, por exemplo ao abrir o aplicativo do banco automaticamente o celular bloqueia, ou colocar um tempo de uso nos apps, isso gera uma camada a mais de proteção”, diz Jeff.

Outra alternativa é separar os dispositivos e limitar valores disponíveis: “Caso tenha mais de um celular deixe os aplicativos no aparelho que vai ficar em casa, assim você dificulta o acesso às informações. Alguns bancos, como o BTG e o Nubank possuem sistemas de segurança como o wi-fi seguro (BTG), que só consegue abrir o app do banco em um wi-fi que você cadastra como seguro, ou o modo rua (Nubank) que limita transferências e pagamentos de boletos quando o celular está fora de wi-fi confiável protegendo contra roubos”.


Dica 3: leve apenas o essencial

Menos é mais quando o assunto é segurança financeira no Carnaval. Jeff Patzlaff recomenda sair para blocos e festas levando apenas o indispensável: um documento e um valor limitado em dinheiro.

“Quanto menos itens você carregar, menor o prejuízo em caso de perda ou furto”, afirma o especialista. O ideal é manter tudo bem protegido, de preferência em doleiras ou bolsas antifurto, usadas por baixo da roupa. Celulares devem estar sempre guardados e longe de bolsos traseiros ou locais de fácil acesso, segundo ele.


Dica 4: estabeleça limites para evitar prejuízos maiores

Definir limites diários de Pix e limites por transação é uma das medidas mais eficazes para reduzir danos em situações de coação ou roubo. Segundo Patzlaff, esses limites funcionam como uma trava de segurança.

“Se houver uma abordagem criminosa, o limite pode impedir perdas maiores e te dar tempo para agir”, explica. Além disso, o uso de aplicativos de controle financeiro permite acompanhar os gastos em tempo real, ajudando a manter o orçamento sob controle mesmo durante os dias de festa.


Dica 5: atenção redobrada com aplicativos de transporte

O deslocamento também exige cuidado. Jeff Patzlaff recomenda utilizar apenas aplicativos oficiais de transporte, sempre conferindo as informações do motorista e do veículo antes de embarcar.

“Peça o carro em local seguro e evite ficar manuseando o celular na rua. Celular na mão é um convite para o crime”, alerta. Sempre que possível, aguarde o veículo em locais iluminados, movimentados e próximos a estabelecimentos comerciais.


Deu ruim? Veja o que fazer imediatamente

Mesmo com todos os cuidados, imprevistos podem acontecer. Se houver perda, roubo ou suspeita de golpe, Jeff orienta agir rapidamente:

  • Bloqueie imediatamente bancos e cartões
     
  • Solicite o bloqueio do chip junto à operadora
     
  • Bloqueie o celular (como pelo “Buscar iPhone” ou similar)
     
  • Altere todas as senhas, começando pelo e-mail
     
  • Registre um boletim de ocorrência


“A rapidez na reação pode reduzir muito os prejuízos e facilitar a recuperação do controle financeiro”, destaca Patzlaff.

 

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