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terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Aquecimento de Carnaval: confira os riscos dos adesivos e adereços na região das mamas

Especialistas alertam para a combinação explosiva de suor, cola e calor e explicam como evitar alergias, inflamações e feridas na pele


Brilho, pedrarias, adesivos e fantasias criativas são marcas registradas do Carnaval brasileiro. No entanto, quando esses adereços são colados diretamente na pele, especialmente na região das mamas, podem trazer riscos importantes à saúde. Para esclarecer as principais dúvidas sobre o tema, os profissionais da clínica Terra Cardial, referência em saúde feminina, explicam como curtir a folia com mais segurança.

De acordo com o ginecologista Dr. Caetano da Silva Cardial, o maior problema não está nas mamas em si, mas na pele da região. “O uso de adesivos, colas e glitter pode provocar dermatite de contato, assaduras, bolhas e até pequenas feridas. Em alguns casos, essas lesões podem evoluir para infecções e, se não forem tratadas, atingir camadas mais profundas”, alerta.

A dermatologista Dra. Débora Cardial reforça que o risco aumenta quando há calor, suor e atrito, uma combinação típica dos blocos e festas de Carnaval. “A pele fica mais úmida e sensível. Isso facilita alergias, inflamações e até foliculite, que é a inflamação dos poros e dos pelos. Produtos que contêm perfume, corantes, glitter solto ou colas mais agressivas elevam ainda mais esse risco”, explica.

Um erro comum nessa época do ano é recorrer a soluções improvisadas, como fita dupla face, fita isolante, cola de artesanato ou até supercola. Segundo os especialistas da Terra Cardial, esses produtos não são feitos para a pele e podem causar queimaduras químicas, alergias graves e retirada da camada superficial da pele ao serem removidos. Para evitar riscos antes de usar qualquer produto, faça um teste em outra região do corpo e aguarde 24 horas para ver se há reação. Evite aplicar em pele recém-depilada ou esfoliada.

A retirada também faz diferença. O ideal é remover o adesivo durante o banho morno ou após uma compressa morna. “Use óleo corporal, óleo mineral ou um removedor próprio para adesivos. Vá soltando aos poucos, sem puxar de uma vez. Segurar a pele enquanto descola ajuda a evitar machucados”, orienta a dermatologista.

Após o uso de adereços colados, é importante observar a pele. Vermelhidão intensa, ardor forte, coceira, bolhas, feridas, sangramento, secreção com mau cheiro ou febre são sinais de que algo não está bem e exigem avaliação médica.

Para quem quer manter o visual sem abrir mão da saúde, os especialistas recomendam alternativas mais seguras como tops, biquínis, fantasias próprias para o calor, body tapes dermatológicos de boa qualidade e adereços costurados na roupa, em vez de colados na pele.

 



Clínica Terra Cardial

Dra. Márcia - médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC, doutora em Tocoginecologia, professora associada e chefe do setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, além de presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC).

Dr. Caetano Silva Cardial, - graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, é mestre em Ginecologia, cirurgião oncológico e mastologista, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.

Dra. Débora Cardial - dermatologista formada pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência em Clínica Médica e Dermatologia, título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, além de ser membro da Sociedade Europeia de Dermatologia e Venereologia e da Sociedade Brasileira de Laser.



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