Especialistas
alertam para a combinação explosiva de suor, cola e calor e explicam como
evitar alergias, inflamações e feridas na pele
Brilho, pedrarias, adesivos e fantasias criativas
são marcas registradas do Carnaval brasileiro. No entanto, quando esses
adereços são colados diretamente na pele, especialmente na região das mamas,
podem trazer riscos importantes à saúde. Para esclarecer as principais dúvidas
sobre o tema, os profissionais da clínica Terra Cardial, referência em saúde
feminina, explicam como curtir a folia com mais segurança.
De acordo com o ginecologista Dr. Caetano da Silva Cardial, o maior problema não está nas mamas em
si, mas na pele da região. “O uso de adesivos, colas e glitter pode provocar
dermatite de contato, assaduras, bolhas e até pequenas feridas. Em alguns
casos, essas lesões podem evoluir para infecções e, se não forem tratadas,
atingir camadas mais profundas”, alerta.
A dermatologista Dra. Débora Cardial reforça que o risco
aumenta quando há calor, suor e atrito, uma combinação típica dos blocos e
festas de Carnaval. “A pele fica mais úmida e sensível. Isso facilita alergias,
inflamações e até foliculite, que é a inflamação dos poros e dos pelos.
Produtos que contêm perfume, corantes, glitter solto ou colas mais agressivas
elevam ainda mais esse risco”, explica.
Um erro comum nessa época do ano é recorrer a soluções
improvisadas, como fita dupla face, fita isolante, cola de artesanato ou até
supercola. Segundo os especialistas da Terra Cardial, esses produtos não são
feitos para a pele e podem causar queimaduras químicas, alergias graves e
retirada da camada superficial da pele ao serem removidos. Para evitar riscos
antes de usar qualquer produto, faça um teste em outra região do corpo e
aguarde 24 horas para ver se há reação. Evite aplicar em pele recém-depilada ou
esfoliada.
A retirada também faz diferença. O ideal é remover o
adesivo durante o banho morno ou após uma compressa morna. “Use óleo corporal,
óleo mineral ou um removedor próprio para adesivos. Vá soltando aos poucos, sem
puxar de uma vez. Segurar a pele enquanto descola ajuda a evitar machucados”,
orienta a dermatologista.
Após o uso de adereços colados, é importante observar a
pele. Vermelhidão intensa, ardor forte, coceira, bolhas, feridas, sangramento,
secreção com mau cheiro ou febre são sinais de que algo não está bem e exigem
avaliação médica.
Para quem quer manter o visual sem abrir mão da saúde, os
especialistas recomendam alternativas mais seguras como tops, biquínis,
fantasias próprias para o calor, body tapes dermatológicos de boa qualidade e
adereços costurados na roupa, em vez de colados na pele.
Clínica Terra Cardial
Dra. Márcia - médica formada pela Faculdade de Medicina do ABC, doutora em Tocoginecologia, professora associada e chefe do setor de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia, além de presidente da Associação Brasileira de Patologia do Trato Genital Inferior e Colposcopia (ABPTGIC).
Dr. Caetano Silva Cardial, - graduado pela Faculdade de Medicina do ABC, é mestre em Ginecologia, cirurgião oncológico e mastologista, membro da Sociedade Brasileira de Mastologia e da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica.
Dra. Débora Cardial - dermatologista formada pela Faculdade de Medicina do ABC, com residência em Clínica Médica e Dermatologia, título de especialista pela Sociedade Brasileira de Dermatologia, além de ser membro da Sociedade Europeia de Dermatologia e Venereologia e da Sociedade Brasileira de Laser.
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